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terça-feira, 14 de abril de 2015

´´Blind Devotion´´: Um Curta-metragem de 8 minutos sobre o amor verdadeiro






Um homem segue sua esposa todas as manhãs sem que ela saiba. Parece estranho, mas não é por ele não confiar nela; seu motivo é mais profundo. Este é um curta-metragem incrivelmente comovente, criado pelo Projeto Jubileu. O longa tem oito minutos, mas confie em nós, você não vai querer parar de assistir. Pode parecer um pouco confuso no início, mas quando você entender, não vai acreditar no que está assistindo... (Se não souber inglês, selecione para a legenda para o português)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Morfopsicologia: O que Seus Traços Faciais Dizem Sobre a Sua Personalidade



A morfopsicologia é uma pseudociência que estuda o caráter, a personalidade, habilidades e atitudes das pessoas através da correlação e generalização de particularidades faciais.

Morfopsicologia: uma teoria facial da personalidade




A nível morfológico e de acordo com a teoria da morfopsicologia, o rosto humano pode ser dividido em três zonas diferentes, e a prevalência de uma ou outra área em comparação com as outras, pode ser um bom indicador do temperamento e da personalidade da pessoa. Assim como também pode nos dar boas pistas sobre o seu tipo de inteligência: cerebral, emocional ou instintivo.

  • Cerebral: a região mais pronunciada é a que compreende o crânio e a testa; incluindo também as sobrancelhas e os olhos. Esta área nos fala sobre o pensamento da pessoa.

  • Emocional: a área mais destacada é a que compreende as maçãs do rosto, nariz e bochechas. Normalmente são pessoas cujas emoções transbordam, e possuem habilidades relacionadas com o afeto e o cuidado com os outros.

  • Instintivo: a área morfológica dominante é o maxilar inferior, boca e queixo. São pessoas que tendem ter atitudes e comportamentos dominados por impulsos e instintos.

As áreas do rosto

Dilatação: O rosto de forma dilatada lembra uma uva: redondo, cheio. Por outro lado, um rosto pouco dilatado se parece com uma uva passa: com a pele mais recolhida em torno da estrutura óssea facial.

  • Os dilatados geralmente são mais abertos, comunicativos, dóceis e amigáveis, de acordo com os princípios da morfopsicologia. Procuram o contato físico com outras pessoas.

  • Os retraídos, no entanto, procuram segurança e proteção, se adaptam facilmente ao meio onde se encontram e não são muito sociáveis. Em vez disso, se caracterizam por serem solitários e cautelosos. Seu jeito de ser faz com que sejam percebidos como mal-humorados.

A moldura: Especialistas em morfopsicologia usam a moldura como sinônimo para a construção óssea do rosto, e sua amplitude revelam o grau de vitalidade e energia do sujeito. Esta variável nos fala sobre a capacidade física da pessoa.

Os receptores: O nariz, a boca e os olhos estão intimamente ligados com a moldura. Se, como vimos, a moldura revela as reservas de energia da pessoa, o tamanho dos receptores indica qual deles gasta mais ou menos energia.

O tom: Refere-se à firmeza e grau dos músculos presentes na região do rosto. Ela está associada com o nível de vitalidade do sujeito, e serve para revelar se a predisposição vital da pessoa é ativa ou passiva.

A modelagem: O layout do contorno do rosto indica o grau de socialização da pessoa, e se a sua predisposição está mais associada com a intransigência ou com a adaptação:





  • Amassado

Geralmente têm problemas para se adaptar ao ambiente e podem ser muito imprevisíveis em suas reações. Eles são extremos em seus sentimentos e emoções, e vivem a vida com paixão tanto no amor quanto no ódio.


  • Ondulado

Indica que o sujeito tende à socialização e ao trabalho, sendo uma mistura entre simpatia e disposição.


  • Plano

Muito característico de pessoas sensíveis e vulneráveis. Apresentam dificuldade para se relacionar com os outros e podem parecer nervosos e rebeldes.


  • Redondo

Este tipo de rosto sugere uma alta receptividade e facilidade para relacionamentos pessoais, bem como um caráter acessível e benevolente.

Criticas à Morfopsicologia

Tal como acontece com todas as pseudociências, seus princípios e leis são baseados na observação, intuição ou, na melhor das hipóteses, em investigações científicas que revelaram alguma correlação entre duas variáveis ​​(neste caso, uma característica particular do rosto e um traço de personalidade). Uma vez que seria completamente absurdo afirmar uma relação absoluta entre possuir um traço fisionômico e apresentar um traço de personalidade, a maioria dos defensores da morfopsicologia apoiam a sua veracidade nestas correlações, que, por serem obtidas por meio de uma análise científica, não devem ser negligenciadas. Em todo caso, a veracidade desse tipo de teoria é muito limitada e as suas teses geralmente se baseiam em axiomas e não em dados obtidos cientificamente.

No entanto, a autenticidade da metapsicologia reside na própria concepção do determinismo genético do caráter, uma teoria amplamente refutada por inúmeros estudos que mostram a influência decisiva da educação e do ambiente social e cultural na personalidade, gostos e atitudes do indivíduo.

Fonte: Pscologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

sexta-feira, 10 de abril de 2015

'Síndrome do Imperador': Crianças mandonas e autoritárias



Você sabe o que é a 'Síndrome Imperador'?

As mudanças sócio-culturais das últimas décadas têm preparado o terreno para o surgimento de alguns comportamentos disfuncionais nas crianças. Um conjunto de atitudes e comportamentos que mais preocupam os pais é quando a criança se torna o mestre indiscutível da família, submetendo os outros membros da família às suas necessidades e caprichos.




Os ´´filhos imperadores´´ escolhem a comida que vai ser feita, onde a família vai passar as férias, o vai ser visto na televisão, a hora de ir dormir ou realizar outras atividades, e assim por diante. Para atingir os seus fins, gritam, ameaçam e agridem fisicamente e psicologicamente seus pais. Pode-se dizer que o seu nível de amadurecimento no campo da empatia (capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa) é subdesenvolvido. Por esta razão, parecem ser incapazes de experimentar sentimentos como o amor, a culpa, o perdão e a compaixão.

Síndrome do Imperador: Entrando na mente da criança autoritária

Esse fenômeno tem sido chamado de "Síndrome do Imperador", uma vez que as crianças imperadoras estabelecem padrões de comportamento para satisfazer os seus caprichos e exigências acima da autoridade de seus pais ou responsáveis. Quem não cumprir as exigências da criança é vítima de birras ultrajantes e, até mesmo, agressão. A violência que os filhos exercem contra seus progenitores, aprendendo a controlá-los psicologicamente, resulta no êxito em fazê-los obedecer e realizar os seus desejos. Esta característica da personalidade destas crianças também foi apelidada de "filhos ditadores", devido ao seu domínio incontestável na família.

