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domingo, 26 de outubro de 2014

7 mitos sobre a felicidade que precisamos parar de acreditar


Por Sonja Lyubomirsky
Quase todos nós preservamos o que eu chamo de ´´mitos de felicidade´´, crenças que certas conquistas (casamento, filhos, emprego, riqueza) nos farão felizes para sempre, e que certos fracassos ou adversidades (problemas de saúde, divórcio, dificuldades financeiras) irão nos fazer infelizes para sempre. Entretanto, não existe uma fórmula mágica para a felicidade e nem uma direção certa para o fracasso. Ao invés de trazer felicidade ou infelicidade duradoura, os principais momentos da vida e pontos de crise, podem ser uma oportunidade para de renovação, crescimento ou mudança significativa. É como você encara estes momentos que realmente importa:




1. "Eu vou ser feliz quando me casar com a pessoa certa"


Um dos mitos da felicidade mais difundidos é a noção de que encontraremos a felicidade somente quando descobrirmos o perfeito par romântico. A falsa promessa não é que o casamento não vai nos fazer felizes. Para a grande maioria das pessoas, ele faz. O problema é que o casamento, mesmo quando inicialmente é perfeito e satisfatório, não vai nos fazer tão intensamente felizes o quanto acreditamos. De fato, estudos mostram que o aumento de felicidade no casamento dura uma média de apenas dois anos. Infelizmente, quando esses dois anos passam, percebemos que o objetivo de encontrar o parceiro ideal não nos fez tão felizes como esperávamos e sentimos que deve haver algo errado conosco ou devemos ser os únicos a se sentir dessa maneira.

2. "Eu não serei mais feliz quando meu relacionamento acabar" 


Quando um relacionamento desmorona, nossa reação é frequentemente exagerada. Um grande medo surge depois do divórcio: Sentimos que nunca mais seremos felizes de novo, que a nossa vida acabou. No entanto, as pessoas são notavelmente resistentes, e as pesquisas mostram que o ponto mais baixo de felicidade acontece dois anos antes do divórcio. Depois de quatro anos após a ruptura de um casamento conturbado, as pessoas são significativamente mais felizes do que jamais tinham sido durante a união.

3. "Eu preciso de um parceiro(a) para ser feliz"


Muitos de nós carregam a certeza de que serão infelizes para sempre sem um parceiro(a). No entanto, vários estudos mostram que pessoas solteiras não são menos felizes do que as casadas, ​​e que solteiros encontram a felicidade e propósito em outros tipos de relacionamentos e atividades. Infelizmente, acreditar nesse mito pode ser tóxico: Ao não reconhecer o poder de resiliência e as recompensas de ficar sozinho (como ter mais tempo para passar com os amigos ou poder pôr em prática projetos solo e aventuras) pode nos levar a aceitar um parceiro(a) romântico que não combine conosco.

4. "Somente quando ter o meu ´´trabalho dos sonhos´´ serei feliz"


Na raiz desse mito da felicidade reside o equívoco de que, embora não estejamos felizes agora, certamente seremos quando tivermos o nosso ´´trabalho dos sonhos´´. Ao alcançar esse trabalho aparentemente perfeito, entretanto, surge um problema quando descobrimos que ele não nos faz tão felizes quanto esperávamos. O que explica essa experiência desagradável é o processo inexorável de adaptação hedônica, ou seja, o fato de que os seres humanos têm a capacidade de se habituar, ou se acostumar, à maioria das mudanças da vida. Infelizmente, se estamos convencidos de que um certo tipo de trabalho nos faria felizes e acabamos abandonando boas carreiras em busca de tal trabalho, podemos acabar nos arrependendo depois que a adaptação hedonista nos acostuma ao novo ambiente. Assim, um primeiro passo fundamental é entender que todos se habituam à novidade, emoções e desafios de um novo emprego ou empreendimento. Esta nova consciência irá sugerir-nos uma explicação alternativa para o nosso mal-estar no trabalho. E talvez pode ser que não haja nada de errado com o trabalho, ou com a nossa motivação, mas com outros aspectos da nossa vida que interferem em nosso humor durante o trabalho. 

