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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Comentarista Com Formação em Psicologia Chama as Pessoas Depressivas De Covardes



O jornalista do SBT Santa Catarina, Luiz Carlos Prates, psicólogo por formação, criou polêmica mais uma vez nesta semana, por conta de seus comentários considerados preconceituosos.

Na última segunda (30), no telejornal "SBT Meio Dia", Prates falou sobre o co-piloto Andreas Lubitz, que derrubou um avião de propósito na França e matou 150 pessoas. O rapaz sofria de depressão e escondeu isso da empresa área.




Usando este caso, que é de fato uma exceção, o jornalista falou sobre depressão e acabou sendo desrespeitoso. Disse que pessoas depressivas são "covardes existenciais" e que deviam ser "execrados" e "desprezados".

"Nessa hora também entra o caráter. A pessoa pode, por exemplo, se suicidar. Ou pior, matar outras pessoas. Todos os depressivos são pessoas frustradas. Não são dignas de pena. O que a gente precisa é sacudir esses doentes, para que eles reflitam e revejam o que realmente é importante na vida deles, porque senão ele pode ser um perigo para ele e para a sociedade", disse Prates.

Prates diz que, se necessário, despreza os depressivos

O apresentador opinou ainda comentando que estatisticamente os depressivos são mais perigosos para os outros. Para o jornalista, o copiloto que matou todos no acidente aéreo não tem que "ser chorado", mas sim "execrado". "Que o demônio receba com os braços abertos (...) O depressivo não precisa de carinho, mas sim ser apresentado às duras verdades, nada de pena, já que é um covarde. Não sinto pena de quem tem depressão, mas se for necessário, até desprezo essas pessoas", finalizou.




Ele tem longa folha corrida de serviços prestados à burrice e ao preconceito. Quando na RBS, culpou “os miseráveis” pelo aumento de acidentes de carros.

A ditadura foi responsável por um período em que o país “nunca cresceu tanto”, disse. “Estradas rasgaram o Brasil, universidades foram multiplicadas. Ciência e tecnologia começaram para valer no país sob a tutela dos militares.” Liberdade ele tinha como jovem. “Não era molestado por quem quer que seja. Eu tinha segurança de cidadão brasileiro. Hoje, saia a noite. Não tem mais segurança”.

Ele acha que precisamos de aulas de moral e cívica e tem receitas para as famílias. Uma criança “gazeteira” de 8 anos está perdida. Ela não vai mais “se emendar”. “Ela já passou de formação do caráter, que vai até aos seis anos, se tanto. Daqui em diante, será sempre um cara perigoso, para não dizer pior”, afirma.

Não vamos colocar o vídeo do tal comentarista que se diz psicólogo de formação. Além de conter uma série de asneiras sobre o que é a depressão, ele incita as pessoas a acreditarem que a depressão está ligada à atitude homicida do copiloto, o que não tem nada a ver. Esses discursos de ódio, preconceituosos e generalizantes são uma tática que estes comentaristas de opinião se utilizam para ganhar destaque nacional. Muito triste que as coisas sejam assim. 

5 Coisas que Alice no País das Maravilhas nos Revela Sobre o Funcionamento do Cérebro


Por David Robson

O conto popular de Lewis Carroll contem algumas verdades sobre o cérebro humano que estão inspirando os neurocientistas. 

Lewis Carroll foi incrivelmente modesto em sua obra-prima. "A heroína passa uma hora no subsolo e atende vários pássaros, animais, etc (sem fadas), dotados de fala", escreveu ele. "A coisa toda é um sonho, mas eu não vou revelar o final".




Agora, um século e meio depois de Alice ter feito sua primeira jornada - o conto humilde de Carroll inspirou inúmeros filmes, pinturas e até mesmo um ballet. Mas o mais curioso é a maneira como o conto como moldou a nossa compreensão do cérebro. Não apenas a psicologia freudiana, mas inclusive a neurociência moderna.

Memória, linguagem e consciência: muito antes de termos acesso à tecnologia para mapear as maravilhas do cérebro, Carroll já traçava seus contornos com seus experimentos mentais lúdicos. "Ele explora muitas possibilidades sobre a continuidade do self, como lembramos do passado e pensamos no futuro - há muita riqueza sobre o que sabemos da ciência cognitiva", diz Alison Gopnik, da Universidade da Califórnia , Berkeley.

Todos podemos aprender um pouco sobre nós mesmos a partir de Alice no País das Maravilhas - se vislumbrarmos da maneira correta. 

"Me beba"

"Bem, eu vou comê-lo", disse Alice, ´´e se me fizer crescer, eu poderei alcançar a chave; e se me fizer ficar menor, poderei rastejar por baixo da porta; por isso, de qualquer maneira eu entrarei no jardim, e não me importo com o que vai acontecer! "
Em uma de suas primeiras aventuras, Alice encontra uma poção com "Me beba" em seu rótulo, e que a deixou com apenas 10 centímetros de altura. Mas um bolo mágico tem o efeito oposto - e agora ela está tão grande que a sua cabeça bate no teto. As cenas estão entre as mais memoráveis ​​do livro - e chamaram a atenção dos cientistas.

Em 1955, um psiquiatra chamado John Todd descobriu que alguns pacientes relataram exatamente o mesmo sentimento de "abrir-se como um telescópio". A doença é conhecida como Síndrome da Alice no País das Maravilhas, e parece ser mais comum em crianças. "Eu ouvi pacientes dizendo que as coisas apareciam de cabeça para baixo, ou que a mãe estava do outro lado da sala e, do nada, aparecia do seu lado", diz Grant Liu, um neurologista da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, que estudou o fenômeno.



Diários de Carroll mostram que ele sofria de enxaquecas, que muitas vezes desencadeiam a síndrome - levando alguns a especular que ele estava usando suas próprias experiências como inspiração. Liu suspeita que a síndrome possa ter criado a atividade anormal nos lobos parietais, que são responsáveis ​​pela percepção espacial, distorcendo o sentido de perspectiva e distância. Mas, apesar do fato serem perturbadoras, essas ilusões passageiras são geralmente inofensivas. "A maioria não se afeta - e nós apenas fornecemos a garantia de que o paciente não está louco e que qualquer um pode ter estas experiências", diz Liu. Hoje, os neurocientistas estão tentando evocar a ilusão em indivíduos saudáveis ​​- eles acreditam que assim poderiam explicar a forma como criamos o nosso senso de self no aqui e agora.

A duquesa e o gato Cheshire

Desta vez, não poderia haver nenhum erro: era nada mais nada menos que um porco, e ela sentiu que seria absurdo continuar carregando-o.
Alice nos País das Maravilhas é cheio de personagens que se metamorfoseiam, incluindo a Duquesa e o seu bebê chorão. Enquanto Alice o segura em seus braços, o nariz do bebê se torna mais arrebitado; seus olhos ficam mais próximos um do outro, e ele começa a grunhir. Antes que ela soubesse, o bebê se transformou em um porco. Em outra parte, Alice joga críquete com flamingos como se fossem clubes, e se encontra com o gato Cheshire sorrindo, cujo sorriso permanece mesmo quando seu corpo desaparece.

Os sonhos muitas vezes contêm objetos que se transformam em novas identidades, e essa característica é uma das maneiras mais inteligentes que as aventuras de Alice evocam de uma mente adormecida - junto com a estranha sensação de que o tempo está brincando com ela. Neurocientistas acreditam que o fenômeno decorre pela forma como o cérebro consolida as memórias durante o sono; uma vez que consolida as lembranças, ele desenha ligações entre diferentes eventos para construir a uma história. Quando cruza a memória de um porco com um evento sobre um bebê, por exemplo, ambos se fundem na paisagem do sonho, gerando um efeito surreal.

