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terça-feira, 7 de abril de 2015

Mecanismos de Defesa: 10 Maneiras de Não Enfrentar a Realidade



Os mecanismos de defesa da psicanálise

Sigmund Freud falou que o papel do EGO é satisfazer os impulsos de ID e não ofender o caráter moral do SUPER EGO, enquanto a realidade é apreciada. Não é uma tarefa fácil, e Freud descreveu os mecanismos que usamos para gerenciar os conflitos entre essas instâncias psíquicas. Mecanismos de defesa, portanto, são procedimentos inconscientes que mantem o equilíbrio psicológico ao enfrentarmos a ansiedade associada à exposição consciente de uma representação pulsional (sexual ou agressiva) ou com a transgressão de um código moral.




Mecanismos de defesa são formas incorretas de resolver um conflito psicológico e podem levar a distúrbios na mente, no comportamento e, em casos extremos, na somatização do conflito psicológico. Aqui estão 10 mecanismos de defesa:

1. Deslocamento

Refere-se ao redirecionamento de um pulso (geralmente uma agressão) para uma pessoa ou objeto. Por exemplo, alguém que está frustrado com seu chefe e chuta o seu cão.

2. Sublimação

É similar ao redirecionamento, mas o impulso é canalizado para uma forma mais aceitável. Um instinto sexual é sublimado em um propósito não-sexual, sendo redirecionado para uma atividade aceita socialmente, como uma atividade artística, física ou objetos de pesquisa intelectual.

3. Repressão

É o primeiro mecanismo de defesa descoberto por Freud. Refere-se ao fato do EGO reprimir desejos e pensamentos que causariam dor se estivessem no nível consciente, pois a satisfação do desejo reprimido é inconciliável com outras exigências do SUPER EGO.

4. Projeção

Refere-se a indivíduos que atribuem os seus próprios pensamentos, motivos ou sentimentos para outra pessoa. As projeções mais comuns são comportamentos agressivos que levam a um sentimento de culpa e fantasias não-aceitas socialmente ou pensamentos sexuais. Por exemplo, uma garota odeia sua companheira de quarto e seu SUPER EGO diz que isso é inaceitável. Seu EGO então resolve o problema projetando o ódio para a outra pessoa, e acreditando que é a companheira de quarto que odeia ela.

5. Negação

É o mecanismo pelo qual o sujeito bloqueia eventos externos para que não façam parte da consciência e, portanto, trata aspectos óbvios da realidade como inexistentes. Por exemplo, um fumante que nega que o tabagismo pode causar sérios problemas para sua saúde.

6. Regressão

Refere-se a qualquer retrocesso a situações ou hábitos anteriores, um retorno a padrões de comportamento imaturos. Por exemplo, um adolescente que ao não receber permissão para sair no fim de semana, tem um acesso de raiva e choro na frente de seus pais.

7. Formação Reativa

Os impulsos são apenas reprimidos, mas também são controlados através do exagero do comportamento oposto. Ou seja, a ocorrência de um pensamento doloroso é substituído por outro, mais agradável. Por exemplo, uma pessoa está muito irritada com um amigo, mas diz que está tudo bem para evitar uma discussão.

8. Isolamento

É um mecanismo pelo qual as memórias se divorciam dos sentimentos, para que a pessoa consiga suportar os fatos. Se separa uma memória intolerável para o EGO das emoções que ela produz, assim ela permanece na consciência de uma forma enfraquecida. Por exemplo, falar  de um evento traumático como algo normal, como se estivesse falando sobre o tempo.

9. Condensação



É um mecanismo pelo qual os elementos do inconsciente (conteúdo latente) são combinados em uma única imagem ou objeto durante o sono. É a concentração de vários significados num único símbolo. O processo de condensação faz com que a história do conteúdo manifesto seja muito menor do que a descrição do conteúdo latente. É um termo que surgiu das explicações psicanalíticas sobre a origem dos sonhos.

10. Racionalização

A racionalização é a substituição da razão verdadeira, mas não-aceitável, por outra, aceitável. Ou seja, altera-se a perspectiva da realidade por meio de uma explicação diferente. Por exemplo, uma mulher se apaixona perdidamente por um homem. Um mês depois ele deixa a mulher alegando que ela não tem auto-confiança e não o deixava respirar. Mesmo depois do terceiro término consecutivo, pela mesma razão, ela conclui: "Eu sabia que este homem era um perdedor".

Fonte: Psicologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

sábado, 7 de março de 2015

Seu subconsciente é mais ´´inteligente´´ do que você imagina


Por: Tom Stafford

Sentimos que estamos no controle quando resolvemos um quebra-cabeças ou lemos, mas uma experiência recente mostrou que muitas coisas acontecem sob a superfície da nossa mente consciente. E de acordo com um recente estudo confiar em seu instinto pode ajudá-lo a tomar melhores decisões do que refletir muito sobre o assunto.




À medida que nos movemos pelo mundo, andando e falando, nos observamos refletindo, tendo idéias e pensamentos. O que eu quero comer? Me pergunto. Por que fizeram isso? Penso e me ponho a investigar. É natural supor que essa experiência do meu próprio seja um relato da minha mente. É natural supor, mas é errado.

