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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O que você precisa saber sobre depressão e felicidade


Por Kathleen Smith


Hoje em dia você não precisa ir mais longe do que o seu mural do Facebook ou de um site de notícias para ser bombardeado com artigos com dicas de "maneiras fáceis de ser feliz.". O que não falta são conselhos sobre como melhorar o nosso humor ou combater os sintomas da depressão. Com atrativos como "simples" ou "rápido" vestindo estas notícias, os leitores têm todos os motivos para acreditar que com este conhecimento não haverá limites para a sua felicidade. Certo?




Se tudo sobre a saúde mental fosse tão fácil como afirmamos em títulos, psicoterapeutas, como eu, não seriam as criaturas neuróticas (ainda que obviamente cativantes) que somos. Por mais difícil que seja admitir, entender sobre felicidade tem tanto a ver com ser feliz como olhar para uma perna quebrada ajuda a curá-la.

Eu adoro quando um bom texto de psicologia gira a nossa maneira de pensar sobre a doença mental numa órbita diferente. The Depths de Jonathan Rottenberg mudou a forma como eu penso sobre os meus próprios sistemas de auto-aperfeiçoamento e como falo sobre a felicidade com meus próprios clientes. Enquanto gurus de auto-ajuda podem ter as melhores intenções, Rottenberg adverte que o nosso foco extremo no bom humor, como um objetivo de vida, na verdade é um desserviço para o nosso bem-estar. "Estabelecer uma meta para se tornar mais feliz é como colocar-se em uma esteira que vai cada vez mais rápido, mais difícil de executar", escreve ele.

Graças à pesquisa de Rottenberg, e outros, estamos começando a descobrir que muitos dos nossos pressupostos anteriores sobre a depressão estavam errados. Aqui está o que estamos aprendendo.

Não devemos nos sobrecarregar com objetivos que não estão funcionando.


Muitas vezes retratam um deprimido como alguém que simplesmente não tem vontade de sair da cama de manhã ou enviar o e-mail do seu currículo pela milionésima vez. Mas os pesquisadores descobriram que não é a falta de persistência que mais impede o encontro de uma solução, mas sim o contrário. Estamos tão certos de que não seremos felizes se não conseguirmos o que queremos, que prolongamos a luta. 

Na natureza, os animais que são capazes de parar uma tática quando ela não está funcionando são mais propensos a sobreviver. Pessoas com depressão têm mais dificuldades para se desengajarem de seus objetivos, mesmo quando eles já estiverem praticamente inviabilizados. É por isso que os perfeccionistas têm um maior risco para desenvolverem uma doença mental do que as pessoas que conseguem se desapegar e mudar de rumo quando precisam fazê-lo. 

Mau humor não é uma falha de caráter.


A realidade é que não teríamos tal espectro dos estados de humor, se a extremidade inferior não servisse para algum tipo de finalidade. Nos agachamos quando as coisas ficam difíceis, por isso, é natural que nossos corpos tentem economizar energia quando estamos deprimidos. A nossa herança evolutiva nos construiu para pensar e reagir assim a uma diminuição do estado de espírito, mas o que nos ajudou a sobreviver na savana não necessariamente nos ajuda nos dias de hoje.



Ao tratar os sentimentos negativos como sintomas a serem curados ou fantasmas a serem exorcizados, podemos estar alimentando-os ainda mais. As pessoas correm menor risco de sofrer uma depressão quando são capazes de aceitar sentimentos negativos quando eles acontecem, em vez de se baterem por não serem capazes de mudar o seu estado de humor. Em outras palavras, elas não se sentem mal por sentirem-se mal. Auto-culpa sobre o humor é um fenômeno distintamente humano. Seu cão não se sente mal por estar mal-humorado, não é? Ele só sente.

Devemos levar o bem-estar a sério.


Gastamos muito tempo recolhendo ingredientes para a felicidade, mas não levamos a saúde mental com a seriedade como deveríamos. Ao se fixar num tratamento de depressão como o modelo médico, em vez de um modelo de bem-estar, perdemos uma peça importante do quebra-cabeça. Em suma, não temos a flexibilidade e criatividade necessária para viver uma vida melhor.

Então, em vez de tentar alcançar a felicidade plena sete dias por semana, a ciência sugere um objetivo melhor: a adaptabilidade. Isso significa estar disposto a mudar de rumo quando a estratégia não estiver funcionando. E, acima de tudo, praticar a auto-compaixão quando você não conseguir mais se levantar das profundezas e precisar pedir ajuda.