Características do filho imperador

Crianças Imperadores são facilmente distinguíveis: geralmente mostram traços de personalidade egocêntricas e têm pouca tolerância à frustração: não aceitam que suas exigências não sejam atendidas. Essas características não passam despercebidas na família, e muito menos na escola, onde as suas exigências podem ser menos satisfeitas. São crianças que não aprenderam a se controlar, nem regular os seus sentimentos e emoções. Elas têm a experiência necessária para saber quais são os pontos fracos de seus pais, a quem acabam manipulando com ameaças, ataques e argumentos inconstantes.

Causas Psicossociais da Síndrome do Imperador

Muitos psicólogos e psicopedagogos têm enfatizado que um dos fatores que podem levar a criança a adquirir padrões de comportamento da Síndrome do Imperador é a escassez de tempo para os pais educarem e estabelecer normas e limites para sua prole. Necessidades econômicas e um mercado de trabalho instável não oferecem aos tutores o tempo e espaço necessários para a criança, ocasionando um estilo educacional culpabilizante, e por isso ficam propensos a concordar e superproteger seus filhos.

Também se pode observar nessas crianças uma falta de hábitos afetivos familiares, negligenciando a necessidade de brincar e interagir com as crianças. Socialmente, um dos problemas que serve de base para o comportamento egocêntrico, é a atitude ultra-permissiva dos adultos com relação às crianças.

Diferenciando Autoridade de Autoritarismo

O estilo educativo predominante há décadas atrás se baseava no autoritarismo: Os pais gritavam, ditavam ordens e exerciam um controle punitivo sobre o comportamento das crianças. De certa forma, por medo de caírem nesse estilo de educação que muitos sofreram na própria carne, o estilo educativo atual deslocou-se para o extremo oposto: a ultra-permissividade.

Por isso, é importante lembrar que autoridade não é o mesmo que autoritarismo: os pais devem exercer um grau inteligente e controlado de autoridade, de maneira saudável e se adaptando às necessidades educacionais e evolutivas de cada criança.

A cultura do vale tudo: a ética do hedonismo e consumismo

Quando falamos de estilos de educação e ensino para os nossos filhos, devemos lembrar da influência determinante dos valores morais da sociedade como um todo, uma vez que esta forma de superestrutura ética compartilhada incentiva certos vícios e/ou virtudes na atitude da criança. A atual cultura consumista usa a bandeira do hedonismo como valor inalienável. Isso entra em conflito com qualquer tipo de imposição interna ou externa de responsabilidade sobre as próprias ações e com a cultura do esforço. Se esses valores não forem bem geridos e conduzidos, a criança aprende erroneamente que o seu direito de se divertir ou fazer o que quiser pode sobrepor o direito dos outros de ser respeitado, e perder a noção de que as recompensas exigem um esforço anterior.

Educação familiar e escolar

Os pais hesitantes, que exercem uma educação passiva e relaxada, não estabelecem limites de referência para a conduta dos filhos, permitindo a réplica, cedendo à chantagem e sendo vítimas até de agressões verbais e físicas.

O sistema de ensino também está saturado. Enquanto os pais perdem toda a sua autoridade, os professores estão na posição de estabelecer limites para crianças que foram educadas para desobedecer e desafiar em prol de suas demandas. Chega-se ao ponto em que o professor que tenta estabelecer normas, recebe reclamações de pais que não permitem que qualquer pessoa exerça autoridade sobre seus filhos. Isso reforça e fortalece as atitudes da criança imperador.

A criança imperador na adolescência

Na adolescência, as crianças imperadores consolidaram seus padrões comportamentais e morais, sendo incapazes de conceber que alguma autoridade externa possa impor limites. Em casos graves, podem chegar a agredir seus pais, sendo uma queixa cada vez mais frequente em delegacias de polícia. Na verdade, são as mães que mais sofrem, comparativamente, agressões e abusos por parte de seus filhos.

Cimentando a boa educação desde a infância

Os psicólogos e psicopedagogos concordam que é imprescindível definir uma base sólida na educação das crianças. Para educar futuros filhos, adolescentes e adultos saudáveis, livres e responsáveis, não devemos abrir mão da demarcação de limites claros, permitindo que a criança experimente algum grau de frustração para entender que o mundo não gira em torno do seu ego.

Fonte: Psicologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Experimento Social: Como Você Reagiria se Testemunhasse um Estupro?






Já que a Suécia é o país onde há mais denúncias de estupros, dois russos decidiram fazer uma forte experiência social em Estocolmo. Os jovens se trancaram em um carro suspeito enquanto uma menina gritava por socorro aos transeuntes. Durante o experimento, cerca de 85% das testemunhas do "estupro" decidiu ignorar e sequer ligou para a polícia. Como você reagiria?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

10 Filmes sobre Transtornos Mentais e Psicologia


A psicologia também tem o seu lugar no cinema. É claro que quase todo filme pode ter uma leitura psicológica de seus personagens ou de quem o dirigiu. No entanto, esta lista de filmes sobre psicologia é especialmente recomendada para qualquer pessoa interessada em entender um pouco mais sobre a disciplina:




1. O Príncipe das Marés (1991)

Melodrama romântico dirigido por Barbra Streisand, baseado no livro homônimo de Pat Conroy. Embora seja uma história baseada no amor e no perdão, também fala sobre os traumas da infância e das consequências que podem ter na idade adulta.

2. O Escafandro e a Borboleta (2007)

Este é um filme que fala sobre as consequências psicológicas de ter uma deficiência física. O protagonista, o ex-editor da revista Elle, está preso em seu próprio corpo, devido à chamada síndrome do enclausuramento, que o deixa incapaz de mover qualquer membro, exceto um olho. Este olho será a única forma de comunicação com as outras pessoas, e que o permitiu escrever uma autobiografia, a mesma em que este filme foi baseado e que compartilha seu nome. O filme também contêm uma carga emocional significativa. É uma reflexão sobre a relação entre a mente (ou melhor, a consciência) e o próprio corpo.

3. Um estranho no ninho (1975)

Neste filme, estrelado pelo ilustre Jack Nicholson, aparecem os problemas essenciais da tradição que sustenta muitas instituições para doentes mentais: a subestimação do interno e agente responsável pela sua própria vida, os rótulos diagnósticos e os métodos invasivos para mudar padrões de comportamento. Ele é baseado no romance de Ken Kesey e ganhou muitos prêmios devido à sua técnica perfeita e mensagem humanista que transmite.

4. Memento (2000)

O filme combina uma exemplificação perfeita do que é a amnésia anterógrada (um distúrbio no qual novas memórias não são formadas) com uma forma de comunicar que nos faz compreender melhor esse transtorno. O filme é composto por dois tipos de cenas, umas em preto e branco e outras coloridas, que indicam o tempo (futuro ou passado) em que ocorrem. O filme também nos faz questionar como fica a identidade quando não existe memória para conectar as experiências que vivenciamos.



5. Take Shelter (2011)

Um pai de família comum começa a ceder ao medo de um possível apocalipse sem qualquer explicação racional. A partir desse momento, em uma espiral de decisões precipitadas sem que saibamos se existem motivos reais para o comportamento do personagem ou se ele está delirando. Este filme pode ser incluído em nossa lista de filmes sobre psicologia pelas sensações que desperta, embora seja mais uma metáfora para o estilo de vida americano, profundamente baseado na propriedade privada, do que a ilustração de uma paranoia.

