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segunda-feira, 23 de março de 2015

5 frases que podem acabar com os seus relacionamentos


Por: Kira Asatryan 

Qualquer relacionamento pode se beneficiar de mais proximidade. A proximidade é criada entre duas pessoas através do conhecimento e cuidado mútuo. São ações simples que você pode começar a fazer a qualquer momento, com qualquer um que você escolher. Proximidade é o melhor antídoto para a solidão, e está sob seu controle.




Uma das primeiras coisas que eu encorajo meus clientes a fazer para criar mais proximidade em seus relacionamentos é ajustar a sua linguagem de pequenas, mas poderosas, maneiras.

Aqui estão 5 frases que você precisa evitar se quiser aumentar a proximidade nos seus relacionamentos:

1. "Por quê?"

A primeira frase a ser evitada é apenas uma única palavra: "Por que" não é a melhor maneira de se fazer uma pergunta a alguém que você quer se aproximar, porque ela pode fazer a pessoa ficar na defensiva. "Por que" é uma linguagem de acusação ("Por que você fez isso?", "Por que você se sente assim?"). Mesmo que você tenha intenções inocentes, a palavra pode fazer com que a outra pessoa pense que precise se defender.

Para sentir o poder subversivo de "por quê", na próxima vez que você se sentar para jantar ou assistir a um filme, pergunte a si mesmo: "Por que estou fazendo isso?" Sentiu a ansiedade que ele provoca? É a mesma ansiedade que o "porquê" pode provocar no outro - e é uma experiência que não vai lhe aproximar de alguém.

Alternativa: Troque o "porquê" em suas perguntas pelo "o que" ou "como". "Por que estou fazendo isso?" torna-se "O que preciso fazer para sair dessa?". Sentiu a diferença? A primeira versão acusa; a segunda só quer entender.

2. "Você tem..."

"Você" é uma palavra complicada no vocabulário da proximidade. Ela certamente pode unir as pessoas ("Você é tão doce"), mas quando é utilizada para dizer ao seu parceiro/a o que ele/a precisa fazer de diferente, ela pode causar divisão.

As frases-chave para se prestar atenção são as que começam com: "Você tem..." ("Você precisa ser mais assertivo", "Você tem que ser mais organizado"). Estas têm o potencial de prejudicar a proximidade porque implicam que o seu parceiro deve mudar de alguma forma específica, com base em suas opiniões. Para criar proximidade é melhor não apresentar suas opiniões como mandatos. "Você tem" representa uma ordem que cria um abismo entre as pessoas.

Alternativa: Tente se concentrar em sua própria experiência da situação. Por exemplo, "Você tem que ser mais assertivo" pode se tornar "Eu gostaria tomássemos mais decisões em conjunto." "Você tem que ser mais organizado" pode se tornar "Eu acho que você poderia arrumar melhor o seu armário.´´. Compartilhar a sua perspectiva sobre a situação favorece a proximidade e impede a formação de lacunas.

3. "Eu sinto muito se..."

Quase todo mundo tem dificuldade para admitir que fizeram algo errado. Mas, como todos nós cometemos erros em nossas vidas, pedir desculpas é essencial para manter a proximidade durante um longo período de tempo. Um dos maiores erros que as pessoas cometem aqui é começar a frase com um pedido de desculpas: "Eu sinto muito se...", "Me desculpe se eu ferir seus sentimentos", "Sinto muito se você se sentia assim").

Estas não são desculpas que criam proximidade, porque a proximidade é amparada pelo fato de você tomar, pelo menos, alguma responsabilidade na situação. Usando o "se" em seu pedido de desculpas permite que você se esquive da responsabilidade, colocando-a na outra pessoa. "Sinto muito se você se sentiu assim." Viu o "você" lá?

Alternativa: Pedir desculpas sinceras envolve o compromisso de tomar alguma responsabilidade. "Me desculpe, eu ..." e "Eu sinto muito por ..." funcionam infinitamente melhor do que "eu sinto muito se ...". Um simples "Me desculpe, eu feri seus sentimentos" é o tipo de desculpas que aproxima as pessoas.

4. "Por que você apenas..."

Você já sabe que esta frase é problemática por começar com um "porquê", mas ela recebeu o seu próprio lugar no nosso Top 5 porque ela , e as suas outras versões ("Você poderia simplesmente ..."; "Você deve apenas ..."), encerra a conversa quando o seu parceiro/a mais precisa.

Dar o seu conselho ou oferecer soluções é de grande valia quando ele/a pedir. Mas, quando ele/a simplesmente quiser falar sobre uma de suas lutas, a inserção de um "por que você apenas..." implica que a luta não é válida. Do seu ponto de vista parece que as coisas poderiam ser facilmente resolvidas se ele apenas fizesse x, y ou z. Isso cria distância porque, embora possa não ter sido sua intenção, você apenas invalidou a sua experiência.

Alternativa: Quando o seu parceiro estiver se debatendo com alguma situação, a sua principal tarefa é estar presente e envolvido. Essa postura simples cria uma maior proximidade. E quando ele/a estiver preparado para fazer algo diferente, ofereça soluções para ajudá-lo. A colaboração cria proximidade.

5. "Agora não."

A maioria de nós leva uma vida agitada e nem sempre é possível deixar o que está fazendo para ouvir a história do marido, ou jogar conversa fora no telefone com a mãe. No entanto, estar engajado com aqueles que você quer criar proximidade de uma forma consistente é extremamente importante e a frase "não agora", sem qualquer acompanhamento, promove um sentimento de rejeição.

