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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Comentarista Com Formação em Psicologia Chama as Pessoas Depressivas De Covardes



O jornalista do SBT Santa Catarina, Luiz Carlos Prates, psicólogo por formação, criou polêmica mais uma vez nesta semana, por conta de seus comentários considerados preconceituosos.

Na última segunda (30), no telejornal "SBT Meio Dia", Prates falou sobre o co-piloto Andreas Lubitz, que derrubou um avião de propósito na França e matou 150 pessoas. O rapaz sofria de depressão e escondeu isso da empresa área.




Usando este caso, que é de fato uma exceção, o jornalista falou sobre depressão e acabou sendo desrespeitoso. Disse que pessoas depressivas são "covardes existenciais" e que deviam ser "execrados" e "desprezados".

"Nessa hora também entra o caráter. A pessoa pode, por exemplo, se suicidar. Ou pior, matar outras pessoas. Todos os depressivos são pessoas frustradas. Não são dignas de pena. O que a gente precisa é sacudir esses doentes, para que eles reflitam e revejam o que realmente é importante na vida deles, porque senão ele pode ser um perigo para ele e para a sociedade", disse Prates.

Prates diz que, se necessário, despreza os depressivos

O apresentador opinou ainda comentando que estatisticamente os depressivos são mais perigosos para os outros. Para o jornalista, o copiloto que matou todos no acidente aéreo não tem que "ser chorado", mas sim "execrado". "Que o demônio receba com os braços abertos (...) O depressivo não precisa de carinho, mas sim ser apresentado às duras verdades, nada de pena, já que é um covarde. Não sinto pena de quem tem depressão, mas se for necessário, até desprezo essas pessoas", finalizou.




Ele tem longa folha corrida de serviços prestados à burrice e ao preconceito. Quando na RBS, culpou “os miseráveis” pelo aumento de acidentes de carros.

A ditadura foi responsável por um período em que o país “nunca cresceu tanto”, disse. “Estradas rasgaram o Brasil, universidades foram multiplicadas. Ciência e tecnologia começaram para valer no país sob a tutela dos militares.” Liberdade ele tinha como jovem. “Não era molestado por quem quer que seja. Eu tinha segurança de cidadão brasileiro. Hoje, saia a noite. Não tem mais segurança”.

Ele acha que precisamos de aulas de moral e cívica e tem receitas para as famílias. Uma criança “gazeteira” de 8 anos está perdida. Ela não vai mais “se emendar”. “Ela já passou de formação do caráter, que vai até aos seis anos, se tanto. Daqui em diante, será sempre um cara perigoso, para não dizer pior”, afirma.

Não vamos colocar o vídeo do tal comentarista que se diz psicólogo de formação. Além de conter uma série de asneiras sobre o que é a depressão, ele incita as pessoas a acreditarem que a depressão está ligada à atitude homicida do copiloto, o que não tem nada a ver. Esses discursos de ódio, preconceituosos e generalizantes são uma tática que estes comentaristas de opinião se utilizam para ganhar destaque nacional. Muito triste que as coisas sejam assim. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Pilotos da Lufthansa não são submetidos a avaliação psicológica de rotina


Andreas Lubitz, copiloto acusado de provocar a queda do Airbus A320, passou apenas por exames físicos após admissão

Por duas vezes Andreas Lubitz, copiloto que provocou a queda do A320 nos Alpes franceses, foi submetido a testes psicológicos. Segundo Carsten Spohr, presidente da Lufthansa, a empresa matriz da Germanwings, também na segunda avaliação, feita depois de uma longa pausa nos estudos, Lubitz foi considerado pelos médicos e psicólogos cem por cento capaz de exercer a profissão. Mas Lubitz admitiu que seus pilotos não passam por avaliações psicológicas de rotina.




Os critérios de seleção dos candidatos ao curso de piloto são os mais rigorosos. De seis mil candidatos, apenas cerca de 200 são admitidos, depois de comprovar aptidão técnica, resistência a situações de stress, espírito comunicativo e estabilidade psicológica, além dos testes cognitivos.

Depois da conclusão do curso, os pilotos são submetidos uma vez por ano a exames de saúde. Mas a companhia não repete mais qualquer tipo de avaliação psicológica dos seus pilotos. Em vez disso, há um sistema que permite aos próprios pilotos informar anonimamente quando observam forte mudança de comportamento de um colega.

— Como milhões de pessoas na Alemanha, eu não consigo entender o que aconteceu, mas trata-se de um caso isolado, por mais trágico que seja — afirmou Spohr, lembrando que por enquanto a companhia não tem planos de mudar a sua regra apesar da tragédia.

O psicólogo Reiner Kemmler, especialista em desastres aéreos, afirmou que muitos problemas que podem surgir ao longo da carreira de um piloto poderiam ser resolvidos com a consulta a um especialista. Mas ele admite que nenhum piloto teria a coragem de declarar sofrer de um distúrbio psíquico, como depressão, com medo de pôr em risco sua licença para pilotar.

— Eles sabem que revelar um problema mental significa nunca mais poder pilotar um avião de passageiros, mesmo que o problema seja curável — diz Kemmler.

Fonte: Globo

7 Sinais Para Identificar Uma Pessoa Que Esconde Sua Depressão


Por Robert Locke

Pessoas deprimidas geralmente são fáceis de identificar: ​​podem ser sombrias, tristes e apáticas. Mas o que acontece com aquelas que escondem sua depressão? Elas podem ser extrovertidas e simpáticas! Este é o problema com a depressão escondida: estas pessoas são especialistas em dissimular a situação real. Como podemos identificar e ajudá-las? Aqui estão 7 sinais típicos que as pessoas com depressão escondida fazem.




1. Elas podem ser extrovertidas e alegres

Pesquisadores da Universidade de Rochester descobriram que a depressão era mais difícil de detectar quando as pessoas tinham uma disposição alegre, especialmente quando eram idosos. A equipe de investigação acreditava que os introvertidos tinham mais dificuldade para sair de uma depressão, mas parece que o oposto é verdadeiro. Não devemos tomar como certo que uma pessoa alegre e sociável é imune à depressão. Devemos ficar com os olhos atentos para alguns sinais indicativos e, acima de tudo, precisamos ser ouvintes empáticos.

2. Eles podem esconder a sua depressão

Há uma interessante pesquisa sobre a atitude que os europeus e australianos têm com relação à depressão. Há tanto estigma associado à depressão na Europa e Austrália, que muitos doentes estão determinados a não revelá-la. Eles podem ter vergonha ou simplesmente temem perder o emprego - refletido no número de dias de licença por causa de problemas de saúde mental. 

3. Eles podem precisam resolver alguns traumas do passado

Imagine a anfitriã perfeita: ela tem filhos maravilhosos, uma carreira gratificante e um casamento estável. Também pode ser que exista um episódio doloroso na vida dessa pessoa que nunca tenha sido devidamente curado. Os psicólogos têm um acrônimo para este tipo de pessoa: PHDP (Perfectly-Hidden-Depressed-Person). A aparência externa de confiança e felicidade está em nítido contraste com o que está acontecendo por dentro. O problema é muitas vezes ignorado, especialmente pelo sofredor, que pode acabar cometendo suicídio. A tragédia é que ninguém seja capaz de identificar os sinais, ou que o doente nunca tenha coragem de falar com alguém. Devemos sempre ouvir com atenção quando um amigo ou ente querido nos fala sobre sua exaustão e ansiedade.