Humpty Dumpty e Jabberwocky

"Meu NOME é Alice, mas...""É um nome bem idiota!" Humpty Dumpty interrompeu impaciente. "O que quer dizer?""Um nome PRECISA significar alguma coisa?" Perguntou Alice."É claro que deve," disse Humpty Dumpty com uma risada curta: "Meu nome significa a forma que sou - e uma forma muito legal. Com um nome como o seu, você pode ser de qualquer forma".
As aventuras de Alice em Através do Espelho continuam essas explorações - incluindo algumas incursões lúdicas sobre a natureza do discurso.

Fundamentalmente, Alice encontra Humpty Dumpty, e sua conversa explora a natureza das palavras. Pode uma frase de duas palavras como Humpty Dumpty evocar sua "forma muito legal" melhor do que outros sons aleatórios? Esta é uma questão filosófica antiga que remonta a Platão. Anteriormente, os cientistas tinham assumido que seria impossível - as palavras são arbitrárias e não há nenhum significado inato nos sons. Mas agora parece que Humpty estava certo.

Considere as palavras "kiki" e "bouba". Se fossem dadas várias formas para serem rotuladas, a maioria das pessoas escolheriam kiki para um objeto pontiagudo e bouba para uma forma redonda. Tal "simbolismo do som" agora é uma área popular de pesquisa, embora a razão ainda não seja totalmente clara; uma teoria é que a associação venha das formas que os lábios fazem ao se articular os sons.

Seja qual for a causa, isso significa que você pode, por vezes, adivinhar o significado de palavras estrangeiras com uma precisão melhor do que o acaso; isso também pode influenciar nos apelidos dados às pessoas, de modo que, como Humpty Dumpty, eles realmente reflitam a sua aparência. O mais intrigante é que alguns pesquisadores suspeitam que isso poderia ser resultado de "fósseis linguísticos" que refletem as primeiras expressões da humanidade.

A Rainha Branca e viagem mental no tempo

"É uma espécie de memória pobre que só funciona para trás," comentou a rainha."Que tipo de coisas você se lembra melhor?" Alice aventurou-se a perguntar."Oh, as coisas que aconteceram na semana depois da próxima", respondeu a rainha em tom descuidado.
Mais tarde, em sua jornada, Alice tem longas discussões com a Rainha Branca. Ela é uma das criações mais desconcertantes de Carroll, alegando ter uma estranha forma de previdência. Na verdade, seus comentários sobre a memória são surpreendentemente visionários. "Uma vez que os neurocientistas em meados dos anos 2000 começaram a descobrir que a memória não está relacionada somente com o passado, mas, principalmente, na utilidade que ela tem para ajudar a resolver problemas futuros", diz Eleanor Maguire do University College London, que muitas vezes usa a Rainha Branca para ilustrar a ideia. "Você precisa se projetar para a frente para trabalhar melhor o curso de ação."

Uma possibilidade é que ao imaginarmos o futuro, separamos nossas lembranças e, em seguida, as unimos numa montagem para representar um novo cenário. Desta forma, a memória e a previsão utilizam a mesma "viagem mental no tempo" pelas mesmas áreas do cérebro. Maguire, por exemplo, estudou pessoas com danos no hipocampo; a lesão significa que elas não conseguem se lembrar do seu passado, mas ela descobriu que esses paciente também têm o mesmo problema com relação à antecipação de fatos vindouros. "Pedimos para imaginarem um encontro com algum amigo no próximo fim de semana - e eles simplesmente não conseguiam". O mesmo aconteceu quando foram convidados a imaginarem uma futura caminha à beira mar. "Eles sabiam que teria areia e mar, mas não conseguiam visualizar a situação em suas mentes". Em outras palavras, ao contrário da Rainha Branca, eles estão presos para sempre no presente.

Você pode ter pensamentos impossíveis?

"Não adianta tentar," Disse Alice: "Não se pode acreditar em coisas impossíveis""Eu ouso dizer que você não tem muita prática", disse a Rainha. "Quando eu tinha a sua idade, sempre fazia isso por meia hora todos os dias. Por que, às vezes eu acreditava em seis coisas impossíveis, antes mesmo do café da manhã".
Continuando sua exploração da imaginação humana, a rainha elogia as virtudes de pensar o impossível. A passagem falou com Gopnik, que se apaixonou pela história de Alice no país das maravilhas desde a primeira vez que ouviu sua mãe contar, quando tinha 3 anos de idade, agora ela tem uma carreira onde estuda a forma como construímos nossas imaginações.

Ela descobriu, por exemplo, que as crianças que brincam "acreditando no impossível" tendem a desenvolver uma cognição mais avançada. Elas são melhores em entender o pensamento hipotético, por exemplo, e tendem a desenvolver uma "teoria da mente" mais avançada, possibilitando com que tenham uma compreensão mais astuta sobre os motivos e intenções dos outros. "Muito do que elas fazem na brincadeira é formar uma hipótese e segui-la até a conclusão lógica", diz Gopnik. "O interessante é que Carroll também era um mágico e você pode ver essa mesma capacidade quando toma uma premissa para chegar à uma conclusão absurda".

Travis Proulx na Universidade de Tilburg, na Holanda, examinou a forma como uma literatura surreal e absurda, como a de Carroll, influencia a nossa cognição. Ele descobriu que, romper as nossas expectativas em um mundo estranho, alienígena, com histórias fantásticas, faz com que nosso cérebro seja mais flexível, nos tornando mais criativos e ágeis para aprender novas ideias. ´´Não tenho nenhuma dúvida de que estimular esses estados mentais contribui para o desenvolvimento da aprendizagem e origina novas conexões", diz Proulx.

Gopnik aponta que algumas drogas alucinógenas também podem ajudar a chegar ao estado infantil de livre-associação, mas a leitura certamente é o caminho mais seguro para voltar o relógio e ver o mundo a partir de uma nova perspectiva. Como Carroll escreve: "Por isso, muitas coisas ´´fora do comum´´ aconteceram depois que Alice começou a acreditar que, de fato, pouquíssimas coisas eram realmente impossíveis". Seus leitores certamente concordam.

Fonte: BBC traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 30 de março de 2015

Novo remédio ajuda a barrar a progressão do Alzheimer


Um novo medicamento para Alzheimer apresentou benefícios para pacientes em estágio inicial da doença. O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes, e os resultados foram apresentados na sexta-feira, na Conferência Internacional de Doença de Alzheimer e Parkinson e Doenças Neurológicas Relacionadas, na França.




Forma mais comum de demência senil, o Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro e não tem cura. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a doença afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo, das quais 1,2 milhão no Brasil. Com o aumento da longevidade, o número de pacientes deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. Nos Estados Unidos, já é a sexta maior causa de morte na população.

Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos. Quatro receberam doses diferentes do remédio e um quinto tomou placebo. O tratamento diminuiu as placas de proteína beta-amiloide no cérebro dos pacientes. O efeito foi mais intenso quanto maior a dose que os pacientes receberam.

A farmacêutica Biogen Idec, responsável pelo desenvolvimento do produto, vai começar o estudo clínico de fase III, mais amplo, ainda este ano. George Scangos, diretor da empresa, disse em entrevista que os participantes do estudo foram selecionados cautelosamente, para excluir outras formas de demência diagnosticadas erroneamente como Alzheimer.

Resultado - Pacientes que receberam 3, 6 ou 10 miligramas do remédio por quilograma de peso mostraram uma redução nas placas com 26 semanas de tratamento. A queda foi ainda mais acentuada nos pacientes com doses de 3 e 10 miligramas depois de 54 semanas. Os dados sobre o grupo de 6 miligramas com 54 semanas não foram obtidos, porque esses voluntários começaram o tratamento mais tarde. O quarto grupo, medicado com 1 miligrama, não apresentou melhoras.

