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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

10 principais razões que fazem as pessoas permanecerem num casamento infeliz



Já se perguntou por que tantas pessoas permanecem em um casamento infeliz? De acordo com uma pesquisa encomendada pelo escritório de advocacia Irwin Mitchell, do Reino Unido, a principal razão é a pessoa achar que tem muito a perder com o divórcio. Na sequência, um em cada quatro casais está junto apenas pelo bem dos filhos, planejando o fim da união quando eles crescerem. Os dados são do jornal Daily Mail.




Entre os principais itens que levam a um relacionamento fracassado estão traições, distanciamento e se tornar apenas amigo do parceiro. O levantamento ouviu 2 mil pais casados.

Confira as 10 principais razões para permanecer casado quando não se está feliz, listadas pelos entrevistados:

1 - Ter muito a perder

2 - Preocupação com o impacto sobre as crianças

3 - Não conseguir se sustentar/morar morando sozinho

4 - Não conseguir arcar com os custos do divórcio

5 - Esperar mais tempo para tomar decisão final

6 - Estigma do divórcio

7 - Dinheiro do parceiro

8 - Preocupação sobre como gerir o contato com as crianças

9 - Preocupação em não encontrar outro parceiro

10 - Casal ter muitos interesses financeiros compartilhados

domingo, 26 de outubro de 2014

7 mitos sobre a felicidade que precisamos parar de acreditar


Por Sonja Lyubomirsky
Quase todos nós preservamos o que eu chamo de ´´mitos de felicidade´´, crenças que certas conquistas (casamento, filhos, emprego, riqueza) nos farão felizes para sempre, e que certos fracassos ou adversidades (problemas de saúde, divórcio, dificuldades financeiras) irão nos fazer infelizes para sempre. Entretanto, não existe uma fórmula mágica para a felicidade e nem uma direção certa para o fracasso. Ao invés de trazer felicidade ou infelicidade duradoura, os principais momentos da vida e pontos de crise, podem ser uma oportunidade para de renovação, crescimento ou mudança significativa. É como você encara estes momentos que realmente importa:




1. "Eu vou ser feliz quando me casar com a pessoa certa"


Um dos mitos da felicidade mais difundidos é a noção de que encontraremos a felicidade somente quando descobrirmos o perfeito par romântico. A falsa promessa não é que o casamento não vai nos fazer felizes. Para a grande maioria das pessoas, ele faz. O problema é que o casamento, mesmo quando inicialmente é perfeito e satisfatório, não vai nos fazer tão intensamente felizes o quanto acreditamos. De fato, estudos mostram que o aumento de felicidade no casamento dura uma média de apenas dois anos. Infelizmente, quando esses dois anos passam, percebemos que o objetivo de encontrar o parceiro ideal não nos fez tão felizes como esperávamos e sentimos que deve haver algo errado conosco ou devemos ser os únicos a se sentir dessa maneira.

2. "Eu não serei mais feliz quando meu relacionamento acabar" 


Quando um relacionamento desmorona, nossa reação é frequentemente exagerada. Um grande medo surge depois do divórcio: Sentimos que nunca mais seremos felizes de novo, que a nossa vida acabou. No entanto, as pessoas são notavelmente resistentes, e as pesquisas mostram que o ponto mais baixo de felicidade acontece dois anos antes do divórcio. Depois de quatro anos após a ruptura de um casamento conturbado, as pessoas são significativamente mais felizes do que jamais tinham sido durante a união.

3. "Eu preciso de um parceiro(a) para ser feliz"


Muitos de nós carregam a certeza de que serão infelizes para sempre sem um parceiro(a). No entanto, vários estudos mostram que pessoas solteiras não são menos felizes do que as casadas, ​​e que solteiros encontram a felicidade e propósito em outros tipos de relacionamentos e atividades. Infelizmente, acreditar nesse mito pode ser tóxico: Ao não reconhecer o poder de resiliência e as recompensas de ficar sozinho (como ter mais tempo para passar com os amigos ou poder pôr em prática projetos solo e aventuras) pode nos levar a aceitar um parceiro(a) romântico que não combine conosco.

