Figura aqui
Confesso a vocês que
sou fã de animes e mangás e dentre eles tem um que acho
fantástico. Chama-se Naruto. Este mangá, que também foi transformado em anime, conta a saga do personagem
título.
Naruto foi uma criança órfã, sem amigos ou parentes, que ao ser
rejeitada pela vila onde morava, tornou-se uma criança “traquina”, pois
precisava, de alguma forma, ser vista pelos outros. Era o que se costuma chamar
de criança-problema: não tinha família ou amigos, tinha problemas de aprendizagem
na escola, os professores não o queriam e a vila o temia. Já estava perto de
abandonar a escola, e seu sonho de se tornar um grande ninja, quando algo lhe aconteceu: foi reconhecido. Alguém (seu
professor), o viu além do título de garoto-problema e o reconheceu como Naruto Uzumaki.
Existem vários pontos
que podemos analisar nesse mangá (e
provavelmente farei em outros posts): a persistência de Naruto para alcançar seu sonho, a importância da amizade, o papel
de um professor, os prejuízos que causamos ao rotular alguém, a beleza da
lealdade e a aceitação de si mesmo. Nesse texto, pretendo falar sobre esse
último aspecto: aceitar quem você é.
Um dos motivos para Naruto ser tão rejeitado na vila é que
ele possuía um “monstro” dentro dele e todas as vezes em que ele era instigado,
esse monstro vinha à tona e mostrava o seu lado mais sombrio, sendo capaz de
destruir tudo ao seu redor. As pessoas não o viam ao olhar para ele, mas sim a
fera que o habitava. Isso fez com que Naruto
rejeitasse esse hóspede incômodo, inúmeras vezes, sem aceitar essa energia
dentro dele. E quanto mais Naruto o
repudiava, mais forte ele se tornava.
Ao analisarmos pelo
aspecto da psicologia analítica, vemos que Jung
já havia declarado que precisamos aceitar a nossa sombra para poder nos
transformarmos. E o que é a sombra? Para Jung,
a sombra é o que nós não temos o desejo de ser e inclui desejos, memórias, tendências e experiências que rejeitamos, pois os
consideramos como incompatíveis com os padrões e ideais sociais, mas que estão
em nós. No entanto, quando nos tornamos conscientes desses aspectos, não o
rejeitando, menos forças eles terão sobre nossos atos.
Naruto sempre achou que deveria lutar contra esse monstro que o habitava, mas
mudou sua atitude ao conhecer uma pessoa de outra vila, Killer Bee, que também tinha uma fera dentro de si, só que
conseguiu conviver com ela. Mais do isso. Tornaram-se “amigos”. E essa fera, em
muitos momentos, era quem dava forças para Killer
Bee conseguir vencer suas batalhas. A partir daí, Naruto percebeu que também poderia conviver com seu “demônio”
interno e que, talvez, nem fosse tão “demônio” assim. Bastava, para isso,
saber conviver com ele. Um processo que você também pode conseguir através da
terapia, da análise pessoal, pois, como afirma Jung “só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos”. Naruto
conseguiu. Você também consegue.
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