O estudo também usou testes cognitivos para avaliar o desempenho da droga. Em um deles, o desempenho dos pacientes do grupo de controle caiu 3,14 pontos depois de um ano, enquanto os pacientes tratados com 3 miligramas do medicamento apresentaram um declínio de 0,75 ponto e os com 10 miligramas, 0,58 ponto.

Fonte: Veja

quinta-feira, 26 de março de 2015

7 Sinais Para Identificar Uma Pessoa Que Esconde Sua Depressão


Por Robert Locke

Pessoas deprimidas geralmente são fáceis de identificar: ​​podem ser sombrias, tristes e apáticas. Mas o que acontece com aquelas que escondem sua depressão? Elas podem ser extrovertidas e simpáticas! Este é o problema com a depressão escondida: estas pessoas são especialistas em dissimular a situação real. Como podemos identificar e ajudá-las? Aqui estão 7 sinais típicos que as pessoas com depressão escondida fazem.




1. Elas podem ser extrovertidas e alegres

Pesquisadores da Universidade de Rochester descobriram que a depressão era mais difícil de detectar quando as pessoas tinham uma disposição alegre, especialmente quando eram idosos. A equipe de investigação acreditava que os introvertidos tinham mais dificuldade para sair de uma depressão, mas parece que o oposto é verdadeiro. Não devemos tomar como certo que uma pessoa alegre e sociável é imune à depressão. Devemos ficar com os olhos atentos para alguns sinais indicativos e, acima de tudo, precisamos ser ouvintes empáticos.

2. Eles podem esconder a sua depressão

Há uma interessante pesquisa sobre a atitude que os europeus e australianos têm com relação à depressão. Há tanto estigma associado à depressão na Europa e Austrália, que muitos doentes estão determinados a não revelá-la. Eles podem ter vergonha ou simplesmente temem perder o emprego - refletido no número de dias de licença por causa de problemas de saúde mental. 

3. Eles podem precisam resolver alguns traumas do passado

Imagine a anfitriã perfeita: ela tem filhos maravilhosos, uma carreira gratificante e um casamento estável. Também pode ser que exista um episódio doloroso na vida dessa pessoa que nunca tenha sido devidamente curado. Os psicólogos têm um acrônimo para este tipo de pessoa: PHDP (Perfectly-Hidden-Depressed-Person). A aparência externa de confiança e felicidade está em nítido contraste com o que está acontecendo por dentro. O problema é muitas vezes ignorado, especialmente pelo sofredor, que pode acabar cometendo suicídio. A tragédia é que ninguém seja capaz de identificar os sinais, ou que o doente nunca tenha coragem de falar com alguém. Devemos sempre ouvir com atenção quando um amigo ou ente querido nos fala sobre sua exaustão e ansiedade.

4. Eles podem ter hábitos alimentares anormais

A maioria dos especialistas acreditam agora que pode haver uma forte ligação entre transtornos alimentares e depressão. Estas são duas doenças distintas; embora uma possa conduzir à outra, ou surgirem simultaneamente. Cada vez mais pessoas estão sofrendo de distúrbios alimentares. Podem haver várias causas, tais como pressões da mídia, autoimagem corporal, atividades físicas e depressão. Se você perceber que um ente querido está com alterações do apetite, tente falar com ela/e e incentive-o a procurar ajuda. A depressão escondida pode muito bem ser o gatilho.

5. Eles podem não querer se comprometer com a felicidade

Muitas vezes, as pessoas com depressão escondida exibem uma falta de entusiasmo por coisas que costumavam gostar de fazer. Se a pessoa afirmar que não está deprimida, que apenas não se importa mais, este pode ser um sinal de que algo está errado. Fazer com que a pessoa fale sobre seus problemas, geralmente é o primeiro passo em busca de tratamento.

6. Eles podem apresentar irritação e raiva




Costumamos associar a depressão com apatia, desespero, pensamentos melancólicos e choro. Mas há outros sintomas de depressão que muitas vezes passam despercebidas, como as explosões temporárias. A verdade é que explosões de raiva e irritabilidade frequentemente são manifestações de uma depressão. Muitos homens escolhem esta forma para expressar sua depressão.

7. Eles podem não dormir o suficiente

Se o seu cônjuge se queixa de não dormir o suficiente (ou mesmo dormir demais), isso pode ser um sinal de alerta. Estes problemas de sono podem ser apenas o sinal externo de uma causa mais profunda, como uma ansiedade, uma letargia ou uma depressão. Os problemas do sono e a depressão estão, muitas vezes, intimamente ligados. Vale a pena sondar para descobrir o que pode ser a causa, se a pessoa estiver disposta a se abrir.

Muitos casos de depressão não são detectados e tratados, muitas vezes com resultados trágicos. Entre 10% a 15% das pessoas com depressão grave não tratada cometem suicídio. Como vimos acima, as pessoas podem esconder ou fingir. Às vezes, apenas aguardam para elas, como um segredo obscuro. O desafio é ficar atento a possíveis sinais e ajudar a pessoa a procurar ajuda.

Fonte: LifeHack traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 24 de março de 2015

5 Sinais de Uma Depressão Que Você Não Deve Ignorar


Por K. Aleisha Fetters

Seu chefe o consome. Um carro passa sobre uma poça d'água e espirra água suja em cima de você. Você está num dia ruim, mas é apenas um dia. A depressão, que afeta um em cada 10 norte-americanos, não vai embora de um dia para outro. Seus sintomas geralmente persistem por duas semanas ou mais e, normalmente, não desaparecem sem tratamento. Infelizmente, a maioria das pessoas não se dão conta de que os sintomas da depressão não se resumem ao "sentimento de tristeza". Além do mais, cada pessoa experimenta a depressão de forma diferente, e alguns podem apresentar mais sintomas do que os outros. Isso significa que em muitos casos a depressão passa despercebida, fazendo com que estas pessoas sofram em silêncio. Aprenda a reconhecer os sintomas mais comuns da depressão - em si mesmo, amigos ou membros da família - e como obter ajuda.




1. Auto-Crítica "Todos nós temos um crítico interno. Para as pessoas que estão deprimidas, essa voz interior crítica pode ter uma influência poderosa e destrutiva sobre o seu estado de espírito. Ela pode se alimentar por semanas de apenas um comentário distorcido", diz Jaime W. Vinick, chefe da clínica psiquiátrica Sierra Tucson. Além do mais, a auto-crítica também pode prever a depressão. Em um estudo com 107 adultos, aqueles que eram mais auto-críticos, também foram mais propensos a desenvolver uma depressão quatro anos depois. Preste atenção em como muitas vezes você, ou alguém, usa a palavra "deveria", diz Moe Gelbart, psicólogo do centro médico Torrance Memorial, na Califórnia. Referencias frequentes ao seu comportamento dizendo que "deveria" ter feito outra coisa é um sinal comum de auto-julgamento. 

2. Perda de interesse Perder o interesse em reuniões de três horas e prazos de trabalho é uma coisa, mas uma pessoa com depressão pode perder o interesse por coisas que normalmente desfrutava, como filmes, esportes e tempo com amigos, diz o psicólogo Moe Gelbart. "A perda de interesse em atividades prazerosas é um componente comum da depressão, e é conhecida como anedonia". Esta perda de interesse pode ser devida a mudanças nos níveis cerebrais de hormônios e neurotransmissores, de acordo com o psiquiatra Robert London. Infelizmente, a perda de interesse pode exacerbar sentimentos de isolamento, aumentando a depressão, diz Gelbart. É um ciclo vicioso auto-destrutivo que pode ser difícil para a pessoa que sofre de depressão quebrar.

