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sexta-feira, 10 de abril de 2015

'Síndrome do Imperador': Crianças mandonas e autoritárias



Você sabe o que é a 'Síndrome Imperador'?

As mudanças sócio-culturais das últimas décadas têm preparado o terreno para o surgimento de alguns comportamentos disfuncionais nas crianças. Um conjunto de atitudes e comportamentos que mais preocupam os pais é quando a criança se torna o mestre indiscutível da família, submetendo os outros membros da família às suas necessidades e caprichos.




Os ´´filhos imperadores´´ escolhem a comida que vai ser feita, onde a família vai passar as férias, o vai ser visto na televisão, a hora de ir dormir ou realizar outras atividades, e assim por diante. Para atingir os seus fins, gritam, ameaçam e agridem fisicamente e psicologicamente seus pais. Pode-se dizer que o seu nível de amadurecimento no campo da empatia (capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa) é subdesenvolvido. Por esta razão, parecem ser incapazes de experimentar sentimentos como o amor, a culpa, o perdão e a compaixão.

Síndrome do Imperador: Entrando na mente da criança autoritária

Esse fenômeno tem sido chamado de "Síndrome do Imperador", uma vez que as crianças imperadoras estabelecem padrões de comportamento para satisfazer os seus caprichos e exigências acima da autoridade de seus pais ou responsáveis. Quem não cumprir as exigências da criança é vítima de birras ultrajantes e, até mesmo, agressão. A violência que os filhos exercem contra seus progenitores, aprendendo a controlá-los psicologicamente, resulta no êxito em fazê-los obedecer e realizar os seus desejos. Esta característica da personalidade destas crianças também foi apelidada de "filhos ditadores", devido ao seu domínio incontestável na família.

Características do filho imperador

Crianças Imperadores são facilmente distinguíveis: geralmente mostram traços de personalidade egocêntricas e têm pouca tolerância à frustração: não aceitam que suas exigências não sejam atendidas. Essas características não passam despercebidas na família, e muito menos na escola, onde as suas exigências podem ser menos satisfeitas. São crianças que não aprenderam a se controlar, nem regular os seus sentimentos e emoções. Elas têm a experiência necessária para saber quais são os pontos fracos de seus pais, a quem acabam manipulando com ameaças, ataques e argumentos inconstantes.

Causas Psicossociais da Síndrome do Imperador

Muitos psicólogos e psicopedagogos têm enfatizado que um dos fatores que podem levar a criança a adquirir padrões de comportamento da Síndrome do Imperador é a escassez de tempo para os pais educarem e estabelecer normas e limites para sua prole. Necessidades econômicas e um mercado de trabalho instável não oferecem aos tutores o tempo e espaço necessários para a criança, ocasionando um estilo educacional culpabilizante, e por isso ficam propensos a concordar e superproteger seus filhos.

Também se pode observar nessas crianças uma falta de hábitos afetivos familiares, negligenciando a necessidade de brincar e interagir com as crianças. Socialmente, um dos problemas que serve de base para o comportamento egocêntrico, é a atitude ultra-permissiva dos adultos com relação às crianças.

Diferenciando Autoridade de Autoritarismo

O estilo educativo predominante há décadas atrás se baseava no autoritarismo: Os pais gritavam, ditavam ordens e exerciam um controle punitivo sobre o comportamento das crianças. De certa forma, por medo de caírem nesse estilo de educação que muitos sofreram na própria carne, o estilo educativo atual deslocou-se para o extremo oposto: a ultra-permissividade.

Por isso, é importante lembrar que autoridade não é o mesmo que autoritarismo: os pais devem exercer um grau inteligente e controlado de autoridade, de maneira saudável e se adaptando às necessidades educacionais e evolutivas de cada criança.

A cultura do vale tudo: a ética do hedonismo e consumismo

Quando falamos de estilos de educação e ensino para os nossos filhos, devemos lembrar da influência determinante dos valores morais da sociedade como um todo, uma vez que esta forma de superestrutura ética compartilhada incentiva certos vícios e/ou virtudes na atitude da criança. A atual cultura consumista usa a bandeira do hedonismo como valor inalienável. Isso entra em conflito com qualquer tipo de imposição interna ou externa de responsabilidade sobre as próprias ações e com a cultura do esforço. Se esses valores não forem bem geridos e conduzidos, a criança aprende erroneamente que o seu direito de se divertir ou fazer o que quiser pode sobrepor o direito dos outros de ser respeitado, e perder a noção de que as recompensas exigem um esforço anterior.