6. Funny Games (1997)

Uma família em férias é feita refém em sua própria casa por dois homens que se vestem como golfistas. A partir dessa premissa, o diretor austríaco Michael Haneke, demora mais de uma hora para nos mostrar o que acontece quando a psicopatia é combinada com uma alta dose de maldade e vontade de acabar com o próximo. A abordagem realista combinada com um componente de meta ficção, onde o espectador é interpelado diretamente pelo que está vendo, não ajudam a tornar o filme mais leve. Filme não recomendado para estômagos sensíveis.

7. Sou um cyborg (2006)



Muito mais lírico do que o filme anterior, Sou um cyborg é um filme ambientado na Coréia do Sul, onde uma jovem mulher é internada num hospital psiquiátrico por causa de suas alucinações. É uma história de amor em que o pretendente, que também está internado, vai entendendo a realidade paralela criada pela protagonista, sua lógica oculta, para ajudá-la.

8. O experimento (2001)

Uma lista de filmes sobre psicologia não poderia excluir o aspecto social do nosso comportamento. O experimento é um filme baseado numa experiência realizada em 1971, na prisão de Stanford, sob a liderança do psicólogo Philip Zimbardo. Várias pessoas foram divididas aleatoriamente em duas categorias: guardas de uma prisão fictícia e seus prisioneiros. Durante este experimento, que terminou de forma precipitada por sair do controle dos experimentadores, se pode ver até que ponto elementos sociais superficiais, como fazer parte de um grupo, podem mudar completamente a moralidade das pessoas.

9. Melhor ... impossível (1997)

O transtorno obsessivo-compulsivo é retratado aqui de forma bem humorada. Melvin Udall (Jack Nicholson) constrói o seu dia a dia com uma rotina inquebrável e uma capacidade única de ser detestável. Udall vai deixando que as compulsões e os padrões repetitivos de comportamento ditem a sua vida, até que um dia uma novidade cruza seu caminho e muda o seu caráter de uma forma positiva.

10. A laranja mecânica (1971)

Um dos grandes clássicos de Stanley Kubrick, baseado em um romance de mesmo nome. O protagonista está acostumado a uma vida de violência e desordem por causa de um provável transtorno de personalidade anti-social. Quando foi preso, um grupo de técnicos decidiu testar um método para suprimir impulsos violentos através de uma boa dose de psicologia comportamental. Este filme discorre sobre a crença em pequenos gatilhos invisíveis que ativam certos padrões de comportamento e que estão fora do controle da pessoa. Esta utopia futurista é considerada por muitos como a rainha dos filmes sobre psicologia.

Fonte: Psicologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 7 de abril de 2015

Mecanismos de Defesa: 10 Maneiras de Não Enfrentar a Realidade



Os mecanismos de defesa da psicanálise

Sigmund Freud falou que o papel do EGO é satisfazer os impulsos de ID e não ofender o caráter moral do SUPER EGO, enquanto a realidade é apreciada. Não é uma tarefa fácil, e Freud descreveu os mecanismos que usamos para gerenciar os conflitos entre essas instâncias psíquicas. Mecanismos de defesa, portanto, são procedimentos inconscientes que mantem o equilíbrio psicológico ao enfrentarmos a ansiedade associada à exposição consciente de uma representação pulsional (sexual ou agressiva) ou com a transgressão de um código moral.




Mecanismos de defesa são formas incorretas de resolver um conflito psicológico e podem levar a distúrbios na mente, no comportamento e, em casos extremos, na somatização do conflito psicológico. Aqui estão 10 mecanismos de defesa:

1. Deslocamento

Refere-se ao redirecionamento de um pulso (geralmente uma agressão) para uma pessoa ou objeto. Por exemplo, alguém que está frustrado com seu chefe e chuta o seu cão.

2. Sublimação

É similar ao redirecionamento, mas o impulso é canalizado para uma forma mais aceitável. Um instinto sexual é sublimado em um propósito não-sexual, sendo redirecionado para uma atividade aceita socialmente, como uma atividade artística, física ou objetos de pesquisa intelectual.

3. Repressão

É o primeiro mecanismo de defesa descoberto por Freud. Refere-se ao fato do EGO reprimir desejos e pensamentos que causariam dor se estivessem no nível consciente, pois a satisfação do desejo reprimido é inconciliável com outras exigências do SUPER EGO.

4. Projeção

Refere-se a indivíduos que atribuem os seus próprios pensamentos, motivos ou sentimentos para outra pessoa. As projeções mais comuns são comportamentos agressivos que levam a um sentimento de culpa e fantasias não-aceitas socialmente ou pensamentos sexuais. Por exemplo, uma garota odeia sua companheira de quarto e seu SUPER EGO diz que isso é inaceitável. Seu EGO então resolve o problema projetando o ódio para a outra pessoa, e acreditando que é a companheira de quarto que odeia ela.

5. Negação

É o mecanismo pelo qual o sujeito bloqueia eventos externos para que não façam parte da consciência e, portanto, trata aspectos óbvios da realidade como inexistentes. Por exemplo, um fumante que nega que o tabagismo pode causar sérios problemas para sua saúde.

6. Regressão

Refere-se a qualquer retrocesso a situações ou hábitos anteriores, um retorno a padrões de comportamento imaturos. Por exemplo, um adolescente que ao não receber permissão para sair no fim de semana, tem um acesso de raiva e choro na frente de seus pais.

7. Formação Reativa

Os impulsos são apenas reprimidos, mas também são controlados através do exagero do comportamento oposto. Ou seja, a ocorrência de um pensamento doloroso é substituído por outro, mais agradável. Por exemplo, uma pessoa está muito irritada com um amigo, mas diz que está tudo bem para evitar uma discussão.

8. Isolamento

É um mecanismo pelo qual as memórias se divorciam dos sentimentos, para que a pessoa consiga suportar os fatos. Se separa uma memória intolerável para o EGO das emoções que ela produz, assim ela permanece na consciência de uma forma enfraquecida. Por exemplo, falar  de um evento traumático como algo normal, como se estivesse falando sobre o tempo.

9. Condensação



É um mecanismo pelo qual os elementos do inconsciente (conteúdo latente) são combinados em uma única imagem ou objeto durante o sono. É a concentração de vários significados num único símbolo. O processo de condensação faz com que a história do conteúdo manifesto seja muito menor do que a descrição do conteúdo latente. É um termo que surgiu das explicações psicanalíticas sobre a origem dos sonhos.

10. Racionalização

A racionalização é a substituição da razão verdadeira, mas não-aceitável, por outra, aceitável. Ou seja, altera-se a perspectiva da realidade por meio de uma explicação diferente. Por exemplo, uma mulher se apaixona perdidamente por um homem. Um mês depois ele deixa a mulher alegando que ela não tem auto-confiança e não o deixava respirar. Mesmo depois do terceiro término consecutivo, pela mesma razão, ela conclui: "Eu sabia que este homem era um perdedor".