O motor do pensamento

Todos os psicólogos reconhecem que há uma parte subconsciente do nosso cérebro que desempenha um papel muito importante nos processos do pensamento. Se me pergunto qual é a capital da França, automaticamente aparece na minha mente a resposta: Paris. Quando decido mexer meus dedos para frente e para trás em um padrão complexo, não planejo conscientemente, mas subconscientemente. O grande debate na psicologia é o que exatamente desencadeia o subconsciente, e o que ela exige do pensamento consciente.
O experimento consistiu em colocar 
informações nas mentes dos participantes 
sem que eles percebessem

Ou, parafraseando o título de um artigo importante sobre o tema: "O subconsciente é inteligente ou idiota? Uma crença popular é a de que o subconsciente possa preparar ações simples de estímulo-resposta: pode executar ações básicas, reconhecer objetos e realizar movimentos repetitivos. A cognição complexa, que exige planejamento, lógica, razão e combinação de idéias, por outro lado, exige o pensamento consciente.

Mas um experimento recente realizado por uma equipe israelense vai contra todas estas suposições. Ran Hassin e seus colegas usaram um truque visual chamado "Supressão Flash Contínuo" para inserir informações nas mentes dos participantes sem que eles percebessem.

Fusão de Imagens

Pode parecer doloroso, mas na verdade é muito simples. A técnica tira proveito do fato de que temos dois olhos e nosso cérebro tende a formar uma visão de mundo coerente com a fusão das imagens que capta de cada um. A técnica consiste em mostrar aos sujeitos uma imagem diferente para cada olho. Enquanto um recebe uma rápida sucessão de quadrados de cores vivas, o outro é incapaz de assimilar a informação apresentada. Devido à distração causada pelos quadrados brilhantes em um olho, o outro pode demorar alguns segundos para entender as informações que observa.



O experimento de Hassins consistiu em uma apresentação inconsciente de questões aritméticas. As questões consistiam em um problema de aritmética, por exemplo: "9 - 3 - 4 é igual a ...", seguido de uma apresentação, bem visível, de um número que os participantes deviam ler em voz alta o mais rápido possível. Esse número podia ser a resposta certa ou uma resposta errada. O resultado foi que os participantes foram muito mais rápidos para ler a resposta quando ela estava correta do que quando estava errada. Isso mostra que o problema tinha sido previamente considerado e resolvido por suas mentes, mesmo que não tivessem consciência disso.

Inconsciente consciente?

O resultado deste estudo sugerem que a parte subconsciente da mente tem recursos mais sofisticados do que imaginávamos. Ao contrário de outros estudos sobre os processos não-conscientes, este não foi uma resposta automática a um estímulo, mas exigiu uma resposta precisa, ditada pelas regras da aritmética, que supostamente só poderia acontecer deliberadamente. O estudo afirma que a técnica utilizada pode mudar profundamente o estudo do subconsciente e que "o subconsciente pode executar todos os processos fundamentais e básicos realizados pela mente consciente".

Esta declaração é poderosa e os autores reconhecem que ainda há muito a ser feito no campo de estudos do subconsciente. Como no caso com icebergs, a maior parte das operações executadas em nossas mentes ocorrem de forma "secreta". Experiências como esta ajudam a trazer alguma luz à essas partes obscuras da nossa psique.

Fonte: BBC traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Assista este vídeo e entenda por que a psiquiatria faz empiria e não ciência



A tradição empirista na medicina impôs seu modelo à clínica psicopatológica, e a psiquiatria construiu assim seus métodos diagnósticos sobre o modelo da observação direta. No contexto contemporâneo, essa tradição aparece, sobretudo, com a iniciativa a-teórica do DSM. Os tratamentos seguirão o ideal positivista, o que aliena definitivamente o sujeito de seu sofrimento. Usando o positivismo como método, a psiquiatria perdeu o sujeito, ou reduziu-o a uma série de sintomas, ficando limitada apenas à parte do fenômeno psicopatológico que ´´aparece´´, e se esquecendo do principal: o sujeito que escolhe, se culpa, se questiona, tem consciência e se faz objeto para si mesmo. O objeto de estudo da psicologia não é ´´material´´, mas é objetivo; todo mundo pode constatar logicamente a sua existência, como fez Descartes ao afirmar: ´´Penso, logo EU existo. Quando nos referimos ao nosso corpo dizemos: ´´Minha perna´´, ´´Meu braço´´, ´´Meu´´ implica um possuidor: o EU. O sujeito é alcançável por um esforço lógico e objetivo, assim como a matemática e a física. Cada ciência precisa de um método para alcançar o seu objeto de estudo, e a psiquiatria errou ao escolher o positivismo para alcançar o sujeito.


É claro que existe um método científico na psicologia para explicar as psicopatologias, mas certamente ele não utiliza o método introspectivo da psicanálise, muito menos o empirismo da psiquiatria. 
A seguir um vídeo que ilustra como a psiquiatria, apesar de efetivamente não se basear numa teoria científica para pautar seus diagnósticos e fazer suas intervenções por ´´tentativa e erro´´,  conseguiu obter a ´´fé pública´´ das suas premissas por ser disseminada pela classe médica.