Alternativa: Se você estiver envolvido com alguma atividade no momento em que seu parceiro quiser se envolver, tente substituir o "não agora" por um pedido de um determinado período de tempo. "Eu só preciso de 20 minutos com isso, depois eu adoraria ouvir", provoca uma sensação totalmente diferente do "não agora."

Use essas dicas simples para começar a construir proximidade em seus relacionamentos. Pode levar algum tempo para que os seus novos hábitos de linguagem tomem posse, mas quando isso acontecer você poderá ver melhorias em todos os seus relacionamentos.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinenews

sexta-feira, 20 de março de 2015

7 Dicas para Interagir Com Pessoas que Você não Gosta


Por Alexa Fischer

Em um mundo perfeito, todo ser humano com o qual interagíssemos seria atencioso, consciente, gentil, generoso e muito mais. Eles ririam de nossas piadas e nós das deles. Ninguém jamais seria frio, arrogante, difícil ou qualquer coisa que prejudicasse o convívio.

Claro que todos nós sabemos que este não é um mundo perfeito. Mas são as imperfeições em torno de nós que mantém as coisas interessantes. Dito isso, eu garanto que a maioria de nós freqüentemente se depara com pessoas que parecem carrapatos: drenam as nossas forças. Às vezes sabemos o porquê, às vezes não. A compreensão da dinâmica negativa faz com que seja mais fácil, outras vezes parece irrelevante.




Independente das particularidades, é importante aceitar que muitas pessoas com quem interagirmos na vida não serão tão atenciosas, conscientes ou gentis como gostaríamos. Inevitavelmente, nós também agiremos assim com outras pessoas. 
Nestes casos, podemos simplesmente optar por aceitar que não podemos se dar bem com todo mundo. Mas também é possível conversar e trabalhar ao lado das pessoas que não gostamos; na verdade, estabelecer limites e ser compassivo com os outros e com nós mesmos é uma grande experiência de crescimento.

Aqui estão sete dicas para navegar entre estas relações complicadas sem perder a calma e a autenticidade no processo:

1. Aprecie o poder da pausa.

A maioria de nós (incluindo eu) forma uma opinião no momento em que alguém diz algo que nos ofende, ou faz alguma coisa imprudente. Tento não ser crítico, é claro, mas às vezes não dá. Quando as ações, ou as palavras, de alguém disparam contra mim, eu tendo a avançar: tento, de alguma maneira, revidar. 

Há um potencial infinito para avançarmos rapidamente nossos pensamentos para o negativo. Por isso é importante ter um momento para refletir sobre o poder de pausa.

Respire fundo e dê um passo para trás. Agora imagine o quanto esse gesto simples pode fazer por você em uma interação difícil. Antes de chegar a conclusões precipitadas, tente tomar uma decisão consciente e coloque o julgamento em modo de espera por alguns segundos. A partir desta pausa, você será mais capaz de avaliar com uma mente e um coração mais aberto.

2. Honre sua capacidade de permanecer neutro.

Uma vez que decidimos que "não gostamos" de alguém, é muito, muito fácil visualizar tudo o que ela faz através de uma lente de negatividade: "Olha como ela pega aqueles saquinhos de chá! Se acha uma barman".

Lembre-se que a pessoa que você não gosta não é, intrinsecamente, um ser humano ruim. Ele/a é filho de alguém. Ele/a é, provavelmente, cônjuge ou parente de alguém. Existem pessoas que gostam dele/a e o consideram como amigo.

Você não precisa amar essa pessoa, mas perceba a diferença entre "não ligar" para alguém e ativamente criar um rancor em relação a ela. A negatividade se torna um ciclo vicioso e só piora as coisas. Lembre-se: a capacidade de permanecer neutro existe dentro de você. Então, honre-o.

3. Se pergunte "E se ...?"

Qualquer pergunta que comece com as palavras "E se..." é poderosa. Ela permite que você veja a situação de acordo com as suas possibilidades. Não preciso dizer que, numa situação ou interação que você perceber como negativa, há inevitavelmente uma forma de ver um resultado positivo - mesmo que seja apenas o que você pode aprender com ela. 

Então olhe para o lado bom, não de uma forma clichê. Realmente entre em sintonia com a atual situação e considere as alternativas. Faça um esforço consciente para observar e reconhecer os seus pontos fortes. Será que ele/a realmente sempre ressalta a sua importância nos projetos de grupo? Ele/a é paciente para esclarecer as dúvidas? Quando você observar essas alternativas mais positivas, aponte-as para si mesmo.

4. Crie um espaço para si mesmo.

Se você está realmente em conflito com essa pessoa, se permita ter algum espaço. Vá trabalhar em outra sala, sente-se na outra extremidade da mesa de conferência, se misture em outros círculos no evento de networking. Você também pode se dar um espaço psicológico; perceba que você não precisa responder aos seus comentários na rede social do grupo. Você não é obrigado a tomar parte nas discussões que ele/a inicia. Este tempo e espaço será de cura, e irá prepará-lo para ser mais capaz de lidar com a pessoa ou situação que está estressando você.

5. Mantenha esses limites.

Se essa pessoa faz com que você se sinta exatamente da mesma maneira, toda vez que você se envolve com ela, pense sobre como você pode criar limites que vão mantê-lo saudável. Se ele/a sempre faz alusões à prosperidade financeira dela (enquanto você está passando por um estresse financeiro), educadamente diga a ele/a que a sua escolha para o ano novo é limitar  as conversas sobre  dinheiro apenas com o contador.

Se alguém faz demasiadas questões pessoais, você pode optar por responder. Se ele/a começar a ser irritante com as suas diretrizes políticas ou religiosas, diga que você está evitando conversas sobre temas polêmicos no momento.