No grande esquema de todas as coisas, estamos destinados a ter altos e baixos. Um mundo de pessoas eternamente felizes é um mundo sem enredo, um mundo sem Shakespeare. Assim, já podemos parar de fingir que existem "5 maneiras fáceis" de parar o que define a nossa humanidade. Não há nada de simples sobre nós, e é isso que nos torna tão grandes.

Fonte: Huffingtonpost traduzido e adaptado por Psiconlinews



sábado, 24 de janeiro de 2015

5 coisas que você NÃO precisa para ser feliz, mas (provavelmente) acha que precisa





Há coisas que você acha que precisa para viver. Coisas que meteu na cabeça, mas que acabam por pesar muito. Para o seu alívio, você vai descobrir que há 5 dessas coisas que não precisa mais:



  • NÃO PRECISA ESTAR TÃO SEGURO

Não precisa ter todas as respostas, fazer tudo certo ou ter sempre razão. É espantoso mas, se você falhar, o mundo não vai acabar. Uma crítica não vai dizer toda a verdade sobre você. Você pode rir de si mesmo e aprender coisas que não sabia.

  • NÃO PRECISA SE PREOCUPAR TANTO

Não precisa carregar o mundo nos seus ombros. Não precisa pensar em tudo o que pode acontecer de ruim. O que tiver que acontecer acontece, e o fato de se preocupar não muda rigorosamente nada. Só te dá cabelos brancos. Quando chegar alguma dificuldade, aí arregace as mangas. Entretanto, pode desfrutar cada dia com os belos cabelos que tem.

  • NÃO PRECISA SER O MELHOR

Não precisa provar nada a ninguém. Não precisa ser especial. Não depende de você ser o melhor da sala. Depende apenas dar o seu melhor. Deixe as ambições desmedidas e aproveite ao máximo os talentos fantásticos que você já tem.



  • NÃO PRECISA SE CULPAR PELO SEU PASSADO

Não precisa se lamentar pela sua infância infeliz, relações fracassadas ou como ninguém te percebeu. Surpresa: O passado já passou. O que você faz hoje é uma escolha sua, você não precisa viver como vivia. O seu passado foi importante e te tornou quem é hoje. Pode agradecer as coisas boas e desfrutar o presente.

  • NÃO PRECISA DE MAIS NADA PARA SER FELIZ

Não precisa viver sem problemas. Não precisa que corra tudo bem. Nada nem ninguém é responsável em te fazer feliz. Isso é seu trabalho. A felicidade não é uma utopia, é uma coisa concreta para a sua vida. Você pode começar hoje a viver mais feliz. É só começar.

Fonte: Blog Inesperado traduzido e adaptado por Psiconlinews






quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Voltar com o ex é um erro: Pesquisa revela que casais que já sofreram um término têm maior tendência a serem infelizes


Que atire a primeira pedra quem nunca pensou: “Dessa vez vai ser diferente”. Mas um estudo da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, alerta que voltar com um ex-namorado ou uma ex-namorada é uma armadilha que só causa estresse. A pesquisa realizada pela doutora de filosofia Amber Vennum mostra que “relações cíclicas” (definidas pela autora como aquelas que terminam e depois reiniciam) tendem a dar errado e a fazer as duas partes infelizes.




A pesquisa foi feita com 979 jovens, de menos de 26 anos, que preencheram um questionário com perguntas sobre a duração e os hábitos do relacionamento, o nível de confiança no parceiro (numa escala de 1 a 5) e outras características da relação. Os resultados foram então analisados e transformados em uma estatística. A pesquisa concluiu que 40% dos entrevistados estavam em um relacionamento classificado como cíclico. Amber utilizou os dados do questionário para prever como cada relacionamento estaria 14 semanas mais tarde. Os casais em relações não cíclicas tiveram uma previsão melhor.

Segundo o estudo, apesar dos casais que “vão e voltam” terem relacionamentos mais duradouros, eles tendem a ser mais impulsivos em momentos de decisão. Enquanto os casais ioiô tendem dar saltos dentro de seus relacionamentos, pessoas em relações não cíclicas têm uma tendência menor a precipitarem as decisões de morarem juntas, comprarem um cão ou terem um filho.



Os participantes desses casais também têm a auto-estima mais baixa, são menos satisfeitos com o parceiro, se comunicam menos — casais cíclicos têm discurso mais ambíguo e menos conversas sérias sobre a relação — e confiam menos no relacionamento.

