Mostrando postagens com marcador educação emocional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educação emocional. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O que acontece na infância, não fica na infância


Por: Carolina Vila Nova


Há tempos, sabemos da importância da infância para uma vida adulta feliz e saudável. Recentemente, li algo sobre o assunto, que citava o seguinte exemplo: se uma criança, que chora e pede para ser alimentada, é ignorada pela mãe no momento do choro, mas é atendida quando espera em silêncio, esta criança grava em seu subconsciente, que quando quer alguma coisa não deve pedir e nem chorar, mas esperar, pois alguém vai perceber sua necessidade apenas em seu silêncio. Achei o exemplo esplêndido, porque apesar de fazer muito sentido e parecer lógico, é algo tão cruel, que eu não havia pensado nisso. Esta criança se tornará um adulto que não luta pelo que quer, mas que espera silenciosamente. Percebi o quanto pequenas atitudes podem influenciar o comportamento de um individuo a sua vida inteira, sem que o mesmo nem se dê conta.




Certa vez, tive a seguinte experiência com vizinhos de apartamento: as paredes não eram maciças o bastante para abafar os sons mais altos. Todos os dias, a mãe das crianças parecia um anjo enquanto o marido estava em casa: falava baixinho e parecia a melhor mãe do mundo, além de esposa exemplar. Porém, assim que o marido saía de casa, a mulher começava a gritar freneticamente com as crianças. Por vezes, trancava-as no banheiro ou no quarto para limpar a casa. O caso era claro: o casamento não ia bem, a mulher estava sempre competindo com a ex-mulher do marido e tentava a todo custo manter a casa na mais perfeita ordem. Quando o homem chegava em casa, a mesma estava impecável e a mulher parecia ser tranquila.

Eu me pergunto: o que aquelas duas crianças vão levar para suas vidas adultas sobre essas experiências com sua mãe? Será que sempre verão no pai, o falso herói, que era capaz de transformar a mãe nervosa em uma pessoa calma e prestativa? Será que se darão conta algum dia, da oscilação terrível de humor a que eram submetidos diariamente, por conta da insegurança da mãe? De que forma esse tipo de experiência afeta a vida das pessoas quando já adultas? Será que todo estudo de psicologia e psicanálise nos permite mesmo olhar para trás e trabalhar o que nos foi feito quando ainda éramos tão vulneráveis e vazios de aprendizado?

Não conheço as respostas para essas questões, mas gosto das dúvidas que elas proporcionam. Conheço uma psicóloga que decidiu pausar sua vida profissional, quando se tornou mãe. Ela sabia da importância fundamental dos dias infantis de sua filha, para que a mesma pudesse se tornar uma adulta feliz e segura, sem traumas e com comportamentos oriundos de uma infância mal vivida. Certamente, muitas mães fariam o mesmo, se soubessem do grau tão elevado de importância da infância, na vida de um ser humano.



Quer um filho saudável, feliz e bem sucedido? Proteja sua infância. Viva seus dias com ele e para ele. O proteja de atitudes bobas como a da mãe que maltratava seus filhos, toda vez que o marido saía de casa.

Ser criança é ser um indivíduo vazio, pronto para aprender com seus pais, absorvendo tudo, sem possibilidade de filtrar o que é bom e o que é ruim. Se na maioria das vezes, nem mesmo os pais percebem o quão falhos são, quem dirá as crianças?

Não somos responsáveis por nossa infância e nem pelo que fizeram conosco. Sobre isso e para isso, utilizamos os recursos da psicologia. Mas somos sim, totalmente responsáveis pela infância de nossos filhos.

Que todo amor seja destinado aos nossos. E quando necessário, vale buscar ajuda profissional, já que o assunto é tão sério, delicado e difícil.

Porque o que acontece na infância, não fica na infância.

Mas fica… para a vida toda!

Fonte: CarolinaVilaNova



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

3 características de mães mentalmente fortes


Por Tara Sareen


Ao longo de 21 anos sendo mãe de oito filhos, eu naturalmente vivi cercada de todos os tipos de mães com seus próprios temperamentos, personalidades e métodos parentais. Apesar das muitas diferenças estilísticas entre as mães, há três características marcantes que as mães emocionalmente fortes parecem ter em comum.



1. Elas são movidas pelos sentimentos dos filhos e ainda assim mantêm limites saudáveis.


Curiosamente, a nossa força nesta área é mais pungentemente revelada durante os momentos altamente emocionais (como as birras épicas). Como reagimos? Muitas vezes nos encontramos exaustas ou, no outro extremo, imóveis e estoicas. Uma mãe emocionalmente forte é aquela que cultivou a capacidade de continuar envolvida com seu filho, ainda que conscientemente separada do "resultado", em um momento quente. Em outras palavras, ela é capaz de compreender os limites, e pode se livrar da ansiedade de "fazer isso parar."

Lembro-me de um dia há muito tempo atrás no supermercado quando eu percebi que a birra do meu bebê não me fazia suar ou querer sair. Eu finalmente fui capaz de ser emocionalmente disponível para o meu filho, mas de forma alguma com a ideia de "corrigi-lo." Essa liberdade nos liberta da raiva, frustração e constrangimento.

