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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Morfopsicologia: O que Seus Traços Faciais Dizem Sobre a Sua Personalidade



A morfopsicologia é uma pseudociência que estuda o caráter, a personalidade, habilidades e atitudes das pessoas através da correlação e generalização de particularidades faciais.

Morfopsicologia: uma teoria facial da personalidade




A nível morfológico e de acordo com a teoria da morfopsicologia, o rosto humano pode ser dividido em três zonas diferentes, e a prevalência de uma ou outra área em comparação com as outras, pode ser um bom indicador do temperamento e da personalidade da pessoa. Assim como também pode nos dar boas pistas sobre o seu tipo de inteligência: cerebral, emocional ou instintivo.

  • Cerebral: a região mais pronunciada é a que compreende o crânio e a testa; incluindo também as sobrancelhas e os olhos. Esta área nos fala sobre o pensamento da pessoa.

  • Emocional: a área mais destacada é a que compreende as maçãs do rosto, nariz e bochechas. Normalmente são pessoas cujas emoções transbordam, e possuem habilidades relacionadas com o afeto e o cuidado com os outros.

  • Instintivo: a área morfológica dominante é o maxilar inferior, boca e queixo. São pessoas que tendem ter atitudes e comportamentos dominados por impulsos e instintos.

As áreas do rosto

Dilatação: O rosto de forma dilatada lembra uma uva: redondo, cheio. Por outro lado, um rosto pouco dilatado se parece com uma uva passa: com a pele mais recolhida em torno da estrutura óssea facial.

  • Os dilatados geralmente são mais abertos, comunicativos, dóceis e amigáveis, de acordo com os princípios da morfopsicologia. Procuram o contato físico com outras pessoas.

  • Os retraídos, no entanto, procuram segurança e proteção, se adaptam facilmente ao meio onde se encontram e não são muito sociáveis. Em vez disso, se caracterizam por serem solitários e cautelosos. Seu jeito de ser faz com que sejam percebidos como mal-humorados.

A moldura: Especialistas em morfopsicologia usam a moldura como sinônimo para a construção óssea do rosto, e sua amplitude revelam o grau de vitalidade e energia do sujeito. Esta variável nos fala sobre a capacidade física da pessoa.

Os receptores: O nariz, a boca e os olhos estão intimamente ligados com a moldura. Se, como vimos, a moldura revela as reservas de energia da pessoa, o tamanho dos receptores indica qual deles gasta mais ou menos energia.

O tom: Refere-se à firmeza e grau dos músculos presentes na região do rosto. Ela está associada com o nível de vitalidade do sujeito, e serve para revelar se a predisposição vital da pessoa é ativa ou passiva.

A modelagem: O layout do contorno do rosto indica o grau de socialização da pessoa, e se a sua predisposição está mais associada com a intransigência ou com a adaptação:





  • Amassado

Geralmente têm problemas para se adaptar ao ambiente e podem ser muito imprevisíveis em suas reações. Eles são extremos em seus sentimentos e emoções, e vivem a vida com paixão tanto no amor quanto no ódio.


  • Ondulado

Indica que o sujeito tende à socialização e ao trabalho, sendo uma mistura entre simpatia e disposição.


  • Plano

Muito característico de pessoas sensíveis e vulneráveis. Apresentam dificuldade para se relacionar com os outros e podem parecer nervosos e rebeldes.


  • Redondo

Este tipo de rosto sugere uma alta receptividade e facilidade para relacionamentos pessoais, bem como um caráter acessível e benevolente.

Criticas à Morfopsicologia

Tal como acontece com todas as pseudociências, seus princípios e leis são baseados na observação, intuição ou, na melhor das hipóteses, em investigações científicas que revelaram alguma correlação entre duas variáveis ​​(neste caso, uma característica particular do rosto e um traço de personalidade). Uma vez que seria completamente absurdo afirmar uma relação absoluta entre possuir um traço fisionômico e apresentar um traço de personalidade, a maioria dos defensores da morfopsicologia apoiam a sua veracidade nestas correlações, que, por serem obtidas por meio de uma análise científica, não devem ser negligenciadas. Em todo caso, a veracidade desse tipo de teoria é muito limitada e as suas teses geralmente se baseiam em axiomas e não em dados obtidos cientificamente.

No entanto, a autenticidade da metapsicologia reside na própria concepção do determinismo genético do caráter, uma teoria amplamente refutada por inúmeros estudos que mostram a influência decisiva da educação e do ambiente social e cultural na personalidade, gostos e atitudes do indivíduo.