Fonte: Psicologiaymente traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Comentarista Com Formação em Psicologia Chama as Pessoas Depressivas De Covardes



O jornalista do SBT Santa Catarina, Luiz Carlos Prates, psicólogo por formação, criou polêmica mais uma vez nesta semana, por conta de seus comentários considerados preconceituosos.

Na última segunda (30), no telejornal "SBT Meio Dia", Prates falou sobre o co-piloto Andreas Lubitz, que derrubou um avião de propósito na França e matou 150 pessoas. O rapaz sofria de depressão e escondeu isso da empresa área.




Usando este caso, que é de fato uma exceção, o jornalista falou sobre depressão e acabou sendo desrespeitoso. Disse que pessoas depressivas são "covardes existenciais" e que deviam ser "execrados" e "desprezados".

"Nessa hora também entra o caráter. A pessoa pode, por exemplo, se suicidar. Ou pior, matar outras pessoas. Todos os depressivos são pessoas frustradas. Não são dignas de pena. O que a gente precisa é sacudir esses doentes, para que eles reflitam e revejam o que realmente é importante na vida deles, porque senão ele pode ser um perigo para ele e para a sociedade", disse Prates.

Prates diz que, se necessário, despreza os depressivos

O apresentador opinou ainda comentando que estatisticamente os depressivos são mais perigosos para os outros. Para o jornalista, o copiloto que matou todos no acidente aéreo não tem que "ser chorado", mas sim "execrado". "Que o demônio receba com os braços abertos (...) O depressivo não precisa de carinho, mas sim ser apresentado às duras verdades, nada de pena, já que é um covarde. Não sinto pena de quem tem depressão, mas se for necessário, até desprezo essas pessoas", finalizou.




Ele tem longa folha corrida de serviços prestados à burrice e ao preconceito. Quando na RBS, culpou “os miseráveis” pelo aumento de acidentes de carros.

A ditadura foi responsável por um período em que o país “nunca cresceu tanto”, disse. “Estradas rasgaram o Brasil, universidades foram multiplicadas. Ciência e tecnologia começaram para valer no país sob a tutela dos militares.” Liberdade ele tinha como jovem. “Não era molestado por quem quer que seja. Eu tinha segurança de cidadão brasileiro. Hoje, saia a noite. Não tem mais segurança”.

Ele acha que precisamos de aulas de moral e cívica e tem receitas para as famílias. Uma criança “gazeteira” de 8 anos está perdida. Ela não vai mais “se emendar”. “Ela já passou de formação do caráter, que vai até aos seis anos, se tanto. Daqui em diante, será sempre um cara perigoso, para não dizer pior”, afirma.

Não vamos colocar o vídeo do tal comentarista que se diz psicólogo de formação. Além de conter uma série de asneiras sobre o que é a depressão, ele incita as pessoas a acreditarem que a depressão está ligada à atitude homicida do copiloto, o que não tem nada a ver. Esses discursos de ódio, preconceituosos e generalizantes são uma tática que estes comentaristas de opinião se utilizam para ganhar destaque nacional. Muito triste que as coisas sejam assim. 

5 Coisas que Alice no País das Maravilhas nos Revela Sobre o Funcionamento do Cérebro


Por David Robson

O conto popular de Lewis Carroll contem algumas verdades sobre o cérebro humano que estão inspirando os neurocientistas. 

Lewis Carroll foi incrivelmente modesto em sua obra-prima. "A heroína passa uma hora no subsolo e atende vários pássaros, animais, etc (sem fadas), dotados de fala", escreveu ele. "A coisa toda é um sonho, mas eu não vou revelar o final".




Agora, um século e meio depois de Alice ter feito sua primeira jornada - o conto humilde de Carroll inspirou inúmeros filmes, pinturas e até mesmo um ballet. Mas o mais curioso é a maneira como o conto como moldou a nossa compreensão do cérebro. Não apenas a psicologia freudiana, mas inclusive a neurociência moderna.

Memória, linguagem e consciência: muito antes de termos acesso à tecnologia para mapear as maravilhas do cérebro, Carroll já traçava seus contornos com seus experimentos mentais lúdicos. "Ele explora muitas possibilidades sobre a continuidade do self, como lembramos do passado e pensamos no futuro - há muita riqueza sobre o que sabemos da ciência cognitiva", diz Alison Gopnik, da Universidade da Califórnia , Berkeley.

Todos podemos aprender um pouco sobre nós mesmos a partir de Alice no País das Maravilhas - se vislumbrarmos da maneira correta. 

"Me beba"

"Bem, eu vou comê-lo", disse Alice, ´´e se me fizer crescer, eu poderei alcançar a chave; e se me fizer ficar menor, poderei rastejar por baixo da porta; por isso, de qualquer maneira eu entrarei no jardim, e não me importo com o que vai acontecer! "
Em uma de suas primeiras aventuras, Alice encontra uma poção com "Me beba" em seu rótulo, e que a deixou com apenas 10 centímetros de altura. Mas um bolo mágico tem o efeito oposto - e agora ela está tão grande que a sua cabeça bate no teto. As cenas estão entre as mais memoráveis ​​do livro - e chamaram a atenção dos cientistas.

Em 1955, um psiquiatra chamado John Todd descobriu que alguns pacientes relataram exatamente o mesmo sentimento de "abrir-se como um telescópio". A doença é conhecida como Síndrome da Alice no País das Maravilhas, e parece ser mais comum em crianças. "Eu ouvi pacientes dizendo que as coisas apareciam de cabeça para baixo, ou que a mãe estava do outro lado da sala e, do nada, aparecia do seu lado", diz Grant Liu, um neurologista da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, que estudou o fenômeno.



Diários de Carroll mostram que ele sofria de enxaquecas, que muitas vezes desencadeiam a síndrome - levando alguns a especular que ele estava usando suas próprias experiências como inspiração. Liu suspeita que a síndrome possa ter criado a atividade anormal nos lobos parietais, que são responsáveis ​​pela percepção espacial, distorcendo o sentido de perspectiva e distância. Mas, apesar do fato serem perturbadoras, essas ilusões passageiras são geralmente inofensivas. "A maioria não se afeta - e nós apenas fornecemos a garantia de que o paciente não está louco e que qualquer um pode ter estas experiências", diz Liu. Hoje, os neurocientistas estão tentando evocar a ilusão em indivíduos saudáveis ​​- eles acreditam que assim poderiam explicar a forma como criamos o nosso senso de self no aqui e agora.

A duquesa e o gato Cheshire

Desta vez, não poderia haver nenhum erro: era nada mais nada menos que um porco, e ela sentiu que seria absurdo continuar carregando-o.
Alice nos País das Maravilhas é cheio de personagens que se metamorfoseiam, incluindo a Duquesa e o seu bebê chorão. Enquanto Alice o segura em seus braços, o nariz do bebê se torna mais arrebitado; seus olhos ficam mais próximos um do outro, e ele começa a grunhir. Antes que ela soubesse, o bebê se transformou em um porco. Em outra parte, Alice joga críquete com flamingos como se fossem clubes, e se encontra com o gato Cheshire sorrindo, cujo sorriso permanece mesmo quando seu corpo desaparece.

