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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Experimento Social: Como Você Reagiria se Testemunhasse um Estupro?






Já que a Suécia é o país onde há mais denúncias de estupros, dois russos decidiram fazer uma forte experiência social em Estocolmo. Os jovens se trancaram em um carro suspeito enquanto uma menina gritava por socorro aos transeuntes. Durante o experimento, cerca de 85% das testemunhas do "estupro" decidiu ignorar e sequer ligou para a polícia. Como você reagiria?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

"Eu vi uma menina de rua e quase vomitei´´: Vídeo comovente mostra pessoas desabrigadas chorando enquanto leem mensagens de ódio postadas no Twitter contra elas


Como parte da campanha Humans for Humans, a organização sem fins lucrativos, Raising the Roof, fez um vídeo de partir o coração, onde desabrigados leem mensagens cruéis, deixadas por várias pessoas nas redes sociais, em voz alta.




O objetivo deste trabalho é sensibilizar a sociedade e mostrar que aqueles que não têm onde morar também são seres humanos. "Só assim as pessoas vão parar de dizer coisas tão cruéis ​​e de assumir que os estereótipos são verdadeiros", disse o diretor-executivo da organização, Carolann Barr.

Algumas frases que vi os sem-teto lendo: "Eu odeio os sem-teto, não sinto pena de você, se você quiser mudar, mude para bem longe de mim com essa cara suja e fedorenta", "Eu odeio fica frio, porque então todos os vagabundos entram no ônibus", "Eu gostaria que os 'sem-teto' fossem para o inferno", " Eu vi uma menina de rua e quase vomitei. Volte para o seu lugar debaixo da ponte, ninguém ama você" ou "Se o nosso coração reside em nosso lar, então um sem-teto não tem coração?´´

´´O fato destas palavras terem causado tanta dor é a prova de que essas pessoas têm sim um coração", diz Barr. "As palavras podem machucar muito", diz ele.

Fonte: DailyMail traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 31 de março de 2015

8 Mitos Sobre Suas Emoções E Como Eles Podem Prejudicar Você


Por Amy Morin 

Como sociedade, não falamos muito sobre nossas emoções. As conversas tendem a se concentrar mais no que estamos fazendo ou no que estamos pensando. Na verdade, a maioria das pessoas acham que é mais fácil começar frases com: "Eu acho que..." em vez de "Eu sinto que...", simplesmente porque soa menos estranho.




A maioria de nós nunca foi instruído sobre seus sentimentos. Em vez disso, esperamos aprender formas socialmente aceitáveis ​​de lidar com nossos sentimentos apenas observando as pessoas ao nosso redor. Mas a verdade é que muitas pessoas não representam um modelo saudável de como lidar com nossos sentimentos.

As normas sociais divergem sobre o que é considerado "aceitável" quando o assunto é lidar e falar sobre sentimentos. Há também muitas diferenças culturais sobre como identificar e gerir as emoções. Na verdade, a maioria das línguas têm palavras para designar certas emoções, que não possui tradução equivalente para outras línguas. 

Não é à toa que exista tanta confusão sobre as emoções. Aqui estão oito dos equívocos mais comuns:

1. "Eu deveria me sentir diferente."

Muitas pessoas dizem coisas como: "Eu sei que eu não deveria estar tão chateada com algo tão pequeno", ou, "eu deveria estar me sentindo mais feliz". Mas não existe nenhuma regra dizendo que a sua reação emocional está errada. Em vez de desperdiçar energia se debatendo contra o que você está sentindo, aceite a sua emoção e o modo como você reage à ela.

2. "Botar pra fora vai me fazer sentir melhor."

Um equívoco muito generalizado é a crença de que se você não falar sobre o que está sentindo para alguém, você vai "suprimir suas emoções" ou "sufocar seus sentimentos". Mas pesquisas mostram que o oposto é verdadeiro, pelo menos quando se trata de raiva. Esmurrar um travesseiro ou reclamar para todo mundo que você conhece só vai aumentar sua excitação, e não vai fazer você se sentir melhor.

3. "Tentar controlar minhas emoções é sinônimo de se comportar como um robô."

Muitas pessoas pensam que regular suas emoções significa agir como se elas não tivessem sentimentos. Esse não é o caso. Uma visão realista das emoções mostra que somos capazes de experimentar uma vasta gama de emoções, mas não precisamos ser controlados por eles. Depois de um dia difícil, escolher fazer alguma coisa para ajudá-lo a se sentir melhor, em vez de ficar de mau humor, é uma habilidade saudável.

4. "Algumas pessoas têm o poder de me fazer sentir determinadas emoções."



Muitas pessoas dizem coisas como: "Meu chefe me deixa louca", ou: "Minha madrasta faz eu me sentir mal comigo mesma". Na realidade, ninguém pode fazer você sentir algo. Outras pessoas podem influenciar a forma como você se sente, mas você é o único responsável por suas emoções.

5. "Não consigo lidar com emoções desconfortáveis."

Quando a pessoa duvida da sua capacidade de tolerar certas emoções, ela acaba se evadindo. Alguém que experimenta ataques freqüentes de ansiedade pode deixar escapar as oportunidades de ser promovido. Uma pessoa que se sente desconfortável com o confronto pode evitar um encontro com um colega de trabalho para resolver algum problema ocasional. Aprender a lidar com as emoções desconfortáveis ​​constrói autoconfiança. Quando você não permite que as suas emoções dominem o seu comportamento, você aprende que pode lidar com a situação muito melhor do que imaginava.

6. "As emoções negativas são ruins."

É fácil categorizar emoções como sendo "boas" ou "ruins", mas os sentimentos em si não são positivos ou negativos. É o que nós escolhemos fazer com essas emoções o que faz a diferença. A raiva, por exemplo, muitas vezes é como um soco no estômago. Enquanto algumas pessoas fazem escolhas horríveis quando estão raivosas, outras optam por usar a raiva de uma forma pró-ativa. Muitas das mudanças positivas no mundo nunca teriam ocorrido se os ativistas não tivessem se enfurecido com as injustiças que presenciaram.

7. "Mostrar a emoção é um sinal de fraqueza."

Embora seja uma habilidade social saudável, para se comportarmos profissionalmente, baixar a guarda e revelar os seus sentimentos não é um sinal de fraqueza. De fato, ser consciente de suas emoções e tomar uma decisão consciente de compartilhar essas emoções com os outros, quando for socialmente apropriado, é um sinal de força.

O desenvolvimento de uma consciência sobre suas emoções pode ser difícil quando você não está acostumado a refletir sobre o que sente. Como a maioria das habilidades de vida, sua capacidade de reconhecer, tolerar e regular suas emoções irá melhorar com a prática. O aumento da auto-consciência emocional é fundamental para a construção do sucesso em sua vida pessoal e profissional.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 30 de março de 2015

Novo remédio ajuda a barrar a progressão do Alzheimer


Um novo medicamento para Alzheimer apresentou benefícios para pacientes em estágio inicial da doença. O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes, e os resultados foram apresentados na sexta-feira, na Conferência Internacional de Doença de Alzheimer e Parkinson e Doenças Neurológicas Relacionadas, na França.




Forma mais comum de demência senil, o Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro e não tem cura. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a doença afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo, das quais 1,2 milhão no Brasil. Com o aumento da longevidade, o número de pacientes deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. Nos Estados Unidos, já é a sexta maior causa de morte na população.

Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos. Quatro receberam doses diferentes do remédio e um quinto tomou placebo. O tratamento diminuiu as placas de proteína beta-amiloide no cérebro dos pacientes. O efeito foi mais intenso quanto maior a dose que os pacientes receberam.