4. Eles podem ter hábitos alimentares anormais

A maioria dos especialistas acreditam agora que pode haver uma forte ligação entre transtornos alimentares e depressão. Estas são duas doenças distintas; embora uma possa conduzir à outra, ou surgirem simultaneamente. Cada vez mais pessoas estão sofrendo de distúrbios alimentares. Podem haver várias causas, tais como pressões da mídia, autoimagem corporal, atividades físicas e depressão. Se você perceber que um ente querido está com alterações do apetite, tente falar com ela/e e incentive-o a procurar ajuda. A depressão escondida pode muito bem ser o gatilho.

5. Eles podem não querer se comprometer com a felicidade

Muitas vezes, as pessoas com depressão escondida exibem uma falta de entusiasmo por coisas que costumavam gostar de fazer. Se a pessoa afirmar que não está deprimida, que apenas não se importa mais, este pode ser um sinal de que algo está errado. Fazer com que a pessoa fale sobre seus problemas, geralmente é o primeiro passo em busca de tratamento.

6. Eles podem apresentar irritação e raiva




Costumamos associar a depressão com apatia, desespero, pensamentos melancólicos e choro. Mas há outros sintomas de depressão que muitas vezes passam despercebidas, como as explosões temporárias. A verdade é que explosões de raiva e irritabilidade frequentemente são manifestações de uma depressão. Muitos homens escolhem esta forma para expressar sua depressão.

7. Eles podem não dormir o suficiente

Se o seu cônjuge se queixa de não dormir o suficiente (ou mesmo dormir demais), isso pode ser um sinal de alerta. Estes problemas de sono podem ser apenas o sinal externo de uma causa mais profunda, como uma ansiedade, uma letargia ou uma depressão. Os problemas do sono e a depressão estão, muitas vezes, intimamente ligados. Vale a pena sondar para descobrir o que pode ser a causa, se a pessoa estiver disposta a se abrir.

Muitos casos de depressão não são detectados e tratados, muitas vezes com resultados trágicos. Entre 10% a 15% das pessoas com depressão grave não tratada cometem suicídio. Como vimos acima, as pessoas podem esconder ou fingir. Às vezes, apenas aguardam para elas, como um segredo obscuro. O desafio é ficar atento a possíveis sinais e ajudar a pessoa a procurar ajuda.

Fonte: LifeHack traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 24 de março de 2015

5 Sinais de Uma Depressão Que Você Não Deve Ignorar


Por K. Aleisha Fetters

Seu chefe o consome. Um carro passa sobre uma poça d'água e espirra água suja em cima de você. Você está num dia ruim, mas é apenas um dia. A depressão, que afeta um em cada 10 norte-americanos, não vai embora de um dia para outro. Seus sintomas geralmente persistem por duas semanas ou mais e, normalmente, não desaparecem sem tratamento. Infelizmente, a maioria das pessoas não se dão conta de que os sintomas da depressão não se resumem ao "sentimento de tristeza". Além do mais, cada pessoa experimenta a depressão de forma diferente, e alguns podem apresentar mais sintomas do que os outros. Isso significa que em muitos casos a depressão passa despercebida, fazendo com que estas pessoas sofram em silêncio. Aprenda a reconhecer os sintomas mais comuns da depressão - em si mesmo, amigos ou membros da família - e como obter ajuda.




1. Auto-Crítica "Todos nós temos um crítico interno. Para as pessoas que estão deprimidas, essa voz interior crítica pode ter uma influência poderosa e destrutiva sobre o seu estado de espírito. Ela pode se alimentar por semanas de apenas um comentário distorcido", diz Jaime W. Vinick, chefe da clínica psiquiátrica Sierra Tucson. Além do mais, a auto-crítica também pode prever a depressão. Em um estudo com 107 adultos, aqueles que eram mais auto-críticos, também foram mais propensos a desenvolver uma depressão quatro anos depois. Preste atenção em como muitas vezes você, ou alguém, usa a palavra "deveria", diz Moe Gelbart, psicólogo do centro médico Torrance Memorial, na Califórnia. Referencias frequentes ao seu comportamento dizendo que "deveria" ter feito outra coisa é um sinal comum de auto-julgamento. 

2. Perda de interesse Perder o interesse em reuniões de três horas e prazos de trabalho é uma coisa, mas uma pessoa com depressão pode perder o interesse por coisas que normalmente desfrutava, como filmes, esportes e tempo com amigos, diz o psicólogo Moe Gelbart. "A perda de interesse em atividades prazerosas é um componente comum da depressão, e é conhecida como anedonia". Esta perda de interesse pode ser devida a mudanças nos níveis cerebrais de hormônios e neurotransmissores, de acordo com o psiquiatra Robert London. Infelizmente, a perda de interesse pode exacerbar sentimentos de isolamento, aumentando a depressão, diz Gelbart. É um ciclo vicioso auto-destrutivo que pode ser difícil para a pessoa que sofre de depressão quebrar.

3. Alteração Significativa de Peso Quando deprimidas, muitas pessoas perdem o interesse em comer porque já não desfrutam mais da comida. Por outro lado, elas podem comer mais numa tentativa consciente, ou inconsciente, de melhorar o seu estado de espírito. Na verdade, de acordo com um estudo de 2003, do American Journal of Clinical Nutrition, comer alimentos ricos em hidratos de carbono pode promover a síntese da serotonina e causar um leve bem-estar passageiro. Além do mais, a inatividade induzida pela depressão também pode contribuir para o ganho de peso. Se alguém experimentar uma mudança no peso corporal de mais de cinco por cento em um mês, a atenção é necessária, diz Robert London.

4. Dores e Medos Inexplicáveis Muitas vezes, quando indivíduos deprimidos procuram atendimento médico, a queixa não é a depressão em si. São dores, tais como problemas de estômago, dores nas articulações ou nas costas, diz Jaime W. Vinick. A depressão pode afetar a forma como a dor é percebida no cérebro. "Os sinais de dor corporal, que normalmente são embotados ou desviados, na depressão são ampliados", diz o psicólogo Nick Forand. "As pessoas com depressão também tendem a desenvolver uma atenção negativa auto-centrada, de modo que elas podem ser mais propensas a perceber sensações de dor e se concentrar nelas, o que pode piorar a percepção da dor", conclui.

5. Raiva e Irritabilidade Pessoas deprimidas muitas vezes se sentem agitadas, inquietas ou até mesmo violentas, explica o psiquiatra Robert London. Mas a raiva não é apenas um sintoma de depressão, é também um possível contribuinte para a depressão. De acordo com o psiquiatra, quando a raiva é contida e deixada sem solução, pode levar a pessoa a ter comportamentos auto-destrutivos e contribuir com os sentimentos da depressão. London recomenda que qualquer um que experimente sentimentos de agressão e hostilidade discuta os seus conflitos e trabalhe para resolver a situação. Conversar com um psicoterapeuta será muito útil para encontrar formas construtivas de lidar com sentimentos de raiva ou ressentimento mal-resolvidos.