Educação familiar e escolar

Os pais hesitantes, que exercem uma educação passiva e relaxada, não estabelecem limites de referência para a conduta dos filhos, permitindo a réplica, cedendo à chantagem e sendo vítimas até de agressões verbais e físicas.

O sistema de ensino também está saturado. Enquanto os pais perdem toda a sua autoridade, os professores estão na posição de estabelecer limites para crianças que foram educadas para desobedecer e desafiar em prol de suas demandas. Chega-se ao ponto em que o professor que tenta estabelecer normas, recebe reclamações de pais que não permitem que qualquer pessoa exerça autoridade sobre seus filhos. Isso reforça e fortalece as atitudes da criança imperador.

A criança imperador na adolescência

Na adolescência, as crianças imperadores consolidaram seus padrões comportamentais e morais, sendo incapazes de conceber que alguma autoridade externa possa impor limites. Em casos graves, podem chegar a agredir seus pais, sendo uma queixa cada vez mais frequente em delegacias de polícia. Na verdade, são as mães que mais sofrem, comparativamente, agressões e abusos por parte de seus filhos.

Cimentando a boa educação desde a infância

Os psicólogos e psicopedagogos concordam que é imprescindível definir uma base sólida na educação das crianças. Para educar futuros filhos, adolescentes e adultos saudáveis, livres e responsáveis, não devemos abrir mão da demarcação de limites claros, permitindo que a criança experimente algum grau de frustração para entender que o mundo não gira em torno do seu ego.

Fonte: Psicologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

sexta-feira, 3 de abril de 2015

3 Coisas Que os Pais Nunca Deveriam Dizer Para Seus Filhos


Por Erica Reischer 

Uma criança choramingando incessantemente, ou um adolescente que não pára de discutir, mesmo depois de dizermos: "Não". Somado a isso, podemos estar preocupados com o trabalho, chateados por alguma interação desagradável com um parente, ou exaustos depois de um longo dia. Num cenário destes, pode ser extremamente difícil escolher as palavras com cuidado, mas elas têm um impacto significativo sobre nossos filhos, especialmente quando são repetidas regularmente. Se essas palavras forem ásperas ou que incitem culpa, é provável que a relação com os nossos filhos seja prejudicada.




Aqui estão três coisas que você nunca deve dizer para os seus filhos:

1. "Você está me deixando louca!"

Esta frase, e outras do tipo, usa a culpa para motivar a criança a mudar de comportamento. Sim, podemos nos sentir como se nossos filhos estivessem nos deixando loucas em algum momento, mas não podemos dizer isso para eles. Na verdade, a expressão dos nossos sentimentos desta forma, não editada, é susceptível de agravar a situação momentânea e, à longo prazo, afetar negativamente a relação com os nossos filhos. Pior, ela faz a criança se sentir responsável pelos maus sentimentos das outras pessoas, uma receita para a baixa auto-estima e ansiedade.

2. "O que há de errado com você?"

Esta frase, e outras do tipo, usa a vergonha para motivar a criança a mudar de comportamento. Tal como acontece com a frase culpabilizante acima, esta frase vexatória enquadra a situação como sendo culpa do seu filho, em vez de reconhecer que todas as situações são um produto complexo de muitos fatores diferentes, incluindo nossas próprias percepções, humores, experiências anteriores e expectativas.

Por exemplo, se você entrar no quarto e descobrir que seu filho de cinco anos de idade acabou de cortar sua camisa favorita em pedaços, você pode ficar tentada a exclamar: O que há de errado com você? Em vez disso, lembre-se que, seja qual for a situação, as ações do seu filho são quase sempre uma tentativa de atender alguma necessidade, como obter a sua atenção; ou obter informação (O que acontece se eu fizer X?); ou envolvimento criativo (Preciso de algum tecido para minha colagem).

Além disso, esta frase vexatória diz ao seu filho que ele é falho, e centra a sua atenção sobre o que há de errado com ele, como pessoa, em vez de orientá-lo sobre o que fazer de diferente para criar um resultado mais positivo. Mais uma vez, esta é uma receita para prejudicar o bem-estar.

3. "Eu gostaria mais de você se..."