4. "Somente quando ter o meu ´´trabalho dos sonhos´´ serei feliz"


Na raiz desse mito da felicidade reside o equívoco de que, embora não estejamos felizes agora, certamente seremos quando tivermos o nosso ´´trabalho dos sonhos´´. Ao alcançar esse trabalho aparentemente perfeito, entretanto, surge um problema quando descobrimos que ele não nos faz tão felizes quanto esperávamos. O que explica essa experiência desagradável é o processo inexorável de adaptação hedônica, ou seja, o fato de que os seres humanos têm a capacidade de se habituar, ou se acostumar, à maioria das mudanças da vida. Infelizmente, se estamos convencidos de que um certo tipo de trabalho nos faria felizes e acabamos abandonando boas carreiras em busca de tal trabalho, podemos acabar nos arrependendo depois que a adaptação hedonista nos acostuma ao novo ambiente. Assim, um primeiro passo fundamental é entender que todos se habituam à novidade, emoções e desafios de um novo emprego ou empreendimento. Esta nova consciência irá sugerir-nos uma explicação alternativa para o nosso mal-estar no trabalho. E talvez pode ser que não haja nada de errado com o trabalho, ou com a nossa motivação, mas com outros aspectos da nossa vida que interferem em nosso humor durante o trabalho. 

5. "Eu vou ser feliz quando ficar rico e bem sucedido"


Muitos de nós acreditam fervorosamente que, se não está feliz agora, estaremos felizes quando finalmente chegarmos a um certo nível de prosperidade e sucesso. No entanto, quando essa felicidade indescritível prova ser de curta duração, alguns se decepcionam e até mesmo entram em depressão. Quando conseguimos alcançar - pelo menos no papel - muito de tudo o que sempre queríamos, a vida pode se tornar entediante e até mesmo vazia. Muitas pessoas prósperas e bem sucedidas não entendem este processo natural de adaptação, e podem chegar à conclusão de que precisam de mais dinheiro para serem verdadeiramente felizes. Eles não percebem que a chave para a felicidade não está em quão bem sucedido somos, mas no que fazemos com o nosso sucesso; não é o quão alto o nosso lucro é, mas como o utilizamos. 

6. "Nunca vou me recuperar deste diagnóstico"


Quando os nossos piores receios sobre a nossa saúde se tornam realidade, não conseguimos imaginar indo além do estágio de choro e desespero. Não conseguimos nos imaginar felizes de novo. No entanto, nossas reações e pressentimentos sobre este pior cenário são regidos por um outro mito da felicidade. Muito pode ser feito para aumentar a nossa sobrevida, seja qual for a doença. E também podemos dar um propósito a este momento doloroso e crescer como seres humanos.



A ciência mostra que temos um poder relativo de escolher o que experimentamos. Considere que, durante cada minuto do seu dia, você está escolhendo a prestar atenção a algumas coisas e optando por ignorar, suprimir ou retirar da consciência outras coisas. O que você escolhe prestar atenção se torna parte da sua vida e o resto não. Ao ter uma doença crônica, por exemplo, você pode passar a maior parte dos seus dias se lamentando sobre como ela arruinou sua vida, ou você pode passar os seus dias focado em sua rotina de academia, ou conhecendo seus sobrinhos, ou se importando com o seu lado espiritual. Nós podemos mudar nossas vidas simplesmente mudando nossas atitudes mentais.

7. "Os melhores anos da minha vida terminaram"


Quer sejamos jovens, de meia-idade ou idosos, a grande maioria de nós acredita que a felicidade diminui com a idade, caindo mais e mais a cada década até chegar o ponto em que nossas vidas serão caracterizadas por uma tristeza profunda. Assim, alguns podem se surpreender com a pesquisa que confirma que nossos melhores anos ainda estão por vir. As pessoas mais velhas são realmente mais felizes e satisfeitas com suas vidas do que as pessoas mais jovens; elas experimentam emoções mais positivas e sua experiência emocional é mais estável e menos sensível às vicissitudes da negatividade diária e stress.

Embora o pico de bem-estar ainda seja pouco clara, três estudos recentes demonstraram que o pico da experiência emocional positiva ocorreu em idades de sessenta e quatro, sessenta e cinco anos, e setenta e nove, respectivamente. O que ficou claro é que a juventude e a idade adulta emergente não são os tempos mais ensolarados da vida.