Fonte: Livestrong traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 19 de março de 2015

10 Perguntas Que Você Precisa se Fazer Quando se Sentir Arrasado


Por Cat O´connor

Quando você se sente esmagado pela vida, a vontade de desistir e permanecer no fundo do poço é tentadora. Aqui estão 10 perguntas para você se fazer quando se sentir fraco. Elas o ajudarão a ver as coisas sob uma nova perspectiva e iniciar um movimento mais construtivo. Elas podem ser aplicadas a qualquer área da sua vida que faça você se sentir para baixo, com raiva, com medo, triste ou confuso.




1. Escolherei me fazer de vítima ou ser responsável ​​por esta situação?

2. Vou continuar a reagir às circunstâncias ou vou optar por criar a vida que quero viver?

3. Posso ter um tempo para refletir antes de responder, em vez de reagir impulsivamente a esta experiência?

4. Vou culpar os outros pela situação ou assumirei a responsabilidade e criarei um plano de ação para seguir adiante?

5. Será que estou permitindo que outra pessoa tire o meu poder pessoal? (Dica: se você estiver se fazendo de vítima, a resposta será sempre sim).

6. Como posso servir a esta pessoa (situação ou circunstância) e a mim mesmo, de modo que ambos se sintam impulsionados?

7. Como posso criar algo significativo para mim e/ou outras pessoas fora desta experiência?



8. Estou colocando expectativas sobre mim ou sobre os outros? Essas expectativas estão me servindo de alguma forma?

9. E se eu usar este desafio como uma forma de aprender, criar, crescer e expandir, em vez de me culpar e me ressentir?

10. O que o meu instinto está me dizendo? (Eu estou ouvindo?)

A vida é cheia de estímulos; a única coisa que podemos controlar é o modo como escolhemos responder. Quando você tomar um tempo para pensar sobre isso, tudo o que acontecer ao seu redor será neutro e sem sentido, até o momento em que você der um sentido.

Toda situação é uma questão de escolha: Será que vou permitir que isso me chateie? Vou optar por fazer isto bem feito ou mal feito? Vou optar por ir embora? Vou escolher gritar ou sussurrar? Vou escolher reagir ou dar um tempo para responder?

Você vai se surpreender com o quanto o mundo se abrirá para você, quando você optar por se abrir para o mundo.

Fonte: MindBodyGreen traduzido e adaptado por Psiconlinews

sexta-feira, 13 de março de 2015

Estamos ´´Patologizando´´ os Sentimentos Femininos, Afirma Psiquiatra



Por: JULIE HOLLAND

Mulheres são temperamentais. Pelo design evolutivo, elas foram modeladas para serem sensíveis ao ambiente, empáticas para as necessidades de nossos filhos e intuitivas sobre as intenções dos seus parceiros. Isso foi fundamental para a nossa sobrevivência e a de nossos descendentes. Algumas pesquisas sugerem que as mulheres são frequentemente melhores em articular seus sentimentos do que os homens, porque o cérebro feminino desenvolveu mais as capacidades ligadas à linguagem e memória.




Estas são observações enraizadas na biologia e não se destinam a engendrar qualquer tipo de ideologia pró ou anti-feminista. Mas elas têm implicações sociais. A emotividade das mulheres é um sinal de saúde e não da doença; é uma fonte de energia. Mas estamos sob constante pressão para conter nossas vidas emocionais. Fomos ensinadas a pedir desculpas pelas nossas lágrimas, a suprimir a nossa raiva e medo sob o risco de sermos chamadas de histéricas.

A indústria farmacêutica joga com esse medo, tendo como alvo as mulheres em uma enxurrada de publicidade em talk shows e revistas. Nunca se viu tantas pessoas tomando medicamentos psiquiátricos e, pela minha experiência, elas estão se mantendo medicadas por muito mais tempo do que pretendiam. As vendas de antidepressivos e remédios ansiolíticos cresceram muito nas últimas duas décadas, mas recentemente foram ultrapassados por um antipsicótico, o Abilify, que é o Best Seller entre todas as drogas nos Estados Unidos (TODAS as drogas, e não apenas entre as psiquiátricas).

Como psiquiatra há 20 anos, devo lhe dizer que isso é loucura.

Pelo menos uma em cada quatro mulheres nos Estados Unidos leva consigo uma medicação psiquiátrica, em comparação com um em cada sete homens. As mulheres têm quase duas vezes mais chances de receber um diagnóstico de depressão ou transtorno de ansiedade do que os homens. Para muitas mulheres, estas drogas melhoram consideravelmente as suas vidas. Mas para outras elas não são necessárias. O aumento na prescrição de medicamentos psiquiátricos, muitas vezes por médicos de outras especialidades, está criando um novo conceito de normal, encorajando mais mulheres a procurar ajuda química. Se uma mulher precisa desses medicamentos, isso deve ser uma decisão médica, e não uma resposta à pressão do marido e do consumismo.

O novo conceito de ´´normal medicado´´, está em desacordo com a dinâmica biológica das mulheres; cérebro e corpo químico trabalham em conjunto. Para simplificar as coisas, pense na serotonina como o produto químico "Está tudo bem" no cérebro. Coloque muito deste produto e você não se importará com nada; por outro lado, com pouca quantidade, tudo parecerá um problema a ser corrigido.

Nos dias que antecedem a menstruação, quando a sensibilidade emocional fica ressaltada, as mulheres podem se sentir mais irritadas ou insatisfeitas. Eu digo às minhas pacientes que os pensamentos e sentimentos que surgem durante esta fase são genuínos e, talvez, seja o melhor período para re-avaliar o resto do mês, quando seus níveis de hormônios e neurotransmissores estiverem mais propensos a se acomodar às exigências das pessoas e necessidades.

Os antidepressivos mais comuns, os quais são também utilizados para tratar a ansiedade, são os inibidores seletivos da receptação da serotonina (SSRIs) que aumentam a transmissão da serotonina. SSRIs mantém as coisas "Está tudo bem". Mas, bom demais não é bom. Mais serotonina pode alongar o seu pavio curto e acabar com seus medos, mas também adormece você, física e emocionalmente. Estes medicamentos freqüentemente deixam as mulheres menos interessadas em sexo. SSRIs tendem mais a neutralizar os sentimentos negativos do que aumentar os positivos. Com um SSRI você provavelmente não vai sair pulando com um sorriso no rosto; ele só vai fazer você ficar mais racional e menos emocional. Algumas pessoas também relataram sentir menos de muitas outras características humanas: empatia, irritação, tristeza, sonhos eróticos, criatividade, raiva, expressão de sentimentos e preocupação.

Obviamente, há situações em que medicamentos psiquiátricos são necessários. O problema é que muitas pessoas realmente doentes permanecem sem tratamento, principalmente por causa de fatores socioeconômicos. Enquanto que pessoas que não precisam desses medicamentos tentam medicar uma reação normal a um conjunto de fatores de estresse não-natural: vivem com quantidades insuficientes de sono, luz do sol, nutrientes, movimento e contato social; fatores cruciais para nós, primatas sociais.

Se os níveis de serotonina das mulheres são constantemente e artificialmente elevados, elas correm o risco de perderem a sensibilidade emocional, com suas flutuações naturais, e modelam um equilíbrio hormonal mais masculino, estático. Esse embotamento emocional incentiva as mulheres a adotarem comportamentos que são normalmente aprovados por homens: parecer ser invulnerável, por exemplo, é uma postura que pode ajudar uma mulher a crescer em negócios dominados por homens. Estudos com primatas mostraram que uma dose de S.S.R.I. pode aumentar comportamentos de dominância social, elevando o status de um animal na hierarquia.