5. "Eu vou ser feliz quando ficar rico e bem sucedido"


Muitos de nós acreditam fervorosamente que, se não está feliz agora, estaremos felizes quando finalmente chegarmos a um certo nível de prosperidade e sucesso. No entanto, quando essa felicidade indescritível prova ser de curta duração, alguns se decepcionam e até mesmo entram em depressão. Quando conseguimos alcançar - pelo menos no papel - muito de tudo o que sempre queríamos, a vida pode se tornar entediante e até mesmo vazia. Muitas pessoas prósperas e bem sucedidas não entendem este processo natural de adaptação, e podem chegar à conclusão de que precisam de mais dinheiro para serem verdadeiramente felizes. Eles não percebem que a chave para a felicidade não está em quão bem sucedido somos, mas no que fazemos com o nosso sucesso; não é o quão alto o nosso lucro é, mas como o utilizamos. 

6. "Nunca vou me recuperar deste diagnóstico"


Quando os nossos piores receios sobre a nossa saúde se tornam realidade, não conseguimos imaginar indo além do estágio de choro e desespero. Não conseguimos nos imaginar felizes de novo. No entanto, nossas reações e pressentimentos sobre este pior cenário são regidos por um outro mito da felicidade. Muito pode ser feito para aumentar a nossa sobrevida, seja qual for a doença. E também podemos dar um propósito a este momento doloroso e crescer como seres humanos.



A ciência mostra que temos um poder relativo de escolher o que experimentamos. Considere que, durante cada minuto do seu dia, você está escolhendo a prestar atenção a algumas coisas e optando por ignorar, suprimir ou retirar da consciência outras coisas. O que você escolhe prestar atenção se torna parte da sua vida e o resto não. Ao ter uma doença crônica, por exemplo, você pode passar a maior parte dos seus dias se lamentando sobre como ela arruinou sua vida, ou você pode passar os seus dias focado em sua rotina de academia, ou conhecendo seus sobrinhos, ou se importando com o seu lado espiritual. Nós podemos mudar nossas vidas simplesmente mudando nossas atitudes mentais.

7. "Os melhores anos da minha vida terminaram"


Quer sejamos jovens, de meia-idade ou idosos, a grande maioria de nós acredita que a felicidade diminui com a idade, caindo mais e mais a cada década até chegar o ponto em que nossas vidas serão caracterizadas por uma tristeza profunda. Assim, alguns podem se surpreender com a pesquisa que confirma que nossos melhores anos ainda estão por vir. As pessoas mais velhas são realmente mais felizes e satisfeitas com suas vidas do que as pessoas mais jovens; elas experimentam emoções mais positivas e sua experiência emocional é mais estável e menos sensível às vicissitudes da negatividade diária e stress.

Embora o pico de bem-estar ainda seja pouco clara, três estudos recentes demonstraram que o pico da experiência emocional positiva ocorreu em idades de sessenta e quatro, sessenta e cinco anos, e setenta e nove, respectivamente. O que ficou claro é que a juventude e a idade adulta emergente não são os tempos mais ensolarados da vida.

Por que isso? Quando começamos a reconhecer que os nossos anos de vida estão ficando limitados, mudamos nossa perspectiva sobre a vida. O horizonte de tempo mais curto nos motiva a ser mais orientados para o presente e investimos o nosso (relativamente limitado) tempo e esforço para as coisas da vida que realmente importam. Assim, por exemplo, à medida que envelhecemos, os nossos relacionamentos mais significativos tornam-se muito mais prioritários do que conhecer novas pessoas ou correr riscos; investimos mais nessas relações e descartamos aquelas que não nos satisfazem​​. Em certo sentido, nós nos tornamos emocionalmente mais sábios à medida que envelhecemos.