Esta frase, e outras semelhantes, usa o medo para motivar a mudança. Ele se baseia na agressão e intimidação. Tenha em mente: Um dia seus filhos vão crescer e ser independentes, por isso, se esta é a sua estratégia, um dia ela não será mais eficaz. Mas o que é mais problemático sobre esta estratégia é que ela ensina as crianças, através da modelagem de comportamento, a conseguirem o que desejam através da agressão e intimidação. Além disso, ao longo do tempo esta frase é suscetível de minar a confiança e o respeito do relacionamento com seus filhos.

O que cada uma destas três frases problemáticas tem em comum é: Elas chamam a atenção para a criança como pessoa, em vez do seu comportamento.

Em quase todas as situações, o problema em questão é o que a criança disse e/ou fez, e isto é o que precisa ser tratado. Usar a vergonha, a culpa ou o medo, acabará sendo um tiro pela culatra, porque essas estratégias não se concentram no problema real (o comportamento) e implicam que o seu filho seja o problema.



Podemos ensinar às crianças que o comportamento é uma escolha, e enfatizar que elas podem aprender a fazer escolhas melhores. Fazer uma escolha ruim não significa que elas sejam ruins; apenas que cometeram um erro e precisam de mais prática e treinamento para fazerem melhor da próxima vez.

Então, o que podemos dizer nesses momentos acalorados, a fim de ajudar nossos filhos a mudar de comportamento? Em suma, foque o seu comportamento de forma explícita. Aqui estão três frases para ajudar você a conseguir isso:

  • "Eu não gosto desse comportamento."
  • "Eu não gosto quando você ____."
  • "Quando você ____, sinto-me _____."


Depois não se esqueça de explicar por que o comportamento não é normal, e converse sobre o que ela poderia fazer da próxima vez.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 24 de março de 2015

Os Benefícios das Anotações Não-Tecnológicas em Sala de Aula


Por Carol E. Holstead

O momento da verdade para mim veio na primavera de 2013. Olhei para minha turma de comunicação visual e vi um grupo de seis alunos paralisados ​​pelo brilho azul de uma tela de um laptop. Naquele momento decidi que não iria mais permitir laptops em minhas aulas. Embora eu fosse um palestrante envolvente, não poderia competir com o Facebook e o YouTube, e já estava cansada de tentar.




Disse aos estudantes que no próximo semestre eles teriam que fazer anotações no papel. 

Eu sabia que a proibição de laptops em minha sala de aula iria reduzir as distrações. A pesquisa mostrou que quando os alunos usam seus laptops para "multitarefas" durante a aula, eles não conseguem absorver o máximo das aulas. Mas eu também tinha uma teoria, com base na minha experiência de faculdade - nos anos 70, antes do Power Point - que os alunos iriam processar as aulas de forma mais eficaz se eles tomassem notas no caderno. Quando os alunos tomam notas no laptop, mal olham para cima dos seus monitores, tentando transcrever cada palavra que o professor diz. Na minha época, se a aula de um professor era razoavelmente bem organizada, eu conseguia tomar notas em formato de esquema. Assim eu tinha que prestar atenção nos pontos-chave.

Ao estabelecer o meu decreto de anotações não-tecnológicas, expliquei que isso iria ajudar os alunos a participarem das palestras. Eu uso o PowerPoint no meu curso de comunicação visual, mas apenas para delinear os exemplos. Disse aos alunos que eles  teriam que ouvir o que eu dizia sobre cada slide e anotar os pontos importantes. Eu acreditava que eles se lembrariam mais de minhas palestras tomando notas no caderno.

Confirmei que a minha teoria estava certa e agora está suportada por pesquisas. Um estudo publicado no ano passado na revista Psychological Science mostrou que os alunos que escrevem notas à mão conseguem se lembrar melhor de informações conceituais  do que aqueles que tomam notas em um computador. "Considerando que, ter mais notas pode ser melhor, a tendência dos anotadores de laptop é transcrever a aula palavra por palavra, em vez de processar as informações e reformular com suas próprias palavras. Isso é prejudicial à aprendizagem".

Os pesquisadores Pam Mueller e Daniel Oppenheimer investigaram quais alunos conseguiam recordar melhor a informação fatual e conceptual: aqueles que tomavam notas à mão ou aqueles que digitavam em um laptop. Mueller e Oppenheimer fizeram uma série de estudos com 327 alunos em três campus. Eles deram laptops para alguns alunos e caneta e papel para outros. Os alunos assistiram palestras e foram orientados a tomarem notas, da mesma maneira como fariam em sala de aula.