6. Dê às pessoas o benefício da dúvida.

Essa é simples (mas não necessariamente a mais fácil). Por exemplo, se alguém tentar furar o seu lugar numa fila, tente dizer isso: "Você não deve ter percebido que a fila começa lá atrás. Não há nenhum aviso.´´ Dessa forma, a outra pessoa tem uma chance de se redimir (afinal de contas, todos nós podemos se enganar).

É claro que você não precisa fazer isso todas as vezes que alguém tentar "sacanear", mas estender um pouco de generosidade para os outros é sempre benéfico. Talvez não seja verdade que a pessoa ´´não sabia´´ que era uma fila, por exemplo, mas interpretar as coisas assim, num primeiro momento, vai fazer você se sentir menos agitado e estressado.

7. Perceba que o que você não gosta nos outros, geralmente, é o que você não gosta em si mesmo.

Isso é difícil de ouvir, não é? Mas se estamos sendo verdadeiros, a inclinação daquela pessoa para se atrasar, ou para interromper, ou para fazer piadas estranhas, muitas vezes está ligada aos nossos medos sobre o nosso próprio senso de humor ou pontualidade.

Portanto, antes de adicionar alguém à sua lista de ´´não gosto´´, tenha um momento para considerar ao que, exatamente, você está se agarrando a respeito deles. O que essas coisas dizem sobre você? Existem conexões que você pode fazer? Seja curioso e honesto.

É improvável que você goste de todas as pessoas que encontrar. Mas com um pouco de perspectiva e empatia, você será capaz de navegar por estas relações sem se incomodar.

Fonte: MindBodyGreen traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 16 de março de 2015

4 Sinais de Que Você Está Sendo Manipulada


Por Eden Strong

A pior parte de ser manipulado em um relacionamento é que, muitas vezes, você nem sabe que está acontecendo. Pessoas manipuladoras distorcem seus pensamentos, ações, desejos e vontades em algo que se adéqua melhor ao modo como eles vêem o mundo. Assim eles moldam você para servir aos seus próprios fins. Assustador não é?




Aqui estão algumas situações que ajudarão você a se certificar de que isso não está acontecendo com você:

1. Ele(a) faz você se sentir culpada(o) ... por tudo.

A manipulação sempre começa com culpa. Se ele pode convencê-la a se sentir culpada por suas ações (mesmo quando você não fez nada de errado), então ele sabe que você estará mais predisposta a fazer o que ele diz. "Eu acho que o jantar estava bom. Não foi o que eu esperava, preferia que você tivesse feito algo diferente, mas acho que, se você estiver feliz, isso é tudo o que importa. Eu te amo e a sua felicidade é importante para mim, mesmo que isso signifique deixar de lado o que eu quero".

Viu o que ele fez? Como ele usou as palavras para virar a situação contra você? Aparentemente, ele faz parecer que é um namorado amoroso, mas fica o alerta: quem ama não culpa.

Manipuladores também tentam fazer você acreditar que eles estão tentando ´´te amar melhor´´, de modo que você fique mais disposta a deixar de lado o que você quer. É um jogo ardiloso.

2. Ele(a) faz você duvidar de si mesma(o).

Quer saber por que é tão fácil para ele manipular você? Porque ele ´´ferrou´´ você até o ponto em que você já não confia mais em si mesma. É isso mesmo, manipuladores tomam suas inseguranças e usam contra você. Eles sempre apontam o que você está fazendo "errado" e como eles poderiam ter feito melhor. Eles ressaltam seus pontos fracos e, em seguida, mostram que, com a sua ajuda, você pode fazer melhor, ser melhor. Eles lentamente convencem você de que se interessam pelo seu bem-estar ... mas não fazem nada por você.

A fim de manter os seus desejos e necessidades na vanguarda de seu relacionamento, eles gentilmente distorcem o seu pensamento até que você precise consultar a sua opinião sobre tudo. Quando isso acontece, o manipulador pode fazer com que você faça tudo o que eles querem que você faça, porque agora você confia mais nele do que em si mesma.

3. Ele(a) faz você se responsabilizar pelas emoções dele(a).



Manipuladores são irônicos, no sentido de que eles tentam fazer você se sentir como se não pudesse pensar por si mesma, mas, em seguida, mudam e responsabilizam você pelo que estão sentindo. Se ele está triste, provavelmente é porque você o fez se sentir assim. Se ele está com raiva, bem, obviamente foi você quem fez algo errado.

Por mais que tentem fazer você acreditar que é totalmente incapaz de controlar a sua própria vida, eles esperam que você seja responsável pela forma como eles se sentem. Insano.

4. Ele faz você acreditar que você quer o que ele quer.

Todos nós iniciamos nossas relações com exigências e negociações - é natural, quando se começa a união de duas vidas, que alguns compromissos sejam feitos. O que não é normal: Quando você precisa deixar de lado tudo o que você quer, em um esforço para apaziguar o seu parceiro. Se você começar a perceber que as necessidades do seu parceiro estão sendo atendidas com muito mais freqüência do que as suas; cuidado, você pode estar casada com um manipulador.

Você está cedendo para o que ele quer para se livrar de sentimentos de culpa? Ou porque ele fez você se sentir responsável pela forma como ele se sente? Você desistiu do que queria porque ele fez você acreditar que deveria querer algo mais? Se você respondeu "sim" para qualquer uma dessas perguntas, talvez seja hora de reconsiderar essa relação.