Mas a que custo? Eu tive uma paciente que chegou no meu consultório em lágrimas, dizendo que precisava aumentar sua dose de antidepressivo, porque ela não podia ser vista chorando no trabalho. Depois de dissecar o motivo dela estar chateada - seu chefe a traiu e humilhou na frente da sua equipe - decidimos que era necessário uma calma confrontação com o chefe, e cortamos a medicação.

Revisões de prontuários mostram consistentemente que os médicos são mais propensos a receitar medicações psiquiátricas às mulheres do que aos homens, especialmente para as mulheres entre 35 e 64 anos de idade. Para algumas mulheres nessa faixa etária os sintomas da perimenopausa podem parecer com os de uma depressão, inclusive as lágrimas são comuns . Chorar não é apenas um sintoma de tristeza. Quando estamos com medo, ou frustrados, quando vemos uma injustiça, quando somos profundamente tocados pela pungência da humanidade, nós choramos. E algumas mulheres choram mais facilmente do que outras. Isso não significa que sejam fracas ou fora de controle. Em doses mais elevadas, SSRIs dificultam o choro. Eles também podem promover a apatia e a indiferença.
A mudança surge do desconforto e da consciência de que algo está errado; nós reconhecemos o que é certo apenas quando sentimos isso. Se estar medicado significa ser complacente, então isso não ajuda ninguém.

Precisamos parar de rotular a nossa tristeza e ansiedade como sintomas desconfortáveis e passar a apreciá-los como uma parte saudável, adaptativa, da nossa biologia.

Fonte: NYtimes traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 10 de março de 2015

10 fatores do seu estilo de vida que fazem você se sentir deprimido



Muitos de meus clientes me procuram dizendo que há "algo errado" com eles. Eles acreditam que são fundamentalmente falhos, ou que estão na sua última tentativa de darem certo na vida e, muitas vezes com planos de acabar com ela caso as coisas deem errado. No entanto, na maioria das vezes, a raiz da depressão não é um desequilíbrio bioquímico ou uma herança genética. Pelo contrário, é um resultado de um ou mais dos seguintes fatores:




1. Isolamento

Como comprova a maioria das pesquisas, a conexão social é uma das maneiras mais eficazes para prevenir e curar a depressão. No entanto, o problema é que os depressivos, muitas vezes, não são as pessoas mais divertidas para se ter como companhia, por uma condição própria do seu estado, o que os leva de volta ao isolamento. Junte-se a um grupo de apoio ou ligue para um velho amigo.

2. Tristeza

Você já passou por uma separação, perdeu um emprego ou experimentou a perda de um membro da família? Todas estas situações são cheias de tristeza. Se você experimentou uma grande mudança ou perda no ano passado (ou mais, caso você tenha suprimido sua tristeza), é possível que a sua depressão esteja ligada a isso. A tristeza abre caminho para a depressão, por isso, se você passou a se sentir desmotivado, para baixo, irritado, desinteressado pelas coisas que você habitualmente desfrutava, incapaz de se concentrar e enfrentando distúrbios do sono e dieta; isso provavelmente está relacionado à sua adaptação à transição ou perda.

3. Privação de sono

Já reparou o quanto você fica mais frágil e letárgico depois de um sono ruim? A exaustão afeta o nosso estado de espírito, nossos níveis de energia e nosso funcionamento cognitivo. O problema é que a depressão também pode causar distúrbios do sono, fazendo com que ocorra um ciclo vicioso. Fale com o seu terapeuta sobre como fazer uma higiene do sono adequada, usando estratégias cognitivo-comportamentais para combater a insônia; e, se você acreditar que tenha um distúrbio do sono, considere consultar um especialista do sono. Alguns distúrbios do sono estão correlacionados com a depressão.

4. Falta de um sentido

Do ponto de vista existencial, precisamos de um sentido em nossas vidas para sermos felizes. De acordo com Viktor Frankl, podemos encontrar esse significado através do trabalho, relacionamentos (românticos e outros), ajudando os outros, com empreendimentos criativos (por exemplo, a escrita, a música, a arte / design), e com a espiritualidade, para citar alguns. Se você estiver em uma carreira que você despreza, ou se sente "perdido" na vida, a depressão será uma forma de lhe dizer que a maneira como você está vivendo sua vida não se alinha com os seus valores e desejos. Leve-a como um sinal positivo de que a mudança precisa acontecer e considere como sua vida seria se você se sentisse realizado em algumas (ou todas) as áreas acima mencionadas.

5. Excesso de auto-crítica

Imagine o quão inútil você se sentiria se tivesse um amigo, companheiro ou pai verbalmente abusivo ao seu lado em todos os momentos. Bem, é assim que é para muitas pessoas altamente auto-críticas. Preste atenção à sua voz interna. Qual é o seu teor? Se você achar que está dizendo coisas para si mesmo que nunca diria a um amigo, é hora de fazer uma mudança. Vários estudos têm demostrado que a aprendizagem de auto-compaixão pode ser uma intervenção eficaz no tratamento da depressão. A psicoterapia pode ser um lugar maravilhoso para aprender este hábito saudável.

6. Má alimentação



Mais e mais pesquisas estão sendo feitas nesta área e sugerem que a deficiência de alguns nutrientes e alergias alimentares estão ligadas à depressão. Por exemplo, alguns estudos mostraram que as vitaminas B e D estão negativamente correlacionadas com humor deprimido, enquanto o glúten está correlacionado positivamente (em pessoas que sofrem de intolerância). Cada indivíduo é diferente, mas fazer um exame de sangue e consultar uma nutricionista pode ajudar.

7. Estresse

Estudos têm demostrado que o stress crônico pode conduzir à depressão. Um pouco de stress é saudável, mas quando passa o limite do suportável, pode ser o fator responsável por uma depressão. Se você não pode cortar algumas responsabilidades, considere avaliar de onde as expectativas que você se sente pressionado a atender estão vindo (de alguém ou de você mesmo?) e veja como pode tirar um pouco dessa pressão. Permita-se reduzir as expectativas por desempenho, cometa erros, saia e peça ajuda. Em outras palavras, pare de tratar a si mesmo como uma máquina e permita-se ser um ser humano.

8. Sempre trabalho e nenhuma diversão

Muitas pessoas têm a (falsa) impressão de que quando atingem a idade adulta, já não precisam ou merecem se divertir. Ou que só é permitido ter "diversão" depois que o trabalho esteja feito. Bem, dado o fato de que sempre haverá algo a mais para ser feito - uma outra conta para pagar, outro projeto para ser concluído, outra pilha de roupa para lavar - as chances são que você nunca encontre tempo para se divertir. Permita-se tirar algum tempo de sua programação diária para fazer algo que você goste. Poderia ser uma atividade ou um tempo na deitado no sofá assistindo TV, por exemplo.

9. Hormônios desequilibrados

Desequilíbrios ou deficiências nos níveis de estrógeno, progesterona e cortisol estão correlacionados com a depressão. Considere verificar estas áreas para garantir que a depressão que você está enfrentando não esteja relacionada com isso.