Primeiramente, os estudantes foram testados 30 minutos após a palestra. Uma semana mais tarde eles foram testados novamente e puderam estudar por 10 minutos antes da prova. Foram feitas perguntas sobre fatos: "Qual é o propósito de agregar propionato de cálcio ao pão?", e conceitos: "Se a epiglote de uma pessoa não estiver funcionando corretamente, o que provavelmente aconteceria?".

Os alunos testados logo após a palestra tenderam a responder às perguntas fatuais igualmente bem, independentemente de como tomaram notas, mas os alunos que tomaram notas à mão foram melhores nas questões conceituais. Além do mais, quando os estudantes foram testados uma semana depois, os anotadores à mão foram consistentemente melhores em ambas as questões: fatuais e conceituais.

Os pesquisadores descobriram que os estudantes que usavam laptops estavam inclinados a tentar tomar notas na íntegra, mesmo quando foram orientados a não fazer isso. Os anotadores à mão tomaram notas organizadas, seletivas, porque não podiam escrever rápido o suficiente. Como resultado, eles processaram as palestras mais profundamente, o que lhes permitiu guardar mais informações e até mesmo entendê-las melhor.

Depois do meu primeiro semestre sem laptops, eu dei aos meus alunos um questionário para saber como eles se sentiam em relação a tomar notas à mão. Minha pesquisa não foi, naturalmente, científica. Ainda assim, eu fiquei animada com os resultados: Cerca de 86 por cento dos 95 alunos disseram que conseguiram prestar atenção melhor na aula sem um laptop na frente deles. 

Quando eu fiz a pergunta em aberto: "Você acha que tomou notas de forma diferente quando teve que escrever à mão? Se sim, como?". Recebi uma variedade de respostas que vão desde "Sim! Eu não conseguia escrever tudo! Eu não conseguia escrever tão rápido quanto digitava!" até "Eu aprendo quando escrevo as coisas, por isso me ajudou muito".

Estas respostas reforçaram o estudo das anotações. Os alunos que tentaram transcrever minhas palestras, mesmo sem um laptop, odiavam tomar notas à mão. Os estudantes que descobriram como selecionar notas, gostaram.

Curiosamente, os resultados das provas que apliquei no meu curso de comunicação visual têm subido desde que proibi o uso de laptops nas aulas, há um ano atrás. Agora eu ensino os alunos sobre como tomar notas à mão, para ajudar aqueles que não usaram muito esse músculo, porque estou convencida de que, apesar dos laptops terem uma variedade de utilidades em sala de aula, tomar notas não é uma delas.

Fonte: Chronicle traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Vídeo de religiosos americanos usa abordagem ameaçadora para crianças que não prestam atenção na igreja e causa polêmica



Um vídeo religioso tem causado polêmica nos Estados Unidos. Um grupo de Testemunhas de Jeová da Pennsylvania desenvolveu um vídeo educativo que conclui que as crianças que não prestam atenção na igreja estão correndo risco de vida, informa o site Raw Story.




O vídeo começa com uma cena em que observamos duas crianças em um encontro religioso com os pais. Durante esse período, uma criança tenta não cair no sono enquanto a outra se distrai com um brinquedo. O vídeo conclui com uma reprimenda às crianças por esta atitude. "O que teria acontecido se Noé não tivesse prestado atenção a Deus quando ele explicou como construir a arca?". Pergunta o pai para seu filho, acrescentando que "Noé prestou atenção e isso salvou sua vida. Se você prestar atenção nos cultos, isso pode ajudar a salvar a sua vida também".
O vídeo então volta para a família reunida na igreja, mas com as duas crianças diligentemente tomando notas enquanto o pregador - cuja voz agora é clara - explica como Deus ensinou Noé a construir a arca.
As crianças acreditam em tudo o que os seus pais (ou naqueles que tenham o seu aval) dizem e tendem a amplificar estes estímulos. Será que usar o medo da morte como instrumento para manter as crianças quietas é algo saudável?  O que você acha? 
Assista ao vídeo inteiro logo abaixo.