Fonte: YourTango traduzido e adaptado por Psiconlinews

domingo, 15 de março de 2015

10 Frases que os Passivo-Agressivos Costumam Dizer


Por: Signe Whitson 

Existe alguém na sua vida que sempre faz você se sentir como se estivesse em uma montanha russa emocional? Você conhece alguém que é amigável num dia, mas no outro fica emburrada e se afasta? Algum membro da família, ou amigo, consistentemente procrastina, adia e encerra qualquer conversa que contenha alguma carga emocional? Você´é, às vezes, essa pessoa? Se você respondeu "sim" para qualquer uma dessas perguntas, as chances são de que você pode estar interagindo com uma pessoa passivo-agressiva ou mostrando sinais de comportamentos passivo-agressivos.




No livro Sorriso irritado: A Psicologia do comportamento agressivo-passivo nas famílias, escolas e locais de trabalho, a agressão passiva é definida como uma forma deliberada e mascarada de expressar sentimentos dissimulados de raiva. Trata-se de uma série de comportamentos destinados a se vingar de outra pessoa sem reconhecer sua raiva subjacente. Estas 10 frases agressivas passivas comuns podem servir como um sistema de alerta precoce para você, ajudando-o a reconhecer a hostilidade escondida quando ela cruzar o seu caminho:

1. "Eu não estou com raiva."

Negar sentimentos de raiva é um comportamento passivo-agressivo clássico. Em vez de ser aberto e honesto quando questionado sobre seus sentimentos, a pessoa passivo-agressiva insiste: "Eu não estou com raiva", mesmo se estiver fervendo por dentro.

2. "Tudo bem." "Tanto Faz."

Ficar emburrado e se retirar da argumentação são estratégias primárias da pessoa agressiva passiva. Isso acontece porque a agressão passiva é motivada pela crença de que expressar a raiva diretamente só vai piorar as coisas. A pessoa passiva agressiva usa frases como "Tudo bem" e "Tanto faz" para expressar a sua raiva indiretamente e, ao mesmo tempo, impedir qualquer chance de uma comunicação direta, emocionalmente honesta.

3. "Já vou fazer!"

Pessoas agressivas passivas são conhecidas por concordarem verbalmente com o cumprimento de um pedido, mas comportamentalmente atrasarem a sua conclusão. Se o seu filho lhe responde com com um alegre: ´´Ok, já vou fazer´´ toda a vez que você pede para ele limpar o seu quarto, mas não se apresenta para completar a tarefa; é provável que ele esteja praticando a arte agressivo-passivo do cumprimento temporário.

4. "Eu não sabia que você queria agora."

Os passivo-agressivos são mestres na arte de procrastinar. Enquanto a maioria de nós prefere adiar tarefas desagradáveis ​de tempos em tempos, as pessoas com personalidades passivo-agressivas usam a procrastinação como um meio de frustrar os outros e/ou se livrar de certas tarefas sem ter de recusá-las diretamente.

5. "Você quer que tudo fique perfeito."

Quando a procrastinação não for uma opção, a estratégia passivo-agressiva mais sofisticada é a realização da tarefa em tempo hábil, mas inaceitável. Por exemplo:

  • Um marido que prepara um bife para sua esposa, embora sabendo que ela não goste de bife.
  • Um filho que atende ao pedido da mãe e lava as mãos, mas chega as mãos molhadas e mal lavadas.
  • Um funcionário que gasta drasticamente além do seu orçamento em um projeto importante.
Em todos estes casos, a pessoa agressiva passiva está em conformidade com um pedido particular, mas o realiza de forma intencionalmente ineficiente. Quando confrontado, ele defende seu trabalho, alegando que o acusador tem padrões muito rígidos ou perfeccionistas.



6. "Eu achei que você soubesse."

Às vezes, o crime passivo-agressivo perfeito se utiliza da omissão. Pessoas passivo-agressivas podem expressar sua raiva de forma encoberta, optando por não compartilhar informações quando podem prevenir um problema. Ao alegar ignorância, a pessoa se defende da sua inação, tendo prazer em assistir o apuro e a angústia do seu inimigo.

7. "Claro, eu ficaria feliz em."

Alguma vez você já esteve em uma situação de atendimento ao cliente, onde um funcionário aparentemente preocupado, ou operadora de telefonia super educada, garante que o seu problema será resolvido. Aparentemente, o representante foi cooperativo, mas cuidado com o seu sorriso de raiva; nos bastidores, ele está jogando o seu pedido no lixo e carimbando sua papelada com "negar".

8. "Você agiu muito bem para alguém com o seu nível de educação."

O elogio camuflado o meio socialmente aceitável que a pessoa passivo-agressiva utiliza para insultar alguém. Se alguém já lhe disse: "Não se preocupe, você fica bem de biquíni, mesmo na sua idade", ou, "Há um monte de homens que gostam de mulheres gordas", é provável que você saiba a "alegria" que um elogio agressivo-passivo pode trazer.

9. "Eu só estava brincando"

Assim como os elogios camuflados, o sarcasmo é uma ferramenta comum de uma pessoa passivo-agressiva que expressa a sua hostilidade em voz alta, mas em formas indiretas, socialmente aceitáveis. Se você demostrar que se sentiu ofendido pela alfinetada, o hostil piadista se faz de vítima perguntando: "Você não sabe o que é uma brincadeira?"

10. "Por que você está tão chateado?"

A pessoa passivo-agressiva é um mestre em manter a calma e fingir surpresa quando alguém, já desgastado pela sua hostilidade indireta, explode de raiva. Na verdade, ele tem prazer de instigar até que você perca o controle e, em seguida, questionar as suas "reações exageradas".