3. Alteração Significativa de Peso Quando deprimidas, muitas pessoas perdem o interesse em comer porque já não desfrutam mais da comida. Por outro lado, elas podem comer mais numa tentativa consciente, ou inconsciente, de melhorar o seu estado de espírito. Na verdade, de acordo com um estudo de 2003, do American Journal of Clinical Nutrition, comer alimentos ricos em hidratos de carbono pode promover a síntese da serotonina e causar um leve bem-estar passageiro. Além do mais, a inatividade induzida pela depressão também pode contribuir para o ganho de peso. Se alguém experimentar uma mudança no peso corporal de mais de cinco por cento em um mês, a atenção é necessária, diz Robert London.

4. Dores e Medos Inexplicáveis Muitas vezes, quando indivíduos deprimidos procuram atendimento médico, a queixa não é a depressão em si. São dores, tais como problemas de estômago, dores nas articulações ou nas costas, diz Jaime W. Vinick. A depressão pode afetar a forma como a dor é percebida no cérebro. "Os sinais de dor corporal, que normalmente são embotados ou desviados, na depressão são ampliados", diz o psicólogo Nick Forand. "As pessoas com depressão também tendem a desenvolver uma atenção negativa auto-centrada, de modo que elas podem ser mais propensas a perceber sensações de dor e se concentrar nelas, o que pode piorar a percepção da dor", conclui.

5. Raiva e Irritabilidade Pessoas deprimidas muitas vezes se sentem agitadas, inquietas ou até mesmo violentas, explica o psiquiatra Robert London. Mas a raiva não é apenas um sintoma de depressão, é também um possível contribuinte para a depressão. De acordo com o psiquiatra, quando a raiva é contida e deixada sem solução, pode levar a pessoa a ter comportamentos auto-destrutivos e contribuir com os sentimentos da depressão. London recomenda que qualquer um que experimente sentimentos de agressão e hostilidade discuta os seus conflitos e trabalhe para resolver a situação. Conversar com um psicoterapeuta será muito útil para encontrar formas construtivas de lidar com sentimentos de raiva ou ressentimento mal-resolvidos.

Fonte: Livestrong traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 17 de março de 2015

Você roe as unhas? Isso pode ser um sinal de perfeccionismo


Por: Carolyn Gregoire

Você está torcendo o cabelo ou roendo as unhas enquanto lê este artigo? Uma nova pesquisa da Universidade de Montreal sugere que comportamentos compulsivos como estes podem dizer mais sobre a sua personalidade do que você imagina.

Pessoas impacientes, ou que se frustram facilmente, são mais propensas a se envolverem em comportamentos repetitivos com foco no próprio corpo, como mexer na pele, roer as unhas ou torcer os cabelos, relatam os pesquisadores.




O estudo, publicado na edição de março do Jornal de Terapia Comportamental e Psiquiatria Experimental, aponta para o perfeccionismo - um traço que pode ser mais prejudicial do que muitas pessoas imaginam - como uma causa subjacente.

"Nós acreditamos que os indivíduos com esses comportamentos repetitivos podem ser perfeccionistas, o que significa que eles são incapazes de relaxar e executar tarefas em um ritmo"normal".". Disse o Dr. Kieron O'Connor, professor de psiquiatria e autor principal do estudo, em um comunicado à imprensa terça-feira. "Eles são, portanto, propensos a frustração, impaciência e insatisfação quando não alcançam seus objetivos. Eles também experimentam maiores níveis de tédio".

No estudo, os pesquisadores trabalharam com 48 participantes, metade dos quais regularmente envolvidos nesses tipos de comportamentos. Os outros participantes, que não se dedicam a estes comportamentos, agiram como um grupo de controle. Os participantes foram indagados sobre a medida em que eles experimentaram emoções como o tédio, a raiva, a culpa, a irritabilidade e a ansiedade. Em seguida, cada participante foi exposto a situações destinadas a provocar sentimentos particulares (incluindo relaxamento, estresse, frustração e tédio). No cenário de tédio, por exemplo, o sujeito foi simplesmente deixado sozinho em um quarto por seis minutos.

Os participantes com histórico de comportamentos repetitivos com foco no corpo relataram maiores impulsos para se envolver em tais comportamentos quando estavam se sentindo estressados e frustrados. Mas não relataram sentir esses impulsos quando estavam descansando.

Se você roe as unhas de vez em quando, não há necessidade de se preocupar - você provavelmente não está causando nenhum dano. Na verdade, os pesquisadores disseram que tais comportamentos servem a um propósito temporário, quando não somos capazes de canalizar a nossa energia de forma mais produtiva.

"Os efeitos positivos destes hábitos são o estímulo e uma forma (não adaptativa) de regular a emoção", disse O'Connor. "O que desencadeia o hábito é, em grande parte, a frustração e a impaciência, até que seja substituída por uma ação mais construtiva".

Mas, quando os hábitos são difíceis de parar, interferindo a sua vida diária, eles podem se tornar um transtorno de hábito. A atriz Olivia Munn, por exemplo, falou sobre a sua luta com a tricotilomania, um transtorno de ansiedade caracterizado pela compulsão de arrancar os cabelos.



"Eu não roo as unhas, mas arranco meus cílios," disse Munn ao New York Daily News, em 2012. "Não faz mal, mas é muito irritante."

Então, como esses comportamentos podem ser tratados? Atualmente, existem dois caminhos possíveis - um tratamento comportamental, que envolve substituir o hábito por uma ação concorrente, e uma abordagem que incide sobre os fatores subjacentes que criam a tensão, como o perfeccionismo e outras crenças negativas, de acordo com O'Connor.

"Nós investigamos todos os pensamentos e comportamentos presentes nas situações de alto risco para o hábito e os alteramos através da terapia cognitiva; para que se pareçam mais com os pensamentos e comportamentos das situações de baixo risco", disse O'Connor. "Não trabalhamos diretamente o hábito, então a pessoa não precisa aprender uma resposta competitiva para substituir o hábito".

Fonte: Huffingtonpost traduzido e adaptado por Psiconlinews

sexta-feira, 13 de março de 2015

Estamos ´´Patologizando´´ os Sentimentos Femininos, Afirma Psiquiatra



Por: JULIE HOLLAND

Mulheres são temperamentais. Pelo design evolutivo, elas foram modeladas para serem sensíveis ao ambiente, empáticas para as necessidades de nossos filhos e intuitivas sobre as intenções dos seus parceiros. Isso foi fundamental para a nossa sobrevivência e a de nossos descendentes. Algumas pesquisas sugerem que as mulheres são frequentemente melhores em articular seus sentimentos do que os homens, porque o cérebro feminino desenvolveu mais as capacidades ligadas à linguagem e memória.




Estas são observações enraizadas na biologia e não se destinam a engendrar qualquer tipo de ideologia pró ou anti-feminista. Mas elas têm implicações sociais. A emotividade das mulheres é um sinal de saúde e não da doença; é uma fonte de energia. Mas estamos sob constante pressão para conter nossas vidas emocionais. Fomos ensinadas a pedir desculpas pelas nossas lágrimas, a suprimir a nossa raiva e medo sob o risco de sermos chamadas de histéricas.

A indústria farmacêutica joga com esse medo, tendo como alvo as mulheres em uma enxurrada de publicidade em talk shows e revistas. Nunca se viu tantas pessoas tomando medicamentos psiquiátricos e, pela minha experiência, elas estão se mantendo medicadas por muito mais tempo do que pretendiam. As vendas de antidepressivos e remédios ansiolíticos cresceram muito nas últimas duas décadas, mas recentemente foram ultrapassados por um antipsicótico, o Abilify, que é o Best Seller entre todas as drogas nos Estados Unidos (TODAS as drogas, e não apenas entre as psiquiátricas).

Como psiquiatra há 20 anos, devo lhe dizer que isso é loucura.

