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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Revelado o mistério acerca do crânio perfurado do século XV



Um grupo de pesquisadores italianos resolveu o mistério de um crânio humano que data do século XV com vários buracos perfeitamente perfurados que está em exposição na Catedral de Otranto, na Itália.
Apesar de ter sido colocado ao lado de centenas de outros crânios, este era o único que tinha 16 buracos perfeitamente redondos de diferentes tamanhos e profundidades. Agora, pesquisadores da Universidade de Pisa revelaram que o pó de osso de crânio era utilizado no tratamento de doenças como a paralisia, derrame cerebral, epilepsia e até mesmo algumas doenças psiquiátricas, como relata o site Discovery News.




Acreditava-se na época que estas doenças surgiam por causa de poderes mágicos ou demoníacos. Este crânio pertencia a um homem que foi executado juntamente com outros 800 e, na Idade Média, acreditava-se que o pó do crânio de um santo, ou de pessoas que foram mortas violentamente, era eficaz no tratamento de tais doenças.
Os cientistas estimam que a perfuração do crânio de Otranto foi feita quase 300 anos após a sua morte, em 1711. No entanto, ainda é desconhecido o motivo pelo qual este crânio em particular foi escolhido.



sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Um estudo revela qual foi o fator determinante para surgimento das religiões










O aumento do nível de vida das maiores civilizações da Eurásia entre 500 e 300 A.C favoreceu o surgimento das religiões moralizantes, revela um estudo realizado por cientistas da Ecole Normale Superieure, em Paris. A hipótese foi apoiada em um modelo estatístico baseado na história e  na psicologia humana.
Em seu estudo publicado na revista Current Biology, cientistas franceses tentaram responder à pergunta de por que diferentes religiões moralizantes surgiram quase simultaneamente em diferentes civilizações.

Aproximadamente entre 500 e 300 A.C, em três diferentes regiões da Eurásia surgiram tradições religiosas muito semelhantes, com ênfase sem precedentes sobre a auto-disciplina, ascetismo e doutrinas moralizantes. Elas são o budismo, jainismo, Bramanismo, taoísmo, judaísmo do Segundo Templo e estoicismo, com ramificações posteriores como o cristianismo, o maniqueísmo e Islamismo.

Seu modelo de "produção de energia" revelou uma transição significativa para as doutrinas moralizantes quando as pessoas começaram a consumir 2.000 quilocalorias por dia. Este nível de prosperidade sugere que a sociedade em geral tinha as necessidades básicas satisfeitas, uma vez que havia muita comida e habitação para o presente e futuro próximo.

"Isso nos parece muito elementar atualmente, mas essa tranqüilidade era algo absolutamente novo naquela época", explica um dos autores do estudo, Nicolas Baumard.

"Os seres humanos que viveram em sociedades tribais ou mesmo em impérios arcaicos frequentemente sofriam de fome e doenças, e suas casas eram muito rudimentares. Por outro lado, com o crescimento da população e da urbanização na Era Axial [800 a. De C. a 200 a. C] resultou que, para certas pessoas, a vida começou a melhorar muito ", e isso os levou  à "ideia de que a vida humana tem um propósito diferente do sucesso material, e que é preciso encontrar uma existência moral e um controle dos desejos materiais através moderação (de comida, sexo, ambição, etc.), do ascetismo e da compaixão ", conclui.