Os sonhos muitas vezes contêm objetos que se transformam em novas identidades, e essa característica é uma das maneiras mais inteligentes que as aventuras de Alice evocam de uma mente adormecida - junto com a estranha sensação de que o tempo está brincando com ela. Neurocientistas acreditam que o fenômeno decorre pela forma como o cérebro consolida as memórias durante o sono; uma vez que consolida as lembranças, ele desenha ligações entre diferentes eventos para construir a uma história. Quando cruza a memória de um porco com um evento sobre um bebê, por exemplo, ambos se fundem na paisagem do sonho, gerando um efeito surreal.

Humpty Dumpty e Jabberwocky

"Meu NOME é Alice, mas...""É um nome bem idiota!" Humpty Dumpty interrompeu impaciente. "O que quer dizer?""Um nome PRECISA significar alguma coisa?" Perguntou Alice."É claro que deve," disse Humpty Dumpty com uma risada curta: "Meu nome significa a forma que sou - e uma forma muito legal. Com um nome como o seu, você pode ser de qualquer forma".
As aventuras de Alice em Através do Espelho continuam essas explorações - incluindo algumas incursões lúdicas sobre a natureza do discurso.

Fundamentalmente, Alice encontra Humpty Dumpty, e sua conversa explora a natureza das palavras. Pode uma frase de duas palavras como Humpty Dumpty evocar sua "forma muito legal" melhor do que outros sons aleatórios? Esta é uma questão filosófica antiga que remonta a Platão. Anteriormente, os cientistas tinham assumido que seria impossível - as palavras são arbitrárias e não há nenhum significado inato nos sons. Mas agora parece que Humpty estava certo.

Considere as palavras "kiki" e "bouba". Se fossem dadas várias formas para serem rotuladas, a maioria das pessoas escolheriam kiki para um objeto pontiagudo e bouba para uma forma redonda. Tal "simbolismo do som" agora é uma área popular de pesquisa, embora a razão ainda não seja totalmente clara; uma teoria é que a associação venha das formas que os lábios fazem ao se articular os sons.

Seja qual for a causa, isso significa que você pode, por vezes, adivinhar o significado de palavras estrangeiras com uma precisão melhor do que o acaso; isso também pode influenciar nos apelidos dados às pessoas, de modo que, como Humpty Dumpty, eles realmente reflitam a sua aparência. O mais intrigante é que alguns pesquisadores suspeitam que isso poderia ser resultado de "fósseis linguísticos" que refletem as primeiras expressões da humanidade.

A Rainha Branca e viagem mental no tempo

"É uma espécie de memória pobre que só funciona para trás," comentou a rainha."Que tipo de coisas você se lembra melhor?" Alice aventurou-se a perguntar."Oh, as coisas que aconteceram na semana depois da próxima", respondeu a rainha em tom descuidado.
Mais tarde, em sua jornada, Alice tem longas discussões com a Rainha Branca. Ela é uma das criações mais desconcertantes de Carroll, alegando ter uma estranha forma de previdência. Na verdade, seus comentários sobre a memória são surpreendentemente visionários. "Uma vez que os neurocientistas em meados dos anos 2000 começaram a descobrir que a memória não está relacionada somente com o passado, mas, principalmente, na utilidade que ela tem para ajudar a resolver problemas futuros", diz Eleanor Maguire do University College London, que muitas vezes usa a Rainha Branca para ilustrar a ideia. "Você precisa se projetar para a frente para trabalhar melhor o curso de ação."

Uma possibilidade é que ao imaginarmos o futuro, separamos nossas lembranças e, em seguida, as unimos numa montagem para representar um novo cenário. Desta forma, a memória e a previsão utilizam a mesma "viagem mental no tempo" pelas mesmas áreas do cérebro. Maguire, por exemplo, estudou pessoas com danos no hipocampo; a lesão significa que elas não conseguem se lembrar do seu passado, mas ela descobriu que esses paciente também têm o mesmo problema com relação à antecipação de fatos vindouros. "Pedimos para imaginarem um encontro com algum amigo no próximo fim de semana - e eles simplesmente não conseguiam". O mesmo aconteceu quando foram convidados a imaginarem uma futura caminha à beira mar. "Eles sabiam que teria areia e mar, mas não conseguiam visualizar a situação em suas mentes". Em outras palavras, ao contrário da Rainha Branca, eles estão presos para sempre no presente.

Você pode ter pensamentos impossíveis?

"Não adianta tentar," Disse Alice: "Não se pode acreditar em coisas impossíveis""Eu ouso dizer que você não tem muita prática", disse a Rainha. "Quando eu tinha a sua idade, sempre fazia isso por meia hora todos os dias. Por que, às vezes eu acreditava em seis coisas impossíveis, antes mesmo do café da manhã".
Continuando sua exploração da imaginação humana, a rainha elogia as virtudes de pensar o impossível. A passagem falou com Gopnik, que se apaixonou pela história de Alice no país das maravilhas desde a primeira vez que ouviu sua mãe contar, quando tinha 3 anos de idade, agora ela tem uma carreira onde estuda a forma como construímos nossas imaginações.

Ela descobriu, por exemplo, que as crianças que brincam "acreditando no impossível" tendem a desenvolver uma cognição mais avançada. Elas são melhores em entender o pensamento hipotético, por exemplo, e tendem a desenvolver uma "teoria da mente" mais avançada, possibilitando com que tenham uma compreensão mais astuta sobre os motivos e intenções dos outros. "Muito do que elas fazem na brincadeira é formar uma hipótese e segui-la até a conclusão lógica", diz Gopnik. "O interessante é que Carroll também era um mágico e você pode ver essa mesma capacidade quando toma uma premissa para chegar à uma conclusão absurda".

Travis Proulx na Universidade de Tilburg, na Holanda, examinou a forma como uma literatura surreal e absurda, como a de Carroll, influencia a nossa cognição. Ele descobriu que, romper as nossas expectativas em um mundo estranho, alienígena, com histórias fantásticas, faz com que nosso cérebro seja mais flexível, nos tornando mais criativos e ágeis para aprender novas ideias. ´´Não tenho nenhuma dúvida de que estimular esses estados mentais contribui para o desenvolvimento da aprendizagem e origina novas conexões", diz Proulx.

Gopnik aponta que algumas drogas alucinógenas também podem ajudar a chegar ao estado infantil de livre-associação, mas a leitura certamente é o caminho mais seguro para voltar o relógio e ver o mundo a partir de uma nova perspectiva. Como Carroll escreve: "Por isso, muitas coisas ´´fora do comum´´ aconteceram depois que Alice começou a acreditar que, de fato, pouquíssimas coisas eram realmente impossíveis". Seus leitores certamente concordam.