O tema é polêmico e está dando o que falar nos EUA:

http://www.rawstory.com/rs/2015/02/watch-jehovahs-witnesses-threaten-kids-who-dont-pay-attention-in-church-with-death/

http://www.nydailynews.com/news/national/jehovah-witnesses-video-slammed-threats-kids-article-1.2116873

http://www.topix.com/forum/religion/jehovahs-witness/TIR8JGQO6LQFMEJVL

domingo, 14 de dezembro de 2014

10 fatores de riscos que influenciam na convivência com o adolescente









Criando Adolescentes - Parte 01



Um dos grandes problemas de relacionamento entre os adolescentes e os adultos se encontra e prevalece quando os pais tentam impor autoridade, agindo com muita semelhança quando eram crianças.
No imaginário do adolescente ele é responsável pela sua vida e maduro suficiente a ponto de não precisar da ajuda de quase ninguém. São esses dois grandes fatores que dão início a uma série de problemas.
Considero que a 'conexão' seja um dos principais elementos para se educar e conviver com um adolescente. Eles precisam sentir que existem pessoas que entendem ou fazem ideia do que eles vivem; de seus sentimentos e emoções, sem tentar consertá-los. Desta forma, eles irão se sentir protegidos, valorizados e ouvidos.
Abaixo, listei 10 questões que influenciam consideravelmente o adolescente a não se conectar, interagir e confiar nos pais:

  1. Falta de diálogo verdadeiro com os pais ou responsáveis;
  2. Quando o ambiente familiar é conflituoso e violento;
  3. Pais ausentes, que não fazem nenhuma companhia aos filhos;
  4. Pais que não fazem nenhuma refeição com seus filhos;
  5. Falta de interação social; como os conflitos escolares, agressões físicas ou verbais;
  6. Falta de expectativas realistas dos pais em relação aos filhos;
  7. Não ser respeitado quando expõe suas opiniões;
  8. Não ter superado a perda muito significativa de alguém querido;
  9. Problemas de identidade sexual;
  10. Não ter alguém de confiança que não irá julgá-lo, para se abrir e conversar.


É interessante que os responsáveis estejam sempre atentos aos comportamentos dos adolescentes para perceberem o que eles estão querendo dizer, pois na falta da conexão e interação entre ambos, ele pode está gritando por atenção e ninguém ouve.
Fique atento ao seu filho!





Fernanda Cavalcanti – Psicoterapeuta em Montes Claros/MG
Atendimento Individual – Casal - Família



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Punir a criança por mentir só faz com que ela minta mais










Você costuma punir seus filhos quando eles são flagrados mentindo? Se sim, então acho melhor você repensar o seu sistema de punições. Uma pesquisa da Universidade McGill concluiu que as crianças que são repreendidas por ter mentido são mais propensas mentir, enquanto as crianças a quem foi dada a oportunidade para se explicar tendem a acreditar que a honestidade é a melhor saída.
Os pesquisadores testaram a eficácia da punição em 372 crianças com idades entre 4 e 8 anos, descobrindo que as crianças eram menos propensas a dizer a verdade quando eram ameaçadas com alguma punição, e mais propensas a dizer a verdade quando não se sentiam ameaçadas pelo adulto.

A fim de avaliar as implicações da punição sobre a propensão de uma criança mentir, pesquisadores colocaram cada participante sozinho em um quarto com um brinquedo, e pediram ao filho para não espreitar o brinquedo durante um minuto. Não é de surpreender que a curiosidade atacou na maioria das crianças, com 67,5% espreitando, e 66,5% dos que espiaram mentindo sobre isso. Vale ressaltar que as crianças mais velhas eram menos propensas a espreitar, mas também foram mais propensas a mentir sobre espreitar depois de terem feito isso.

— As crianças muitas vezes mentem para esconder transgressões — afirma a pesquisadora do estudo Victoria Talwar. — Tendo feito algo errado ou quebrado uma regra, elas podem optar por mentir para tentar esconder. Afinal, eles sabem que podem ficar em apuros por causa da transgressão. Assim, a punição não tem muito efeito. Ela não impede que elas usem a estratégia de mentir para tentar sair do problema.

Então, como é que os pais devem agir para incentivar seus filhos a dizer a verdade quando o impulso de mentir é tão forte? O estudo de McGill indica que as crianças respondem melhor a um apelo moral forte para a honestidade. As crianças mais jovens estavam inclinados a dizer a verdade para fazer um adulto feliz, enquanto as crianças mais velhas estavam inclinadas a fazê-lo por causa de sua própria definição internalizada de certo e errado - fatos que podem vir a calhar quando seu pequeno é pego em flagrante com balas na hora errada.

— Se uma criança está brincando com uma bola dentro de casa e quebra o seu vaso, mas diz a verdade sobre quando perguntada, você deve reconhecer que ela foi sincera. Ela ainda pode ter consequências para a trangressão, mas a criança aprende que a honestidade é valorizada — diz Talwar.

