quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Assista este vídeo e entenda por que a psiquiatria faz empiria e não ciência


By on 18:17


A tradição empirista na medicina impôs seu modelo à clínica psicopatológica, e a psiquiatria construiu assim seus métodos diagnósticos sobre o modelo da observação direta. No contexto contemporâneo, essa tradição aparece, sobretudo, com a iniciativa a-teórica do DSM. Os tratamentos seguirão o ideal positivista, o que aliena definitivamente o sujeito de seu sofrimento. Usando o positivismo como método, a psiquiatria perdeu o sujeito, ou reduziu-o a uma série de sintomas, ficando limitada apenas à parte do fenômeno psicopatológico que ´´aparece´´, e se esquecendo do principal: o sujeito que escolhe, se culpa, se questiona, tem consciência e se faz objeto para si mesmo. O objeto de estudo da psicologia não é ´´material´´, mas é objetivo; todo mundo pode constatar logicamente a sua existência, como fez Descartes ao afirmar: ´´Penso, logo EU existo. Quando nos referimos ao nosso corpo dizemos: ´´Minha perna´´, ´´Meu braço´´, ´´Meu´´ implica um possuidor: o EU. O sujeito é alcançável por um esforço lógico e objetivo, assim como a matemática e a física. Cada ciência precisa de um método para alcançar o seu objeto de estudo, e a psiquiatria errou ao escolher o positivismo para alcançar o sujeito.


É claro que existe um método científico na psicologia para explicar as psicopatologias, mas certamente ele não utiliza o método introspectivo da psicanálise, muito menos o empirismo da psiquiatria. 
A seguir um vídeo que ilustra como a psiquiatria, apesar de efetivamente não se basear numa teoria científica para pautar seus diagnósticos e fazer suas intervenções por ´´tentativa e erro´´,  conseguiu obter a ´´fé pública´´ das suas premissas por ser disseminada pela classe médica.