Fonte: BBC traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 2 de abril de 2015

"Eu vi uma menina de rua e quase vomitei´´: Vídeo comovente mostra pessoas desabrigadas chorando enquanto leem mensagens de ódio postadas no Twitter contra elas


Como parte da campanha Humans for Humans, a organização sem fins lucrativos, Raising the Roof, fez um vídeo de partir o coração, onde desabrigados leem mensagens cruéis, deixadas por várias pessoas nas redes sociais, em voz alta.




O objetivo deste trabalho é sensibilizar a sociedade e mostrar que aqueles que não têm onde morar também são seres humanos. "Só assim as pessoas vão parar de dizer coisas tão cruéis ​​e de assumir que os estereótipos são verdadeiros", disse o diretor-executivo da organização, Carolann Barr.

Algumas frases que vi os sem-teto lendo: "Eu odeio os sem-teto, não sinto pena de você, se você quiser mudar, mude para bem longe de mim com essa cara suja e fedorenta", "Eu odeio fica frio, porque então todos os vagabundos entram no ônibus", "Eu gostaria que os 'sem-teto' fossem para o inferno", " Eu vi uma menina de rua e quase vomitei. Volte para o seu lugar debaixo da ponte, ninguém ama você" ou "Se o nosso coração reside em nosso lar, então um sem-teto não tem coração?´´

´´O fato destas palavras terem causado tanta dor é a prova de que essas pessoas têm sim um coração", diz Barr. "As palavras podem machucar muito", diz ele.

Fonte: DailyMail traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 31 de março de 2015

8 Mitos Sobre Suas Emoções E Como Eles Podem Prejudicar Você


Por Amy Morin 

Como sociedade, não falamos muito sobre nossas emoções. As conversas tendem a se concentrar mais no que estamos fazendo ou no que estamos pensando. Na verdade, a maioria das pessoas acham que é mais fácil começar frases com: "Eu acho que..." em vez de "Eu sinto que...", simplesmente porque soa menos estranho.




A maioria de nós nunca foi instruído sobre seus sentimentos. Em vez disso, esperamos aprender formas socialmente aceitáveis ​​de lidar com nossos sentimentos apenas observando as pessoas ao nosso redor. Mas a verdade é que muitas pessoas não representam um modelo saudável de como lidar com nossos sentimentos.

As normas sociais divergem sobre o que é considerado "aceitável" quando o assunto é lidar e falar sobre sentimentos. Há também muitas diferenças culturais sobre como identificar e gerir as emoções. Na verdade, a maioria das línguas têm palavras para designar certas emoções, que não possui tradução equivalente para outras línguas. 

Não é à toa que exista tanta confusão sobre as emoções. Aqui estão oito dos equívocos mais comuns:

1. "Eu deveria me sentir diferente."

Muitas pessoas dizem coisas como: "Eu sei que eu não deveria estar tão chateada com algo tão pequeno", ou, "eu deveria estar me sentindo mais feliz". Mas não existe nenhuma regra dizendo que a sua reação emocional está errada. Em vez de desperdiçar energia se debatendo contra o que você está sentindo, aceite a sua emoção e o modo como você reage à ela.

2. "Botar pra fora vai me fazer sentir melhor."

Um equívoco muito generalizado é a crença de que se você não falar sobre o que está sentindo para alguém, você vai "suprimir suas emoções" ou "sufocar seus sentimentos". Mas pesquisas mostram que o oposto é verdadeiro, pelo menos quando se trata de raiva. Esmurrar um travesseiro ou reclamar para todo mundo que você conhece só vai aumentar sua excitação, e não vai fazer você se sentir melhor.

3. "Tentar controlar minhas emoções é sinônimo de se comportar como um robô."

Muitas pessoas pensam que regular suas emoções significa agir como se elas não tivessem sentimentos. Esse não é o caso. Uma visão realista das emoções mostra que somos capazes de experimentar uma vasta gama de emoções, mas não precisamos ser controlados por eles. Depois de um dia difícil, escolher fazer alguma coisa para ajudá-lo a se sentir melhor, em vez de ficar de mau humor, é uma habilidade saudável.

4. "Algumas pessoas têm o poder de me fazer sentir determinadas emoções."



Muitas pessoas dizem coisas como: "Meu chefe me deixa louca", ou: "Minha madrasta faz eu me sentir mal comigo mesma". Na realidade, ninguém pode fazer você sentir algo. Outras pessoas podem influenciar a forma como você se sente, mas você é o único responsável por suas emoções.

5. "Não consigo lidar com emoções desconfortáveis."

Quando a pessoa duvida da sua capacidade de tolerar certas emoções, ela acaba se evadindo. Alguém que experimenta ataques freqüentes de ansiedade pode deixar escapar as oportunidades de ser promovido. Uma pessoa que se sente desconfortável com o confronto pode evitar um encontro com um colega de trabalho para resolver algum problema ocasional. Aprender a lidar com as emoções desconfortáveis ​​constrói autoconfiança. Quando você não permite que as suas emoções dominem o seu comportamento, você aprende que pode lidar com a situação muito melhor do que imaginava.

6. "As emoções negativas são ruins."

É fácil categorizar emoções como sendo "boas" ou "ruins", mas os sentimentos em si não são positivos ou negativos. É o que nós escolhemos fazer com essas emoções o que faz a diferença. A raiva, por exemplo, muitas vezes é como um soco no estômago. Enquanto algumas pessoas fazem escolhas horríveis quando estão raivosas, outras optam por usar a raiva de uma forma pró-ativa. Muitas das mudanças positivas no mundo nunca teriam ocorrido se os ativistas não tivessem se enfurecido com as injustiças que presenciaram.

7. "Mostrar a emoção é um sinal de fraqueza."

Embora seja uma habilidade social saudável, para se comportarmos profissionalmente, baixar a guarda e revelar os seus sentimentos não é um sinal de fraqueza. De fato, ser consciente de suas emoções e tomar uma decisão consciente de compartilhar essas emoções com os outros, quando for socialmente apropriado, é um sinal de força.

O desenvolvimento de uma consciência sobre suas emoções pode ser difícil quando você não está acostumado a refletir sobre o que sente. Como a maioria das habilidades de vida, sua capacidade de reconhecer, tolerar e regular suas emoções irá melhorar com a prática. O aumento da auto-consciência emocional é fundamental para a construção do sucesso em sua vida pessoal e profissional.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 30 de março de 2015

A Lei Mais Poderosa Da Atração


Por Scott Barry Kaufman 

"Uma indescritível aura enigmática vai fazer as pessoas quererem saber mais, atraindo-as para o seu círculo... A hora em que as pessoas saberem o que podem esperar de você, o seu feitiço sobre elas estará quebrado." - Robert Greene, The Art of Seduction 
As pessoas gostam de pessoas que gostam delas. Esta é uma das descobertas mais replicadas em toda a psicologia social. Mas as pessoas também gostam de pessoas que podem gostar delas. Este é um dos princípios mais conhecidos da sedução.




