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sábado, 20 de dezembro de 2014

Como as pessoas veem mulheres com tatuagens


Um fascinante estudo mostrou como os homens reagem às mulheres com corpo tatuado
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Não é nenhum segredo que quando se trata do jogo de sedução - quer seja para uma noite ou para uma vida inteira - os homens tendem a colocar um valor mais alto na beleza do que as mulheres. Uma ampla pesquisa mostra que os homens são mais sensíveis a alguns detalhes específicos do corpo das mulheres, tais como menor distância da cintura até o quadril, seios maiores, bom gosto no uso de cosméticos, roupas reveladoras, e que vistam a cor vermelha (que sinaliza receptividade sexual). Mas de acordo com o psicólogo Nicolas Guéguen, da Universidade de Bretagne, a pesquisa também destaca outra sensibilidade: Os homens tendem a superestimar as intenções sexuais das mulheres. Dito de outra forma, os homens muitas vezes interpretam mal as mulheres, como se elas tivessem mais interesse sexual neles do que elas realmente têm.






E em comparação com outras características físicas, observa Guéguen, as pesquisas sobre a resposta dos homens para mulheres tatuadas têm recebido atenção notavelmente escassa. Na França cerca de 12 por cento das mulheres ostenta uma tatuagem. Nos Estados Unidos, o número é de cerca de 23 por cento.

Os poucos estudos que se concentraram nas percepções dos homens sobre mulheres tatuadas descobriram que essas mulheres foram vistas sob uma perspectiva, geralmente, negativa. Um estudo, por exemplo, perguntou para os homens avaliarem uma mulher de 24 anos, vista em uma fotografia, em uma série de quesitos pessoais. Para alguns homens foi mostrada uma foto da mulher com uma tatuagem de dragão preto no braço esquerdo; para outros foi mostrada uma foto da mulher sem a tatuagem. Os homens que viram a mulher com tatuagem a julgaram como sendo menos atlética, menos motivada, menos honesta, menos generosa, menos religiosa, menos inteligente e menos artística do que aqueles que viram a mulher sem nenhuma tatuagem.

Mas Guéguen também notou uma outra curiosa descoberta nesta pesquisa: Os homens não veem as mulheres tatuadas apenas como menos atraentes, eles também as veem como mais promíscuas.

São as mulheres tatuadas realmente mais promíscuas do que aquelas que não apresentam qualquer arte no corpo? Guéguen realizou uma pesquisa com mulheres tatuadas na França e descobriu que elas não tendem a ter sua primeira relação sexual em idades relativamente mais baixas. 

Guéguen aponta que este estudo tem a sua quota de limitações e recomenda que pesquisas futuras devem se concentrar em responder se a associação entre tatuagens e promiscuidade é baseada em estereótipos masculinos ou experiências reais. No entanto, este estudo oferece alguns novos insights sobre por que que, quando se trata de mulheres tatuadas, alguns homens veem uma arte de corpo e outros veem um "sinal de vagabundagem".

Fonte: www.bbc.com

domingo, 7 de dezembro de 2014

Pastor: Exterminar os gays é a solução para a Aids


Pastor americano defende o extermínio de todos os gays e bissexuais do planeta para "o fim da Aids"
Sodomia é o nome que a Bíblia dá para essa categoria que abrange gays e bissexuais”, afirmou o pastor americano Steven Anderson, na igreja evangélica Faithful Word Baptist, no Arizona. Ao ler um trecho do livro Levíticos, ele diz que Deus condena a homossexualidade e o extermínio de gays seria a garantia de um mundo livre da Aids. As informações são do The Independent.




O sermão proclamado pelo pastor no dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate a Aids, é polêmico. Ele defendeu que o genocídio do grupo LGBT é a melhor forma de combater o vírus, já que, segundo ele, “estatísticas mostram que 90% dos infectados são gays”. A plateia chegou a rir em algum momento do discurso, ao que ele respondeu que “bichas não são aceitas em sua igreja”.

