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segunda-feira, 30 de março de 2015

Novo remédio ajuda a barrar a progressão do Alzheimer


Um novo medicamento para Alzheimer apresentou benefícios para pacientes em estágio inicial da doença. O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes, e os resultados foram apresentados na sexta-feira, na Conferência Internacional de Doença de Alzheimer e Parkinson e Doenças Neurológicas Relacionadas, na França.




Forma mais comum de demência senil, o Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro e não tem cura. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a doença afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo, das quais 1,2 milhão no Brasil. Com o aumento da longevidade, o número de pacientes deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. Nos Estados Unidos, já é a sexta maior causa de morte na população.

Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos. Quatro receberam doses diferentes do remédio e um quinto tomou placebo. O tratamento diminuiu as placas de proteína beta-amiloide no cérebro dos pacientes. O efeito foi mais intenso quanto maior a dose que os pacientes receberam.

A farmacêutica Biogen Idec, responsável pelo desenvolvimento do produto, vai começar o estudo clínico de fase III, mais amplo, ainda este ano. George Scangos, diretor da empresa, disse em entrevista que os participantes do estudo foram selecionados cautelosamente, para excluir outras formas de demência diagnosticadas erroneamente como Alzheimer.

Resultado - Pacientes que receberam 3, 6 ou 10 miligramas do remédio por quilograma de peso mostraram uma redução nas placas com 26 semanas de tratamento. A queda foi ainda mais acentuada nos pacientes com doses de 3 e 10 miligramas depois de 54 semanas. Os dados sobre o grupo de 6 miligramas com 54 semanas não foram obtidos, porque esses voluntários começaram o tratamento mais tarde. O quarto grupo, medicado com 1 miligrama, não apresentou melhoras.

O estudo também usou testes cognitivos para avaliar o desempenho da droga. Em um deles, o desempenho dos pacientes do grupo de controle caiu 3,14 pontos depois de um ano, enquanto os pacientes tratados com 3 miligramas do medicamento apresentaram um declínio de 0,75 ponto e os com 10 miligramas, 0,58 ponto.

Fonte: Veja

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Cinco hábitos que podem prejudicar sua memória


Um pacote de salgadinhos acompanhado de refrigerante — ou qualquer refeição rica em gordura e açúcar — pode acarretar prejuízos na sua memória. Veja cinco hábitos que podem fazer mal ao cérebro:

1) Comer "besteiras"
Saiba por que você tem vontade repentina de comer chocolate, doces e outros alimentos
Uma dieta rica em gordura e açúcar pode causar mais prejuízos do que o ganho de peso. Um estudo feito pela University of New South Wales mostrou que ratos alimentados com doces e frituras sofreram inflamação do hipocampo, a área do cérebro associada à memória verbal e espacial — a que ajuda a lembrar de coisas. A pesquisa também sugere que a obesidade pode provocar mudanças no cérebro.




2) Prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo
O uso simultâneo de smartphones, laptops e outros dispositivos de mídia pode estar mudando a estrutura de nosso cérebro, diz uma nova pesquisa da Universidade de Sussex, nos Estados Unidos. A pesquisa corrobora estudos anteriores que mostram as relações entre a atividade multitarefa e a falta de atenção, além de problemas emocionais, como depressão e ansiedade.
3) Ingerir bebidas alcoólicas
O abuso no consumo de bebidas alcóolicas pode gerar sequelas irreversíveis ao sistema nervoso, como lapsos de memória, desequilíbrio e falta de coordenação motora.
— Sem dúvida nenhuma o álcool em excesso, seja em quantidade, seja na frequência do uso, gera uma série de alterações agudas e crônicas no sistema nervoso como um todo — explica o neurologista Leandro Teles.
4) Dormir pouco
Cientistas da Duke-NUS Graduate Medical School, em Cingapura, encontraram evidências de que quanto menos as pessoas dormem, mais rapidamente seus cérebros envelhecem. Estes resultados relacionam a perda de sono ao declínio cognitivo.
5) Fumar
Muitas pessoas pensam que o órgão mais prejudicado pelo cigarro é o pulmão. Mas, além das doenças já conhecidas causadas pelo hábito de fumar, existe ainda a possibilidade que o tabagismo tenha participação no processo de degeneração cerebral.

— Ainda não se sabe se o cigarro realmente acelera a perda cognitiva, como ocorre com a doença de Alzheimer, por exemplo. Mas é conhecido que o tabagismo é um importante fator de risco para o mau funcionamento cerebral —afirma o neurologista e coordenador do Núcleo de Memória do Hospital Israelita Albert Einstein, Ivan Okamoto.