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 12 de março de 2015

10 Fatos Surpreendentes Sobre a Rejeição


Por: Johan Larson 

Sabemos que a rejeição machuca muito, mas ela também pode causar danos ao nosso bem-estar psicológico que vão muito além da mera dor emocional. Aqui estão 10 fatos pouco conhecidos que descrevem os efeitos nocivos da rejeição em nossas emoções, pensamentos e comportamentos. Vamos começar por analisar por que a rejeição dói tanto:




1. A rejeição pega carona nas mesmas vias das dores física no cérebro. Estudos de FMRI demonstraram que quando experimentamos a rejeição, são ativadas as mesmas áreas do cérebro de quando sentimos dor física. É por isso que a rejeição dói muito (neurologicamente falando). Na verdade, os nossos cérebros respondem à rejeição de modo tão semelhante à dor física que ...

2. Tylenol reduz a dor emocional provocada pela rejeição. Em um estudo feito para testar a hipótese de que a rejeição imita a dor física, os pesquisadores deram paracetamol (tylenol) para alguns participantes antes de lhes pedirem para recordar de uma experiência de rejeição dolorosa. As pessoas que receberam Tylenol relataram significativamente menos dor emocional do que os indivíduos que tomaram uma pílula de açúcar. Psicólogos concluíram que a razão para a forte ligação entre a rejeição e a dor física é que ...

3. A rejeição tinha uma função vital em nosso passado evolutivo. No nosso passado de caçadores / coletores, ser condenado ao ostracismo de nossas tribos era semelhante a uma sentença de morte, uma vez que não éramos capazes de sobreviver por muito tempo sozinhos. Psicólogos evolucionistas concluíram que o cérebro desenvolveu um sistema de alerta precoce para nos avisar quando corríamos risco de ostracismo. Pelo fato disto ser tão importante para chamar a nossa atenção, aqueles que experimentaram a rejeição como dor, ganharam uma vantagem evolutiva. Eles eram mais propensos a corrigir o seu comportamento e, consequentemente, mais propensos a permanecer na tribo. O que provavelmente também explica por que ...

4. Podemos reviver a dor social mais vividamente do que a dor física. Tente recordar uma experiência em que você sentiu uma importante dor física e as vias cerebrais irão responder "Bléh". Em outras palavras, a memória por si só não pode provocar uma dor física. Mas ao tentar reviver uma rejeição dolorosa, você logo é inundado com o mesmo sentimento que você teve na época (seu cérebro vai responder da mesma forma que fez naquele momento). Nosso cérebro prioriza as experiências de rejeição, porque somos animais sociais que vivem em "tribos". Isto nos leva a um aspecto sobre a rejeição que muitas vezes é ignorada ...

5. A rejeição desestabiliza nossa "necessidade de pertencer". Todos nós temos uma necessidade fundamental de pertencer a um grupo. Quando somos rejeitados, essa necessidade torna-se desestabilizada e a desconexão que sentimos aumenta a nossa dor emocional. Se reconectando com aqueles que nos amam, ou ser aceito como membro de outro grupo pelo qual sentimos afinidade, alivia a dor emocional que sentimos depois de uma rejeição. Sentir-se sozinho e desconectado após uma rejeição, no entanto, tem um impacto muitas vezes esquecido no nosso comportamento ...

6. A rejeição cria surtos de raiva e agressividade. Em 2001, o Surgeon General, dos EUA, emitiu um relatório afirmando que a rejeição representava um risco de violência na adolescência maior do que as drogas, a pobreza ou a participação em gangues. Inúmeros estudos têm demonstrado que mesmo rejeições leves tornam as pessoas mais agressivas. Os tiroteios em escolas e a violência contra as mulheres são outros exemplos da forte ligação entre rejeição e agressão. No entanto, grande parte da agressão provocada pela rejeição é voltada para dentro ...

7. A rejeição nos envia à uma missão de procurar e destruir a nossa auto-estima. Muitas vezes respondemos às rejeições românticas procurando falhas em nós mesmos, lamentando por todas as nossas insuficiências, maltratando a nós mesmos quando já estamos para baixo. A maioria das rejeições românticas acontece por uma questão de desajuste e falta de química, estilos de vida incompatíveis, desejo por coisas diferentes em momentos diferentes ou outras questões como a dinâmica mútua. Culpar a nós mesmos e atacar a nossa auto-estima só aprofunda a dor emocional que estamos sentimos e torna mais difícil a recuperação emocional. Mas antes de correr para se culpar por ... culpar a si mesmo, tenha em mente o fato de que ...

8. A rejeição reduz temporariamente o nosso QI. Apenas o convite para recordar uma experiência recente de rejeição e reviver a experiência foi o suficiente para levar as pessoas a uma pontuação significativamente mais baixa em testes subsequentes de QI, de memória de curto prazo e de tomada de decisão. Na verdade, quando estamos sofrendo de uma rejeição dolorosa, pensar claramente não é tão fácil. Isso explica por que ...



9. A rejeição não responde à razão. Os participantes foram submetidos a um experimento em que foram rejeitados por estranhos. No experimento, os "estranhos" eram cúmplices dos pesquisadores. Surpreendentemente, porém, mesmo depois de serem informados que os "estranhos" pelos quais haviam sido "rejeitados", na verdade, foram instruídos para fazerem isso, pouco efeito teve no alívio da dor emocional que os participantes sentiram. Mesmo sendo informados de que os estranhos pertenciam a um grupo que desprezavam, como a KKK, surtiu pouco no alívio do sentimento de mágoa das pessoas. Ainda assim, a notícia não é de todo ruim, pois ...

10. Existem maneiras de tratar as feridas psicológicas que a rejeição inflige. É possível tratar a dor emocional que a rejeição provoca e evitar as consequências psicológicas, emocionais e cognitivas que ela provoca. Para fazer isso de forma eficaz, devemos cuidar de cada uma de nossas feridas psicológicas (ou seja, aliviar a nossa dor emocional, reduzir a nossa raiva e agressividade, proteger a nossa auto-estima e estabilizar a nossa necessidade de pertencimento).