Ainda segundo Steven Anderson, Deus condena a homossexualidade e a Bíblia diz que “se um homem se deitar com outro, como se este fosse uma mulher, os dois estarão cometendo uma abominação: eles serão levados à morte e seu sangue cobrirá seus corpos”. Por causa disso, o pastor acha que a Aids pode ser quase que destruída da Humanidade, pois “assim Deus quer”.

O pastor é reconhecido por seu discurso de ódio. Em 2009, ele disse publicamente que odiava o presidente negro eleito, Barack Obama, e rezou para sua morte e sua ida “ao inferno”. Ele ainda condena as mulheres que usam pílula anticoncepcional, dizendo que todas elas são “prostitutas com o sangue verde”.

Fonte: www.terra.com.br

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Racismo: Por que ´´mongol´´ se tornou um termo pejorativo, como sinônimo de Síndrome de Down


Uuganaa Ramsay com seus pais e sobrinha
Uuganaa Ramsay foi criada na Mongólia, mas agora vive na Escócia. Recentemente, tem pesquisado sobre o porquê da sua etnia estar relacionada com a síndrome de Down, que também é a condição genética de seu filho.




"Eu odeio essa palavra", diz uma mulher sentada à minha frente no trem, que indica o título do livro que eu tenho na mão: "palavra horrível", diz ela.
É o meu livro de memórias, mas ela não sabe. Fui eu quem lhe deu o título de uma palavra, "Mongol".
Eu a escolhi porque ela tem um significado profundo para mim. É a palavra que eu cresci usando para descrever quem sou, lendo poemas, cantando músicas, escrevendo histórias e tirando fotos: representa a minha identidade e cultura.
"De onde você é?", Perguntou a senhora. "Da Mongólia," eu disse. "Oh, é claro. Claro que sim", disse ela. Eu podia ver em seu rosto que ela percebeu algo que era óbvio agora, mas não havia passado por sua cabeça.
Hoje a palavra mongol raramente é usada educadamente e é muitas vezes abreviada para "mongo" (ou mongolóide). Mas como a minha identidade étnica se tornou um palavrão que descreve uma pessoa estúpida?

Origem

Enquanto trabalhava no Royal Earlswood Asylum em 1860, John Langdon Down começou a classificar os pacientes conhecidos como "idiotas", e percebeu que o grupo tinha uma aparência similar. Citando um arredondamento do rosto, formato dos olhos e outras características físicas, escreveu: "Um grande número de idiotas congênitos são típicos mongóis".
Julie Coleman, professor de Inglês na Universidade de Leicester, diz que Down acreditava que "essas pessoas voltaram a um estado anterior da humanidade, que é ser mongol", é importante observar também que esta conclusão de Down veio cerca de sete anos depois de Darwin começar a falar sobre evolução.
O nome mongol permaneceu, mesmo que alguns dos contemporâneos de Down duvidassem de suas teorias raciais que ele documentou nas ´´Observações da classificação étnica de idiotas´´.
Até que em 1965 a República Popular da Mongólia se queixou à Organização Mundial da Saúde que o termo era depreciativo em relação a eles, e foi substituído por Síndrome de Down. A palavra ainda foi comumente utilizada no Reino Unido na década de 1980.

Da própria carne

O filho de Uuganaa nasceu com síndrome de Down
Mas ainda que eu seja mongol, o motivo pelo qual me emociono é porque perdemos nosso filho de três meses de idade, Billy, nascido em 2009, com a condição. Billy tinha um buraco no coração e morreu depois de fazer uma cirurgia, com uma infecção. Por isso que os dois significados de mongol me causam dor, angústia e raiva.

Quando Billy nasceu foi dito que poderia ter síndrome de Down, mas antes de ser confirmado por um exame de sangue, o médico disse que o diagnóstico original poderia ter sido confundido por causa de sua etnia. Assim, a ligação permanece nas mentes das pessoas.
Voltei para a Mongólia depois de um hiato de oito anos, para um documentário para a BBC. Eu amo o país.
Mongóis têm uma tradição nômade. Eu cresci em uma tenda nas planícies, arrebanhando ovinos e caprinos, e viajando a cavalo. Nós somos bons em se adaptar a diferentes situações, temos boas habilidades de sobrevivência.