Ao receber sinais claros de interesse de alguém, a pessoa fica momentaneamente satisfeita, adapta-se rapidamente, e o caso está encerrado. Mas quando o interesse é incerto, a pessoa pode pensar em outra coisa; ela ficará constantemente em busca de uma explicação. Eventualmente, a pessoa interpreta esses pensamentos como sinais de que está gostando e pensa: "Puxa, eu devo realmente gostar desta pessoa já que não consigo parar de pensar nela!". Cada pétala arrancada da rosa se perguntando: "Ele me ama, ele não me ama..." é um passo a mais em direção à atração.

Mas qual é a força mais potente da sedução: o conhecido princípio da reciprocidade da psicologia social (pessoas gostam de pessoas que gostam delas) ou o princípio da incerteza (pessoas gostam de pessoas que podem gostar delas)?

Erin Whitchurch e seus colegas conduziram um estudo com 47 estudantes universitários do sexo feminino para descobrir. Foi dito a cada mulher que vários estudantes do sexo masculino tinham visto seu perfil no Facebook e avaliado o quanto eles gostariam de conhecê-la.

A um grupo de garotas foi dito que elas veriam os quatro homens que as classificaram com a mais elevada nota (a condição "gostar-mais"). Outro grupo de mulheres foi informado de que elas estariam vendo os quatro homens que lhes deram notas médias (a condição "gostar-médio"). Finalmente, a um outro grupo de mulheres foi dito que era desconhecido o quanto cada homem gostava delas (a condição "incerta"). Em seguia, as mulheres viram quatro perfis fictícios de estudantes universitários do sexo masculino no Facebook.

Depois de ver os perfis, elas relataram o seu humor e avaliaram vários aspectos de sua atração pelos estudantes do sexo masculino (por exemplo, "alguém para quem eu ligaria"). As participantes, em seguida, avaliaram o seu estado de espírito e também relataram a medida em que os pensamentos sobre os homens tinham "surgido em sua cabeça" durante os 15 minutos passados.



Os pesquisadores encontraram evidências do princípio da reciprocidade: As mulheres gostaram mais dos homens quando foram levadas a crer que eles ´´gostavam-mais´´, em comparação com quando elas foram induzidas a acreditar que eles ´´gostavam-médio´´.

As mulheres da condição ´´incerta´´, no entanto, foram as que se sentiram mais atraídas pelos homens. As mulheres também relataram pensar mais sobre os homens na condição ´´incerta´´, e haviam evidências experimentais de que os efeitos da incerteza sobre a atração se deviam à frequência dos seus pensamentos. Em outras palavras, não foi a incerteza por si só que tornou os homens atraentes, mas os pensamentos que induziram.

As mulheres na condição ´´gostar-mais´´ relataram um estado de espírito mais positivo do que as mulheres na condição ´´gostar-médio´´, mas não houve diferença no humor entre as mulheres na condição ´´incerta´´ e as da condição ´´gostar-mais´´. As mulheres se sentiram tão positivas na condição de incerteza quanto na condição em que sabiam que os homens gostavam delas.

Este estudo é importante, pois é o primeiro a manipular diferentes graus de certeza. Ele também coloca uma nova rodada sobre a questão de "fazer jogo duro para conquistar": Ao que tudo indica, ser difícil não é atraente, mas ser misterioso é. Segundo os pesquisadores, "as pessoas que criam incerteza sobre o quanto elas gostam de alguém pode aumentar o interesse da pessoa."

É claro que o estudo tem limitações: para começar, envolveu apenas as fêmeas. Seria interessante ver se os homens também são tão afetados pela incerteza. Além disso, apenas a atração inicial foi medida. Uma vez que as mulheres começam a conhecer melhor os homens misteriosos, o feitiço sedutor pode muito bem desaparecer. Mas, como apontam os pesquisadores, o estudo ainda tem implicações no mundo real. Muitas pessoas encontram potenciais companheiros on-line e recebem  tantas informações quanto as mulheres que participaram deste estudo.

Quando se trata de sedução, parece uma das forças mais potentes é o fascínio pelo desconhecido.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

domingo, 29 de março de 2015

7 Hábitos de Pessoas Realmente Genuínas


Por Guy Winch

Tendemos a valorizar pessoas "verdadeiras" e pensar mal daquelas que percebemos como "falsas", mas por quê? Afinal de contas, o que motiva a "falsidade" é um esforço para parecer mais atraente ou impressionante, por isso não deveríamos achar as pessoas que se preocupam com as nossas opiniões mais atraentes do que aquelas que, por definição, agem à sua própria maneira, independentemente do que pensamos?

Não, não deveríamos por três razões básicas:





  • Somos muito mais propensos a confiar em uma pessoa genuína do que em uma falsa porque acreditamos que aqueles que são fiéis a si mesmos também são susceptíveis de serem fiéis e honestos com a gente.
  • Geralmente associamos a autenticidade com características atraentes, como força de caráter e resiliência emocional - assim, ser fiel a si mesmo indica confiança, tenacidade e, muitas vezes, até mesmo bravura.
  • Somos atraídos por qualidades como a unicidade e a individualidade, o que pessoas genuínas normalmente têm de sobra.
Muitos esforços de auto-aperfeiçoamento e auto-descoberta são necessários para se conseguir viver uma vida mais autêntica. Adotar os sete hábitos a seguir pode ajudá-lo a se tornar uma pessoa mais genuína, no entanto, o equilíbrio é importante. O exagero pode fazer mais mal do que bem, então não se esqueça de definir metas moderadas.


1. Pessoas genuínas falam o que pensam. Este é, na verdade, um hábito de dois passos. Pessoas genuínas tomam algum tempo para descobrir as suas próprias opiniões e perspectivas, e não têm vergonha de partilhá-las com os outros. A maneira pela qual compartilham suas opiniões também é importante: pessoas genuínas ficam confortáveis ao ​​apresentar suas idéias, elas não sentem necessidade de convencer os outros de que estão certas. Uma coisa que os ajudam a entrar em contato com suas verdadeiras opiniões e perspectivas é ...

2. Pessoas genuínas respondem às expectativas internas e não externas. Pessoas genuínas passam tempo explorando suas próprias crenças, ideais, padrões e expectativas, porque elas contam com estas respostas para se orientarem na vida. É claro que identificar suas próprias ideias e crenças não é uma tarefa fácil, uma vez que elas podem facilmente entrar em conflito com as crenças e padrões da família, comunidade e cultura em que você foi criado. Na verdade, ser autêntico é freqüentemente associado com ser corajoso porque...

3. Pessoas genuínas forjam seus próprios caminhos. Ser autêntico não é apenas sobre o que você pensa ou diz, mas também sobre o que você faz no mundo. Ser guiado por uma bússola interna não significa ter que seguir as rotas convencionais para atingir seus objetivos. Portanto, pessoas genuínas procuram descobrir sua própria maneira de alcançar seus propósitos, muitas vezes, forjando um caminho totalmente novo. O risco de forjar um caminho novo é não ter a certeza de que todos os seus esforços serão recompensados. No entanto...