A farmacêutica Biogen Idec, responsável pelo desenvolvimento do produto, vai começar o estudo clínico de fase III, mais amplo, ainda este ano. George Scangos, diretor da empresa, disse em entrevista que os participantes do estudo foram selecionados cautelosamente, para excluir outras formas de demência diagnosticadas erroneamente como Alzheimer.

Resultado - Pacientes que receberam 3, 6 ou 10 miligramas do remédio por quilograma de peso mostraram uma redução nas placas com 26 semanas de tratamento. A queda foi ainda mais acentuada nos pacientes com doses de 3 e 10 miligramas depois de 54 semanas. Os dados sobre o grupo de 6 miligramas com 54 semanas não foram obtidos, porque esses voluntários começaram o tratamento mais tarde. O quarto grupo, medicado com 1 miligrama, não apresentou melhoras.

O estudo também usou testes cognitivos para avaliar o desempenho da droga. Em um deles, o desempenho dos pacientes do grupo de controle caiu 3,14 pontos depois de um ano, enquanto os pacientes tratados com 3 miligramas do medicamento apresentaram um declínio de 0,75 ponto e os com 10 miligramas, 0,58 ponto.

Fonte: Veja

A Lei Mais Poderosa Da Atração


Por Scott Barry Kaufman 

"Uma indescritível aura enigmática vai fazer as pessoas quererem saber mais, atraindo-as para o seu círculo... A hora em que as pessoas saberem o que podem esperar de você, o seu feitiço sobre elas estará quebrado." - Robert Greene, The Art of Seduction 
As pessoas gostam de pessoas que gostam delas. Esta é uma das descobertas mais replicadas em toda a psicologia social. Mas as pessoas também gostam de pessoas que podem gostar delas. Este é um dos princípios mais conhecidos da sedução.




Ao receber sinais claros de interesse de alguém, a pessoa fica momentaneamente satisfeita, adapta-se rapidamente, e o caso está encerrado. Mas quando o interesse é incerto, a pessoa pode pensar em outra coisa; ela ficará constantemente em busca de uma explicação. Eventualmente, a pessoa interpreta esses pensamentos como sinais de que está gostando e pensa: "Puxa, eu devo realmente gostar desta pessoa já que não consigo parar de pensar nela!". Cada pétala arrancada da rosa se perguntando: "Ele me ama, ele não me ama..." é um passo a mais em direção à atração.

Mas qual é a força mais potente da sedução: o conhecido princípio da reciprocidade da psicologia social (pessoas gostam de pessoas que gostam delas) ou o princípio da incerteza (pessoas gostam de pessoas que podem gostar delas)?

Erin Whitchurch e seus colegas conduziram um estudo com 47 estudantes universitários do sexo feminino para descobrir. Foi dito a cada mulher que vários estudantes do sexo masculino tinham visto seu perfil no Facebook e avaliado o quanto eles gostariam de conhecê-la.

A um grupo de garotas foi dito que elas veriam os quatro homens que as classificaram com a mais elevada nota (a condição "gostar-mais"). Outro grupo de mulheres foi informado de que elas estariam vendo os quatro homens que lhes deram notas médias (a condição "gostar-médio"). Finalmente, a um outro grupo de mulheres foi dito que era desconhecido o quanto cada homem gostava delas (a condição "incerta"). Em seguia, as mulheres viram quatro perfis fictícios de estudantes universitários do sexo masculino no Facebook.

Depois de ver os perfis, elas relataram o seu humor e avaliaram vários aspectos de sua atração pelos estudantes do sexo masculino (por exemplo, "alguém para quem eu ligaria"). As participantes, em seguida, avaliaram o seu estado de espírito e também relataram a medida em que os pensamentos sobre os homens tinham "surgido em sua cabeça" durante os 15 minutos passados.



Os pesquisadores encontraram evidências do princípio da reciprocidade: As mulheres gostaram mais dos homens quando foram levadas a crer que eles ´´gostavam-mais´´, em comparação com quando elas foram induzidas a acreditar que eles ´´gostavam-médio´´.

As mulheres da condição ´´incerta´´, no entanto, foram as que se sentiram mais atraídas pelos homens. As mulheres também relataram pensar mais sobre os homens na condição ´´incerta´´, e haviam evidências experimentais de que os efeitos da incerteza sobre a atração se deviam à frequência dos seus pensamentos. Em outras palavras, não foi a incerteza por si só que tornou os homens atraentes, mas os pensamentos que induziram.

As mulheres na condição ´´gostar-mais´´ relataram um estado de espírito mais positivo do que as mulheres na condição ´´gostar-médio´´, mas não houve diferença no humor entre as mulheres na condição ´´incerta´´ e as da condição ´´gostar-mais´´. As mulheres se sentiram tão positivas na condição de incerteza quanto na condição em que sabiam que os homens gostavam delas.

Este estudo é importante, pois é o primeiro a manipular diferentes graus de certeza. Ele também coloca uma nova rodada sobre a questão de "fazer jogo duro para conquistar": Ao que tudo indica, ser difícil não é atraente, mas ser misterioso é. Segundo os pesquisadores, "as pessoas que criam incerteza sobre o quanto elas gostam de alguém pode aumentar o interesse da pessoa."

É claro que o estudo tem limitações: para começar, envolveu apenas as fêmeas. Seria interessante ver se os homens também são tão afetados pela incerteza. Além disso, apenas a atração inicial foi medida. Uma vez que as mulheres começam a conhecer melhor os homens misteriosos, o feitiço sedutor pode muito bem desaparecer. Mas, como apontam os pesquisadores, o estudo ainda tem implicações no mundo real. Muitas pessoas encontram potenciais companheiros on-line e recebem  tantas informações quanto as mulheres que participaram deste estudo.

Quando se trata de sedução, parece uma das forças mais potentes é o fascínio pelo desconhecido.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

domingo, 29 de março de 2015

7 Hábitos de Pessoas Realmente Genuínas


Por Guy Winch

Tendemos a valorizar pessoas "verdadeiras" e pensar mal daquelas que percebemos como "falsas", mas por quê? Afinal de contas, o que motiva a "falsidade" é um esforço para parecer mais atraente ou impressionante, por isso não deveríamos achar as pessoas que se preocupam com as nossas opiniões mais atraentes do que aquelas que, por definição, agem à sua própria maneira, independentemente do que pensamos?

Não, não deveríamos por três razões básicas:





  • Somos muito mais propensos a confiar em uma pessoa genuína do que em uma falsa porque acreditamos que aqueles que são fiéis a si mesmos também são susceptíveis de serem fiéis e honestos com a gente.
  • Geralmente associamos a autenticidade com características atraentes, como força de caráter e resiliência emocional - assim, ser fiel a si mesmo indica confiança, tenacidade e, muitas vezes, até mesmo bravura.
  • Somos atraídos por qualidades como a unicidade e a individualidade, o que pessoas genuínas normalmente têm de sobra.
Muitos esforços de auto-aperfeiçoamento e auto-descoberta são necessários para se conseguir viver uma vida mais autêntica. Adotar os sete hábitos a seguir pode ajudá-lo a se tornar uma pessoa mais genuína, no entanto, o equilíbrio é importante. O exagero pode fazer mais mal do que bem, então não se esqueça de definir metas moderadas.


1. Pessoas genuínas falam o que pensam. Este é, na verdade, um hábito de dois passos. Pessoas genuínas tomam algum tempo para descobrir as suas próprias opiniões e perspectivas, e não têm vergonha de partilhá-las com os outros. A maneira pela qual compartilham suas opiniões também é importante: pessoas genuínas ficam confortáveis ao ​​apresentar suas idéias, elas não sentem necessidade de convencer os outros de que estão certas. Uma coisa que os ajudam a entrar em contato com suas verdadeiras opiniões e perspectivas é ...