Por que isso? Quando começamos a reconhecer que os nossos anos de vida estão ficando limitados, mudamos nossa perspectiva sobre a vida. O horizonte de tempo mais curto nos motiva a ser mais orientados para o presente e investimos o nosso (relativamente limitado) tempo e esforço para as coisas da vida que realmente importam. Assim, por exemplo, à medida que envelhecemos, os nossos relacionamentos mais significativos tornam-se muito mais prioritários do que conhecer novas pessoas ou correr riscos; investimos mais nessas relações e descartamos aquelas que não nos satisfazem​​. Em certo sentido, nós nos tornamos emocionalmente mais sábios à medida que envelhecemos.

Fonte: Psychology Today traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quando o relacionamento é baseado na manipulação


























Por: Margalis Fjelstad

Um zelador emocional é alguém que se importa com os sentimentos, necessidades e desejos de um manipulador emocional. O zelador adia ou desiste de seus próprios desejos, e até mesmo da sua própria saúde e bem-estar, para que o manipulador se satisfaça. Eles se doam para "manter a paz" e para agradar a outra pessoa. Fazem tudo isso sem que haja nenhuma melhora no relacionamento.

Cuidadores emocionais são atenciosos, preocupados, generosos e de confiança. Eles sinceramente querem agradar os outros e geralmente são pessoas agradáveis. No entanto, eles podem ser facilmente manipulados por outros, porque tendem a ser passivos e submissos demais, e têm altos níveis de culpa e obrigação por medo da raiva nos outros. Um zelador emocional prefere se sentir magoado, chateado ou deprimido em vez de ver a pessoa que eles se preocupam com esses sentimentos. Isso os torna altamente vulneráveis ​​de serem usados e maltratados em suas relações com pessoas que são muito auto-orientadas e egoístas.

Muitos cuidadores nem sequer percebem que eles estão se doando demais. Quando percebem, podem tornarem-se ressentidos e com raiva, Esses clientes sempre me perguntam: "Por que escolhi entrar em um relacionamento com alguém que é tão egoísta?" Mas uma personalidade zeladora é de magnetização de um manipulador emocional. No início, o relacionamento parece maravilhoso. É uma pessoa que gosta de dar e uma pessoa que gosta de receber. Infelizmente, muitas vezes o receptor só quer mais e mais, tudo à sua maneira. Enquanto isso o zelador, secretamente, espera que as coisas se equilibrem no longo prazo; mas isso nunca acontece.

(Eu não acho que os cuidadores emocionais e co-dependentes são a mesma coisa: A maioria dos cuidadores são altamente funcionais, positivos, e se sentem merecedores no seu trabalho e com seus amigos, enquanto co-dependentes são geralmente passivos, auto-invalidadores, impotentes e auto-destrutivos na maioria dos relacionamentos.)

Quando os cuidadores estão em relacionamentos com pessoas que o respeitam, o valorizam, e têm consideração positiva com eles, há um bom equilíbrio entre dar e receber. E cuidadores costumam ter relações positivas em suas vidas. Mas, em um relacionamento íntimo com um manipulador, os valores, as crenças sobre a doação e carinho, e o medo da raiva, hostilidade e rejeição do manipulador, mantém o zelador emocional praticamente um refém. Quando o zelador discorda ou quer algo diferente do manipulador, muitas vezes se omitem e não fazem porque esse nível de "combate" está fora de sua gama de habilidades e valores. Eles estão à mercê de um parceiro cujo objetivo é conseguir o que quer, não importa como.

Qual é o custo de ser um zelador emocional em uma relação manipuladora? Perda da auto-estima; aumento da ansiedade e depressão; um crescente sentimento de desesperança e impotência; exaustão; uma sensação de vazio; medo; e frustração. Cuidadores muitas vezes se sentem presos em relacionamentos por causa de seu senso de lealdade e relutância em magoar a outra pessoa, não importa o que essa pessoa fez.

Em vez de reações de luta ou fuga, a maioria dos cuidadores respondem ao perigo, raiva e hostilidade ´´se desligando´´. A respiração torna-se superficial, eles congelam e esperam que o perigo passe. Este processo de desligamento faz o pensamento ficar difuso, os músculos se tensionam, e até mesmo o ritmo cardíaco e digestivo diminuem. Esta reação pode resultar em problemas físicos, tais como a enxaqueca; indigestão e outros problemas intestinais; insônia; dores no pescoço, ombros e nas costas; e uma sensação geral de derrota.