“Pessoas em relações cíclicas se sentem muito mais inseguras. Elas não articulam de forma clara o que querem”, diz Amber na pesquisa.

Outra preocupação da pesquisadora são os casamentos cíclicos. De acordo com ela, casais que terminam e voltam antes do casamento tendem a enfrentar uma separação litigiosa antes do matrimônio completar três anos.

Fonte: Globo



sexta-feira, 14 de novembro de 2014

10 comportamentos que podem estar impedindo você de ser feliz



Felicidade é um termo muito abrangente e subjetivo e, muitas vezes, difícil de ser explicado.

Os motivos pelos quais uma pessoa é feliz ou infeliz são relativos, mas eu acredito que muitos deles venham das conquistas, realizações pessoais e da satisfação com a própria vida ou da falta de tudo isso.




Acho que todo mundo conhece alguém que está sempre insatisfeito, reclamando e infeliz, não é?

Depois de um tempo estudando sobre felicidade e observando pessoas que estão sempre reclamando da vida ou deprimidas – não considerando aquelas que muitas vezes têm razões legítimas para isso – eu identifiquei algumas caraterísticas comuns entre a maioria delas.

As pessoas infelizes geralmente:

1. Não assumem o controle da própria vida.

Uma frase que traduz isso é a famosa “eu não tenho escolha” como justificativa para tudo aquilo que faz a vida dessas pessoas infeliz, seja um trabalho que elas odeiam, um relacionamento falido ou filhos para sustentar.

O que elas muitas vezes não entendem é que não ter escolha é uma escolha. Aturar o chefe mala e chorar todos os dias antes de ir para o trabalho é uma escolha. Elas estão escolhendo ter o dinheiro, estabilidade ou qualquer outra coisa que esse trabalho proporciona em detrimento da sua possível liberdade ou de uma nova carreira.

Continuar em um relacionamento falido por causa do apartamento, das dívidas ou dos filhos é uma escolha, assim como abrir mão das próprias vontades para dar o melhor a eles também é. Quando elas fazem isso, estão escolhendo não lidar com as consequências que uma mudança pode trazer, como ter de cair o padrão de vida ou lidar com o fato de que podem perder o contato com os filhos depois de um eventual divórcio, por exemplo.

Se você não tem coragem de mudar aquilo que faz com que a sua vida não seja do jeito que você quer, apenas aceite que você fez uma escolha e tente ser feliz com ela. Tente olhar para o lado positivo daquela situação que você se encontra, como ter o sossego da estabilidade financeira quando se tem um emprego.

Não estou falando em pensar positivo ou ser falsamente otimista, mas em ser verdadeiramente grato pelo benefício que toda escolha (por pior que seja) também proporciona.

2. Desistem antes mesmo de tentar.

As pessoas que se consideram infelizes geralmente assumem que elas não sabem ou não conseguem fazer algo, muitas vezes sem tentar ou depois de ter falhado uma única vez.

São aquelas que simplesmente aceitam o fato de não serem boas com números ou trabalhos manuais, de não saberem cozinhar ou de que nem adianta pensar em abrir um negócio X ou Y porque já existem outras pessoas bem sucedidas naquelas áreas e não tem mais espaço para elas.

Uma coisa é não querer aprender ou fazer algo porque você não gosta, até aí, tudo bem. O problema é que muitas vezes elas não querem (ou não conseguem) assumir isso e ficam criando barreiras e desculpas que justifiquem o fato de elas não terem motivação sequer para tentar.

Perfeição e talento vem da prática. Se existe algo que você gosta e quer muito fazer, faça! Faça isso todos os dias. É a única maneira de saber se vai dar certo ou não. Inventar desculpas antes de tentar é exatamente o que te afasta do sucesso.

3. Se comparam excessivamente com outras pessoas.

Uma das coisas que mais faz o ser humano infeliz, na minha opinião, é se comparar com os outros. Quando você se compara com alguém, você deixa de olhar para fatores, nem sempre óbvios, que colocaram aquela pessoa com quem você se compara no lugar onde ela está.

Por mais que você ache que o sucesso, a beleza ou seja lá o que for, tenha vindo de forma fácil, você não estava na pele dela para saber e não tem o direito de julgar.

É preciso entender que cada um é merecedor do que tem, seja para o bem ou para o mau, mesmo que você não consiga enxergar o motivo.