Essas conclusões reforçam uma abordagem mais progressiva à paternidade, e indicam que é melhor explicar que se deve dizer a verdade para as crianças usando o reforço positivo do que a ameaça de consequências adversas.

— Geralmente pensamos na mentira como um comportamento negativo — explica a pesquisadora. — No entanto, às vezes deixamos de reconhecer o comportamento positivo - honestidade. Se uma criança está confessando sua transgressão, precisamos reconhecer que foi honesta.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

10 coisas simples que podem mudar completamente o futuro de seu filho









Todos queremos ver nossos filhos crescerem e se tornarem adultos felizes e bem-sucedidos. É divertido vê-los crescer e desenvolver traços de personalidades e interesses diferentes. Como pais, queremos dar aos nossos filhos o melhor futuro possível. Isso não significa que precisamos dar a eles tudo o que querem ou gastar muito dinheiro com férias ou passeios. Aqui estão 10 coisas simples que podem ter um grande efeito no futuro de seu filho.

10 coisas simples que podem mudar completamente o futuro de seu filho


1. Um livro
Os livros são queridos ao coração. A maioria de nós se lembra de uma história de ninar favorita, uma leitura emocionante ou personagem que estava ao nosso lado quando não havia mais ninguém. Um livro pode ajudar uma criança a decidir uma carreira ou estilo de vida.


Um estudo do National Endowment for the Arts e publicado neste site, diz que o envolvimento de uma criança com livros afeta a vida futura de formas mais amplas também. Habilidades de leitura pobres tendem a se equiparar a salários mais baixos, falta de emprego ou maus empregos, e menos chances de progresso. Pessoas com dificuldade em leitura têm menos probabilidade de serem ativas na vida cívica, se voluntariam menos e votam menos do que bons leitores.

É importante que as crianças tenham um bom começo em se engajar com a palavra escrita. Isso fará diferença para o resto de suas vidas.


2. Tirar o lixo
O guru financeiro Dave Ramsey diz: “Você deve ver o ato de ensinar seus filhos a trabalhar da mesma forma como você vê o de ensiná-los a tomar banho e escovar os dentes – como uma habilidade necessária para a vida.”


Dar tarefas para as crianças as prepara para serem capazes de assumir e cumprir obrigações no futuro para com seus empregadores e as ensina a relação entre trabalho e sucesso. Em acréscimo, isso lhes dá confiança e um senso de comunidade conforme contribuem para o bem-estar da sua família.


3. Um professor
A criança terá muitos professores ao longo dos anos, mas às vezes ela cria uma ligação especial com um que irá mudar sua vida. Seja por acender um amor por um determinado assunto ou ajudando a criança em um momento difícil em sua vida, um(a) professor(a) pode ganhar um lugar especial na mente e no coração de seu aluno.



4. Um amigo
Apesar de não ter relações de sangue, um amigo pode ter o mesmo lugar em seu coração que sua família. Os amigos errados podem empurrar seu filho por um escorregador descendente e os amigos certos podem apoiar e elevar seu filho a um maior sucesso. Este artigo traz conselhos que ajudam você a estimular seu filho a encontrar bons amigos.



5. Tempo com o pai
Um estudo publicado em childwelfare.gov descobriu que “Desde o nascimento, as crianças que têm um pai envolvido com suas vidas, são mais propensas a ser emocionalmente seguras, ser confiantes para explorar os arredores, e, à medida que crescem, têm conexões sociais melhores com seus colegas. Essas crianças também são menos propensas a ter problemas em casa, na escola ou na vizinhança.” Ter um pai envolvido é um melhor indicador social de sucesso futuro do que ter dinheiro ou status social. Isso diz o suficiente.



6. Um instrumento
Tocar um instrumento musical tem inúmeros benefícios para as crianças, que vão desde melhorar a memória e habilidades matemáticas até a criatividade, autoexpressão e alívio do estresse. Se o seu filho participar de uma banda ou orquestra isso pode melhorar suas habilidades sociais e ampliar seu grupo de amigos. Alguns músicos iniciantes até mesmo seguem carreiras musicais.



7. A cidade em que vocês vivem
Ao longo de suas vidas os adultos vão se identificar com a sua cidade natal, mesmo após viver longe por anos. Onde você mora afeta as oportunidades educacionais e recreativas de seu filho. Cada lugar tem sua própria cultura, que irá influenciar os pensamentos e ideias de seu filho. A maneira que você fala e se sente sobre o seu bairro também vai influenciar os sentimentos deles.