Fonte: Pscologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

domingo, 29 de março de 2015

7 Hábitos de Pessoas Realmente Genuínas


Por Guy Winch

Tendemos a valorizar pessoas "verdadeiras" e pensar mal daquelas que percebemos como "falsas", mas por quê? Afinal de contas, o que motiva a "falsidade" é um esforço para parecer mais atraente ou impressionante, por isso não deveríamos achar as pessoas que se preocupam com as nossas opiniões mais atraentes do que aquelas que, por definição, agem à sua própria maneira, independentemente do que pensamos?

Não, não deveríamos por três razões básicas:





  • Somos muito mais propensos a confiar em uma pessoa genuína do que em uma falsa porque acreditamos que aqueles que são fiéis a si mesmos também são susceptíveis de serem fiéis e honestos com a gente.
  • Geralmente associamos a autenticidade com características atraentes, como força de caráter e resiliência emocional - assim, ser fiel a si mesmo indica confiança, tenacidade e, muitas vezes, até mesmo bravura.
  • Somos atraídos por qualidades como a unicidade e a individualidade, o que pessoas genuínas normalmente têm de sobra.
Muitos esforços de auto-aperfeiçoamento e auto-descoberta são necessários para se conseguir viver uma vida mais autêntica. Adotar os sete hábitos a seguir pode ajudá-lo a se tornar uma pessoa mais genuína, no entanto, o equilíbrio é importante. O exagero pode fazer mais mal do que bem, então não se esqueça de definir metas moderadas.


1. Pessoas genuínas falam o que pensam. Este é, na verdade, um hábito de dois passos. Pessoas genuínas tomam algum tempo para descobrir as suas próprias opiniões e perspectivas, e não têm vergonha de partilhá-las com os outros. A maneira pela qual compartilham suas opiniões também é importante: pessoas genuínas ficam confortáveis ao ​​apresentar suas idéias, elas não sentem necessidade de convencer os outros de que estão certas. Uma coisa que os ajudam a entrar em contato com suas verdadeiras opiniões e perspectivas é ...

2. Pessoas genuínas respondem às expectativas internas e não externas. Pessoas genuínas passam tempo explorando suas próprias crenças, ideais, padrões e expectativas, porque elas contam com estas respostas para se orientarem na vida. É claro que identificar suas próprias ideias e crenças não é uma tarefa fácil, uma vez que elas podem facilmente entrar em conflito com as crenças e padrões da família, comunidade e cultura em que você foi criado. Na verdade, ser autêntico é freqüentemente associado com ser corajoso porque...

3. Pessoas genuínas forjam seus próprios caminhos. Ser autêntico não é apenas sobre o que você pensa ou diz, mas também sobre o que você faz no mundo. Ser guiado por uma bússola interna não significa ter que seguir as rotas convencionais para atingir seus objetivos. Portanto, pessoas genuínas procuram descobrir sua própria maneira de alcançar seus propósitos, muitas vezes, forjando um caminho totalmente novo. O risco de forjar um caminho novo é não ter a certeza de que todos os seus esforços serão recompensados. No entanto...

4. Pessoas genuínas não se sentem ameaçadas pelo erro. A razão pela qual a maioria das pessoas seguem rotas convencionais é que elas se sentem mais ´´seguras", e, portanto, mais propensas a alcançar o sucesso. Por outro lado, tomar a estrada menos (ou nunca) escolhida é arriscado e pode levar ao fracasso. No entanto, pessoas genuínas não se sentem ameaçadas pela ideia do fracasso. Na verdade, elas veem o fracasso como parte integrante de sua jornada, uma fonte de aprendizado e uma experiência enriquecedora a partir do qual elas podem crescer. Em outras palavras, elas veem seus erros como instruções, em vez de ameaças...



5. Pessoas genuínas admitem seus erros. Para ser fiel aos seus sentimentos e opiniões, primeiro você deve ser honesto consigo mesmo sobre seus os pensamentos, crenças e comportamentos - o que se assemelha a um confronto do bem contra o mal. Como tal, as pessoas genuínas são propensas a reconhecer suas falhas e deficiências, a aceitá-las, de modo que assumam a responsabilidade pelos resultados de suas ações. Na verdade, a capacidade de reconhecer suas falhas, erros e fracassos se estende para além do modo como eles se veem, de modo que...

6. Pessoas genuínas não julgam os outros. Ser honesto sobre suas próprias falhas e abraçar a individualidade e as diferenças, faz com que as pessoas genuínas sejam menos críticas e aceitem mais as pessoas ao seu redor. A relutância em ver as pessoas através de uma lente de parcialidade, ou de expectativas preconcebidas, lhes possibilita ter uma perspectiva mais pura dos outros. E todos os hábitos listados acima se baseiam em um núcleo característico das pessoas genuínas...