4. Não lidam bem com adversidades.

Uma das descobertas mais interessantes dessa minha pesquisa sobre felicidade foi que as pessoas mais felizes são aquelas que sabem como lidar com as adversidades da vida.

É impossível viver uma vida toda evitando problemas ou coisas negativas que possam nos acontecer. O que algumas pessoas não entendem é que tentar jogar para baixo do tapete ou fingir que não está acontecendo também não vai fazer com que elas sejam mais felizes.

Tudo o que nos acontece é sim uma oportunidade para aprendermos. Não adianta achar que a vida é injusta ou tentar encontrar culpados em vez de entender o porquê estamos passando por aquela situação tão desagradável e o que podemos fazer para que aquilo não se repita ou não nos abale tanto.

Ser feliz não significa nunca chorar ou não ter problemas e sim, não se deixar abater e acreditar que amanhã é sempre um novo dia e uma oportunidade para fazer melhor.

5. Não tem um objetivo de vida.

Elas podem ter sonhos, mas esses raramente são transformados em um objetivo claro e concreto e, por isso, acabam quase nunca sendo realizados.

As pessoas sem um objetivo vivem como se estivessem em um barco à deriva. Por mais que passem o dia todo navegando pelo mar, não chegam a lugar algum ou, quando chegam, não é onde queriam estar.

São os nossos objetivos que determinam a forma com que usamos o nosso tempo e se as nossas escolhas estão nos levando para perto dele ou não. Cada dia vivido sem um objetivo é um dia desperdiçado.

Se você se sente perdido e sem propósito, comece com coisas pequenas. Escolha um objetivo de curto prazo e faça de tudo para alcança-lo. Quando você consegue conquistar algo, isso te motiva e faz você querer perseguir novos objetivos! Quem sabe no meio dessas pequenas conquistas você não encontra o propósito da sua vida?

6. Vivem em estado de inércia.

A inércia também é uma consequência da falta de objetivo. Quem não sabe para onde ir, geralmente não sai do lugar. De novo, não adianta ter grandes sonhos e fé seja lá no que for, mas não levantar a bunda do sofá para fazer com que as coisas aconteçam.

Quem está sempre esperando acaba frustrado, já que as melhores coisas da vida acontecem para aqueles que não esperam e sim, vão atrás do que querem.

Não adianta você sonhar em viajar o mundo, ter a sua casa própria ou o emprego dos sonhos se absolutamente nada do que você faz na sua vida te levam em direção a isso.

7. Não entendem o valor do tempo.

Quem não tem objetivos claros e vive em inércia, geralmente não entende a importância do tempo.

Vamos lá, e se a gente começar a pensar no tempo dessa forma: para cada dia que alguém que não está satisfeito com a própria vida não faz nada para mudar essa situação, uma quantia de dinheiro deveria ser debitada da sua conta corrente, mesmo que ela não tivesse. Aposta quanto que ia ter muita gente desesperada por aí?

Por que o mesmo não acontece quando perdemos nosso tempo? O dinheiro sempre pode ser ganho novamente, o tempo perdido nunca mais poderá ser reposto, mas algumas pessoas ainda não se deram conta de que ele é o bem mais precioso que temos.

O tempo desperdiçado com coisas inúteis nos traz um prejuízo muito maior do que qualquer conta negativa.

8. São procrastinadores.

Essa é outra característica de quem não valoriza o tempo. Essas pessoas olham para a vida como se ela fosse inesgotável. Elas não entenderam que começamos a morrer no dia que nascemos e cada dia que temos de vida é um presente, pois não sabemos quantos mais vamos ter.

Pense que tudo aquilo que você deixa para amanhã, pode nunca mais ser feito. A morte do meu pai aos 51 anos me ensinou isso e, hoje, eu posso dizer que esse triste episódio salvou muitos anos da minha vida. Foi por causa dele que eu passei a viver cada dia como se fosse o último e eu realmente acho que você deveria fazer o mesmo.

9. São apáticos.

Quando pensamos em pessoas apáticas nos vem à cabeça quem não tem opinião sobre as coisas ou quem não está nem aí para nada. Mas, apáticos, também são aqueles que não querem abrir a sua cabeça ao novo, que enxergam as coisas de uma forma e acham que essa é a correta e são resistentes a qualquer tipo de mudança.