2. Pessoas genuínas respondem às expectativas internas e não externas. Pessoas genuínas passam tempo explorando suas próprias crenças, ideais, padrões e expectativas, porque elas contam com estas respostas para se orientarem na vida. É claro que identificar suas próprias ideias e crenças não é uma tarefa fácil, uma vez que elas podem facilmente entrar em conflito com as crenças e padrões da família, comunidade e cultura em que você foi criado. Na verdade, ser autêntico é freqüentemente associado com ser corajoso porque...

3. Pessoas genuínas forjam seus próprios caminhos. Ser autêntico não é apenas sobre o que você pensa ou diz, mas também sobre o que você faz no mundo. Ser guiado por uma bússola interna não significa ter que seguir as rotas convencionais para atingir seus objetivos. Portanto, pessoas genuínas procuram descobrir sua própria maneira de alcançar seus propósitos, muitas vezes, forjando um caminho totalmente novo. O risco de forjar um caminho novo é não ter a certeza de que todos os seus esforços serão recompensados. No entanto...

4. Pessoas genuínas não se sentem ameaçadas pelo erro. A razão pela qual a maioria das pessoas seguem rotas convencionais é que elas se sentem mais ´´seguras", e, portanto, mais propensas a alcançar o sucesso. Por outro lado, tomar a estrada menos (ou nunca) escolhida é arriscado e pode levar ao fracasso. No entanto, pessoas genuínas não se sentem ameaçadas pela ideia do fracasso. Na verdade, elas veem o fracasso como parte integrante de sua jornada, uma fonte de aprendizado e uma experiência enriquecedora a partir do qual elas podem crescer. Em outras palavras, elas veem seus erros como instruções, em vez de ameaças...



5. Pessoas genuínas admitem seus erros. Para ser fiel aos seus sentimentos e opiniões, primeiro você deve ser honesto consigo mesmo sobre seus os pensamentos, crenças e comportamentos - o que se assemelha a um confronto do bem contra o mal. Como tal, as pessoas genuínas são propensas a reconhecer suas falhas e deficiências, a aceitá-las, de modo que assumam a responsabilidade pelos resultados de suas ações. Na verdade, a capacidade de reconhecer suas falhas, erros e fracassos se estende para além do modo como eles se veem, de modo que...

6. Pessoas genuínas não julgam os outros. Ser honesto sobre suas próprias falhas e abraçar a individualidade e as diferenças, faz com que as pessoas genuínas sejam menos críticas e aceitem mais as pessoas ao seu redor. A relutância em ver as pessoas através de uma lente de parcialidade, ou de expectativas preconcebidas, lhes possibilita ter uma perspectiva mais pura dos outros. E todos os hábitos listados acima se baseiam em um núcleo característico das pessoas genuínas...

7. Pessoas genuínas têm auto-estima sólida. Ter auto-estima sólida significa ter uma auto-estima estável, que não é nem muito alta nem muito baixa. (Narcisistas, por exemplo, têm uma auto-estima alta, mas frágil). Como resultado, pessoas genuínas podem tolerar e absorver o fracasso e as críticas, admitir suas falhas, e serem aceitas pelos outros, porque elas não se sentem ameaçadas pela imperfeição. Na verdade, ter uma auto-estima sólida, por definição, faz com que você consiga absorver o feedback (tanto negativo quanto positivo) e reconheça os aspectos do seu caráter que precisam ser trabalhados, sem que isso diminua a sua auto-estima.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 25 de março de 2015

15 Coisas Que Você Precisa Desistir Para Ser Feliz


Por: Luminita Saviuc

Aqui está uma lista com 15 coisas que você precisa desistir para tornar a sua vida mais fácil e muito mais feliz. Nos agarramos a certas coisas que só nos causam dor, estresse e sofrimento - e, em vez de nos livrar delas, em vez de nos permitir ser livres e felizes - nos apegamos a elas. Não mais. A partir de hoje vamos desistir de todas essas coisas que não nos servem mais e vamos aceitar a mudança. Você está pronto? Aqui vamos nós:




1. Desista da necessidade de estar sempre certo

 Muitas pessoas não conseguem suportar a ideia de estar errado - querem sempre estar certos - mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar uma grande dose de estresse para si mesmos e para os outros. Isso não vale a pena. Sempre que você sentir a "urgente" necessidade de entrar numa discussão sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: "É melhor estar certo ou estar bem? Que diferença isso faz? Seu ego é realmente tão grande?

2. Desista da necessidade de controle

Esteja disposto a desistir de sua necessidade de sempre controlar tudo o que acontece com você e ao seu redor - situações, eventos, pessoas, etc. Independente de quem se trate: amores, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você encontrou na rua - apenas seja você e respeite a liberdade dos outros. Permita que tudo e todos sejam como são e veja o quanto isso vai fazer você se sentir melhor.

"Ao desistir tudo acontece. O mundo é vencido por aqueles que sabem do que devem desistir. Mas quando você insiste e insiste. O mundo está além da vitória" Lao Tzu

3. Desista da culpa

 Desista da sua necessidade de culpar os outros pelo que você tem ou não tem, pelo que você sente ou não sente. Pare de dar seus poderes aos outros e comece a tomar responsabilidade pela sua vida.

4. Desista da sua auto-crítica destrutiva

Quantas pessoas estão prejudicando a si mesmas por causa de sua negativa, tóxica e repetitiva mentalidade derrotista? Não acredite em tudo que sua mente lhe diz - especialmente se ela for negativa e auto-destrutiva. Você é melhor do que isso.

"A mente é um instrumento excelente, se for usada corretamente. No entanto, se for usada de forma errada, torna-se muito destrutiva" Eckhart Tolle

5. Desista de suas crenças limitantes

Desista de suas crenças limitantes sobre o que você pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível. A partir de agora, você não permitirá mais que as suas crenças limitantes o mantenham preso no lugar errado. Abra suas asas e voe!

"A crença não é uma ideia criada pela mente, é uma ideia que prende a mente" Elly Roselle

6. Desista de reclamar

Desista da sua constante necessidade de reclamar sobre muitas coias - pessoas, situações e acontecimentos que o deixam infeliz, triste e deprimido. Ninguém pode deixar você infeliz, nenhuma situação pode deixar você triste, a menos que você permita. Não é a situação que desencadeia esses sentimentos em você, mas o modo como você escolhe olhar para ela. 

7. Desista do luxo de criticar

Desista da sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Somos todos diferentes, mas todos são iguais. Todos mundo quer ser feliz, todo mundo quer amar e ser amado, e todo mundo quer ser compreendido. 

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de tentar ser algo que você não é apenas para fazer os outros gostarem de você. As coisas não funcionam dessa maneira. No momento em que você parar de tentar ser algo que você não é, no momento em que você tirar todas as suas máscaras, no momento em que você aceitar quem é de verdade, você verá que as pessoas serão atraídas para você, sem esforço.

9. Desista da sua resistência à mudança

Mudar é bom. A mudança vai ajudá-lo a passar de A para B. A mudança irá ajudá-lo a fazer melhorias em sua vida, e também na vida daqueles ao seu redor. Siga a sua felicidade e abrace a mudança sem resistir.

"Siga a sua felicidade e o universo abrirá portas onde só havia paredes" Joseph Campbell

10. Desista dos rótulos



Pare de rotular coisas, pessoas ou eventos que você não entende como sendo estranhos ou diferentes, e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. A mente só funciona quando está aberta. 

"A maior forma de ignorância é quando você rejeita algo que não sabe nada a respeito" Wayne Dyer

11. Desista dos seus medos

O medo é apenas uma ilusão, ele não existe - você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o interior e o exterior irá para o seu lugar.