Como é que se deixa de ser um zelador emocional? A coisa mais importante a fazer é se valorizar e se tratar com o mesmo respeito que você dá aos outros. Valorize seus próprios desejos, necessidades e preferências. Estabeleça limites e não permita que os outros coloquem você para baixo, ou ignorem o que é importante para você. Aprenda a lutar e fugir de forma eficaz quando você estiver em perigo.

Cuidar de si mesmo em primeiro lugar e, então, oferecer o seu carinho aos outros. Isso pode mudar a sua vida.

Fonte: Psychology Today

sábado, 11 de outubro de 2014

Cinco passos para reparar o seu casamento ou relacionamento


Alguns anos atrás, uma terapeuta chamada Susan, com quatro décadas de experiência, confessou que funcionava mais como uma facilitadora de divórcios do que uma conselheira para os casais, porque, para 90% dos casados que ela atendia, já era tarde demais. Mas em alguns casos o divórcio não é inevitável; há coisas que você pode fazer para parar a espiral descendente do seu relacionamento mais íntimo.

1. Revigore o seu relacionamento 




Você sabia que o tédio tem um papel importante no declínio da satisfação conjugal? Não é apenas para o conflito que você precisa prestar atenção, mas também nos níveis de engajamento. O que você está fazendo para se aproximar?
Lembra-se de como você se sentiu quando conheceu o seu cônjuge ou parceiro, e da alegria que sentiu? Muitos de nós, presos nas tensões do dia-a-dia, entre chamadas de telefones e e-mails,  se esquecem do simples prazer que há em conversar diretamente. Arthur Aron e seus colegas fizeram uma série de experiências nas quais reproduzia sentimentos de proximidade, através da interação pessoal. Em um relacionamento de longo prazo, este tipo de conversa, que num primeiro momento foi a base do relacionamento, é muitas vezes abandonada e esquecida. Traga-a de volta compartilhando seu tempo com o seu parceiro/a. Faça perguntas que vão além do mundano, como "Se uma bola de cristal pudesse dizer-lhe a verdade sobre si mesmo, sua vida, o futuro ou qualquer outra coisa, o que você gostaria de saber?", saia do convencional.

2. Elimine padrões negativos

"A mesma velha ladainha" é o que um certo alguém na minha vida costumava dizer com desdém, com os braços cruzados sobre o peito, sempre que eu falasse qualquer coisa que estava me incomodando. Essa interação realmente tem a reputação de ser o assassino do relacionamento mais eficaz de todos e um preditor confiável do divórcio. Se este é um padrão no seu casamento e os dois desempenham ambos os papéis, é preciso reconhecer isso e trabalhar no que você pode fazer para mudar. Obviamente, isso tem que acontecer em um momento de calma, não de agitação.


3. Redescobrir o toque

O toque no seu relacionamento tem sido relegado para dentro do quarto? Estudos mostram que tocando um ao outro, especialmente durante a época de stress, não só é uma forma primitiva e mais direta de mostrar compaixão e sentimento para o seu parceiro, mas também aumenta o  senso de conexão com o seu parceiro. De acordo com o trabalho de Jennifer L.Goetz e outros, o toque está envolvido em dois processos sociais relacionados à compaixão e à formação de laços de cooperação. O toque faz você consciente de seu parceiro e sua dor e ajuda-o a reforçar essa consciência. ´´Toque", aqui, significa apenas algo sutil, como a mão no seu antebraço, por exemplo, e não um gesto físico ameaçador ou arrogante.



4. Aumento compromisso

Constantes críticas corroem o compromisso e acabam desgastando o relacionamento. Se você tende a responsabilizar tudo o que dá errado na sua vida conjugal à personalidade do seu parceiro, dizendo por exemplo: "É tão típico de você" ou "Você sempre pensa em ninguém além de você mesmo?" - Você está em território tóxico e precisa prestar atenção. Como mostra a pesquisa, os casais mais felizes e satisfeitos generalizam sobre as coisas que dão errado no dia-a-dia; eles não personalizam.

5. Gratidão

Finalmente, um pouco de gratidão ajuda. Expressar gratidão, um estudo descobriu que não apenas melhorar o conceito do outro na relação, mas também amplia o da pessoa que expressa gratidão. Os autores ressaltam que a expressão de gratidão é tanto uma comunicação com o outro como consigo mesmo; reduz a dissonância dos sentimentos. É claro, um parceiro que se sente apreciado é encorajado a ser mais amoroso e apoiador no futuro. 

Fonte: www.psychologytoday.com