Pelo menos uma em cada quatro mulheres nos Estados Unidos leva consigo uma medicação psiquiátrica, em comparação com um em cada sete homens. As mulheres têm quase duas vezes mais chances de receber um diagnóstico de depressão ou transtorno de ansiedade do que os homens. Para muitas mulheres, estas drogas melhoram consideravelmente as suas vidas. Mas para outras elas não são necessárias. O aumento na prescrição de medicamentos psiquiátricos, muitas vezes por médicos de outras especialidades, está criando um novo conceito de normal, encorajando mais mulheres a procurar ajuda química. Se uma mulher precisa desses medicamentos, isso deve ser uma decisão médica, e não uma resposta à pressão do marido e do consumismo.

O novo conceito de ´´normal medicado´´, está em desacordo com a dinâmica biológica das mulheres; cérebro e corpo químico trabalham em conjunto. Para simplificar as coisas, pense na serotonina como o produto químico "Está tudo bem" no cérebro. Coloque muito deste produto e você não se importará com nada; por outro lado, com pouca quantidade, tudo parecerá um problema a ser corrigido.

Nos dias que antecedem a menstruação, quando a sensibilidade emocional fica ressaltada, as mulheres podem se sentir mais irritadas ou insatisfeitas. Eu digo às minhas pacientes que os pensamentos e sentimentos que surgem durante esta fase são genuínos e, talvez, seja o melhor período para re-avaliar o resto do mês, quando seus níveis de hormônios e neurotransmissores estiverem mais propensos a se acomodar às exigências das pessoas e necessidades.

Os antidepressivos mais comuns, os quais são também utilizados para tratar a ansiedade, são os inibidores seletivos da receptação da serotonina (SSRIs) que aumentam a transmissão da serotonina. SSRIs mantém as coisas "Está tudo bem". Mas, bom demais não é bom. Mais serotonina pode alongar o seu pavio curto e acabar com seus medos, mas também adormece você, física e emocionalmente. Estes medicamentos freqüentemente deixam as mulheres menos interessadas em sexo. SSRIs tendem mais a neutralizar os sentimentos negativos do que aumentar os positivos. Com um SSRI você provavelmente não vai sair pulando com um sorriso no rosto; ele só vai fazer você ficar mais racional e menos emocional. Algumas pessoas também relataram sentir menos de muitas outras características humanas: empatia, irritação, tristeza, sonhos eróticos, criatividade, raiva, expressão de sentimentos e preocupação.

Obviamente, há situações em que medicamentos psiquiátricos são necessários. O problema é que muitas pessoas realmente doentes permanecem sem tratamento, principalmente por causa de fatores socioeconômicos. Enquanto que pessoas que não precisam desses medicamentos tentam medicar uma reação normal a um conjunto de fatores de estresse não-natural: vivem com quantidades insuficientes de sono, luz do sol, nutrientes, movimento e contato social; fatores cruciais para nós, primatas sociais.

Se os níveis de serotonina das mulheres são constantemente e artificialmente elevados, elas correm o risco de perderem a sensibilidade emocional, com suas flutuações naturais, e modelam um equilíbrio hormonal mais masculino, estático. Esse embotamento emocional incentiva as mulheres a adotarem comportamentos que são normalmente aprovados por homens: parecer ser invulnerável, por exemplo, é uma postura que pode ajudar uma mulher a crescer em negócios dominados por homens. Estudos com primatas mostraram que uma dose de S.S.R.I. pode aumentar comportamentos de dominância social, elevando o status de um animal na hierarquia.



Mas a que custo? Eu tive uma paciente que chegou no meu consultório em lágrimas, dizendo que precisava aumentar sua dose de antidepressivo, porque ela não podia ser vista chorando no trabalho. Depois de dissecar o motivo dela estar chateada - seu chefe a traiu e humilhou na frente da sua equipe - decidimos que era necessário uma calma confrontação com o chefe, e cortamos a medicação.

Revisões de prontuários mostram consistentemente que os médicos são mais propensos a receitar medicações psiquiátricas às mulheres do que aos homens, especialmente para as mulheres entre 35 e 64 anos de idade. Para algumas mulheres nessa faixa etária os sintomas da perimenopausa podem parecer com os de uma depressão, inclusive as lágrimas são comuns . Chorar não é apenas um sintoma de tristeza. Quando estamos com medo, ou frustrados, quando vemos uma injustiça, quando somos profundamente tocados pela pungência da humanidade, nós choramos. E algumas mulheres choram mais facilmente do que outras. Isso não significa que sejam fracas ou fora de controle. Em doses mais elevadas, SSRIs dificultam o choro. Eles também podem promover a apatia e a indiferença.
A mudança surge do desconforto e da consciência de que algo está errado; nós reconhecemos o que é certo apenas quando sentimos isso. Se estar medicado significa ser complacente, então isso não ajuda ninguém.

Precisamos parar de rotular a nossa tristeza e ansiedade como sintomas desconfortáveis e passar a apreciá-los como uma parte saudável, adaptativa, da nossa biologia.

Fonte: NYtimes traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 10 de março de 2015

10 fatores do seu estilo de vida que fazem você se sentir deprimido



Muitos de meus clientes me procuram dizendo que há "algo errado" com eles. Eles acreditam que são fundamentalmente falhos, ou que estão na sua última tentativa de darem certo na vida e, muitas vezes com planos de acabar com ela caso as coisas deem errado. No entanto, na maioria das vezes, a raiz da depressão não é um desequilíbrio bioquímico ou uma herança genética. Pelo contrário, é um resultado de um ou mais dos seguintes fatores:




1. Isolamento

Como comprova a maioria das pesquisas, a conexão social é uma das maneiras mais eficazes para prevenir e curar a depressão. No entanto, o problema é que os depressivos, muitas vezes, não são as pessoas mais divertidas para se ter como companhia, por uma condição própria do seu estado, o que os leva de volta ao isolamento. Junte-se a um grupo de apoio ou ligue para um velho amigo.

2. Tristeza

Você já passou por uma separação, perdeu um emprego ou experimentou a perda de um membro da família? Todas estas situações são cheias de tristeza. Se você experimentou uma grande mudança ou perda no ano passado (ou mais, caso você tenha suprimido sua tristeza), é possível que a sua depressão esteja ligada a isso. A tristeza abre caminho para a depressão, por isso, se você passou a se sentir desmotivado, para baixo, irritado, desinteressado pelas coisas que você habitualmente desfrutava, incapaz de se concentrar e enfrentando distúrbios do sono e dieta; isso provavelmente está relacionado à sua adaptação à transição ou perda.

3. Privação de sono

Já reparou o quanto você fica mais frágil e letárgico depois de um sono ruim? A exaustão afeta o nosso estado de espírito, nossos níveis de energia e nosso funcionamento cognitivo. O problema é que a depressão também pode causar distúrbios do sono, fazendo com que ocorra um ciclo vicioso. Fale com o seu terapeuta sobre como fazer uma higiene do sono adequada, usando estratégias cognitivo-comportamentais para combater a insônia; e, se você acreditar que tenha um distúrbio do sono, considere consultar um especialista do sono. Alguns distúrbios do sono estão correlacionados com a depressão.

4. Falta de um sentido

Do ponto de vista existencial, precisamos de um sentido em nossas vidas para sermos felizes. De acordo com Viktor Frankl, podemos encontrar esse significado através do trabalho, relacionamentos (românticos e outros), ajudando os outros, com empreendimentos criativos (por exemplo, a escrita, a música, a arte / design), e com a espiritualidade, para citar alguns. Se você estiver em uma carreira que você despreza, ou se sente "perdido" na vida, a depressão será uma forma de lhe dizer que a maneira como você está vivendo sua vida não se alinha com os seus valores e desejos. Leve-a como um sinal positivo de que a mudança precisa acontecer e considere como sua vida seria se você se sentisse realizado em algumas (ou todas) as áreas acima mencionadas.