John Langdon Down estigmatizou os mongóis vinculando-os à deficiência e 100 anos mais tarde, depois de ter sido amplamente reconhecido que a palavra mongol não deve ser utilizada no contexto da síndrome de Down, as pessoas se rejeitam a por fim na sua vinculação com a doença genética.
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Ignorância
Os mongóis são muito hospitaleiros

Eu comecei a escrever uma lista de países em que o termo tem sido usado de forma pejorativa ou como sinônimo de síndrome de Down. Atualmente tenho mais de 20 países na minha lista.
Eu precisava falar sobre isso e o que fiz foi escrever um livro. Algumas pessoas me disseram para ser mais resistente e continuar o que eles fizeram em sua cultura e aceitá-lo. Alguns me consolaram dizendo que as línguas mudam com o tempo. Mas a questão que me incomoda era quem muda a linguagem, porque a confusão sobre o termo ainda é forte.
Uma pessoa de origem mexicana mongol entrou em contato comigo para dizer que na comunidade latina as palavras "mongolóide" e "mongol" ainda têm significados feios. "Apresentar-se como uma pessoa de origem mongol para a metade para meus conhecidos hispânicos foi algo muito vergonhoso durante toda a minha adolescência", disse ele.
E alguém do Marrocos me disse que tem um filho com síndrome de Down e os vizinhos o chamam de mongol e atiram pedras. Uma vez outra pessoa da África do Sul me escreveu para dizer que estava "surpreso ao saber que os mongóis se referem a si mesmos como ´´mongóis´´ quando foi para a Mongólia".
Nos EUA, alguns dos meus amigos da Mongólia foram abordados na rua por uma senhora que insistia que eles deveriam levar o filho deles a um médico, porque ela suspeitava tinha síndrome de Down. E, durante um curso em Londres, os meus colegas chineses e franceses me disseram: "Nós não sabíamos que alguém da Mongólia poderia ser normal e inteligente como você."
Eu quero que as pessoas saibam que podem usar o termo mongol da mesma forma como fariam em referência a um escocês, turco ou polaco. Tudo certo. Podemos deixar de usar conotações negativas porque aprendemos. Você pode me chamar de mongol porque eu sou uma Mongol.

Fonte: BBC traduzido e adaptado por Psiconlinews

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Pessoas menos inteligentes tendem a ser mais conservadoras e preconceituosas


Não é nova a ideia de que o conservadorismo e o preconceito estão ligados umbilicalmente. Vários estudos já realizados chegaram a essa conclusão. A novidade é que o posicionamento conservador e o preconceito podem estar ligados à baixa inteligência.




Um estudo feito por pesquisadores de uma universidade de Ontario, no Canadá, chegou a conclusões bastante interessantes: adultos de baixo QI ou com dificuldades cognitivas tendem a ter atitudes conservadoras e preconceituosas (racismo, homofobia, machismo etc).
O estudo foi dirigido pelos pesquisadores Gordon Hodson e Michael A. Busseri, do departamento de Psicologia da Universidade Brock, de Ontario, e foi publicado pela revista Psychological Science.
Os dados levam a crer que as pessoas menos inteligentes se sentem atraídas por ideologias conservadoras porque estas exigem menos esforço intelectual, pois oferecem estruturas ordenadas e hierarquizadas, onde o indivíduo pode se sentir mais confortável.
É bom deixar claro que inteligência nada tem a ver com escolaridade. Há vários exemplos históricos (como a Comuna de Paris ou a Revolução Russa) em que as classes mais baixas e com menos escolaridade se mostraram as únicas capazes de pensar de maneira progressista.
Hodson afirma que “menor capacidade cognitiva pode levar a várias formas simples de representar o mundo e uma delas pode ser incorporada em uma ideologia conservadora, onde ‘pessoas que eu não conheço são ameaças’ e ‘o mundo é um lugar perigoso ‘…”.
A grande contribuição dessa pesquisa pode ser a criação de novas formas de combater o racismo e outras
formas de preconceito. “Pode haver limites cognitivos na capacidade de assumir a perspectiva dos outros, particularmente estrangeiros”, entende Hodson, já que a crença corrente é que o preconceito tem origens emocionais, não cognitivas.

Texto extraído de: www.livrepensamento.com