São pessoas que, mesmo sendo intelectualmente capazes, não se interessam em aprender nada que não esteja relacionado ao mínimo aceitável. Não leem e não fazem questão alguma de parecerem engajadas com nada. Mesmo em um mundo cheio de maravilhas, curiosidades e novidades aparecendo a cada minuto, elas encontram um jeito de se sentirem entediadas o tempo todo.

10. São impacientes.

Por último, as pessoas infelizes tem grandes expectativas em relação a vida, mas fazem muito pouco para conseguirem o que tanto desejam. Elas sonham, mas não tem ambição. Elas querem o que o mundo tem de melhor, mas não entendem que nada acontece sem esforço, muito trabalho, persistência e paciência.

Estão sempre procurando um caminho mais rápido ou fácil já que não tem paciência para insistir naquilo que querem. É por isso que acabam frustradas e geralmente acham que talvez elas não tenham nascido para serem felizes.

As pessoas com essas características geralmente tentem a pensar que aqueles que são felizes, vivem uma vida incrível ou fazem coisas admiráveis são pessoas especiais ou extraordinárias.

A grande verdade é que a felicidade é uma decisão e deve ser tomada por todos nós diariamente. Ela é o resultado de um conjunto de pequenas coisas que, somadas, fazem com que tenhamos uma vida melhor e mais completa.

Como eu sempre digo, a sua felicidade é você que faz!

domingo, 26 de outubro de 2014

7 mitos sobre a felicidade que precisamos parar de acreditar


Por Sonja Lyubomirsky
Quase todos nós preservamos o que eu chamo de ´´mitos de felicidade´´, crenças que certas conquistas (casamento, filhos, emprego, riqueza) nos farão felizes para sempre, e que certos fracassos ou adversidades (problemas de saúde, divórcio, dificuldades financeiras) irão nos fazer infelizes para sempre. Entretanto, não existe uma fórmula mágica para a felicidade e nem uma direção certa para o fracasso. Ao invés de trazer felicidade ou infelicidade duradoura, os principais momentos da vida e pontos de crise, podem ser uma oportunidade para de renovação, crescimento ou mudança significativa. É como você encara estes momentos que realmente importa:




1. "Eu vou ser feliz quando me casar com a pessoa certa"


Um dos mitos da felicidade mais difundidos é a noção de que encontraremos a felicidade somente quando descobrirmos o perfeito par romântico. A falsa promessa não é que o casamento não vai nos fazer felizes. Para a grande maioria das pessoas, ele faz. O problema é que o casamento, mesmo quando inicialmente é perfeito e satisfatório, não vai nos fazer tão intensamente felizes o quanto acreditamos. De fato, estudos mostram que o aumento de felicidade no casamento dura uma média de apenas dois anos. Infelizmente, quando esses dois anos passam, percebemos que o objetivo de encontrar o parceiro ideal não nos fez tão felizes como esperávamos e sentimos que deve haver algo errado conosco ou devemos ser os únicos a se sentir dessa maneira.

2. "Eu não serei mais feliz quando meu relacionamento acabar" 


Quando um relacionamento desmorona, nossa reação é frequentemente exagerada. Um grande medo surge depois do divórcio: Sentimos que nunca mais seremos felizes de novo, que a nossa vida acabou. No entanto, as pessoas são notavelmente resistentes, e as pesquisas mostram que o ponto mais baixo de felicidade acontece dois anos antes do divórcio. Depois de quatro anos após a ruptura de um casamento conturbado, as pessoas são significativamente mais felizes do que jamais tinham sido durante a união.

3. "Eu preciso de um parceiro(a) para ser feliz"


Muitos de nós carregam a certeza de que serão infelizes para sempre sem um parceiro(a). No entanto, vários estudos mostram que pessoas solteiras não são menos felizes do que as casadas, ​​e que solteiros encontram a felicidade e propósito em outros tipos de relacionamentos e atividades. Infelizmente, acreditar nesse mito pode ser tóxico: Ao não reconhecer o poder de resiliência e as recompensas de ficar sozinho (como ter mais tempo para passar com os amigos ou poder pôr em prática projetos solo e aventuras) pode nos levar a aceitar um parceiro(a) romântico que não combine conosco.