"A única coisa que devemos temer é o próprio medo" Franklin D. Roosevelt

12. Desista de suas desculpas

Mande elas fazerem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Em vez de crescer e trabalhar para melhorar nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todos os tipos de desculpas - desculpas que em 99,9% das vezes nem são reais.

13. Desista do seu passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece muito melhor do que o presente, e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o momento presente é tudo o que você tem e tudo o que você nunca vai ter de novo. O passado que você tem saudade - o passado com que você está sonhando - foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que faz e aproveite a vida. Afinal a vida é uma jornada, não um destino. Tenha uma visão clara para o futuro, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.

14. Desista do apego

Este é um conceito que, para a maioria, é muito difícil de entender - e tenho que admitir que para mim também era. Você melhora com o tempo e prática. O momento que você se distanciar de todas as coisas, (e isso não significa que você desista do seu amor por elas, porque o amor e o apego não tem nada a ver um com o outro. O apego vem no lugar do medo, enquanto o amor ... bem, o verdadeiro amor é puro e altruísta, onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir) você ficará mais calmo, mais tolerante, mais gentil e mais sereno. Você vai chegar ao ponto de ser capaz de compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.

15. Desista de viver a sua vida para atender as expectativas de outras pessoas

Como existem pessoas vivendo uma vida inautêntica, delineada por outras pessoas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para elas, vivem suas vidas de acordo com o que seus amigos, seus inimigos, seus professores, seu governo ou seus pais pensam que é melhor para elas. Ignoram a si mesmas, o chamado interior. Estão tão absorvidas em agradar todo mundo, em atingir as expectativas dos outros, que perdem o controle sobre suas vidas. Se esquecem do que as faz felizes, do que querem, do que precisam... e, eventualmente, se esquecem de si mesmas. Você tem uma vida - esta que está acontecendo agora - e precisa vivê-la, possuí-la, e, especialmente, não deixar que a opinião de outras pessoas o distraia do seu caminho.

Fonte: PurposeFairy traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 24 de março de 2015

5 Sinais de Uma Depressão Que Você Não Deve Ignorar


Por K. Aleisha Fetters

Seu chefe o consome. Um carro passa sobre uma poça d'água e espirra água suja em cima de você. Você está num dia ruim, mas é apenas um dia. A depressão, que afeta um em cada 10 norte-americanos, não vai embora de um dia para outro. Seus sintomas geralmente persistem por duas semanas ou mais e, normalmente, não desaparecem sem tratamento. Infelizmente, a maioria das pessoas não se dão conta de que os sintomas da depressão não se resumem ao "sentimento de tristeza". Além do mais, cada pessoa experimenta a depressão de forma diferente, e alguns podem apresentar mais sintomas do que os outros. Isso significa que em muitos casos a depressão passa despercebida, fazendo com que estas pessoas sofram em silêncio. Aprenda a reconhecer os sintomas mais comuns da depressão - em si mesmo, amigos ou membros da família - e como obter ajuda.




1. Auto-Crítica "Todos nós temos um crítico interno. Para as pessoas que estão deprimidas, essa voz interior crítica pode ter uma influência poderosa e destrutiva sobre o seu estado de espírito. Ela pode se alimentar por semanas de apenas um comentário distorcido", diz Jaime W. Vinick, chefe da clínica psiquiátrica Sierra Tucson. Além do mais, a auto-crítica também pode prever a depressão. Em um estudo com 107 adultos, aqueles que eram mais auto-críticos, também foram mais propensos a desenvolver uma depressão quatro anos depois. Preste atenção em como muitas vezes você, ou alguém, usa a palavra "deveria", diz Moe Gelbart, psicólogo do centro médico Torrance Memorial, na Califórnia. Referencias frequentes ao seu comportamento dizendo que "deveria" ter feito outra coisa é um sinal comum de auto-julgamento. 

2. Perda de interesse Perder o interesse em reuniões de três horas e prazos de trabalho é uma coisa, mas uma pessoa com depressão pode perder o interesse por coisas que normalmente desfrutava, como filmes, esportes e tempo com amigos, diz o psicólogo Moe Gelbart. "A perda de interesse em atividades prazerosas é um componente comum da depressão, e é conhecida como anedonia". Esta perda de interesse pode ser devida a mudanças nos níveis cerebrais de hormônios e neurotransmissores, de acordo com o psiquiatra Robert London. Infelizmente, a perda de interesse pode exacerbar sentimentos de isolamento, aumentando a depressão, diz Gelbart. É um ciclo vicioso auto-destrutivo que pode ser difícil para a pessoa que sofre de depressão quebrar.

3. Alteração Significativa de Peso Quando deprimidas, muitas pessoas perdem o interesse em comer porque já não desfrutam mais da comida. Por outro lado, elas podem comer mais numa tentativa consciente, ou inconsciente, de melhorar o seu estado de espírito. Na verdade, de acordo com um estudo de 2003, do American Journal of Clinical Nutrition, comer alimentos ricos em hidratos de carbono pode promover a síntese da serotonina e causar um leve bem-estar passageiro. Além do mais, a inatividade induzida pela depressão também pode contribuir para o ganho de peso. Se alguém experimentar uma mudança no peso corporal de mais de cinco por cento em um mês, a atenção é necessária, diz Robert London.

4. Dores e Medos Inexplicáveis Muitas vezes, quando indivíduos deprimidos procuram atendimento médico, a queixa não é a depressão em si. São dores, tais como problemas de estômago, dores nas articulações ou nas costas, diz Jaime W. Vinick. A depressão pode afetar a forma como a dor é percebida no cérebro. "Os sinais de dor corporal, que normalmente são embotados ou desviados, na depressão são ampliados", diz o psicólogo Nick Forand. "As pessoas com depressão também tendem a desenvolver uma atenção negativa auto-centrada, de modo que elas podem ser mais propensas a perceber sensações de dor e se concentrar nelas, o que pode piorar a percepção da dor", conclui.

5. Raiva e Irritabilidade Pessoas deprimidas muitas vezes se sentem agitadas, inquietas ou até mesmo violentas, explica o psiquiatra Robert London. Mas a raiva não é apenas um sintoma de depressão, é também um possível contribuinte para a depressão. De acordo com o psiquiatra, quando a raiva é contida e deixada sem solução, pode levar a pessoa a ter comportamentos auto-destrutivos e contribuir com os sentimentos da depressão. London recomenda que qualquer um que experimente sentimentos de agressão e hostilidade discuta os seus conflitos e trabalhe para resolver a situação. Conversar com um psicoterapeuta será muito útil para encontrar formas construtivas de lidar com sentimentos de raiva ou ressentimento mal-resolvidos.

Fonte: Livestrong traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 23 de março de 2015

5 frases que podem acabar com os seus relacionamentos


Por: Kira Asatryan 

Qualquer relacionamento pode se beneficiar de mais proximidade. A proximidade é criada entre duas pessoas através do conhecimento e cuidado mútuo. São ações simples que você pode começar a fazer a qualquer momento, com qualquer um que você escolher. Proximidade é o melhor antídoto para a solidão, e está sob seu controle.




Uma das primeiras coisas que eu encorajo meus clientes a fazer para criar mais proximidade em seus relacionamentos é ajustar a sua linguagem de pequenas, mas poderosas, maneiras.

Aqui estão 5 frases que você precisa evitar se quiser aumentar a proximidade nos seus relacionamentos:

1. "Por quê?"

A primeira frase a ser evitada é apenas uma única palavra: "Por que" não é a melhor maneira de se fazer uma pergunta a alguém que você quer se aproximar, porque ela pode fazer a pessoa ficar na defensiva. "Por que" é uma linguagem de acusação ("Por que você fez isso?", "Por que você se sente assim?"). Mesmo que você tenha intenções inocentes, a palavra pode fazer com que a outra pessoa pense que precise se defender.