5. Excesso de auto-crítica

Imagine o quão inútil você se sentiria se tivesse um amigo, companheiro ou pai verbalmente abusivo ao seu lado em todos os momentos. Bem, é assim que é para muitas pessoas altamente auto-críticas. Preste atenção à sua voz interna. Qual é o seu teor? Se você achar que está dizendo coisas para si mesmo que nunca diria a um amigo, é hora de fazer uma mudança. Vários estudos têm demostrado que a aprendizagem de auto-compaixão pode ser uma intervenção eficaz no tratamento da depressão. A psicoterapia pode ser um lugar maravilhoso para aprender este hábito saudável.

6. Má alimentação



Mais e mais pesquisas estão sendo feitas nesta área e sugerem que a deficiência de alguns nutrientes e alergias alimentares estão ligadas à depressão. Por exemplo, alguns estudos mostraram que as vitaminas B e D estão negativamente correlacionadas com humor deprimido, enquanto o glúten está correlacionado positivamente (em pessoas que sofrem de intolerância). Cada indivíduo é diferente, mas fazer um exame de sangue e consultar uma nutricionista pode ajudar.

7. Estresse

Estudos têm demostrado que o stress crônico pode conduzir à depressão. Um pouco de stress é saudável, mas quando passa o limite do suportável, pode ser o fator responsável por uma depressão. Se você não pode cortar algumas responsabilidades, considere avaliar de onde as expectativas que você se sente pressionado a atender estão vindo (de alguém ou de você mesmo?) e veja como pode tirar um pouco dessa pressão. Permita-se reduzir as expectativas por desempenho, cometa erros, saia e peça ajuda. Em outras palavras, pare de tratar a si mesmo como uma máquina e permita-se ser um ser humano.

8. Sempre trabalho e nenhuma diversão

Muitas pessoas têm a (falsa) impressão de que quando atingem a idade adulta, já não precisam ou merecem se divertir. Ou que só é permitido ter "diversão" depois que o trabalho esteja feito. Bem, dado o fato de que sempre haverá algo a mais para ser feito - uma outra conta para pagar, outro projeto para ser concluído, outra pilha de roupa para lavar - as chances são que você nunca encontre tempo para se divertir. Permita-se tirar algum tempo de sua programação diária para fazer algo que você goste. Poderia ser uma atividade ou um tempo na deitado no sofá assistindo TV, por exemplo.

9. Hormônios desequilibrados

Desequilíbrios ou deficiências nos níveis de estrógeno, progesterona e cortisol estão correlacionados com a depressão. Considere verificar estas áreas para garantir que a depressão que você está enfrentando não esteja relacionada com isso.

10. Não lidar com as emoções

Temos sentimentos primários e secundários. Sentimentos primários são os que sentimos no centro, por exemplo, tristeza ou raiva, ansiedade ou solidão. Sentimentos secundários são os que sentimos quando julgamos a nós mesmos por ter os sentimentos primários. Imagine que você esteja se sentindo deprimido e, em seguida, se critique por se sentir assim, dizendo para si mesmo que está apenas triste e precisa parar de se sentir deprimido. Agora você não está apenas se sentindo deprimido; você também está sentindo vergonha, pressão e frustração. Ao se permitir sentir os sentimentos que surgem (quaisquer que sejam) com compaixão e sem julgamento, você irá notar um peso enorme sendo tirado dos seus ombros.

Fonte: MindBodyGreen traduzido e adaptado por Psiconlinews

domingo, 1 de março de 2015

A História Real do Exorcismo de Emily Rose: Limites entre Ciência e Religião



Por: Elizabeth Day

No final de uma estrada em uma pequena cidade da Baviera está localizada uma casa comum, com suas paredes brancas sujas e janelas desgastadas pelo tempo. Mas por trás daquela porta trancada e daquelas persianas abaixadas, um conto sombrio extraordinário de horror se esconde.
Trinta e nove anos atrás esta casa estava cheia de medo. As noites foram pontuadas por uivos e gritos, as manhãs cheias de vozes estranhas. Os vizinhos não sabiam na época, mas o que estavam ouvindo era o exorcismo de uma jovem mulher que em breve iria morrer.




Na época, acreditava-se que Anneliese Michel, uma estudante de 23 anos de idade, havia sido possuída por seis espíritos demoníacos que não saiam do seu corpo. Depois de suportar 67 rituais de exorcismo ao longo de nove meses, ela sucumbiu à fome em 1976.
Obrigou-se a jejuar, acreditando que isso iria livrá-la da influência de Satanás, e quando morreu pesava menos de 30 quilos. "Mãe", disse ela pouco antes de morrer, "estou com medo".

A história inspirou o filme ´´O exorcismo de Emily Rose´´. Os pais de Anneliese, Anna e Josef, foram levados a julgamento pelo assassinato de sua filha ao lado dos dois pastores que realizaram os exorcismos. Todos foram considerados culpados de homicídio negligente ao permitir que ela morresse de fome e foram condenados à seis meses de prisão e três anos de condicional.
A mãe de Anneliese, que ainda vive na casa em que a filha morreu, nunca se recuperou completamente desses tempos terríveis. Seu marido morreu há dezesseis anos e suas três filhas sobreviventes se afastaram. Então, Anna Michel, agora na casa dos oitenta, carrega o fardo da memória sozinha. Seu quarto tem vista para o cemitério onde Anneliese está enterrada sob uma cruz de madeira que leva seu nome e a inscrição "Descansando com Deus".

A casa é mais tranquila agora, mas a dor ainda é evidente. "Eu não quero ver o filme e eu não sei nada sobre isso", diz a Sra Michel. "Eu sinto falta de Anneliese, claro. Ela era minha filha. Eu posso ver seu túmulo de casa. Eu visito ela muitas vezes e levo flores".

Por um momento, é fácil esquecer sua história turbulenta. Ela se parece com uma tia benigna, de contornos suaves, com um cabelo branco frágil escondido sob um chapéu preto. Ela claramente não gosta de falar sobre a morte de Anneliese e, até agora, tem se mantido um silêncio.

Mas ela não se arrepende do que fez. Uma mulher profundamente religiosa, ela insiste que o exorcismo foi justificado. "Eu sei que fiz a coisa certa, porque eu vi o sinal de Cristo em suas mãos", diz ela com uma voz surpreendentemente forte para alguém tão frágil. "Ela estava tendo estigmas e isso foi um sinal de Deus para que exorcizássemos seus demônios. Ela morreu para salvar outras almas perdidas, para expiar seus pecados.

"Anneliese era uma menina bondosa, amorosa, doce e obediente. Mas quando ela estava possuída, não era algo natural, algo que você pode explicar". Ela faz uma pausa. Desde o início, a vida de Anneliese foi governada pelo medo. Sua família era profundamente religiosa. Seu pai havia pensado em se tornar pastor e três de suas tias eram freiras. Mas os Michels tinham um segredo. Em 1948, a mãe de Anneliese deu a luz a uma filha ilegítima, Martha, trazendo desgraça sobre sua família, e foi forçada a usar um véu preto no dia de seu casamento. Quando Anneliese nasceu, em 1952, sua mãe a incentivou a expiar os pecados de ilegitimidade através de uma fervorosa devoção. Mas Martha acabou morrendo aos oito anos de idade por complicações decorrentes de uma operação para remover um tumor no rim. Anneliese, uma menina de bom coração e profundamente sensível, deve ter sentido os efeitos da pressão, cada vez mais fortes, para fazer penitência por sua mãe.

Ela encontrou-se cada vez mais cercada pela evidência do pecado e cada vez mais ansiosa para se livrar dele. Enquanto as outras crianças na década de 1960 se rebelavam, testando os limites da sua liberdade, Anneliese dormia nua sobre um chão de pedra para expiar os pecados dos viciados em drogas que dormiam na estação de trem local.