4. "Somente quando ter o meu ´´trabalho dos sonhos´´ serei feliz"


Na raiz desse mito da felicidade reside o equívoco de que, embora não estejamos felizes agora, certamente seremos quando tivermos o nosso ´´trabalho dos sonhos´´. Ao alcançar esse trabalho aparentemente perfeito, entretanto, surge um problema quando descobrimos que ele não nos faz tão felizes quanto esperávamos. O que explica essa experiência desagradável é o processo inexorável de adaptação hedônica, ou seja, o fato de que os seres humanos têm a capacidade de se habituar, ou se acostumar, à maioria das mudanças da vida. Infelizmente, se estamos convencidos de que um certo tipo de trabalho nos faria felizes e acabamos abandonando boas carreiras em busca de tal trabalho, podemos acabar nos arrependendo depois que a adaptação hedonista nos acostuma ao novo ambiente. Assim, um primeiro passo fundamental é entender que todos se habituam à novidade, emoções e desafios de um novo emprego ou empreendimento. Esta nova consciência irá sugerir-nos uma explicação alternativa para o nosso mal-estar no trabalho. E talvez pode ser que não haja nada de errado com o trabalho, ou com a nossa motivação, mas com outros aspectos da nossa vida que interferem em nosso humor durante o trabalho. 

5. "Eu vou ser feliz quando ficar rico e bem sucedido"


Muitos de nós acreditam fervorosamente que, se não está feliz agora, estaremos felizes quando finalmente chegarmos a um certo nível de prosperidade e sucesso. No entanto, quando essa felicidade indescritível prova ser de curta duração, alguns se decepcionam e até mesmo entram em depressão. Quando conseguimos alcançar - pelo menos no papel - muito de tudo o que sempre queríamos, a vida pode se tornar entediante e até mesmo vazia. Muitas pessoas prósperas e bem sucedidas não entendem este processo natural de adaptação, e podem chegar à conclusão de que precisam de mais dinheiro para serem verdadeiramente felizes. Eles não percebem que a chave para a felicidade não está em quão bem sucedido somos, mas no que fazemos com o nosso sucesso; não é o quão alto o nosso lucro é, mas como o utilizamos. 

6. "Nunca vou me recuperar deste diagnóstico"


Quando os nossos piores receios sobre a nossa saúde se tornam realidade, não conseguimos imaginar indo além do estágio de choro e desespero. Não conseguimos nos imaginar felizes de novo. No entanto, nossas reações e pressentimentos sobre este pior cenário são regidos por um outro mito da felicidade. Muito pode ser feito para aumentar a nossa sobrevida, seja qual for a doença. E também podemos dar um propósito a este momento doloroso e crescer como seres humanos.



A ciência mostra que temos um poder relativo de escolher o que experimentamos. Considere que, durante cada minuto do seu dia, você está escolhendo a prestar atenção a algumas coisas e optando por ignorar, suprimir ou retirar da consciência outras coisas. O que você escolhe prestar atenção se torna parte da sua vida e o resto não. Ao ter uma doença crônica, por exemplo, você pode passar a maior parte dos seus dias se lamentando sobre como ela arruinou sua vida, ou você pode passar os seus dias focado em sua rotina de academia, ou conhecendo seus sobrinhos, ou se importando com o seu lado espiritual. Nós podemos mudar nossas vidas simplesmente mudando nossas atitudes mentais.

7. "Os melhores anos da minha vida terminaram"


Quer sejamos jovens, de meia-idade ou idosos, a grande maioria de nós acredita que a felicidade diminui com a idade, caindo mais e mais a cada década até chegar o ponto em que nossas vidas serão caracterizadas por uma tristeza profunda. Assim, alguns podem se surpreender com a pesquisa que confirma que nossos melhores anos ainda estão por vir. As pessoas mais velhas são realmente mais felizes e satisfeitas com suas vidas do que as pessoas mais jovens; elas experimentam emoções mais positivas e sua experiência emocional é mais estável e menos sensível às vicissitudes da negatividade diária e stress.

Embora o pico de bem-estar ainda seja pouco clara, três estudos recentes demonstraram que o pico da experiência emocional positiva ocorreu em idades de sessenta e quatro, sessenta e cinco anos, e setenta e nove, respectivamente. O que ficou claro é que a juventude e a idade adulta emergente não são os tempos mais ensolarados da vida.

Por que isso? Quando começamos a reconhecer que os nossos anos de vida estão ficando limitados, mudamos nossa perspectiva sobre a vida. O horizonte de tempo mais curto nos motiva a ser mais orientados para o presente e investimos o nosso (relativamente limitado) tempo e esforço para as coisas da vida que realmente importam. Assim, por exemplo, à medida que envelhecemos, os nossos relacionamentos mais significativos tornam-se muito mais prioritários do que conhecer novas pessoas ou correr riscos; investimos mais nessas relações e descartamos aquelas que não nos satisfazem​​. Em certo sentido, nós nos tornamos emocionalmente mais sábios à medida que envelhecemos.