Para sentir o poder subversivo de "por quê", na próxima vez que você se sentar para jantar ou assistir a um filme, pergunte a si mesmo: "Por que estou fazendo isso?" Sentiu a ansiedade que ele provoca? É a mesma ansiedade que o "porquê" pode provocar no outro - e é uma experiência que não vai lhe aproximar de alguém.

Alternativa: Troque o "porquê" em suas perguntas pelo "o que" ou "como". "Por que estou fazendo isso?" torna-se "O que preciso fazer para sair dessa?". Sentiu a diferença? A primeira versão acusa; a segunda só quer entender.

2. "Você tem..."

"Você" é uma palavra complicada no vocabulário da proximidade. Ela certamente pode unir as pessoas ("Você é tão doce"), mas quando é utilizada para dizer ao seu parceiro/a o que ele/a precisa fazer de diferente, ela pode causar divisão.

As frases-chave para se prestar atenção são as que começam com: "Você tem..." ("Você precisa ser mais assertivo", "Você tem que ser mais organizado"). Estas têm o potencial de prejudicar a proximidade porque implicam que o seu parceiro deve mudar de alguma forma específica, com base em suas opiniões. Para criar proximidade é melhor não apresentar suas opiniões como mandatos. "Você tem" representa uma ordem que cria um abismo entre as pessoas.

Alternativa: Tente se concentrar em sua própria experiência da situação. Por exemplo, "Você tem que ser mais assertivo" pode se tornar "Eu gostaria tomássemos mais decisões em conjunto." "Você tem que ser mais organizado" pode se tornar "Eu acho que você poderia arrumar melhor o seu armário.´´. Compartilhar a sua perspectiva sobre a situação favorece a proximidade e impede a formação de lacunas.

3. "Eu sinto muito se..."

Quase todo mundo tem dificuldade para admitir que fizeram algo errado. Mas, como todos nós cometemos erros em nossas vidas, pedir desculpas é essencial para manter a proximidade durante um longo período de tempo. Um dos maiores erros que as pessoas cometem aqui é começar a frase com um pedido de desculpas: "Eu sinto muito se...", "Me desculpe se eu ferir seus sentimentos", "Sinto muito se você se sentia assim").

Estas não são desculpas que criam proximidade, porque a proximidade é amparada pelo fato de você tomar, pelo menos, alguma responsabilidade na situação. Usando o "se" em seu pedido de desculpas permite que você se esquive da responsabilidade, colocando-a na outra pessoa. "Sinto muito se você se sentiu assim." Viu o "você" lá?

Alternativa: Pedir desculpas sinceras envolve o compromisso de tomar alguma responsabilidade. "Me desculpe, eu ..." e "Eu sinto muito por ..." funcionam infinitamente melhor do que "eu sinto muito se ...". Um simples "Me desculpe, eu feri seus sentimentos" é o tipo de desculpas que aproxima as pessoas.

4. "Por que você apenas..."

Você já sabe que esta frase é problemática por começar com um "porquê", mas ela recebeu o seu próprio lugar no nosso Top 5 porque ela , e as suas outras versões ("Você poderia simplesmente ..."; "Você deve apenas ..."), encerra a conversa quando o seu parceiro/a mais precisa.

Dar o seu conselho ou oferecer soluções é de grande valia quando ele/a pedir. Mas, quando ele/a simplesmente quiser falar sobre uma de suas lutas, a inserção de um "por que você apenas..." implica que a luta não é válida. Do seu ponto de vista parece que as coisas poderiam ser facilmente resolvidas se ele apenas fizesse x, y ou z. Isso cria distância porque, embora possa não ter sido sua intenção, você apenas invalidou a sua experiência.

Alternativa: Quando o seu parceiro estiver se debatendo com alguma situação, a sua principal tarefa é estar presente e envolvido. Essa postura simples cria uma maior proximidade. E quando ele/a estiver preparado para fazer algo diferente, ofereça soluções para ajudá-lo. A colaboração cria proximidade.

5. "Agora não."

A maioria de nós leva uma vida agitada e nem sempre é possível deixar o que está fazendo para ouvir a história do marido, ou jogar conversa fora no telefone com a mãe. No entanto, estar engajado com aqueles que você quer criar proximidade de uma forma consistente é extremamente importante e a frase "não agora", sem qualquer acompanhamento, promove um sentimento de rejeição.

Alternativa: Se você estiver envolvido com alguma atividade no momento em que seu parceiro quiser se envolver, tente substituir o "não agora" por um pedido de um determinado período de tempo. "Eu só preciso de 20 minutos com isso, depois eu adoraria ouvir", provoca uma sensação totalmente diferente do "não agora."

Use essas dicas simples para começar a construir proximidade em seus relacionamentos. Pode levar algum tempo para que os seus novos hábitos de linguagem tomem posse, mas quando isso acontecer você poderá ver melhorias em todos os seus relacionamentos.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinenews

sexta-feira, 20 de março de 2015

7 Dicas para Interagir Com Pessoas que Você não Gosta


Por Alexa Fischer

Em um mundo perfeito, todo ser humano com o qual interagíssemos seria atencioso, consciente, gentil, generoso e muito mais. Eles ririam de nossas piadas e nós das deles. Ninguém jamais seria frio, arrogante, difícil ou qualquer coisa que prejudicasse o convívio.

Claro que todos nós sabemos que este não é um mundo perfeito. Mas são as imperfeições em torno de nós que mantém as coisas interessantes. Dito isso, eu garanto que a maioria de nós freqüentemente se depara com pessoas que parecem carrapatos: drenam as nossas forças. Às vezes sabemos o porquê, às vezes não. A compreensão da dinâmica negativa faz com que seja mais fácil, outras vezes parece irrelevante.




Independente das particularidades, é importante aceitar que muitas pessoas com quem interagirmos na vida não serão tão atenciosas, conscientes ou gentis como gostaríamos. Inevitavelmente, nós também agiremos assim com outras pessoas. 
Nestes casos, podemos simplesmente optar por aceitar que não podemos se dar bem com todo mundo. Mas também é possível conversar e trabalhar ao lado das pessoas que não gostamos; na verdade, estabelecer limites e ser compassivo com os outros e com nós mesmos é uma grande experiência de crescimento.

Aqui estão sete dicas para navegar entre estas relações complicadas sem perder a calma e a autenticidade no processo:

1. Aprecie o poder da pausa.

A maioria de nós (incluindo eu) forma uma opinião no momento em que alguém diz algo que nos ofende, ou faz alguma coisa imprudente. Tento não ser crítico, é claro, mas às vezes não dá. Quando as ações, ou as palavras, de alguém disparam contra mim, eu tendo a avançar: tento, de alguma maneira, revidar. 

Há um potencial infinito para avançarmos rapidamente nossos pensamentos para o negativo. Por isso é importante ter um momento para refletir sobre o poder de pausa.

Respire fundo e dê um passo para trás. Agora imagine o quanto esse gesto simples pode fazer por você em uma interação difícil. Antes de chegar a conclusões precipitadas, tente tomar uma decisão consciente e coloque o julgamento em modo de espera por alguns segundos. A partir desta pausa, você será mais capaz de avaliar com uma mente e um coração mais aberto.

2. Honre sua capacidade de permanecer neutro.

Uma vez que decidimos que "não gostamos" de alguém, é muito, muito fácil visualizar tudo o que ela faz através de uma lente de negatividade: "Olha como ela pega aqueles saquinhos de chá! Se acha uma barman".

Lembre-se que a pessoa que você não gosta não é, intrinsecamente, um ser humano ruim. Ele/a é filho de alguém. Ele/a é, provavelmente, cônjuge ou parente de alguém. Existem pessoas que gostam dele/a e o consideram como amigo.