Em 1968, aos 17 anos, ela começou a sofrer convulsões. Embora inicialmente diagnosticada com epilepsia, ela começou a ter alucinações demoníacas enquanto orava. Em 1973 ela estava sofrendo de depressão grave e considerando o suicídio. Vozes em sua cabeça diziam que ela estava condenada. Ela pediu ao padre local por um exorcismo e ele negou por duas vezes.

Mas, aos poucos, o quadro de Anneliese piorou ainda mais. Ao fazer as suas 600 genuflexões diárias, um dia acabou rompendo os ligamentos do joelho. Ela rastejou para baixo de uma mesa e começou a latir como um cão por dois dias. Passou a comer aranhas, carvão e até mordeu a cabeça de um pássaro morto. Ela ainda lambeu sua própria urina do chão e podia ser ouvida através das paredes gritando por horas.

Em 1975 seu terceiro pedido de exorcismo foi concedido pelo Bispo de Wurzburg. "Eu não me arrependo", diz Anna Michel convicta. "Não havia outra maneira". Nunca saberemos se havia. Por essa época, Anneliese havia recusado uma intervenção médica da Clínica Psiquiátrica de Wurzburg. Seus sintomas foram comparados com uma esquizofrenia e ela poderia responder ao tratamento.
Também houve especulações de que Anneliese poderia ter sido influenciada pelo lançamento em 1973 de ´´O Exorcista´´ de William Friedkin. Mas independente do que esteja por trás da sua perturbação, o exorcismo estava ´´na moda´´ naquela época.

Certamente, Anneliese não estava bem e precisava de ajuda. Seu exorcismo foi realizado pelo padre Arnold Renz e pelo pastor Ernst Alt, de acordo com o Ritual Romano de 1614. Foram realizadas duas sessões de quatro horas por semana por mais de nove meses. Os sacerdotes identificaram vários demônios, incluindo Lúcifer, Judas Iscariotes, Nero, Caim e Adolf Hitler, que falou com as inflexões austríacas corretas.

Quarenta e duas horas do processo foram gravadas e dizem que é aterrorizante. Rosnados humanos se misturam com gritos guturais de obscenidades e uma série de diálogos sobre os horrores do inferno entre cada um dos demônios. As sessões geralmente acabavam em brutalidade, com Anneliese pendurada de cabeça para baixo ou acorrentada na cadeira.

Na primavera de 1976 Anneliese sofreu com uma pneumonia e perda de peso. Aos poucos foi enfraquecendo cada vez mais, até morrer em 1º de julho. Seus pais a enterraram ao lado de Martha, nas bordas exteriores do cemitério - terreno normalmente reservado para filhos ilegítimos e suicidas. Mesmo na morte, Anneliese não se livrou do pecado que tanto lutou para se redimir.

Hoje, os 2.000 habitantes de Klingenberg ainda não se sentem bem ao falar de Anneliese Michel. Um leve inquérito para os transeuntes é recebido com olhares hostis e um aceno de cabeça. "A cidade tem vergonha", diz Christiana Metzler, de 42 anos, que trabalha numa agência de turismo. "Eu estava na escola quando aconteceu e tinha um monte de coisas encobertas. As pessoas não querem falar sobre isso. Há uma sensação de que a culpa foi dos pais, porque eles eram muito religiosos e não viram o que estava acontecendo. Às vezes peregrinos católicos visitam a sepultura, porque eles acham que ela pode salvar almas perdidas".

É um passado que a Igreja se envergonha também. Em 1984 os bispos alemães pediram à Roma para rever o rito de exorcismo baseados no caso de Michel. Apesar das suas recomendações não serem adotadas, o Vaticano publicou uma revisão no ritual de exorcismo em 1999 - a primeira atualização desde o século 17 - e introduziu uma qualificação médica para que sacerdotes façam o exorcismo.



"Eu não teria realizado o exorcismo [em Anneliese Michel]", admite o padre Dieter Feineis, o atual sacerdote da Igreja em Klingenberg. "Mas tanto Anna Michel quanto seu marido permaneceram absolutamente convencidos de que fizeram o certo. A visão da Igreja é que é possível ser possuído, mas na Alemanha não há mais exorcismos".

Na Itália, no entanto, é diferente. De acordo com a Associação Italiana de Psiquiatras e Psicólogos, meio milhão de italianos procuram exorcismos a cada ano. Há cerca de 350 exorcistas praticando em todo o mundo. Em 2005, um padre e algumas freiras em um convento ortodoxo romeno acreditaram que Maricia Irina Cornici, uma freira de 23 anos de idade, estava possuída. Eles realizaram um ritual de exorcismo e a amarraram numa cruz, taparam sua boca com uma toalha, e  a impediram de comer e beber. Ela morreu três dias depois.

A culpa desta morte, ou de Anneliese, foi de Satanás ou do próprio ato de exorcismo? É uma questão que testa os limites da fé e da ciência. Mas para a mãe de Anneliese, sentada em seu quarto olhando para o cemitério coberto de neve, não há incerteza. "Eu dou uma oração para os peregrinos que vêm visitar seu túmulo", diz ela.  Para Anna Michel, a fé foi tudo o que restou.

Fonte: Telegraph traduzido e adaptado por Psiconlinews

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Antidepressivos aliviam sintomas, mas não resolvem o problema e podem até piorar o quadro a longo prazo



Pesquisa mostra que os antidepressivos reduzem a capacidade do cérebro para produzir serotonina no uso prolongado.

Pelos últimos 25 anos as pessoas que sofrem de depressão têm sido tratadas com medicamentos antidepressivos como Zoloft, Prozac e Paxil - três dos inibidores seletivos da recaptação da serotonina mais vendidos do mundo, ou SSRIs. Mas as pessoas estão começando a questionar se essas drogas realmente são o tratamento mais adequado para a depressão, e se eles podem causar outros problemas.

Estas drogas foram concebidas para tratar um desequilíbrio químico no cérebro e, assim, aliviar os sintomas da depressão. Neste caso, é a falta de serotonina que os antidepressivos trabalham para corrigir.




Na verdade, existem tratamentos farmacêuticos para corrigir desequilíbrios químicos no cérebro para praticamente todas as formas de doença mental - da esquizofrenia até ADHD, e uma série de transtornos de ansiedade. Centenas de milhões de prescrições são escritos para medicamentos antipsicóticos, antidepressivos e ansiolíticos a cada ano somente nos Estados Unidos, produzindo milhares de milhões de dólares em receita para empresas farmacêuticas.

Mas se a premissa por trás dessas drogas for falho? E se as doenças mentais, como a depressão, não forem realmente causadas ​​por desequilíbrios químicos? E que milhões de pessoas as quais são prescritos esses medicamentos não obtêm qualquer benefício deles? E se essas drogas piorassem o quadro da doença mental no longo prazo?

O jornalista investigativo Robert Whitaker argumentou que medicamentos psiquiátricos são muito ineficazes para o tratamento de doenças mentais em seu livro: Anatomia de uma epidemia: Pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento espantoso das Doenças Mentais na América.

Whitaker sustenta que a fundação da psiquiatria moderna - o modelo de desequilíbrio químico - não tem embasamento científico.

"Se você investigar a ciência por trás disso", disse Whitaker Michael Enright ao anfitrião da edição de domingo da CBC Radio "você vai descobrir que não é verdade, e que esta era uma hipótese que surgiu na década de 1960, de que a depressão era causada pelos baixos níveis de serotonina, e que foi investigado e descoberto que isso não era verdade ainda no início da década de 1980.´´

"E já em 1998, a Associação Americana de Psiquiatria disse em seu livro que não estavam descobrindo que as pessoas com depressão têm qualquer anormalidade em sua serotonina, mas por ser uma metáfora tão eficaz para induzir as pessoas a tomar as drogas, ela continuou a ser promovida. "

O livro de Whitaker sem dúvida causou polêmica após o seu lançamento, mas foi através dele que conquistou o prêmio Investigative Reporters and Editors Book Award em 2010. E desde a sua publicação um número crescente de pesquisadores psiquiátricos influentes vieram publicamente opinar sobre o ponto de vista de Whitaker.