Fonte: Psychology Today traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

8 atitudes essencias para uma vida mais feliz


Você já encontrou algo que escreveu há muito tempo e, ao lê-lo, sentiu que a sua sabedoria parecia soar mais verdadeira hoje do que naquela época? Isso aconteceu comigo recentemente, quando encontrei algumas anotações de uma oficina que eu costumava conduzir. Elas me fizeram perceber que, quanto mais eu aprendo, mais complico as coisas. 




Estes lembretes importantes dos meus tempos de oficina são coisas simples, mas se encaixam na minha vida atual. O texto muda, mas a sabedoria permanece a mesma. Se você estiver se sentindo para baixo,  qualquer coisa pode servir como uma pérola de sabedoria ao lembrá-lo do que você provavelmente já sabe. Você não precisa saber de mais nada. Para recuperar a paz, você só precisa se lembrar.
1. Respire. Parece simples, mas muitos de nós se esquecem de fazê-lo. Literalmente, o estresse nos faz respirar rápido e não recebemos oxigênio suficiente. Então, respire. Faça algumas respirações profundas. Assim você enriquece o seu cérebro com oxigênio, isso o ajudará a elaborar soluções.

2. Olhe para dentro. Não tenha medo de olhar para dentro de si mesmo para tentar entender o que você está sentindo. Às vezes ficamos tão envolvidos em todas as nossas responsabilidades que entramos em piloto automático e apenas reagimos. Mas, então, o tempo passa e nos esquecemos de sentir, achando que isso é um prazer egoísta. Não é. Sentimentos não desaparecem só porque você não os reconhece: eles se movem. Sentimentos sem solução podem se manifestar de várias maneiras-como doenças físicas (dores de cabeça, de estômago ou dores nas costas) ou hábitos prejudiciais (consumo, compras compulsivas, transtornos alimentares). É quando nos afastamos de nossos sentimentos, de nós mesmos, que os problemas surgem. E então nós não somos bons para ninguém. Tudo o que você precisa fazer é reconhecer o que você está sentindo e honrar seus sentimentos. É por isso que compartilhar o que você sente para um conselheiro, seja através da fala ou da escrita, é tão útil.

3. Se liberte do crítico interior. Esta é provavelmente uma das coisas mais difíceis para nós, porque estamos condicionados a fazer isso. Nós julgamos. Nós julgamos uns aos outros e julgamos a nós mesmos, provavelmente ainda mais duramente. Pense nisso: O que você diz a si mesmo o dia todo? O que o seu crítico interior diz quando você está atrasado ou quando o projeto falhou? E quando você se olha no espelho? Lembre-se de como os sentimentos se movem? Bem, nosso crítico interno cria um monte de sentimentos: medo, insegurança, vergonha, tristeza, solidão. Acalme o crítico e você vai economizar um monte de dor. 

4. Aproveite os bons momentos. Alguns de nós sentem que merecem sofrer. Ou que a dor, de alguma forma, nos torna pessoas melhores. Isso se deve a um monte de histórias que ouvimos na infância -Cinderela e Bela Adormecida, mas também Rocky, Batman, e outros que sofreram muito antes de conseguir dar a ´´volta por cima´´. Essas histórias ajudam a moldar a forma como olhamos para o sofrimento em nossas vidas. Às vezes nos apegamos ao sofrimento, sem perceber que estamos negando a nós mesmos a chance de experimentar a alegria. Ao fazermos isso, entorpecemos a vida. Você não será um hedonista egocêntrico se experimentar a alegria real. A vida é cheia de altos e baixos- mas não tenha medo de experimentar os momentos altos. Você merece isso. Respeite a si mesmo. 

5. Respeite os outros. Respeitando a si mesmo, você pode respeitar os outros; porque, o modo como você se trata, muitas vezes, reflete como você trata os outros. Por exemplo, você vai se sentir mais confortável com os sentimentos dos outros quando estiver se sentindo mais confortável com seus próprios sentimentos. Talvez a melhor maneira que você pode respeitar alguém é estar confortável com os seus sentimentos. 