Isto acontece porque percebemos, em um nível profundo, que a nossa força como mães não é determinada pelo comportamento dos nossos filhos, que é fluida e em constante mudança. Pelo contrário, ela é definida pela nossa relação com os nossos filhos e pela nossa capacidade de cultivar um estado de presença com eles. Ao longo de vários anos de maternidade, comecei lentamente a entender que o meu trabalho não era corrigir meus filhos ou alterar suas emoções, mas era nutrir e alimentar a sua humanidade, de modo que eles tenham espaço para crescer, mudar e serem mais unidos de coração, espírito e mente.



Neste contexto, birras e explosões perderam o poder de estragar o meu dia e, em vez disso, tornaram-se indicativos valiosos que revelaram o meu crescimento pessoal e maturidade como uma mãe.

2. Elas não fazem drama.


A mãe forte cultiva a harmonia em sua casa, e ela sabe que isso começa, em última análise, com a sua resiliência em resposta às situações dramáticas. Uma mãe que cria drama muitas vezes procura a atenção e satisfação de seus filhos, o que é uma forma deprimente e impossível de encontrar felicidade em seu papel como mãe.

Muitas normas sociais têm mudado ao longo dos últimos 75 anos. Mas se você perguntar a uma criança hoje "Quem é o coração da sua casa?" eu acho que a grande maioria responderia: "Minha mãe.". Isto pode ser visto como um privilégio e uma honra ou como um fardo pesado, implacável, que pede muito de nós. Mas uma mãe forte entende sua importância como um centro emocional para seus filhos, e busca, ao mesmo tempo, maneiras de cultivar o equilíbrio e paz dentro de si mesma em primeiro lugar.

Este senso de equilíbrio se reflete na cultura da casa onde as emoções são autenticamente expressas e, em seguida, discernidas, em vez de serem simplesmente ´´despejadas´´ na circunstância imediata. 

3. Elas dizem "sim" quando querem dizer sim e "não" quando querem dizer não.


Tenho ouvido muitas pessoas dizerem: "As mulheres precisam aprender a dizer 'não'.". Isso pode ser verdade. Mas nós também precisamos aprender a dizer "sim". Ou seja, temos de aprender a oferecer um "sim" sem pesar e ressentimento, um "sim" tranquilo, sem fumaça saindo de nossos ouvidos.

Entre as muitas mães fortes que conheci, percebi nelas uma força psicológica em comum: eles não são passivo-agressivas. Isso é extremamente importante para a comunicação honesta e confiante, o que inclui aprender a dizer "sim" e "não". Essas mães não têm medo de errar; erros podem ser reparados, mas sinais mistos entre os membros da família corroem a confiança e são venenosos na vida doméstica. Elas entendem que o verdadeiro amor e compromisso é comunicado através da clareza, sem confusão.

Fonte: MindBodyGreen traduzido e adaptado por Psiconlinews






sábado, 31 de janeiro de 2015

A importância dos pais na formação da personalidade dos filhos





Estudo na revista ‘Child Development’ defende que a maneira como fomos tratados na infância define o tipo de adulto que somos e os relacionamentos que temos

Uma pesquisa analisou 243 crianças de famílias de baixa renda em Minnesota, nos EUA, desde o nascimento até que elas completassem 32 anos de idade, estudando como as mães interagiram com as crianças durante os primeiros três anos de vida e, à medida que elas cresciam, o estudo acompanhava também suas habilidades sociais e competência acadêmica junto aos professores. Na faixa de 20 a 30 anos de idade, os pesquisadores entrevistavam os então jovens sobre sua educação e relacionamentos.

As crianças com mães mais sensíveis aos seus anseios durante os primeiros três anos de vida — aquelas que respondiam ao filho prontamente, que tinham interações positivas e faziam com que a criança se sentisse segura — tinham relacionamentos mais bem sucedidos e eram superiores academicamente em comparação àqueles cujas mães não se envolviam desta maneira.

Pesquisas anteriores demonstraram que cuidados na primeira infância podem influenciar o desenvolvimento social quando a criança é pequena, mas este novo estudo mostra que, mesmo apesar de fatores econômicos, este tipo de parentalidade tem impactos também na vida adulta, em uma ampla gama de fatores.

Fonte: Globo






sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

10 dicas para criar filhos mentalmente fortes





Crianças mentalmente fortes estão preparados para os desafios do mundo. Elas são capazes de resolver problemas de forma produtiva, se recuperar de frustrações de forma eficaz, e lidar com as dificuldades com competência. Ajudar seus filhos a construir força mental é equipá-los com a ferramenta necessária para lidar melhor com os desafios da vida - tanto grandes quanto pequenos.
Crianças mentalmente fortes não reprimem suas emoções. Elas também não se tornam teimosas ou tratam os outros de maneira rude. Em vez disso, desenvolver a força mental se trata de construir resiliência e ajudar a criança a ter a confiança necessária para atingir seu pleno potencial.