10. Não lidar com as emoções

Temos sentimentos primários e secundários. Sentimentos primários são os que sentimos no centro, por exemplo, tristeza ou raiva, ansiedade ou solidão. Sentimentos secundários são os que sentimos quando julgamos a nós mesmos por ter os sentimentos primários. Imagine que você esteja se sentindo deprimido e, em seguida, se critique por se sentir assim, dizendo para si mesmo que está apenas triste e precisa parar de se sentir deprimido. Agora você não está apenas se sentindo deprimido; você também está sentindo vergonha, pressão e frustração. Ao se permitir sentir os sentimentos que surgem (quaisquer que sejam) com compaixão e sem julgamento, você irá notar um peso enorme sendo tirado dos seus ombros.

Fonte: MindBodyGreen traduzido e adaptado por Psiconlinews

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Antidepressivos aliviam sintomas, mas não resolvem o problema e podem até piorar o quadro a longo prazo



Pesquisa mostra que os antidepressivos reduzem a capacidade do cérebro para produzir serotonina no uso prolongado.

Pelos últimos 25 anos as pessoas que sofrem de depressão têm sido tratadas com medicamentos antidepressivos como Zoloft, Prozac e Paxil - três dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina mais vendidos do mundo, ou SSRIs. Mas as pessoas estão começando a questionar se essas drogas realmente são o tratamento mais adequado para a depressão, e se eles podem causar outros problemas.

Estas drogas foram concebidas para tratar um desequilíbrio químico no cérebro e, assim, aliviar os sintomas da depressão. Neste caso, é a falta de serotonina que os antidepressivos trabalham para corrigir.




Na verdade, existem tratamentos farmacêuticos para corrigir desequilíbrios químicos no cérebro para praticamente todas as formas de doença mental - da esquizofrenia até ADHD, e uma série de transtornos de ansiedade. Centenas de milhões de prescrições são escritos para medicamentos antipsicóticos, antidepressivos e ansiolíticos a cada ano somente nos Estados Unidos, produzindo milhares de milhões de dólares em receita para empresas farmacêuticas.

Mas se a premissa por trás dessas drogas for falho? E se as doenças mentais, como a depressão, não forem realmente causadas ​​por desequilíbrios químicos? E que milhões de pessoas as quais são prescritos esses medicamentos não obtêm qualquer benefício deles? E se essas drogas piorassem o quadro da doença mental no longo prazo?

O jornalista investigativo Robert Whitaker argumentou que medicamentos psiquiátricos são muito ineficazes para o tratamento de doenças mentais em seu livro: Anatomia de uma epidemia: Pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento espantoso das Doenças Mentais na América.

Whitaker sustenta que a fundação da psiquiatria moderna - o modelo de desequilíbrio químico - não tem embasamento científico.

"Se você investigar a ciência por trás disso", disse Whitaker Michael Enright ao anfitrião da edição de domingo da CBC Radio "você vai descobrir que não é verdade, e que esta era uma hipótese que surgiu na década de 1960, de que a depressão era causada pelos baixos níveis de serotonina, e que foi investigado e descoberto que isso não era verdade ainda no início da década de 1980.´´

"E já em 1998, a Associação Americana de Psiquiatria disse em seu livro que não estavam descobrindo que as pessoas com depressão têm qualquer anormalidade em sua serotonina, mas por ser uma metáfora tão eficaz para induzir as pessoas a tomar as drogas, ela continuou a ser promovida. "

O livro de Whitaker sem dúvida causou polêmica após o seu lançamento, mas foi através dele que conquistou o prêmio Investigative Reporters and Editors Book Award em 2010. E desde a sua publicação um número crescente de pesquisadores psiquiátricos influentes vieram publicamente opinar sobre o ponto de vista de Whitaker.

Ronald Pies, um psiquiatra e ex-editor da The Psychiatric Times, refere-se à hipótese de desequilíbrio químico como uma "lenda urbana" que os psiquiatras bem informados nunca compraram.

Whitaker diz que quando o seu livro foi lançado, a controvérsia maior não foi em torno do desmascaramento da hipótese do desequilíbrio químico. Foi sobre a sua descoberta de que as pessoas que tomaram medicamentos psiquiátricos eram mais propensas a continuar apresentando os sintomas, cinco anos após o diagnóstico, do que aquelas que não tomaram as drogas.



Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, também pesquisou sobre o uso de medicamentos antipsicóticos, utilizados no tratamento de doenças mentais como a esquizofrenia, e chegou a uma conclusão semelhante.

Segundo Whitaker, a pesquisa sugere que as pessoas que sofrem de depressão podem não ter níveis de serotonina baixa, assim como o uso de antidepressivos reduz a capacidade do cérebro de produzir serotonina por conta própria, levando a um agravamento dos sintomas quando o paciente parar de tomar os medicamentos.

"Uma das preocupações" disse Whitaker "é que se você tomar estes medicamentos por muito tempo, quando parar seu cérebro irá voltar ao normal? E esta é uma questão em aberto agora.

"O que está muito claro é que só a droga raramente leva à recuperação a longo prazo".

Fonte: CBC traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

9 Maneiras de Ajudar um Amigo com Depressão Sem Descuidar de Si Mesmo



A depressão está se tornando uma das maiores preocupações de saúde nos Estados Unidos. A estatística que sabemos é que um em cada 10 norte-americanos procuram ajuda para depressão em algum momento de suas vidas, mas os diagnósticos estão crescendo rapidamente e muitas pessoas com depressão clínica - até 80 por cento, segundo algumas estimativas - não procuram ajuda. Assim, as chances são altas de que alguém próximo de você tenha depressão. O primeiro passo para ajudar alguém com depressão é entender a doença: a depressão, em termos médicos, é caracterizada por baixo humor persistente e "anedonia" (a incapacidade de sentir prazer) durante longos períodos. É uma condição séria e a pessoa vai precisar de ajuda profissional, bem como o apoio da família e amigos.




Eu fui diagnosticado com depressão há seis anos e teve todos os tipos de reações dos amigos: de recusa em acreditar que a depressão é "algo", a dizer coisas como "Ah, eu tive um momento muito ruim na semana passada - talvez eu tenha depressão também!". O apoio precisa ser mais sensível e sutil do que apenas "motivacional", e entender que não estamos sendo difíceis de propósito. Pessoas com depressão muitas vezes só querem voltar a se sentir alegres e felizes novamente, mas vários fatores os impedem de conseguir.

Seu papel como amigo solidário tem vários elementos, os quais você precisa descobrir da sua própria maneira - mas aqui estão 10 sugestões de alguém que já esteve do outro lado da situação.

  • 1. Não confunda com preguiça ou os incentive a ser "mais forte".

Pessoas com depressão têm um transtorno mental grave que não pode ser superado apenas com força de vontade ou simplesmente mudando de perspectiva. Se você estiver ajudando um companheiro/a com depressão, não diga a ele/a para ´´sair dessa´´, tentando forçá-lo a se sentir feliz ou comentando sobre uma época em que você estava triste sobre uma questão, mas "pensou positivo" e resolveu o problema. Assim como as pessoas com pernas quebradas, eles não são fracos ou sem força de vontade: eles só têm um obstáculo que inviabiliza suas funções normais. Familiarize-se com o fato da depressão ser uma doença.