6. Se acalme. Mesmo que você tenha vivido pouco, já deve ter se machucado. Todo mundo se machuca. E por isso desenvolvemos cicatrizes, medos e gatilhos para nos proteger de mais dor. Às vezes, esses gatilhos podem criar reações irracionais. Por exemplo, um gatilho pode trazer à tona sentimentos de pânico quando alguém diz exatamente a mesma frase usada por um assaltante antes de roubá-lo. Por outro lado, uma pessoa, um som, ou um cheiro, também pode lembrá-lo de tempos mais felizes. Gatilhos são normais, mas se tornam um problema quando interferem nas relações, nos fazendo reagir a eventos anteriores, no lugar do evento que acontece no presente. O que mais precisamos nestas situações é se acalmar. Entender seus sentimentos, gatilhos e se acalmar. Reconhecer que, emocionalmente, dois eventos estão ocorrendo simultaneamente para você, um passado e um presente. Respire fundo e compartilhe isso com outra pessoa se sentir segura. 



7. Preste atenção. O verdadeiro ouvir é uma arte perdida. Isso explica por que tantas pessoas se sentem ofendidas e ficam na defensiva. Quando as pessoas simplesmente não se sentem compreendidas, até mesmo a simples comunicação se torna uma luta. Todos nós somos culpados por interromper, presumir que sabemos o que alguém quer dizer, ou apenas nos dispersamos quando alguém está falando. A chave é fazer uma conexão com o outro e realmente se concentrar no que ele ou ela está dizendo. Observe as suas expressões faciais. Ouça os seus sentimentos. Você é menos propenso a interromper, ou pensar sobre sua própria resposta, quando está completamente focado no que a outra pessoa está dizendo ou sentindo. 

8. Entenda os fusos horários. É muito fácil esquecer onde as pessoas estão e o que elas estão
fazendo. Qualquer mensagem não retornada parece um sinal. Por outro lado, muito contato com alguém pode ficar chato. A realidade: Estamos todos em fusos horários diferentes, com prazos, responsabilidades, exigências e níveis de energia também diferentes. Algumas pessoas vão sempre ser mais ocupadas do que outras. Pense nisso: Você já teve tempo em suas mãos e decidiu estender a mão para ajudar algumas pessoas? Você se sentiu um pouco magoado quando elas não retribuíram a gentileza? E quando você estava tão ocupado que não pôde retornar a ligação de um ente querido por duas semanas? Tente ser mais compreensivo com as diferentes disponibilidades das pessoas e você vai ser mais feliz.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Como ser fiel a si mesmo e aos outros



Ser fiel a si mesmo e aos outros é uma coisa muito difícil de conseguir. Mas é a única maneira de ser verdadeiramente satisfeito.

Mas como ser sempre fiel a si mesmo e aos outros? Aqui está um pequeno guia:




1. Não siga os outros. Siga sempre sua voz interior. Ninguém sabe o que é melhor para você, além de você mesmo.

2. Ouça os outros, mas nunca os obedeça. Sugestões podem ajudar, mas sempre use o pensamento critico para descobrir o que é certo e o que é errado.

3. Sempre pense por si mesmo. Se você não fizer isso, alguém vai fazer por você.

4. Crie seu próprio caminho de vida e ande sobre ele. Cada pessoa é diferente, portanto não ouse andar em caminhos prontos que foram feitos por outros.

5. Seja honesto com os outros, mas em primeiro lugar seja honesto com você mesmo.

6. Não tente fazer os outros felizes, se você não se sentir feliz fazendo isso. Ajuda é uma coisa, sacrificar é outra.

7. Diga "não" quando necessário. Nunca tenha medo de expressar sua opinião, mesmo que seja oposta a dos outros.

8. Nunca imite os outros. Você só pode ser você mesmo.

9. Não tenha medo de ser diferente. Cada um é único, por isso nunca comprometa o seu verdadeiro eu.

10. Se você tem um sonho, faça acontecer.

11. Admita seus erros. Só assim você pode aprender e crescer.

12. Assuma riscos quando necessário. Ser um covarde impede de crescer.

13. Procure a verdade, não importa o quão dolorosa possa ser.

14. Fale a verdade, independentemente das consequências. Lembre-se que não importa quantas mentiras lutem contra a verdade, no final, a verdade sempre triunfa.

15. Duvide de todas as crenças que foram colocadas sobre você desde a sua infância.

16. Não tenha medo. O medo pode controlar.

17. Assuma a responsabilidade por sua vida. Não culpe os outros por seus infortúnios. Você tem a opção de criar a sua realidade do jeito que você quiser.

18. Tenha fé em si mesmo.