Você não precisa amar essa pessoa, mas perceba a diferença entre "não ligar" para alguém e ativamente criar um rancor em relação a ela. A negatividade se torna um ciclo vicioso e só piora as coisas. Lembre-se: a capacidade de permanecer neutro existe dentro de você. Então, honre-o.

3. Se pergunte "E se ...?"

Qualquer pergunta que comece com as palavras "E se..." é poderosa. Ela permite que você veja a situação de acordo com as suas possibilidades. Não preciso dizer que, numa situação ou interação que você perceber como negativa, há inevitavelmente uma forma de ver um resultado positivo - mesmo que seja apenas o que você pode aprender com ela. 

Então olhe para o lado bom, não de uma forma clichê. Realmente entre em sintonia com a atual situação e considere as alternativas. Faça um esforço consciente para observar e reconhecer os seus pontos fortes. Será que ele/a realmente sempre ressalta a sua importância nos projetos de grupo? Ele/a é paciente para esclarecer as dúvidas? Quando você observar essas alternativas mais positivas, aponte-as para si mesmo.

4. Crie um espaço para si mesmo.

Se você está realmente em conflito com essa pessoa, se permita ter algum espaço. Vá trabalhar em outra sala, sente-se na outra extremidade da mesa de conferência, se misture em outros círculos no evento de networking. Você também pode se dar um espaço psicológico; perceba que você não precisa responder aos seus comentários na rede social do grupo. Você não é obrigado a tomar parte nas discussões que ele/a inicia. Este tempo e espaço será de cura, e irá prepará-lo para ser mais capaz de lidar com a pessoa ou situação que está estressando você.

5. Mantenha esses limites.

Se essa pessoa faz com que você se sinta exatamente da mesma maneira, toda vez que você se envolve com ela, pense sobre como você pode criar limites que vão mantê-lo saudável. Se ele/a sempre faz alusões à prosperidade financeira dela (enquanto você está passando por um estresse financeiro), educadamente diga a ele/a que a sua escolha para o ano novo é limitar  as conversas sobre  dinheiro apenas com o contador.

Se alguém faz demasiadas questões pessoais, você pode optar por responder. Se ele/a começar a ser irritante com as suas diretrizes políticas ou religiosas, diga que você está evitando conversas sobre temas polêmicos no momento.

6. Dê às pessoas o benefício da dúvida.

Essa é simples (mas não necessariamente a mais fácil). Por exemplo, se alguém tentar furar o seu lugar numa fila, tente dizer isso: "Você não deve ter percebido que a fila começa lá atrás. Não há nenhum aviso.´´ Dessa forma, a outra pessoa tem uma chance de se redimir (afinal de contas, todos nós podemos se enganar).

É claro que você não precisa fazer isso todas as vezes que alguém tentar "sacanear", mas estender um pouco de generosidade para os outros é sempre benéfico. Talvez não seja verdade que a pessoa ´´não sabia´´ que era uma fila, por exemplo, mas interpretar as coisas assim, num primeiro momento, vai fazer você se sentir menos agitado e estressado.

7. Perceba que o que você não gosta nos outros, geralmente, é o que você não gosta em si mesmo.

Isso é difícil de ouvir, não é? Mas se estamos sendo verdadeiros, a inclinação daquela pessoa para se atrasar, ou para interromper, ou para fazer piadas estranhas, muitas vezes está ligada aos nossos medos sobre o nosso próprio senso de humor ou pontualidade.

Portanto, antes de adicionar alguém à sua lista de ´´não gosto´´, tenha um momento para considerar ao que, exatamente, você está se agarrando a respeito deles. O que essas coisas dizem sobre você? Existem conexões que você pode fazer? Seja curioso e honesto.

É improvável que você goste de todas as pessoas que encontrar. Mas com um pouco de perspectiva e empatia, você será capaz de navegar por estas relações sem se incomodar.

Fonte: MindBodyGreen traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 18 de março de 2015

5 Maneiras de Fazer Alguém se Sentir Especial


Por: Isadora Alman 

O desejo de se sentir apreciado é universal e os meios de demostrar este sentimento estão disponíveis para todos. Existe alguém que você gostaria de agradar? Alguém que você quer bem? Escolha uma das seguintes práticas. Garanto que você não irá se arrepender:

1- Dê pequenos presentes especiais. Quer se trate de uma barra de chocolate que você sabe que o outro gosta ou um livro de bolso que você encontrou em uma venda de garagem, o que vale é o significado da atitude.




2- Toque-o de maneiras sutis. Nada íntimo; apenas um cumprimento com um abraço entusiasmado de prazer; um toque casual no ombro quando você cruzar com ele; um aperto amigável no braço quando vocês estiverem caminhando, etc. Muitos estudos têm demostrado o poder do toque para melhorar o humor e o senso de conexão das pessoas; descobriram que até mesmo o toque mais fugaz dos dedos, quando um bibliotecário devolve o cartão de um leitor, faz com que o cliente se lembre da visita à biblioteca como uma experiência mais agradável (mesmo que nem imagine o porquê).

3- Compartilhe uma memória agradável. Eu estava pensando naquele dia que te vi... Saber que você é notado, lembrado, ou está nos pensamentos de alguém, é algo maravilhosamente lisonjeiro.

4- Faça alguma coisa. Seja qual for o seu talento, empregue-o para criar algo que vai fazer alguém se sentir especial e apreciado. Se você sabe cozinhar, convide o amigo para um jantar caseiro, por exemplo. Tais gestos serão lembrados para sempre: Um homem na minha vida, há muito tempo me fez uma refeição que tinha amêndoas em tudo: na salada, no prato principal e na sobremesa; tudo porque eu, casualmente, mencionei quando nos conhecemos que gostava delas. Não preciso dizer que o fato dele ter levado um comentário tão casual ao coração me impressionou muito mais do que a refeição. Da mesma forma, um guindaste de papel dobrado feita por uma jovem parente, que estava aprendendo origami, tem um lugar de destaque na minha mesa há mais de um ano e sempre me faz sorrir.

5- Planeje um evento. Certa vez um colega de trabalho me convenceu a fazermos um almoço organizado, e trouxe uma toalha e uma cesta para um piquenique com tudo - inclusive formigas, uma experiência em si! O que poderia ter sido apenas mais uma refeição apressada, em uma praça de alimentação lotada, tornou-se um evento memorável. Isto foi há quase 50 anos. Quantos almoços fiz com amigos nos anos seguintes eu não me lembro, mas este se destaca, assim como a pessoa que o organizou.

Muitas vezes em nossas vidas, espero, nos sentimos especiais através de gestos como estes. 

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 12 de março de 2015

10 Fatos Surpreendentes Sobre a Rejeição


Por: Johan Larson 

Sabemos que a rejeição machuca muito, mas ela também pode causar danos ao nosso bem-estar psicológico que vão muito além da mera dor emocional. Aqui estão 10 fatos pouco conhecidos que descrevem os efeitos nocivos da rejeição em nossas emoções, pensamentos e comportamentos. Vamos começar por analisar por que a rejeição dói tanto:




1. A rejeição pega carona nas mesmas vias das dores física no cérebro. Estudos de FMRI demonstraram que quando experimentamos a rejeição, são ativadas as mesmas áreas do cérebro de quando sentimos dor física. É por isso que a rejeição dói muito (neurologicamente falando). Na verdade, os nossos cérebros respondem à rejeição de modo tão semelhante à dor física que ...

2. Tylenol reduz a dor emocional provocada pela rejeição. Em um estudo feito para testar a hipótese de que a rejeição imita a dor física, os pesquisadores deram paracetamol (tylenol) para alguns participantes antes de lhes pedirem para recordar de uma experiência de rejeição dolorosa. As pessoas que receberam Tylenol relataram significativamente menos dor emocional do que os indivíduos que tomaram uma pílula de açúcar. Psicólogos concluíram que a razão para a forte ligação entre a rejeição e a dor física é que ...