Fonte: Psychology Today traduzido e adaptado por Psiconlinews

sábado, 4 de outubro de 2014

Sinais de complicações no processo de luto


As pessoas lamentam a perda de um familiar, amigo, bicho de estimação ou bens. Indiferente de quem ou o que, os sinais do luto são os mesmos. Cada indivíduo lamenta de forma diferente, mas complicações podem ocorrer quando a pessoa não supera o luto. Sérias doenças físicas e mentais podem resultar de um processo de luto complicado e prolongado. Como não existe um tempo certo para o período de luto, uma pessoa que está passando por esse processo deve ser monitorada e procurar ajuda profissional, se necessário.



Choque e depressão




A perda repentina coloca o corpo em estado de choque. Você irá se sentir anestesiada e desorientada. Alguns indivíduos entram em negação, fingem que a perda não ocorreu ou querem ver provas de que ela realmente aconteceu. Náusea, vômito, tremores, calafrios e desmaios são sintomas de choque. Após o choque inicial relativo ao evento, é comum começar a depressão. Fadiga, preguiça, isolamento, perda de apetite e tristeza são sinais de depressão. A depressão é um sentimento normal durante o processo de luto, mas se for extrema, o indivíduo pode ter pensamentos suicidas ou incapacidade de superar e funcionar. Esse é o chamado transtorno de luto prolongado, em que o indivíduo fica preso nos estágios iniciais do luto.

Perturbação emocional e mudanças de humor

As pessoas choram durante o processo de luto. O choro é provavelmente a única maneira que uma pessoa conhece de expressão sua tristeza e liberar essas emoções negativas. Pessoas em processo de luto podem ter mudanças de humor e emoções instáveis. As emoções que vêm à tona são raiva, ansiedade, medo, culpa, insegurança, ressentimento e frustração. Mudanças de humor que ocorrem com frequência e nunca vão embora podem ser resultado de um problema mental mais sério e um médico deve ser consultado.

Sintomas físicos e doenças


Dores no estômago, vômito, dores de cabeça e nas costas são alguns exemplos de como o luto pode afetar o corpo. Aperto na garganta e no peito, pressão alta, transpiração e respiração dificultosa são complicações físicas dignas de preocupação durante o processo de luto. A perda gera estresse e o estresse baixa a imunidade. A possibilidade de contrair doenças durante o luto é bem grande. O estresse pode deprimir o sistema imunológico e aumentar as chances de doenças e acidentes.

sábado, 31 de maio de 2014

Os 5 estágios do luto descritos e exemplificados




Negação, raiva, barganha, depressão e finalmente a aceitação são os 5 estágios do luto que aparecem enquanto as pessoas vão adaptando suas reações ao tentar lidar com uma determinada realidade.
O luto é enfrentado não só quando existe a morte mas também com perdas materiais, em deternimadas situações de mudança ou perda da convivência com alguém.
As fases variam em tempo e podem oscilar e não acontecer necessariamente nessa ordem, mas essa é a sequência mais comum.
O modelo dos 5 estágios foi proposto por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro On Death and Dying, publicado em 1969. Os estágios se popularizaram e são conhecidos como Os Cinco Estágios do Luto (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).
Qualquer semelhança com situações cotidianas provavelmente são a mais pura realidade.
Uma maneira simplificada de ver os estágios pode ser descrita através das frases:
Negação: "Isso não pode estar acontecendo."
Raiva: "Por que eu? Não é justo."
Barganha: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem."
Depressão: "Estou tão triste. Por que me preocupar com qualquer coisa?"
Aceitação: "Tudo vai acabar bem."
Espero que as informações tenham ajudado!
Josie Conti

Descrevo os 5 estágios no video:



A autoria é da psicóloga Josie Conti
contato.contioutra@gmail.com
Publicado originalmente em: CONTI outra, artes e afins
Para psicoterapia online acesse: http://www.apsicanalistaonline.com.br/

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Sugestão PsiconlineBrasil para auxiliar no enfrentamento do luto

Superando e crescendo com o luto. Saiba mais. 

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