4. Pessoas genuínas não se sentem ameaçadas pelo erro. A razão pela qual a maioria das pessoas seguem rotas convencionais é que elas se sentem mais ´´seguras", e, portanto, mais propensas a alcançar o sucesso. Por outro lado, tomar a estrada menos (ou nunca) escolhida é arriscado e pode levar ao fracasso. No entanto, pessoas genuínas não se sentem ameaçadas pela ideia do fracasso. Na verdade, elas veem o fracasso como parte integrante de sua jornada, uma fonte de aprendizado e uma experiência enriquecedora a partir do qual elas podem crescer. Em outras palavras, elas veem seus erros como instruções, em vez de ameaças...



5. Pessoas genuínas admitem seus erros. Para ser fiel aos seus sentimentos e opiniões, primeiro você deve ser honesto consigo mesmo sobre seus os pensamentos, crenças e comportamentos - o que se assemelha a um confronto do bem contra o mal. Como tal, as pessoas genuínas são propensas a reconhecer suas falhas e deficiências, a aceitá-las, de modo que assumam a responsabilidade pelos resultados de suas ações. Na verdade, a capacidade de reconhecer suas falhas, erros e fracassos se estende para além do modo como eles se veem, de modo que...

6. Pessoas genuínas não julgam os outros. Ser honesto sobre suas próprias falhas e abraçar a individualidade e as diferenças, faz com que as pessoas genuínas sejam menos críticas e aceitem mais as pessoas ao seu redor. A relutância em ver as pessoas através de uma lente de parcialidade, ou de expectativas preconcebidas, lhes possibilita ter uma perspectiva mais pura dos outros. E todos os hábitos listados acima se baseiam em um núcleo característico das pessoas genuínas...

7. Pessoas genuínas têm auto-estima sólida. Ter auto-estima sólida significa ter uma auto-estima estável, que não é nem muito alta nem muito baixa. (Narcisistas, por exemplo, têm uma auto-estima alta, mas frágil). Como resultado, pessoas genuínas podem tolerar e absorver o fracasso e as críticas, admitir suas falhas, e serem aceitas pelos outros, porque elas não se sentem ameaçadas pela imperfeição. Na verdade, ter uma auto-estima sólida, por definição, faz com que você consiga absorver o feedback (tanto negativo quanto positivo) e reconheça os aspectos do seu caráter que precisam ser trabalhados, sem que isso diminua a sua auto-estima.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

sábado, 28 de março de 2015

´´O Trabalho´´: Uma Animação Crítica Sobre o Trabalho Moderno


Esta premiada animação, El Empleo (O Trabalho), dá um novo significado ao ato de "trabalhar para o homem." Criado pelo animador e ilustrador argentino Santiago Grasso, El Empleo retrata um mundo onde os seres humanos são meros objetos, ilustrando o trabalho no mundo do homem.




A história é de um homem sem nome indo para o trabalho. No entanto, no seu mundo bizarro os seres humanos são usados como objetos inanimados. Esta animação chocante mostra a natureza tediosa de nossas rotinas diárias, e como o poder do homem é utilizado na era moderna.

El Empleo é uma nova adição ao gênero curta-metragem, provando que tudo o que se precisa para transmitir uma mensagem complexa é uma mente inteligente.


sexta-feira, 27 de março de 2015

7 Razões Para Você Fazer Sexo Todos os Dias



Por Justin Gammil

1. O sexo mantém você em forma

Um estudo divulgado na revista científica PLUS ONE descobriu que, entre os jovens, o sexo queima uma média de 4,2 calorias por minuto para os homens e 3,1 calorias por minuto para as mulheres. Estima-se que se você tiver duas relações sexuais moderadamente ativas por semana, você vai queimar um extra de 5.000 calorias por ano! É um programa de exercícios que dificilmente alguém não vai gostar de fazer.




2. O sexo mantém você jovem

Acredita-se que ter altos níveis de DHEA, esteróide natural conhecido como "o hormônio anti-envelhecimento", seja a chave para manter o seu corpo apto por mais tempo. Durante o sexo, o DHEA é secretado por todo o corpo, e depois de um orgasmo, o nível no sangue sobe cinco vezes do seu valor normal. Além disso, o hormônio estrogênio também aumenta seus níveis durante o sexo, o que pode ter um efeito benéfico sobre a pele, ajudando a suavizar as linhas finas - especialmente após a menopausa, quando os níveis de estrogênio da mulher caem naturalmente.

3. O sexo torna você mais saudável

Um estudo feito na Escócia mostrou que as pessoas que fazem sexo, especificamente as mulheres, tinham a pressão arterial mais baixa do que as mulheres que se abstiveram. Pesquisadores da Universidade de Brigham Young encontraram os mesmos resultados. Outro estudo feito na Austrália concluiu que as pessoas que fazem sexo pelo menos três vezes por semana tem uma probabilidade 50% menor de morrerem por qualquer razão médica do que aqueles que têm apenas um orgasmo por mês.

4. O sexo é bom para a pele

Pelo fato do sexo ser, tecnicamente, uma forma de exercício aeróbico, os pesquisadores do Royal Edinburgh Hospital concluiram que o sexo é ótimo para a pele. As atividades sexuais intensas aumentam os níveis de oxigênio no corpo, o que também aumenta o fluxo de sangue e nutrientes para a pele, e empurra as células mais novas da pele para a superfície, fazendo com que se pareça mais saudável. Nas palavras do médico Dr. Marko Lens: "É apenas a minha experiência clínica, mas as mulheres que fazem sexo regularmente têm uma pele muito melhor do que as mulheres que não o fazem. Uma boa vida sexual significa uma pele melhor".

5. O sexo pode fazer seu dia

Se você for como eu, os primeiros 20 minutos da sua manhã determinam como será o resto do seu dia. O Dr Debby Herbenick descobriu que os adultos que fizeram sexo logo no começo da manhã, não ficaram apenas mais otimistas durante o resto dos seus dias, mas também se beneficiaram de um sistema imunológico mais fortalecido do que as pessoas que optaram por começar seu dia com uma xícara de café e uma torrada.

6. O sexo ajuda a se livrar de cólicas menstruais



A teoria é que as contrações musculares que ocorrem quando as mulheres atingem os níveis máximos de excitação, aliviam a tensão nos músculos do útero - os mesmos que causam as cólicas menstruais. Ao aliviar a tensão nesses músculos, portanto, alivia também a dor das cólicas menstruais. 

7. O sexo ajuda a se livrar da dor

De acordo com o Dr. Barry R. Komisaruk, da Universidade de Rutgers, "O orgasmo pode bloquear a dor. Descobrimos que a estimulação vaginal pode bloquear dores crônicas nas costas e nas pernas. Além disso, muitas mulheres têm relatado que a auto-estimulação genital pode reduzir cólicas menstruais, dores artríticas e, em alguns casos, até mesmo dores de cabeça".

Fonte: HeartInteligence traduzido e adaptado por Psiconlinews