3. A rejeição tinha uma função vital em nosso passado evolutivo. No nosso passado de caçadores / coletores, ser condenado ao ostracismo de nossas tribos era semelhante a uma sentença de morte, uma vez que não éramos capazes de sobreviver por muito tempo sozinhos. Psicólogos evolucionistas concluíram que o cérebro desenvolveu um sistema de alerta precoce para nos avisar quando corríamos risco de ostracismo. Pelo fato disto ser tão importante para chamar a nossa atenção, aqueles que experimentaram a rejeição como dor, ganharam uma vantagem evolutiva. Eles eram mais propensos a corrigir o seu comportamento e, consequentemente, mais propensos a permanecer na tribo. O que provavelmente também explica por que ...

4. Podemos reviver a dor social mais vividamente do que a dor física. Tente recordar uma experiência em que você sentiu uma importante dor física e as vias cerebrais irão responder "Bléh". Em outras palavras, a memória por si só não pode provocar uma dor física. Mas ao tentar reviver uma rejeição dolorosa, você logo é inundado com o mesmo sentimento que você teve na época (seu cérebro vai responder da mesma forma que fez naquele momento). Nosso cérebro prioriza as experiências de rejeição, porque somos animais sociais que vivem em "tribos". Isto nos leva a um aspecto sobre a rejeição que muitas vezes é ignorada ...

5. A rejeição desestabiliza nossa "necessidade de pertencer". Todos nós temos uma necessidade fundamental de pertencer a um grupo. Quando somos rejeitados, essa necessidade torna-se desestabilizada e a desconexão que sentimos aumenta a nossa dor emocional. Se reconectando com aqueles que nos amam, ou ser aceito como membro de outro grupo pelo qual sentimos afinidade, alivia a dor emocional que sentimos depois de uma rejeição. Sentir-se sozinho e desconectado após uma rejeição, no entanto, tem um impacto muitas vezes esquecido no nosso comportamento ...

6. A rejeição cria surtos de raiva e agressividade. Em 2001, o Surgeon General, dos EUA, emitiu um relatório afirmando que a rejeição representava um risco de violência na adolescência maior do que as drogas, a pobreza ou a participação em gangues. Inúmeros estudos têm demonstrado que mesmo rejeições leves tornam as pessoas mais agressivas. Os tiroteios em escolas e a violência contra as mulheres são outros exemplos da forte ligação entre rejeição e agressão. No entanto, grande parte da agressão provocada pela rejeição é voltada para dentro ...

7. A rejeição nos envia à uma missão de procurar e destruir a nossa auto-estima. Muitas vezes respondemos às rejeições românticas procurando falhas em nós mesmos, lamentando por todas as nossas insuficiências, maltratando a nós mesmos quando já estamos para baixo. A maioria das rejeições românticas acontece por uma questão de desajuste e falta de química, estilos de vida incompatíveis, desejo por coisas diferentes em momentos diferentes ou outras questões como a dinâmica mútua. Culpar a nós mesmos e atacar a nossa auto-estima só aprofunda a dor emocional que estamos sentimos e torna mais difícil a recuperação emocional. Mas antes de correr para se culpar por ... culpar a si mesmo, tenha em mente o fato de que ...

8. A rejeição reduz temporariamente o nosso QI. Apenas o convite para recordar uma experiência recente de rejeição e reviver a experiência foi o suficiente para levar as pessoas a uma pontuação significativamente mais baixa em testes subsequentes de QI, de memória de curto prazo e de tomada de decisão. Na verdade, quando estamos sofrendo de uma rejeição dolorosa, pensar claramente não é tão fácil. Isso explica por que ...



9. A rejeição não responde à razão. Os participantes foram submetidos a um experimento em que foram rejeitados por estranhos. No experimento, os "estranhos" eram cúmplices dos pesquisadores. Surpreendentemente, porém, mesmo depois de serem informados que os "estranhos" pelos quais haviam sido "rejeitados", na verdade, foram instruídos para fazerem isso, pouco efeito teve no alívio da dor emocional que os participantes sentiram. Mesmo sendo informados de que os estranhos pertenciam a um grupo que desprezavam, como a KKK, surtiu pouco no alívio do sentimento de mágoa das pessoas. Ainda assim, a notícia não é de todo ruim, pois ...

10. Existem maneiras de tratar as feridas psicológicas que a rejeição inflige. É possível tratar a dor emocional que a rejeição provoca e evitar as consequências psicológicas, emocionais e cognitivas que ela provoca. Para fazer isso de forma eficaz, devemos cuidar de cada uma de nossas feridas psicológicas (ou seja, aliviar a nossa dor emocional, reduzir a nossa raiva e agressividade, proteger a nossa auto-estima e estabilizar a nossa necessidade de pertencimento).

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 11 de março de 2015

9 maneiras que algumas pessoas utilizam para se aproveitar de você


Por Diane Dreher 

Quando nos colocaram na mesma equipe para um projeto da faculdade, Sheila nos impressionou com sua aparente confiança e expertise. Mas foi Terri, Dan, e eu quem acabou fazendo todo o trabalho, enquanto ela contribuiu apenas com promessas vazias e um mundo de desculpas.




Nossa equipe concordou em se encontrar a cada semana durante uma hora antes da aula para trabalhar no projeto, mas Sheila se manteve ausente das reuniões. Em vez disso, a cada semana, ela aparecia na aula alegando que não tínhamos dito a ela, ou que não tinha conseguido ler os nossos e-mails, ou que ela tinha ficado presa no trânsito, ou que ela teve uma enxaqueca...

O projeto valia mais da metade da nossa nota do curso e estávamos ficando preocupados. Continuamos a nos reunir regularmente, preparando os artigos de pesquisa para o nosso projeto. Quando Sheila finalmente apareceu com um artigo, estava todo errado. Então Terri, Dan e eu escrevemos e concluímos o trabalho de grupo juntos. No dia da nossa apresentação, Sheila apareceu na sala de aula, e ficou cheia de sorrisos quando o nosso grupo recebeu nota 10.

Usando charme, negação, mentiras e se fazendo de vítima, Sheila demonstrou o que o psicólogo George Simon chamou de comportamento "agressivo encoberto". Enquanto algumas pessoas descreveriam este comportamento como "passivo-agressivo", como Simon aponta, não há nada de passivo nele.

Enganando e manipulando para conseguir o que querem, agressores secretos ativamente tentam controlar outras pessoas.

Aqui estão algumas das táticas que Simon descreve em seu livro, Em pele de cordeiro:

  1. Sedução. Manipulam você com charme e bajulação, jogando com a sua necessidade de aprovação.
  2. Mentindo. Contam mentiras descaradas, deturpando a verdade, ou sendo deliberadamente vagos.
  3. Negação. Recusam-se a admitir que disseram ou fizeram algo, o que pode fazer com que você comece a duvidar de si mesmo.
  4. Desatenção seletiva. Quando conseguem o que querem, deliberadamente tiram você do jogo e ignoram ativamente os seus pedidos ou e-mails.
  5. Distração. Quando você faz uma pergunta, mudam de assunto para desviar o rumo da conversa.
  6. Culpa. Usam a sua consciência e desejo de ser uma boa pessoa para lhe controlar e manipular.
  7. Vergonha. Colocam você para baixo e usam o sarcasmo e comentários críticos para fazer você se sentir tão inadequado a ponto de ceder para eles.
  8. Se fazem de vítimas. Se utilizam de queixas exageradas sobre suas dificuldades para fazerem você sentir pena e fazer o que eles querem que você faça.
  9. Fingem ignorância ou confusão. Se ´´fazem de loucos´´, ou agem como se não soubessem do que você está falando, o que pode tirá-lo de equilíbrio e fazer você duvidar de si mesmo.