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 5 de março de 2015

7 Sinais de Uma Amizade Perigosa



'Diga-me com quem andas e te direi quem és"é um velho ditado que ressalta a importância de escolher bem seus amigos e parceiros.

As pessoas estão constantemente indo e vindo, esse fluxo pode parecer lento, mas a vida está sempre tirando e introduzindo novas pessoas na sua vida.

Quem você escolhe manter na sua vida é um reflexo direto de quem você realmente é. Suas interações o ajudam a orientar sua evolução, completar lacunas e revelam o quanto você se respeita.




Há uma troca constante acontecendo em vários níveis. Esteja consciente do que você dá e do que você recebe.

Aqui está uma lista com algumas ações e intenções que devem servir de alerta para você reavaliar suas companhias.


  • Vive tentando mudar você- Você já é um ser em constante evolução e crescimento. As pessoas que tentam mudar aqueles que estão à sua volta geralmente não conseguem crescer e tentam diminuir ou restringir o desenvolvimento dos outros.
  • Desonestidade- Não mentir não é difícil. Realmente não é, mas ser 100% verdadeiro pode ser muito difícil. A maneira mais saudável ​​e mais simples de se viver é sendo fiel consigo mesmo e com aqueles ao seu redor. Às vezes é difícil de enfrentar nossos medos ou lidar com emoções difíceis (raiva / depressão / amor). Se alguém estiver mentindo para você, então você precisa respeitar a si mesmo e ponderar mais sobre o que ele diz. Se ele não pode ser sinceros com você, ele não pode ser sincero consigo mesmo. Além de uma lição sobre o que não fazer, o que mais você pode aprender com ele?
  • Vive minando os seus objetivos- Meus amigos tiveram metas que eu não dei muita importância ou não entendi. Apesar disso eu dei minha opinião e os apoiei como podia. Sabia que estes projetos eram importantes para eles. Podemos ter um grande trabalho explicando nossos sonhos, mas o que eles significam para nós não pode ser entendido por alguém que não se importa.
  • Menosprezam os seus sonhos- Sonhos são o que as pessoas são e o que dá a elas o combustível diário para continuar. Nenhum sonho é comparável a outro e todos são igualmente importantes. Na correria do dia a dia é muito fácil perder de vista ou deixar que os outros corrompam seus sonhos. Os seus objetivos de vida definem o que é importante para você, mostra a sua progressão ao longo do tempo, acrescenta um propósito aos eventos diários, e motiva as suas ações. NUNCA permita que ninguém tire isso de você.
  • Semeiam conflitos- Se alguém em sua vida está constantemente batendo cabeça com você, economize sua energia, deixe-os lutar contra si mesmos. O grau em que eles discutem ou conflitam pode variar e não é um valor importante. Por que eles fazem isso é o que você precisa se perguntar.
  • Nunca se lembram dos detalhes ou das pessoas que passaram em sua vida- '´Ei, quem é essa pessoa?´' '´Quando você fez isso?" Eles poderiam muito bem perguntar: "Por que eu me importaria? ". Esquecimento acontece com todos nós, mas uma linha precisa ser desenhada. Não nos esquecemos do que é importante para nós. Não prestar atenção suficiente para se lembrar do que é importante para você mostra que você é uma prioridade baixa. 
  • Atitudes sarcásticas- Sarcasmo por si só já tem uma definição intrinsecamente negativa, "o uso da ironia para transmitir o descontentamento ou escárnio". É o uso do humor para denunciar uma situação ruim de alguém seguida de risos. Alguém com essa perspectiva geralmente é muito bem-humorado, mas há conteúdo negativo subjacente em tudo o que dizem. 

Ao ler este texto, você provavelmente lembrou de alguns nomes. Mas não desista deles imediatamente! Um fator comum nessas situações é a incapacidade de ser honesto e se respeitar. Com algumas pessoas você só precisa mostrar o que estava acontecendo. Mas não tome para si a responsabilidade de salvar ninguém. Mostre a água e deixe eles beberem quando estiverem com sede. É difícil se afastar de pessoas antes de estarmos prontos, mas nenhuma relação vale o preço do constante abuso silencioso.

Fonte: ExpandedConsciousness traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Como Identificar um Narcisista e se Afastar


Por: Kelly O'brien

A maioria de nós já esteve em um relacionamento com um narcisista. Talvez você tenha sido sugado por um membro egocêntrico da família, um esposo, um namorado, um colega de trabalho,ou um amigo.

Talvez você pensou que era sua culpa quando o narcisista fez você se sentir diminuído e cheio de desespero.

A verdade é que a sua única "falha" foi se envolver com o narcisista, em primeiro lugar!




Aprender a identificar esse comportamento tóxico antes que ele te machuque é crucial para a sua saúde. Uma grande parte do nosso bem-estar se deve aos nossos relacionamentos, que podem ser saudáveis ou tóxicos. Se temos relacionamentos tóxicos, precisamos avaliar se eles podem ou não mudar; se não,  temos de encontrar forças para ir embora.

Então, vamos falar sobre como identificar um narcisista e se afastar deles.