8. Um animal de estimação
Ter um animal de estimação tem mostrado que ajuda a manter a pessoa saudável física e emocionalmente. Animais de estimação podem ensinar responsabilidade e compaixão às crianças. Um estudo que comparou crianças que tinham um cachorro com aquelas que não tinham, descobriu que crianças que tinham um cachorro eram significativamente mais empáticas e pró-sociais.


Animais de estimação podem também proporcionar uma sensação de segurança e reduzir a ansiedade. Por estas razões, os animais são muitas vezes utilizados em terapias com crianças. O estudo também concluiu que crianças com níveis mais altos de apego aos animais de estimação tinham sentimentos mais positivos em relação à sua família e ao lar, do que aquelas com baixo apego a seus animais.


9. Uma caminhada
O exercício físico regular tem muitos benefícios para a saúde de seu filho. Sair ao ar livre é particularmente importante. Ajuda a impulsionar o sistema imunológico, estimula a imaginação, promove habilidades para resolver problemas, ajuda na síntese da vitamina D (através da luz solar) e melhora o humor. Além disso, também há a conexão que você pode ter com seu filho enquanto caminham juntos. Este é um ótimo momento para conversar longe de distrações. Algumas de suas conversas mais importantes e significativas podem acontecer durante uma caminhada.



10. Uma avó
Ou avô, tia, tio ou primo. Estudos têm demonstrado que crianças com fortes laços familiares tendem a se sair melhor quando confrontadas com um problema. “Quanto mais as crianças sabiam sobre a história de sua família, mais forte era o seu senso de controle sobre suas vidas, maior a sua autoestima e mais elas acreditavam que suas famílias eram atuantes”, de acordo com um estudo da Universidade Emory. Familiares muitas vezes proporcionam cuidados e apoio quando um dos pais não está disponível, ou em conflitos entre pais e filhos.


Quando se trata de criar os filhos, não são as viagens à Disneylandia, os eletrônicos mais atuais ou até mesmo as melhores escolas que têm a maior influência sobre o futuro. São muitas vezes as pequenas coisas que acabam fazendo uma grande diferença.

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Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original 10 little things that can completely change your child’s future

FONTE INDICADA: Família e www.contioutra.com

sábado, 5 de julho de 2014

Brigas dos pais afetam até a vida amorosa dos filhos no futuro






















Não entrar em discussões acirradas na frente dos filhos deveria ser regra para todos os pais, mas, na prática, nem sempre é assim. Na hora em que os ânimos se exaltam, é difícil moderar a raiva e as palavras. Mesmo que tudo volte às boas depois, essas ocasiões podem deixar marcas profundas nas crianças. "Os adultos deveriam pensar sempre duas vezes antes de agir, porque a criança sempre precisa ser preservada", afirma a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria, de São Paulo (SP).
De acordo com a psicóloga Susana Ório, também da capital paulista, para qualquer faixa etária sempre é muito sofrido presenciar as desavenças. "Quando os pais brigam, os filhos vivenciam um sentimento de ameaça. Os menores, de dois a quatro anos, não conseguem compreender o que está acontecendo. Por isso ao ver os pais discutindo, se sentem abandonados", conta. A criança não entende porque os pais estão brigando, principalmente quando os assuntos têm relação com finanças ou ciúme.
Segundo a psicóloga Miriam Barros, de São Paulo (SP), especialista em terapia familiar, nessa faixa etária, a criança é muito autorreferente e acredita que todas as coisas que acontecem na família têm a ver com ela. "No caso da briga dos pais, elas normalmente acham que são culpadas", diz. Como nessa idade os filhos ainda não têm repertório para expressar o que sentem nem capacidade de entender os problemas dos adultos, podem desenvolver sintomas físicos ou psíquicos para conseguir lidar com a tensão. O terror noturno, por exemplo, é bastante comum.
Entre cinco e oito anos, a criança já começa a entender e verbalizar o que está sentindo. É comum dizer aos amiguinhos que acha que os pais vão se separar, contar que estão brigando. "É uma fase em que a criança vai querer cuidar do pai e da mãe, pedir para que eles não briguem, pedir que se beijem... E também desejar ficar em casa para não deixar que os dois discutam", comenta Susana, que afirma que depois dos nove anos de idade há uma percepção maior dos conflitos.
Dependendo da frequência com que as discussões ocorrem, muitas crianças chegam a comentar na escola que seria melhor que os pais se separassem, pois não suportam mais tanto estresse. "Quanto maior a criança, mais ela costuma fazer suas próprias interpretações, defendendo um ou outro de acordo com a própria opinião", completa Luciana Barros de Almeida, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).