  • 2. Incentive-os a procurar ajuda.

Uma das melhores coisas que você pode fazer para alguém com depressão é incentivá-los a obter alguma ajuda séria. Seu trabalho não é tratá-los. Psicoterapia e tratamento medicamentoso: é o melhor tratamento para superar esta condição.

  • 3. Preste atenção no cuidado pessoal.

Deprimidos muitas vezes têm dificuldade para se cuidarem adequadamente e não comem direito, não dormem em horários corretos, nem mantém seus ambientes limpos. Preste atenção a isso e incentive-os a cuidarem de si mesmos com pequenas medidas, como levá-los para compras no supermercado para tirá-los da cama.

  • 4. Convide-os para uma longa caminhada.

O exercício físico é muito bom para a depressão, assim como sair de casa. Insistir no convite para uma caminhada é uma boa maneira de tirá-los de casa, mas você não precisa inventar nenhuma conversa fiada e alegre se eles se sentirem exaustos e ficarem calados; apenas escute sem julgar e deixe claro que você ainda adora a sua companhia.

  • 5. Ajude-os a questionar seus pensamentos negativos.

A depressão é caracterizada em muitos casos por padrões de pensamentos negativos graves sobre a auto-estima. A psicoterapia ajuda a pessoa a reconhecer esses padrões e questioná-los, mas você também pode ajudar. Na prática, isso significa que se alguém diz "Eu sou tão horrível", "Ninguém gosta de mim", "eu me sinto inútil", ou outras declarações depressivas, imediatamente proteste: "Não, você não é!"



Em vez disso, tente desafiar os pensamentos inúteis pensando empiricamente: "Por que você diz / pensa isso?". Peça exemplos específicos e pergunte como ela se sentiu neles. Por exemplo, se ela disser "Michel nunca me chamou de volta, por isso ele deve me odiar", leve-os a outras interpretações por meio de evidências.


  • 6. Pense em termos de recompensas e não punições.


Ser amigo de uma pessoa depressiva pode ser seriamente duro. Mas as ameaças não ajudam em nada. "Se você não se animar / cuidar de si mesmo / comer o jantar, eu vou parar de falar com você". Não é uma boa maneira de ajudar, porque as pessoas depressivas já têm pensamentos negativos sobre si mesmas e podem até acreditar que merecem ser mal tratadas.

A punição não vai ser um incentivo para que eles mudem o seu comportamento; ele só vai "provar" que coisa horrível que eles são. Em vez disso, tente ser positivo e elogie quando eles cuidarem de si mesmos - não sendo condescendente, mas com um simples "Ei, você fez comida! Eu sei que deve ter sido difícil para você - quer que eu ajude a lavar a louça?" é um bom começo.


  • 7. Não espere resoluções rápidas.


Depressão não desaparece magicamente quando as pessoas começam a fazer psicoterapia ou a tomar drogas que alteram o humor. É, muitas vezes, uma condição de longo prazo que exige a administração freqüente. Quem inicia o tratamento se torna melhor em desafiar seus processos de pensamento e passa a se cuidar melhor quando está para baixo. Mas ainda haverá períodos muito ruins.


  • 8. Identifique e faça algo nos dias ruins.


Mesmo que você não seja muito bom em se comunicar emocionalmente, um simples gesto para demostrar que você está pensando nela, quando ela estiver passando por um tempo ruim, vai ajudar muito. Algo tão pequeno como uma mensagem de texto pode fazer uma enorme diferença. Apenas um "Pensei em você hoje" ou "O que você está fazendo?" é suficiente.


  • 9. Cuide de si mesmo.


Não é seu trabalho tratar ou salvar um amigo depressivo e, às vezes, a experiência pode ser difícil e desgastante. Procure apoio e conselhos de especialistas e lembre-se de ter tempo para si mesmo quando você precisar.

Os melhores amigos para depressivos são aqueles que sabem o momento certo de se despedir e dar um espaço: caso contrário, só vai acabar puxando-os ainda mais para baixo.

Fonte: Bustle traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A dieta pode ser tão importante para a saúde mental quanto é para a saúde física


Por: Carolyn Gregoire

Sabemos que a comida afeta o corpo - mas poderia também impactar sobre o funcionamento da mente?

Enquanto o papel da dieta e nutrição na nossa saúde física seja inegável, a influência de fatores da dieta sobre a saúde mental tem sido menos considerada. Isso pode estar começando a mudar.

Pela primeira vez a FDA anunciou na semana passada suas novas orientações, considerando o possível papel da dieta na saúde mental. O relatório da FDA observa, por exemplo, que a American Psychiatric Association classifica o ácido graxo omega-3 (que é mais comumente encontrado em peixes oleosos) como um tratamento complementar para a depressão. No entanto, o painel consultivo concluiu, por enquanto, que a pesquisa foi muito limitada para fazer sugestões de tratamentos.




Alguns psiquiatras também lançaram um grito de guerra para uma abordagem mais integrativa na saúde mental - que leve a dieta e outros fatores de estilo de vida em consideração no diagnóstico, tratamento e prevenção da doença mental. Em um artigo publicado recentemente na revista The Lancet Psychiatry, um grupo internacional de cientistas (todos membros da Sociedade Internacional Nutritional Psychiatry Research) argumentam que a dieta é "tão importante para a psiquiatria como é a cardiologia, a endocrinologia e a gastroenterologia".

Com mais de 450 milhões de pessoas no mundo sofrendo de algum tipo de transtorno mental e uma abordagem farmacológica que alcançou um sucesso limitado no tratamento das doenças mentais, o campo da psiquiatria pode ter alcançado uma espécie de ponto de inflexão.

"Estamos enfrentando essa enorme epidemia de distúrbios de saúde mental", afirma um dos autores do estudo, Dr. Drew Ramsey, um psiquiatra integrativo da Universidade de Columbia. "A depressão é a principal causa de incapacidade no mundo e em breve será a principal causa de incapacidade nos Estados Unidos. Então, é muito bom quando vemos dados que sugerem que podemos tratar a depressão com foco na nutrição e naquilo que comemos ".

Ramsey cita uma série de estudos que atestam o papel vital de certos nutrientes na saúde do cérebro, incluindo o ômega-3, vitamina D, vitaminas do complexo B, zinco, ferro e magnésio. A dieta moderna, muito rica em calorias, tende a sofrer carência destes nutrientes importantes, o que pode contribuir para o aumento dos problemas de saúde mental. Muitos estudos ligaram a depressão com baixos níveis de vitaminas B, por exemplo, enquanto que baixos níveis de vitamina D materno revelaram ter um papel no risco da criança desenvolver esquizofrenia.



A pesquisa tem sido crescente nos últimos anos e expandiu-se a partir de um foco em nutrientes individuais para padrões alimentares mais amplos. Em 2011, um grande estudo verificou que a dieta ocidental moderna (que é rica em alimentos processados ​​de alto teor calórico e pobre em nutrientes) está relacionada ao aumento da depressão e ansiedade, em comparação com uma dieta tradicional norueguesa. Uma revisão de estudos em 2014, também ligou padrões alimentares pouco saudáveis ​​com prejuízos na saúde mental em crianças e adolescentes.