Aqui estão 6 características de um narcisista:


  1. Ele/a raramente assume a responsabilidade pelos problemas e, em vez disso, culpa os outros.
  2. O narcisista expressa pouca emoção, especialmente durante os conflitos com você. Quando você expressa sua emoção, ele ou ela te culpam por isso. É uma forma sutil de abuso.
  3. Ele/a drena você, vive da sua energia. Considere quanta energia você está gastando nesta relação ... o meu palpite é que seja do tamanho do seu esforço para manter o relacionamento vivo. Você provavelmente está esgotado emocionalmente e fisicamente, porque é você quem faz todo os planos, todos os pedidos de desculpas e todo os esforços para "corrigir" o que está errado.
  4. Ele/a é encantadora e pensa muito em si mesmo/a.
  5. Esta pessoa é irresponsável com suas finanças, carreira e/ou em manter sua casa em ordem.
  6. Jekyll & Hyde: Esta pessoa é muito agradável, mas quando você diz alguma coisa errada ela chama sua atenção. Você vive pisando em ovos por querer fazer tudo certo.
  7. Depois de estar certo/a de que você está com um/a narcisista, o mais sensato a fazer é se afastar.

Por quê?

Não existe argumentação com essa pessoa. Você vai, inevitavelmente, terminar a maioria dos conflitos pensando que foi tudo culpa sua. Você vai acabar pedindo desculpas. E você vai acabar sendo o único a perder sua auto-estima.

Você pode evitar tudo isso!

Aqui estão 5 passos para terminar o relacionamento com um narcisista:

1. Distancie-se emocionalmente e fisicamente desta pessoa.

Se for um colega de trabalho, não aceite mais os seus convites. Se for um namorado, peça um tempo para se orientar e prepare o caminho para sair fora. Se for um membro da família, isso pode ser mais difícil, mas existem inúmeras maneiras de se distanciar de uma pessoa assim.

2. Perceba que o problema não é você.



Você precisa explorar o porquê se sentiu atraído/a por este tipo de personalidade, mas esse é o único ponto onde você precisa se questionar. Qualquer coisa que essa pessoa tenha dito ou feito para você, é um desafio e não um defeito seu. Um narcisista nunca irá culpar a si mesmo.

3. Quando estiver pronto, caia fora.

Vai ser doloroso, mas saia deste relacionamento de qualquer maneira e rapidamente. Não discuta com ele/a ou dê longas explicações, porque ele/a vai tentar seduzi-lo a ficar. Caminhe e não olhe para trás. Você será feliz com o que fez. Se for um cônjuge ou namorado/a, narcisistas superam rapidamente. Dentro de semanas ou em poucos meses já vão estar apaixonados por outra pessoa.

As pessoas poderão se perguntar como você deixou essa pessoa "encantadora" escapar. Mas se mantenha fiel a si mesmo e não se preocupe com o que os outros pensam. 

4. Se livre da necessidade de aprovação dos outros.

Muitas vezes, as pessoas que precisam de aprovação são as que mais se sentem atraídas por esse tipo de personalidade abusiva. Não procure outra pessoa por "aprovação" porque você nunca vai se sentir realizado. E o que vai acontecer se você ficar com um narcisista por aprovação? Você vai acabar se sentindo completamente abusada/o e irá se arrepender.

5. Se ame e cerque-se de pessoas que realmente te amam.

Quando você fizer isso vai completar o quadro de bem-estar na sua vida.

Fonte: MindBodyGreen traduzido e adaptado por Psiconlinews

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Triangulação: A Armadilha Das Pessoas Problemáticas


Por Tamara HILL, MS

Alguma vez você já ouviu falar no termo "triangulação?". O termo é normalmente usado para descrever um indivíduo que cria drama, angústia e confusão usando 3 ou mais pessoas em uma situação. Eu tenho certeza que você já teve experiências com muitos membros da família, amigos e, possivelmente, até mesmo com seus próprios filhos, o que pode ajudar você a entender melhor este conceito. Este artigo irá explicar o que é a triangulação e ajudá-lo a explorar os problemas que resultam de alguém que se dedica a esse comportamento. Você deve saber que existem algumas pessoas que não estão conscientes do fato de que triangulam com você e outras pessoas numa situação específica. No entanto, há também aquelas que intencionalmente criam confusão como um meio de controlar os outros de uma forma passiva.





O uso intencional de triangulação

Dentro de muitas famílias, ou até mesmo entre amigos, é complicado quando a triangulação torna-se um processo contínuo ou crônico na qual o indivíduo problemático quer alcançar um objetivo final (ter suas necessidades atendidas, controlar os outros, ganhar a atenção, etc.). Por exemplo, digamos que você conhece alguém que é um mentiroso patológico e, apesar de todos saberem qual é a verdade (ou provavelmente é), a pessoa só diz mentiras, cronicamente. A fim de ganhar algum tipo de credibilidade, o mentiroso patológico pode dizer a um membro da família a mesma história e, em seguida, se voltar para você e dizer: "bem ... a tia Maria e a avó Leia acreditam em mim". A título de curiosidade, e também para avisá-las da mentira, você liga para elas e conta sobre a mentira. Elas ficam curiosas sobre por que você está tão irritado e preocupado, e começam a questioná-lo. Enquanto elas questionam, você se frustra ainda mais e lhes pergunta como que elas puderam acreditar na mentira. Você está chocado e, talvez, até mesmo magoado, porque questionaram a sua credibilidade. Agora você está num triângulo difícil de desembaraçar porque o verdadeiro criador do problema (a pessoa que contou a mentira) colocou você contra a sua tia e sua avó. Em alguns casos, a avó e a tia podem até ficar do lado da pessoa que contou a mentira e fazer afirmações como "você pode acreditar que ela estava tentando insinuar que você é um mentiroso?! Como ela ousa!". Soa familiar?