Ajudar as crianças a desenvolverem força mental exige uma abordagem em três vertentes: ensina-los a substituir pensamentos negativos por pensamentos mais realistas, ajudando-os a aprender a controlar suas emoções para que suas emoções não os controlem e mostrar-lhes como se comportar de forma produtiva, apesar das circunstâncias.

Existem várias estratégias de paternidade, técnicas de disciplina, e ferramentas de ensino que podem ajudar as crianças a crescerem mais fortes. Aqui estão 10 estratégias para ajudar seu filho a construir a força mental:

  • 1. Ensinar habilidades específicas


A disciplina não é uma questão sobre como punir, mas de como ensinar. Olhe para o mau comportamento do seu filho como uma oportunidade para ensinar-lhe habilidades específicas, tais como resolução de problemas, controle dos impulsos, e habilidades de auto-disciplina. Essas habilidades vão ajudar seu filho a se comportar de forma produtiva, mesmo quando ele estiver diante de circunstâncias difíceis.

  • 2. Deixe seu filho cometer erros


Permita que seu filho aprenda algumas lições de vida importantes por seus próprios erros. Ensine seu filho que os erros fazem parte do processo de aprendizagem para que ele não se sinta humilhado, ou envergonhado, para tentar de novo. Permita as conseqüências naturais quando for seguro fazê-lo e fale sobre como é possível evitar cair no mesmo da próxima vez.

  • 3. Acalme a negatividade


É difícil para as crianças se sentirem mentalmente fortes quando estão sendo bombardeadas com humilhações ou quando estão antecipando alguma desgraça. Ensine seu filho a silenciar a negatividade e pensar de forma mais realista. Olhando para os obstáculos inevitáveis da vida de forma realista, mas otimista, ajuda as crianças a se sentirem mais seguras.

  • 4. Ajude seu filho a enfrentar seus medos


Se o seu filho evita coisas que são assustadoras, ele nunca vai ter a oportunidade de ganhar confiança em sua capacidade de lidar com o estresse. Se seu filho tem medo do escuro, ou não quer desafiar a si mesmo para tentar coisas novas, ajude seu filho a enfrentar seus medos. Quando as crianças enfrentam seus medos com sucesso, ganham confiança para sair de suas zonas de conforto e crescerem mais fortes.

  • 5. Permita que seu filho se senta desconfortável


Embora possa ser tentador ajudar uma criança em dificuldades, resgatando-a da angústia só irá reforçar a ela que ela é impotente. Se seu filho estiver se sentindo frustrado com o seu dever de matemática, ou estiver com dificuldades para resolver uma discussão com um amigo, deixe-a experienciar algum desconforto e lhe dê a oportunidade para resolver o problema de forma independente. As crianças podem construir a força mental com sucesso aprendendo que podem lidar com suas emoções.

  • 6. Concentre-se na construção do caráter


As crianças precisam de uma bússola moral forte para ajudá-las a tomar decisões saudáveis. Trabalhe duro para incutir valores em seu filho. Crie oportunidades para dar as lições de vida que reforcem seus valores. Por exemplo, enfatize a importância da honestidade e da compaixão, em vez de ganhar a todo custo. Crianças que entendem seus valores são mais propensas a fazer escolhas saudáveis - mesmo quando os outros discordem de suas ações.

  • 7. Faça da gratidão uma prioridade


A gratidão é um remédio maravilhoso para auto-piedade e outros maus hábitos que podem minar a capacidade do seu filho de ser mentalmente forte. Ajude seu filho a reconhecer toda a sua sorte no mundo, de modo que mesmo em seus piores dias ele possa ver que tem muitos motivos para se sentir grato. A gratidão pode melhorar o humor de uma criança e incentivar a resolução proativa de problemas.

  • 8. Afirme responsabilidades pessoais


Construir força mental envolve aceitar a responsabilidade pessoal. Permita explicações - mas não desculpas - quando seu filho cometer um erro ou se comportar mal. Corrija o seu filho se ele tentar culpar os outros pela forma como ele pensa, se sente ou se comporta.

  • 9. Ensine habilidades para controle das emoções


Construir força mental requer que a criança tenha uma consciência aguda de suas emoções. Não se trata de suprimir seus sentimentos, mas de escolher formas saudáveis de lidar com esses sentimentos. Ensine seu filho a lidar com emoções desconfortáveis como a raiva, a tristeza e o medo. Quando as crianças entendem seus sentimentos e sabem como lidar com eles, estarão mais preparados para lidar com os desafios.

  • 10. Seja um modelo de força mental


Mostrar ao seu filho como ser mentalmente forte - em vez de dizer a ele - é a melhor maneira de incentivá-lo a desenvolver a força mental. Fale sobre seus objetivos pessoais e mostre ao seu filho que você está tomando medidas para crescer mais forte. Faça do auto-aperfeiçoamento uma prioridade em sua vida,

Fonte: About parenting traduzido e adaptado por Psiconlinews