"Por um longo tempo na psiquiatria, nós sabemos que algumas vitaminas podem ter um grande impacto na saúde mental - vitamina B12, ferro, magnésio - mas somente nos últimos 10 anos que os estudos começaram a focar mais nos padrões alimentares, e têm sido bastante reveladores", disse Ramsey.

As crescentes evidências da conexão cérebro-intestino suportam a hipótese de que, quando se trata de saúde mental, as questões alimentares também são importantes. A ideia de que pode haver uma ligação significativa entre a saúde do intestino e a saúde do cérebro - e que as bactérias do intestino desequilibram uma série de condições neurológicas; incluindo a ansiedade, a depressão, o autismo, TDAH e esquizofrenia - ganhou força na comunidade científica. Um simpósio de neurociência em 2014 chamou a investigação de micróbios do intestino como uma "mudança de paradigma" na ciência do cérebro.

"A ideia de que a saúde do cérebro depende da saúde do intestino ... esta certamente será a próxima onda", observou Ramsey.

No entanto, até o momento, a linha tradicional do tratamento dos problemas de saúde mental têm sido intervenções farmacêuticas e comportamentais (psicoterapia). Dieta e exercício raramente são levados em consideração, exceto pelos praticantes "alternativos". Trazer a dieta para a equação representaria uma grande mudança no campo da saúde mental, a abertura de novas modalidades de tratamento de baixo custo e intervenções de baixos efeitos colaterais.

"Os alimentos devem ser a primeira linha de defesa, porque é um tratamento fundamental", disse Ramsey. "Nós realmente precisamos afastar a ideia de que dieta e exercício são apenas ´´complementares" ou "alternativos". 

Claro, é importante lembrar que as causas dos problemas de saúde mental são complexas e podem se estender por fatores psicológicos, biológicos, emocionais, ambientais e alimentares. Mas melhorar a sua dieta com nutrientes saudáveis para o cérebro só vai ajudar a saúde mental e neurológica.

Fonte: Huffingtonpost traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Como o celular pode desconectar o seu relacionamento


Por Guy Winch

Um novo estudo revelou o potencial do celular para causar danos e conflitos em nossos relacionamentos. 

Você se sente negligenciada quando seu parceiro está no celular? Será que o seu tempo juntos está sendo interrompido por textos, e-mails ou jogos? Será que a tecnologia se intrometeu no seu relacionamento romântico?




Um novo estudo da Brigham Young University analisou como a tecnologia interfere nos relacionamentos. Os pesquisadores concluíram que a "interferência tecnológica" pode ser prejudicial não só para um relacionamento, mas para a sua saúde psicológica também.

Até pouco tempo atrás os 3 temas mais discutidos pelos casais costumavam ser: sexo, dinheiro e os filhos; mas parece que os smartphones estão rapidamente crescendo nesta lista.

O estudo incluiu 143 mulheres casadas ou em coabitação, a maioria das quais relataram que os celulares, computadores e outros dispositivos de tecnologia, foram significativamente perturbadores em seus relacionamentos e vida familiar. Especificamente, os níveis mais elevados de interferência tecnológica foram associados com o maior conflito de relacionamento e menor satisfação com o relacionamento. Além disso, parece que maiores níveis de tempo no smartphone ou outro tipo de interferência tecnológica torna as pessoas mais deprimidas e reduz a sua satisfação geral com a vida.

Embora poucos ficassem surpresos ao descobrir que a tecnologia pode ser uma fonte de irritação e de conflito para casais, este estudo é um dos primeiros a relatar que o envolvimento de uma pessoa com a tecnologia pode realmente fazer o seu parceiro deprimir.

Mas por que o uso do celular tem um impacto tão grande sobre a saúde mental do seu parceiro? Afinal de contas, os carros também são fontes de conflito, pois muitos casais ficam tensos e discutem ao dirigir (sobre o estilo de direção, excesso de velocidade, escolha da música, etc ...), mas isso geralmente não leva a pessoa no banco do passageiro ficar deprimido.

E sobre os celulares?




A resposta? Quando o seu parceiro fica no celular em vez de dar atenção para você, isso parece uma rejeição - dói. Se sentir ignorada quando o seu parceiro está no celular pode ser tão ruim quanto ser evitada.

Quando uma conversa, refeição, ou momento romântico é interrompido por causa de uma mensagem de texto ou uma ligação, a mensagem é: "O que eu estou fazendo no meu celular é mais importante do que você agora", ou, "Eu estou mais interessado no meu celular do que em você ", ou, em alguns casos,"Você não é digno da minha atenção. ".

É pelo fato da outra pessoa estar suscetível de experimentar tais momentos como rejeições que as interferências tecnológicas podem, literalmente, afetar a sua saúde psicológica. Rejeições, mesmo as pequenas, tendem a ser extremamente dolorosas, pois o cérebro responde da mesma maneira que uma dor física. Mesmo mini-rejeições, como um parceiro se voltando para o celular no meio de uma conversa, podem induzir sentimentos de reação à rejeição: queda no humor e na auto-estima, uma onda de raiva e ressentimento. Ao longo do tempo, essas pequenas feridas podem apodrecer e aumentar o conflito, diminuindo a satisfação com o relacionamento e levando a uma queda na satisfação com a vida.

5 Dicas para Resolver Conflitos de Interferência Tecnológica


Se você acha que interferência tecnológica pode estar causando problemas em seu relacionamento, considere trabalhar com o seu parceiro para resolver a questão por meio dessas cinco etapas:

  1. Avaliar a extensão do problema. Uma vez que você e seu parceiro se tornarem mais conscientes do problema, irão ser capazes de avaliar em conjunto se, e em que medida, o uso da tecnologia é realmente perturbador para suas interações e tempo juntos.
  2. Reconhecer o uso que é válido. A tecnologia é muitas vezes uma parte necessária ou inevitável do trabalho de alguém (como um médico de plantão). Por isso, é importante reconhecer as demandas dos postos de trabalho, obrigações sociais ou parentais, ou outras situações que exigem a interferência tecnológica.
  3. Concordar com expectativas justas. Discuta com seu parceiro maneiras de encontrar um melhor equilíbrio entre ser sensível às obrigações e demandas e minimizar as intrusões em seu relacionamento ou vida familiar.
  4. Criar zonas francas de tecnologia. Tente chegar a um acordo sobre lugares (como o quarto) e períodos (refeições ou após 21:30) em que vocês podem deixar os celulares, tablets, notebooks, etc., de lado para passar o tempo juntos, sem se preocuparem com a interferência tecnológica.
  5. Definir exceções e resolver obstáculos futuros. Certifique-se de cobrir eventuais exceções ou problemas futuros que possam surgir (como uma tarefa de trabalho fundamental que foi esquecida) e como vocês podem lidar com isso sem interromper o que estavam fazendo juntos naquele momento.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O que você precisa saber sobre depressão e felicidade


Por Kathleen Smith


Hoje em dia você não precisa ir mais longe do que o seu mural do Facebook ou de um site de notícias para ser bombardeado com artigos com dicas de "maneiras fáceis de ser feliz.". O que não falta são conselhos sobre como melhorar o nosso humor ou combater os sintomas da depressão. Com atrativos como "simples" ou "rápido" vestindo estas notícias, os leitores têm todos os motivos para acreditar que com este conhecimento não haverá limites para a sua felicidade. Certo?