7. Pessoas genuínas têm auto-estima sólida. Ter auto-estima sólida significa ter uma auto-estima estável, que não é nem muito alta nem muito baixa. (Narcisistas, por exemplo, têm uma auto-estima alta, mas frágil). Como resultado, pessoas genuínas podem tolerar e absorver o fracasso e as críticas, admitir suas falhas, e serem aceitas pelos outros, porque elas não se sentem ameaçadas pela imperfeição. Na verdade, ter uma auto-estima sólida, por definição, faz com que você consiga absorver o feedback (tanto negativo quanto positivo) e reconheça os aspectos do seu caráter que precisam ser trabalhados, sem que isso diminua a sua auto-estima.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Sua personalidade pode influenciar o funcionamento do seu sistema imunológico



O modo como a nossa personalidade influencia nossa vida e saúde tem sido cada vez mais objeto de investigação ao longo dos últimos anos. Houve a sugestão de que, por exemplo, ser uma pessoa da manhã ou uma coruja da noite pode revelar muito sobre a nossa personalidade. Mas cientificamente falando, o que nós realmente entendemos por nossa "personalidade"?



A personalidade pode ser definida como um conjunto de traços psicológicos distintos que permanecem relativamente constantes ao longo do tempo e, portanto, moldam a maneira como reagimos ao mundo que nos rodeia. Essas características incluem a extroversão / introversão (quão sociáveis nós somos), neuroticismo (tendência à negatividade) e consciência (que inclui quão cautelosos somos e como fazemos nossos planos). Todos nós sabemos onde estamos nessas várias escalas e como elas afetam o nosso círculo de amizade, a forma de realizarmos o nosso trabalho e até mesmo a forma como lidamos com a adversidade - mas elas podem realmente afetar a nossa saúde?

Em um estudo recente, Kavita Vadhara e colegas correlacionaram diferentes traços de personalidade com respostas imune biológicas - ou seja, como o nosso corpo se prepara para lidar com ameaças ao nosso sistema imunológico. E os resultados de suas pesquisas levaram a alguns insights interessantes sobre como o tipo de personalidade pode afetar o nosso sistema imunológico.

A equipe pediu a 121 estudantes saudáveis para completar questionários de personalidade para avaliar, entre outras características, a extroversão, o neuroticismo e a consciência. Eles também recolheram amostras de sangue para investigarem a atividade de 19 genes diferentes envolvidos na resposta imune inflamatória, bem como genes envolvidos na defesa contra vírus.

A inflamação é uma resposta imunológica que ajuda a combater as infecções do corpo e acelera a recuperação da lesão. Os dois efeitos mais significativos que Vedhara notou foi que a extroversão estava associada ao aumento da expressão de genes pró-inflamatórios, enquanto a conscienciosidade teve o efeito oposto (diminuição da expressão de genes pró-inflamatórios). Os resultados sugerem que os extrovertidos têm uma maior capacidade de lidar com infecções e lesões, mas têm desvantagens no aumento dos níveis de inflamação, incluindo uma maior probabilidade de desenvolver doenças auto-imunes.



Antes de gritar de alegria que a sua personalidade extrovertida combate melhor as doenças, é importante notar que estes resultados são apenas uma observação de uma população de pessoas, e não uma previsão sólida de como um indivíduo irá lidar com a doença. De fato, os genes investigados neste estudo representam apenas uma pequena percentagem de genes importantes na resposta imunológica. É possível que em pessoas introvertidas, altamente conscientes, outras áreas da resposta imunológica podem ser muito mais fortes. Isto continua a ser testado.

O que está influenciando o que?


Uma das perguntas mais interessantes levantadas por este estudo é o que está influenciando o que: poderia o sistema imunológico influenciar o nosso comportamento? Bem possível. Verificou-se que pequenas moléculas chamadas citoquinas são liberadas das células imunológicas e parecem ser capazes de atravessar a barreira sangue-cérebro e, por conseguinte, afetar a atividade das células cerebrais. Por exemplo, algumas citocinas podem influenciar a produção de moléculas importantes do cérebro, tais como a serotonina, e este processo tem sido destacado como importante na depressão.

Não se sabe se as diferenças na expressão dos genes inflamatórios observados entre extrovertidos e introvertidos poderiam estar ligadas na produção de citocinas desta maneira, mas é uma possibilidade interessante.

Seja qual for a causa destas observações interessantes, o estudo Nottingham é um marco emocionante na investigação em curso sobre a relação entre personalidade e saúde, e o papel que o nosso sistema imunológico tem nisso. O fato de que os traços de personalidade podem afetar nossa resposta inflamatória, ou vice-versa, poderia ter um impacto significativo na forma como tratar a doença no futuro.

Fonte: The conversation traduzido e adaptado por Psiconlinews