Ronald Pies, um psiquiatra e ex-editor da The Psychiatric Times, refere-se à hipótese de desequilíbrio químico como uma "lenda urbana" que os psiquiatras bem informados nunca compraram.

Whitaker diz que quando o seu livro foi lançado, a controvérsia maior não foi em torno do desmascaramento da hipótese do desequilíbrio químico. Foi sobre a sua descoberta de que as pessoas que tomaram medicamentos psiquiátricos eram mais propensas a continuar apresentando os sintomas, cinco anos após o diagnóstico, do que aquelas que não tomaram as drogas.



Thomas Insel, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, também pesquisou sobre o uso de medicamentos antipsicóticos, utilizados no tratamento de doenças mentais como a esquizofrenia, e chegou a uma conclusão semelhante.

Segundo Whitaker, a pesquisa sugere que as pessoas que sofrem de depressão podem não ter níveis de serotonina baixa, assim como o uso de antidepressivos reduz a capacidade do cérebro de produzir serotonina por conta própria, levando a um agravamento dos sintomas quando o paciente parar de tomar os medicamentos.

"Uma das preocupações" disse Whitaker "é que se você tomar estes medicamentos por muito tempo, quando parar seu cérebro irá voltar ao normal? E esta é uma questão em aberto agora.

"O que está muito claro é que só a droga raramente leva à recuperação a longo prazo".

Fonte: CBC traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

9 Maneiras de Ajudar um Amigo com Depressão Sem Descuidar de Si Mesmo



A depressão está se tornando uma das maiores preocupações de saúde nos Estados Unidos. A estatística que sabemos é que um em cada 10 norte-americanos procuram ajuda para depressão em algum momento de suas vidas, mas os diagnósticos estão crescendo rapidamente e muitas pessoas com depressão clínica - até 80 por cento, segundo algumas estimativas - não procuram ajuda. Assim, as chances são altas de que alguém próximo de você tenha depressão. O primeiro passo para ajudar alguém com depressão é entender a doença: a depressão, em termos médicos, é caracterizada por baixo humor persistente e "anedonia" (a incapacidade de sentir prazer) durante longos períodos. É uma condição séria e a pessoa vai precisar de ajuda profissional, bem como o apoio da família e amigos.




Eu fui diagnosticado com depressão há seis anos e teve todos os tipos de reações dos amigos: de recusa em acreditar que a depressão é "algo", a dizer coisas como "Ah, eu tive um momento muito ruim na semana passada - talvez eu tenha depressão também!". O apoio precisa ser mais sensível e sutil do que apenas "motivacional", e entender que não estamos sendo difíceis de propósito. Pessoas com depressão muitas vezes só querem voltar a se sentir alegres e felizes novamente, mas vários fatores os impedem de conseguir.

Seu papel como amigo solidário tem vários elementos, os quais você precisa descobrir da sua própria maneira - mas aqui estão 10 sugestões de alguém que já esteve do outro lado da situação.

  • 1. Não confunda com preguiça ou os incentive a ser "mais forte".

Pessoas com depressão têm um transtorno mental grave que não pode ser superado apenas com força de vontade ou simplesmente mudando de perspectiva. Se você estiver ajudando um companheiro/a com depressão, não diga a ele/a para ´´sair dessa´´, tentando forçá-lo a se sentir feliz ou comentando sobre uma época em que você estava triste sobre uma questão, mas "pensou positivo" e resolveu o problema. Assim como as pessoas com pernas quebradas, eles não são fracos ou sem força de vontade: eles só têm um obstáculo que inviabiliza suas funções normais. Familiarize-se com o fato da depressão ser uma doença.

  • 2. Incentive-os a procurar ajuda.

Uma das melhores coisas que você pode fazer para alguém com depressão é incentivá-los a obter alguma ajuda séria. Seu trabalho não é tratá-los. Psicoterapia e tratamento medicamentoso: é o melhor tratamento para superar esta condição.

  • 3. Preste atenção no cuidado pessoal.

Deprimidos muitas vezes têm dificuldade para se cuidarem adequadamente e não comem direito, não dormem em horários corretos, nem mantém seus ambientes limpos. Preste atenção a isso e incentive-os a cuidarem de si mesmos com pequenas medidas, como levá-los para compras no supermercado para tirá-los da cama.

  • 4. Convide-os para uma longa caminhada.

O exercício físico é muito bom para a depressão, assim como sair de casa. Insistir no convite para uma caminhada é uma boa maneira de tirá-los de casa, mas você não precisa inventar nenhuma conversa fiada e alegre se eles se sentirem exaustos e ficarem calados; apenas escute sem julgar e deixe claro que você ainda adora a sua companhia.

  • 5. Ajude-os a questionar seus pensamentos negativos.

A depressão é caracterizada em muitos casos por padrões de pensamentos negativos graves sobre a auto-estima. A psicoterapia ajuda a pessoa a reconhecer esses padrões e questioná-los, mas você também pode ajudar. Na prática, isso significa que se alguém diz "Eu sou tão horrível", "Ninguém gosta de mim", "eu me sinto inútil", ou outras declarações depressivas, imediatamente proteste: "Não, você não é!"



Em vez disso, tente desafiar os pensamentos inúteis pensando empiricamente: "Por que você diz / pensa isso?". Peça exemplos específicos e pergunte como ela se sentiu neles. Por exemplo, se ela disser "Michel nunca me chamou de volta, por isso ele deve me odiar", leve-os a outras interpretações por meio de evidências.


  • 6. Pense em termos de recompensas e não punições.


Ser amigo de uma pessoa depressiva pode ser seriamente duro. Mas as ameaças não ajudam em nada. "Se você não se animar / cuidar de si mesmo / comer o jantar, eu vou parar de falar com você". Não é uma boa maneira de ajudar, porque as pessoas depressivas já têm pensamentos negativos sobre si mesmas e podem até acreditar que merecem ser mal tratadas.

A punição não vai ser um incentivo para que eles mudem o seu comportamento; ele só vai "provar" que coisa horrível que eles são. Em vez disso, tente ser positivo e elogie quando eles cuidarem de si mesmos - não sendo condescendente, mas com um simples "Ei, você fez comida! Eu sei que deve ter sido difícil para você - quer que eu ajude a lavar a louça?" é um bom começo.


  • 7. Não espere resoluções rápidas.


Depressão não desaparece magicamente quando as pessoas começam a fazer psicoterapia ou a tomar drogas que alteram o humor. É, muitas vezes, uma condição de longo prazo que exige a administração freqüente. Quem inicia o tratamento se torna melhor em desafiar seus processos de pensamento e passa a se cuidar melhor quando está para baixo. Mas ainda haverá períodos muito ruins.


  • 8. Identifique e faça algo nos dias ruins.


Mesmo que você não seja muito bom em se comunicar emocionalmente, um simples gesto para demostrar que você está pensando nela, quando ela estiver passando por um tempo ruim, vai ajudar muito. Algo tão pequeno como uma mensagem de texto pode fazer uma enorme diferença. Apenas um "Pensei em você hoje" ou "O que você está fazendo?" é suficiente.


  • 9. Cuide de si mesmo.


Não é seu trabalho tratar ou salvar um amigo depressivo e, às vezes, a experiência pode ser difícil e desgastante. Procure apoio e conselhos de especialistas e lembre-se de ter tempo para si mesmo quando você precisar.

Os melhores amigos para depressivos são aqueles que sabem o momento certo de se despedir e dar um espaço: caso contrário, só vai acabar puxando-os ainda mais para baixo.

Fonte: Bustle traduzido e adaptado por Psiconlinews