Alguma dessas táticas soam familiar? Alguma vez você já foi emocionalmente emboscado por um amigo, colega de trabalho ou membro da família? Saber é poder. Reconhecer esses truques podem ajudá-lo a se manter prevenido de ser emboscado.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 9 de março de 2015

Como mudar a sua atitude quando você não puder mudar a sua situação


Por: David Zulberg

Às vezes, mudar as suas circunstâncias físicas não é possível - ou não é possível no tempo necessário, ou você pode querer uma mudança menos drástica, mas você ainda quer ser mais feliz. Você não pode arranjar um novo emprego imediatamente ou você topa regularmente com aquele amigo que faz você se sentir mal, que opções lhe restam?

Mude sua percepção, crença ou opinião sobre a situação - isso vai ajudá-lo a mudar de atitude.




O filósofo grego Epiteto disse a mais de 2.000 anos atrás: "As pessoas ficam perturbadas, não pelas coisas que acontecem com elas, mas pelos princípios e opiniões que elas formam sobre aquelas coisas. Quando estamos inviabilizados, ou perturbados, ou tristes, não devemos responsabilizar os outros, mas a nós mesmos; isto é, aos nossos próprios princípios e opiniões".

A ciência comportamental moderna concorda! O psicólogo americano Albert Ellis, famoso por desenvolver a terapia de comportamento racional emotiva, explicou que o modo "como" as pessoas reagem aos eventos é determinado em grande parte pela sua "visão" dos acontecimentos, e não pelos próprios acontecimentos.

Alguma ideia de como mudar a sua percepção - e melhorar a sua atitude? Aqui estão cinco maneiras fáceis para começar:

1. Admita para si mesmo que você não está feliz.

Você não pode mudar nada se não estiver ciente do que precisa ser mudado. Pare o ciclo de desejar que as coisas mudem e assuma o controle dos seus pensamentos e reações a eventos e pessoas.

2. Tenha em mente que o otimismo é uma escolha.

Você não nasce com uma atitude positiva ou negativa. É algo que você se torna através de suas experiências. Pouquíssimas situações são completamente ruins. Sempre tente levantar alguns pontos positivos de qualquer situação difícil e anote-os para que você possa se lembrar deles.

3. Use palavras positivas.

Use afirmações como: "Estou esperançoso" ou "Vamos encontrar uma solução" ao longo do dia. As palavras que você usa quando fala têm um grande impacto na sua atitude e perspectiva emocional.



4. Passe seu tempo com amigos que te deixam feliz.

Tente cercar-se com amigos que exalam energia positiva. Preste atenção nas palavras que eles usam quando falam com você sobre o seu dia. Você vai se surpreender sobre como é simples determinar se eles são uma influência positiva ou negativa.

5. Diga uma afirmação diariamente.

Encontre uma citação que seja significativa para você e diga em voz alta todas as manhãs. Por exemplo: "Algo grande vai acontecer hoje". Eu sei que isso soa um pouco "Zen", um pouco místico, mas na verdade é um método muito simples e eficaz para reciclar sua mente subconsciente - e tem base científica.

Então, da próxima vez que você se deparar com uma situação desafiadora, lembre-se destas dicas para moldar a sua percepção - e melhore a sua atitude. Você pode não ser capaz de mudá-la, mas certamente vai poder escolher a sua resposta física e mental para ela. Conforme o tempo passar, você vai notar uma verdadeira mudança em sua atitude, e seus amigos e familiares também!

Fonte: MindBodyGreen traduzido e adaptado por Psiconlinews

sábado, 7 de março de 2015

Seu subconsciente é mais ´´inteligente´´ do que você imagina


Por: Tom Stafford

Sentimos que estamos no controle quando resolvemos um quebra-cabeças ou lemos, mas uma experiência recente mostrou que muitas coisas acontecem sob a superfície da nossa mente consciente. E de acordo com um recente estudo confiar em seu instinto pode ajudá-lo a tomar melhores decisões do que refletir muito sobre o assunto.




À medida que nos movemos pelo mundo, andando e falando, nos observamos refletindo, tendo idéias e pensamentos. O que eu quero comer? Me pergunto. Por que fizeram isso? Penso e me ponho a investigar. É natural supor que essa experiência do meu próprio seja um relato da minha mente. É natural supor, mas é errado.

O motor do pensamento

Todos os psicólogos reconhecem que há uma parte subconsciente do nosso cérebro que desempenha um papel muito importante nos processos do pensamento. Se me pergunto qual é a capital da França, automaticamente aparece na minha mente a resposta: Paris. Quando decido mexer meus dedos para frente e para trás em um padrão complexo, não planejo conscientemente, mas subconscientemente. O grande debate na psicologia é o que exatamente desencadeia o subconsciente, e o que ela exige do pensamento consciente.
O experimento consistiu em colocar 
informações nas mentes dos participantes 
sem que eles percebessem

Ou, parafraseando o título de um artigo importante sobre o tema: "O subconsciente é inteligente ou idiota? Uma crença popular é a de que o subconsciente possa preparar ações simples de estímulo-resposta: pode executar ações básicas, reconhecer objetos e realizar movimentos repetitivos. A cognição complexa, que exige planejamento, lógica, razão e combinação de idéias, por outro lado, exige o pensamento consciente.

Mas um experimento recente realizado por uma equipe israelense vai contra todas estas suposições. Ran Hassin e seus colegas usaram um truque visual chamado "Supressão Flash Contínuo" para inserir informações nas mentes dos participantes sem que eles percebessem.

Fusão de Imagens

Pode parecer doloroso, mas na verdade é muito simples. A técnica tira proveito do fato de que temos dois olhos e nosso cérebro tende a formar uma visão de mundo coerente com a fusão das imagens que capta de cada um. A técnica consiste em mostrar aos sujeitos uma imagem diferente para cada olho. Enquanto um recebe uma rápida sucessão de quadrados de cores vivas, o outro é incapaz de assimilar a informação apresentada. Devido à distração causada pelos quadrados brilhantes em um olho, o outro pode demorar alguns segundos para entender as informações que observa.



O experimento de Hassins consistiu em uma apresentação inconsciente de questões aritméticas. As questões consistiam em um problema de aritmética, por exemplo: "9 - 3 - 4 é igual a ...", seguido de uma apresentação, bem visível, de um número que os participantes deviam ler em voz alta o mais rápido possível. Esse número podia ser a resposta certa ou uma resposta errada. O resultado foi que os participantes foram muito mais rápidos para ler a resposta quando ela estava correta do que quando estava errada. Isso mostra que o problema tinha sido previamente considerado e resolvido por suas mentes, mesmo que não tivessem consciência disso.

Inconsciente consciente?

O resultado deste estudo sugerem que a parte subconsciente da mente tem recursos mais sofisticados do que imaginávamos. Ao contrário de outros estudos sobre os processos não-conscientes, este não foi uma resposta automática a um estímulo, mas exigiu uma resposta precisa, ditada pelas regras da aritmética, que supostamente só poderia acontecer deliberadamente. O estudo afirma que a técnica utilizada pode mudar profundamente o estudo do subconsciente e que "o subconsciente pode executar todos os processos fundamentais e básicos realizados pela mente consciente".

Esta declaração é poderosa e os autores reconhecem que ainda há muito a ser feito no campo de estudos do subconsciente. Como no caso com icebergs, a maior parte das operações executadas em nossas mentes ocorrem de forma "secreta". Experiências como esta ajudam a trazer alguma luz à essas partes obscuras da nossa psique.

Fonte: BBC traduzido e adaptado por Psiconlinews