Aprendizado negativo

Seja qual for a idade, porém, é fato que a criança que assiste constantemente aos embates familiares se torna mais tensa, triste, abatida e apática, o que acaba afetando, também, o rendimento escolar. A tensão familiar compromete sua visão sobre os relacionamentos amorosos entre os adultos. "Ela pode entender que a relação conjugal é algo ruim e assimilar isso para sua vida adulta", diz Luciana.
Muitas crianças chegam a falar que não querem se casar nem ter filhos quando crescerem, numa demonstração clara de que não pretendem passar de novo pelo sofrimento que vivenciam no dia a dia.

Segundo a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro "Guia Prático dos Pais" (Ed. Green Forest), brigar na frente dos filhos funciona como uma espécie de curso prático sobre a convivência a dois. "Há o risco de as crianças reproduzirem, mais cedo ou mais tarde, no relacionamento com os amiguinhos ou na vida adulta, os gritos, o tipo de palavreado, os gestos, as ofensas... Poucas são as que fazem o caminho oposto e evitam repetir aquilo que presenciam os pais fazendo", declara.


As palavras que um diz ao outro podem moldar a imagem que a criança tem do pai ou da mãe. É preciso cuidado com xingamentos e termos que desqualificam. Quando o pai humilha a mãe, por exemplo, a mensagem transmitida é de que uma mulher não merece ser respeitada. E se a mãe tem mania de falar que o parceiro é folgado ou preguiçoso, a própria criança pode passar a usar essas palavras para se referir ao pai, já que as ouviu com frequência e as assimilou como verdade absoluta.

Situação sob controle

Os ânimos se exaltaram e as crianças ficaram nervosas? Respire fundo e tente acalmá-las, explicando que a discussão não tem nada a ver com elas –mesmo que o motivo seja alguma divergência no modo de educá-las. É imprescindível agir de modo que os filhos não se sintam culpados pelo ocorrido.
"E mais: peça desculpas. Fale que lamenta ter brigado com o papai ou com a mamãe e que sente arrependimento. Explique ainda que adultos às vezes perdem a paciência, porque se relacionar é difícil, mas que vocês se amam, vão resolver tudo juntos e que eles não precisam se preocupar", declara a psicóloga infantil Daniella Freixo. "Só não tente fazer de conta que não houve nada, pois isso é cinismo e confunde a criança. Ela aprende que não pode confiar nas próprias percepções", conta Suzy.
A forma mais sensata de poupar os filhos é mesmo conversar a sós, com tranquilidade e objetividade, e, de preferência, longe dos olhares e ouvidos das crianças. "Trancarem-se no quarto pode até ser uma forma de manter o controle para não discutirem na frente da criança. Porém, de nada adianta se os dois se exaltarem ao ponto de, do lado de fora, todos escutarem o que está sendo falado", diz Luciana de Almeida, da ABPp.
"Ficarem sem se falar para evitar atritos também não é bom, porque mantém um clima de tensão a maior parte do tempo gerando mais ansiedade", afirma Miriam Barros. Além disso, um período de silêncio muito longo sinaliza falta de maturidade para resolver os próprios conflitos.
Existe um jeito ideal de resolver as coisas se as crianças estiverem por perto? "Depende do assunto. Se for apropriado para as crianças ouvirem pai e mãe podem até tentar resolver, mas mantendo o respeito entre o casal. Mas a maior parte dos assuntos não deve ser discutida na frente das crianças", explica Miriam.

Ainda que o par esteja atravessando uma crise conjugal com possibilidade de resolução, os filhos devem ser poupados. Os pais devem responder – de uma forma compreensível, claro – se os filhos fizerem perguntas, mas não é necessário se antecipar e abrir uma intimidade que eles não são capazes de absorver.

"Toda relação passa por ajustes e momentos de crise. O importante é que o casal procure, desde o início, fazer um pacto de respeito para que não magoem um ao outro nem os filhos. Dá trabalho, claro, é algo a se fazer dia a dia, mas é necessário. A família só ganha com isso", diz Daniella.
Fonte: UOL

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