Se tudo sobre a saúde mental fosse tão fácil como afirmamos em títulos, psicoterapeutas, como eu, não seriam as criaturas neuróticas (ainda que obviamente cativantes) que somos. Por mais difícil que seja admitir, entender sobre felicidade tem tanto a ver com ser feliz como olhar para uma perna quebrada ajuda a curá-la.

Eu adoro quando um bom texto de psicologia gira a nossa maneira de pensar sobre a doença mental numa órbita diferente. The Depths de Jonathan Rottenberg mudou a forma como eu penso sobre os meus próprios sistemas de auto-aperfeiçoamento e como falo sobre a felicidade com meus próprios clientes. Enquanto gurus de auto-ajuda podem ter as melhores intenções, Rottenberg adverte que o nosso foco extremo no bom humor, como um objetivo de vida, na verdade é um desserviço para o nosso bem-estar. "Estabelecer uma meta para se tornar mais feliz é como colocar-se em uma esteira que vai cada vez mais rápido, mais difícil de executar", escreve ele.

Graças à pesquisa de Rottenberg, e outros, estamos começando a descobrir que muitos dos nossos pressupostos anteriores sobre a depressão estavam errados. Aqui está o que estamos aprendendo.

Não devemos nos sobrecarregar com objetivos que não estão funcionando.


Muitas vezes retratam um deprimido como alguém que simplesmente não tem vontade de sair da cama de manhã ou enviar o e-mail do seu currículo pela milionésima vez. Mas os pesquisadores descobriram que não é a falta de persistência que mais impede o encontro de uma solução, mas sim o contrário. Estamos tão certos de que não seremos felizes se não conseguirmos o que queremos, que prolongamos a luta. 

Na natureza, os animais que são capazes de parar uma tática quando ela não está funcionando são mais propensos a sobreviver. Pessoas com depressão têm mais dificuldades para se desengajarem de seus objetivos, mesmo quando eles já estiverem praticamente inviabilizados. É por isso que os perfeccionistas têm um maior risco para desenvolverem uma doença mental do que as pessoas que conseguem se desapegar e mudar de rumo quando precisam fazê-lo. 

Mau humor não é uma falha de caráter.


A realidade é que não teríamos tal espectro dos estados de humor, se a extremidade inferior não servisse para algum tipo de finalidade. Nos agachamos quando as coisas ficam difíceis, por isso, é natural que nossos corpos tentem economizar energia quando estamos deprimidos. A nossa herança evolutiva nos construiu para pensar e reagir assim a uma diminuição do estado de espírito, mas o que nos ajudou a sobreviver na savana não necessariamente nos ajuda nos dias de hoje.



Ao tratar os sentimentos negativos como sintomas a serem curados ou fantasmas a serem exorcizados, podemos estar alimentando-os ainda mais. As pessoas correm menor risco de sofrer uma depressão quando são capazes de aceitar sentimentos negativos quando eles acontecem, em vez de se baterem por não serem capazes de mudar o seu estado de humor. Em outras palavras, elas não se sentem mal por sentirem-se mal. Auto-culpa sobre o humor é um fenômeno distintamente humano. Seu cão não se sente mal por estar mal-humorado, não é? Ele só sente.

Devemos levar o bem-estar a sério.


Gastamos muito tempo recolhendo ingredientes para a felicidade, mas não levamos a saúde mental com a seriedade como deveríamos. Ao se fixar num tratamento de depressão como o modelo médico, em vez de um modelo de bem-estar, perdemos uma peça importante do quebra-cabeça. Em suma, não temos a flexibilidade e criatividade necessária para viver uma vida melhor.

Então, em vez de tentar alcançar a felicidade plena sete dias por semana, a ciência sugere um objetivo melhor: a adaptabilidade. Isso significa estar disposto a mudar de rumo quando a estratégia não estiver funcionando. E, acima de tudo, praticar a auto-compaixão quando você não conseguir mais se levantar das profundezas e precisar pedir ajuda.

No grande esquema de todas as coisas, estamos destinados a ter altos e baixos. Um mundo de pessoas eternamente felizes é um mundo sem enredo, um mundo sem Shakespeare. Assim, já podemos parar de fingir que existem "5 maneiras fáceis" de parar o que define a nossa humanidade. Não há nada de simples sobre nós, e é isso que nos torna tão grandes.

Fonte: Huffingtonpost traduzido e adaptado por Psiconlinews



quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

4 âncoras que atrasam sua evolução






Somos convidados, a cada dia, ao progresso, à evolução de toda a ordem. Contudo, muitas vezes, reiteramos algumas posturas que, em si mesmas, guardam a âncora do nosso atraso, fazendo-nos estagnados. O pior de tudo é que é tamanho o nosso despreparo existencial que raro conseguimos perceber que estamos ancorados.

  • Ignorar a própria ignorância


Ser ignorante é algo natural. Nunca saberemos tudo sobre todas a s coisas. O que traz obstáculo à vida não é a ignorância, é a pseudossapiência. A pessoa ignora o não saber, e age, não sabendo, como se soubesse. Este indivíduo, não raro, mesmo nada sabendo, quer ensinar. Muitos deles fundam partidos, seitas, religiões, e se tornam o que alguns denominam de “cegos guias de outros cegos”, perpetuando, assim, a ignorância.

  • O orgulho de ser orgulhoso


A palavra “orgulho” pode denotar um sentimento até nobre de autorrealização pessoal. Contudo, na maioria das vezes, serve como sinônimo de soberba e arrogância, quando o homem necessita ostentar sua “grandeza” para fazer com que o seu próximo se sinta menor. Esse orgulho, esse sentir-se mais, achar-se certo e pleno, pode ter por objeto a constatação do próprio orgulho. Nada pior que a pessoa que se orgulha de ser orgulhosa. “Eu sou assim, mesmo. Tenho gênio forte. Não peço desculpa, não volto atrás, sou orgulhoso mesmo. Nasci assim e vou morrer assim”.

  • Falar mal de fofoqueiros


Outros que se ancoram são aqueles que já se mostram capazes de constatar que a maledicência em nada contribui para o progresso do homem, mas não é capaz de perceber que aquele que fala mal de um fofoqueiro por ser fofoqueiro já está inquinado à mesma conduta.



  • Não tolerar os intolerantes


Não tolerar os intolerantes é outra âncora do atraso. Sei o quanto é difícil conviver com aquele que se acha dono de determinada verdade e ostenta o seu “título de proprietário” contra tudo e todos que tenham verdades divergentes. Contudo, é de suma importância dissociar o intolerante da sua própria conduta e tolerá-lo. Possivelmente seja a única forma de fazer, em longo prazo, com que o outro compreenda a insensatez da própria conduta, além de servir para que não nos ancoremos junto dele.

São inúmeras as posturas que nos fazem fixos em águas interiores que não deveríamos mais navegar. É preciso olhar para as nossas mentes, analisar as nossas almas, desvendar o que em nós habita. Neste mundo de recorrentes e inovadoras descobertas, cabe-nos o exercício de conhecer a nossa própria essência. Fazer a distinção entre aquilo que nos move e aquilo que nos estagna.

Não existe maior exercício de Amor que o autoconhecimento. Aquele que se conhece, sabe-se centelha eterna da Luz Maior e não se permite, nunca, ancorar-se em atraso algum.

Fonte: Contioutra