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sábado, 4 de outubro de 2014

Medo de avião? Os conselhos de uma psicóloga especializada para você enfrentar melhor suas viagens


Após o primeiro acidente, ainda podemos raciocinar. Sim, é uma catástrofe terrível, mas essas coisas acontecem. Depois do quarto desaparecimento dos radares de um avião de carreira no espaço de cinco meses, a coisa fica difícil. Principalmente se você faz parte dos sortudos que se preparam para pegar um avião e sair de férias.
Entre 10 e 40% dos adultos têm medo de viajar de avião, segundo Elisabeth Rosnet, diretora do laboratório de estresse e sociedade na Universidade de Reims (França). Você é um deles? O HuffPost foi se tranquilizar com a psicóloga Marie-Claude Dentan, coautora do livro "Comment ne plus avoir peur en avion" (Como não ter mais medo de avião).
O medo de avião é um medo do desconhecido
Certamente você sabe que o meio de transporte mais mortífero ainda é o automóvel, antes da moto, da bicicleta, do ônibus e do trem. O avião fica em último lugar nessa classificação. No entanto, é o que concentra todas as nossas angústias. "Nós temos medo do desconhecido", lembra Marie-Claude Dentan, também fundadora do Centro Antiestresse Aeronáutico. "O avião é o meio de transporte mais recente, portanto o menos conhecido." O problema é simples: é natural que um carro ou um trem rolem, que um barco flutue, mas são raros os passageiros que compreendem por que e como um avião voa.
"Entre os temores citados pelos passageiros, o de ver os reatores pararem em pleno voo e o avião cair surge com frequência", constata Dentan. Um medo totalmente irracional. 
O problema de um acidente de avião é seu caráter definitivo; são raros os sobreviventes. Cada um deles adquiriu um lugar no imaginário coletivo, como o do voo da Air France Rio-Paris ou a queda do Concorde em 25 de julho de 2000. "Mas esquecemos com frequência que os acidentes de avião de carreira são muito raros", explica a psicóloga. Na série negra que conhecemos, o voo da Malaysia Airlines, que desapareceu em 8 de março de 2014 no oceano Índico, concentra ainda mais nossos medos. "Sem explicação objetiva, a imaginação monta os piores cenários catastróficos. Um acidente sem explicação alimenta o medo." Um avião que desaparece sem deixar vestígio só existe na ficção, como na série "Lost".




O risco existe, mas...

O trabalho que Marie-Claude Dentan fez com os 7 mil a 8 mil passageiros angustiados que atendeu durante sua carreira não foi de dourar a pílula. "Sim, o risco existe", afirma. "Mas é muito baixo. É preciso saber equiparar seu medo ao nível do risco existente." Para certas pessoas, as que têm fobias, por exemplo, demonstrar tal domínio é impossível. Mas nem todas as pessoas que sentem esse medo o experimentam no mesmo grau. Depois de anos estudando a aerofobia, a psicóloga pôde estabelecer uma tipologia desses angustiados:
  • Os terrestres: são as pessoas que têm medo de avião porque se sentem distantes demais da Terra quando estão nele.
  • Os decisivos: são pessoas muito empreendedoras na vida, e no avião se sentem despossuídas de seu poder e, portanto, em perigo.
  • Os fóbicos: são pessoas que colocaram no objeto "avião" todos os temores que podem sentir na vida.
  • Os que sentem dificuldade para deixar suas casas, para os quais a viagem é um mundo desconhecido.
Para tentar acalmar essas pessoas, a psicóloga dá ênfase à formação das tripulações: "Como segui uma formação de piloto, sei que em nenhuma outra profissão a formação é tão longa. O nível de segurança imposto ao pessoal que trabalha na aeronáutica é ainda mais rígido do que imaginamos". Por isso, é preciso compartilhar seu medo no avião: "Se você tem medo da viagem, fale sobre isso com os comissários de bordo. É preciso comunicar, e não guardar tudo para você", aconselha.
Mas, antes de qualquer coisa, não cancele sua viagem. A pior coisa a fazer nestes tempos de angústia é evitar as viagens aéreas. "É um mecanismo conhecido na psicologia: quanto mais você evita uma coisa, maior é o medo dela", adverte Dentan. Relaxe e pegue seu cartão de embarque.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pelo que você está esperando?



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Hoje estava ouvindo a música do Jota Quest, “Dias Melhores”, e comecei a pensar no quanto vivemos esperando por dias melhores. Esperamos ter um amor que nos eleve a alma, que faça nosso coração bater mais rápido e nosso sorriso brotar ao simples pensamento do ser amado. Esperamos ter um casamento mais harmonioso, por um parceiro que nos entenda, que seja mais tolerante com nossos defeitos e que nos ajude com nossos medos.




Esperamos que nossos filhos cresçam para podermos largar aquele emprego entediante que nos faz amaldiçoar cada segunda-feira. Esperamos até estarmos aposentados para poder fazer o curso de artes que sempre desejamos, mas que só pode ser visto como um passatempo. Esperamos o momento certo para poder pedir desculpas, o início da semana para começar o regime, o verão para praticarmos atividades físicas. Esperamos um mundo melhor para sermos melhores... como diz a música, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo...

Contudo, enquanto esperamos por esse mundo melhor, o mundo real está constantemente nos convidando para vivermos. As possibilidades para  parar de esperarmos e agirmos são reais. Talvez elas não nos traga esse mundo idealizado que só existe em nossos sonhos mais coloridos, porém ela nos convida a atuarmos na transformação do que é possível, e a cada mudança, um novo horizonte se mostra, dando margens a outras possibilidades.

Possivelmente não possamos ter o casamento perfeito, mas podemos construir um casamento saudável, baseado na conversa, confiança e companheirismo. Se isso não for possível, temos a opção de sairmos desse relacionamento com a certeza de que tentamos e de que podemos tentar de novo. 

Se o nosso emprego está maçante, convém pensar em possibilidades de mudança... seja em um novo cargo, seja estabelecendo algum desafio para si próprio ou em outro emprego. Podemos decidir não esperar mais a segunda-feira para cuidar do nosso corpo, da nossa saúde e dar atenção aos nossos filhos ou esperar as férias para sair num fim de semana com nossos amigos. 

E o que está por traz do ato de esperar? Ao esperarmos algum evento exterior para modificar uma situação que não nos agrada, nos resguardamos de tomar decisões, de assumir compromissos, de enfrentar o desconhecido. Preferimos sentir uma dor a qual, de certa forma, já nos acostumamos. Todavia, compreenda que em qualquer situação, você está interferindo. Seja com uma ação ou com uma omissão.

O certo é que enquanto você culpa seus pais, seus filhos, seu marido, sua mulher, seu chefe, Deus, seu país  pela sua situação atual, você se eximi de tomar responsabilidade pela sua vida. Analise em quais situações você errou e busque corrigir esses erros. Quais seus pontos fracos, o que precisa ser melhorado, de quem você deve se afastar ou se aproximar, que situações se repetem em sua vida, que lições você deveria ter aprendido, mas não aprendeu?
É dessa forma que você para de esperar por dias melhores e cresce, passando a ser o roteirista da sua vida!