Em casos como este é importante se manter independente e pensar bem sobre o que você pode fazer para desencobrir a verdade. Tenha cuidado sobre como se aproximar de tais situações e considere o resultado. Vale a pena tentar descobrir a mentira ou será que a pessoa acabará por destruir a si mesma? Outra coisa a considerar é se as pessoas vão realmente acreditar em você. Eu já conheci famílias em que existem "ovelhas negras" que usam mentiras contadas na família para ´´ganhar pontos´´ com parentes e acabam com os sentimentos feridos ou sendo ainda mais excluídas da família. Outra coisa a considerar é quão "estável" o mentiroso patológico está em sua saúde mental. É uma ex-vítima de abuso, negligência ou fixação? Será que ela acha muito difícil se comunicar adequadamente com os outros? Será que ela luta por uma necessidade de atenção ou controle? Considerar estas questões vai ajudá-lo a determinar como você pode intervir e se você deveria.



Na minha prática com esses clientes, pode ser muito difícil para os pais se sentarem e assistir seu filho mentir repetidamente sobre algo que eles sabem não é verdade. Em casos onde existem muitas ´´minas terrestres´´ como raiva e ressentimento, o mentiroso patológico pode manipular a situação de tal forma que é você quem vai sai parecendo a pessoa "instável". Isso acontece em muitos, muitos casos. É mais provável que esse padrão aconteça em divórcios complicados, questões de custódia e relações conflituosas entre pais e filhos. Apesar dos atos intencionais de triangulação, você sabia que algumas pessoas involuntariamente triangulam você?

Existem três componentes da triangulação:

Vítima: Este rótulo descreve o indivíduo que carrega a atitude de "Coitado de mim". A pessoa cria um triângulo de tal forma que ela se torna ´´vítima´´.

Perseguidor: Este rótulo descreve o indivíduo que ataca os outros participantes do triângulo.

Salvador: Esta é a pessoa dentro do triângulo que atua como um salvador.

Alguém que se envolve em uma mentira patológica, muitas vezes, re-encena o triângulo em muitas áreas da vida, incluindo o local de trabalho, escola e ambiente familiar. Essas pessoas são referidas como causadores de problemas. O triângulo é, às vezes, intencionalmente criado para criar o caos e fazer a pessoa que criou o caos aparecer como vítima.

Para aqueles que experimentam isso em suas amizades ou na sua família, é importante aprender a identificar quando um triângulo está ocorrendo, como se manter separada da pessoa problemática e como manter a objetividade quando necessário.

Fonte: Psychcentral



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Quem tem pena dos solteiros?


Por: Mari Rivas

Você já reparou como a relação a dois é superestimada entre os brasileiros? Pode parecer bobagem, mas a nossa sociedade associa felicidade com estar acompanhado, e julga este status de forma cruel e opressora.

Eu não posso deixar de comentar que tenho visto uma verdadeira guerra de sexos sendo compartilhada na minha timeline, no Facebook, nas últimas semanas. Uma parte compartilha um texto dizendo que as mulheres estão sozinhas porque os homens não conseguem mais lidar com os avanços do sexo feminino. A outra parte compartilha um texto que disserta sobre as mulheres estarem se tornando verdadeiras chatas e que estão sozinhas porque querem.




Será que ninguém vê? Ninguém pára e pensa que essa discussão toda é pura e simplesmente sobre os possíveis motivos pelos quais você está solteira? E daí? Quem disse que eu ou você estamos preocupadas se é a mulher moderna ou o homem machista que tem causado certa discrepância nos relacionamentos modernos? Será que ninguém vê que a moça e o rapaz que compartilham esses textos procuram desesperadamente motivos socialmente aceitáveis para explicar o porquê da solteirice? E porque essa necessidade de explicar-se? Ninguém vê que a sociedade está transformando pessoas leves e felizes em inseguras e amargas?
Em tempos de relacionamentos exibicionistas, em tempos de casais se amando perdidamente no seu Instagram, e postando cada buquê de flores, cada ida ao cinema, e batata do Outback compartilhada numa terça à noite, é difícil mesmo não sentir-se pelo menos um pouco desestimulado na vida de solteiro. Ok. Mas é aí que mora a graça. Você não ter que mostrar nada pra ninguém. O amar-se primeiro é o amar-se melhor que tudo. E todos. A melhor parte de ser solteiro é viver a vida sem estar procurando por nada, é viver a vida deixando as coisas acontecerem de forma leve, sem cobranças. Um amor de verão, depois um rápido affaire com aquela moça interessante do seu curso de MBA, ou aquela paixonite pelo amigo da sua amiga que está de partida para a Austrália. E assim a vida vai sendo levada. Sem pensar muito, até o dia que você encontrar alguém que realmente faça seu coração bater mais forte. Conheço muitos solteiros assim, que realmente não se importam e nem sentem-se abalados por esse julgamento maquiado da sociedade. Já tive namorados, já amei e já sofri quando acabou, mas nem por isso eu sou uma pessoa mais infeliz quando estou solteira.



Fico feliz por aqueles que realmente encontraram em alguém um conforto. Sabemos que é gostoso. Mas chega de julgamentos e de textos guerra dos sexos. Chega de tanta nóia. Muita gente sozinha depois dos 30? Sim. Muita gente namorando aos 20? Também. E quem se importa? Ninguém.
Existe amor em São Paulo sim, mas também existe gente mimizenta dando moral para esse tipo de texto que não acrescenta em nada. E muito, mas MUITO, drama sobre a vida amorosa alheia.

Fonte: Obvious

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A carta de uma psiquiatra sobre ´´Cinquenta Tons de Cinza´´ para os jovens


Por Miriam Grossman

Não há nada de cinza sobre os 50 tons de cinza. É tudo preto.

Deixe-me explicar.

Eu ajudo pessoas que estão quebradas por dentro. Ao contrário dos médicos que utilizam raios X ou exames de sangue para determinar por que alguém está com dor, as feridas que me interessam estão ocultas. Faço perguntas e ouço atentamente as respostas. É assim que eu descubro por que a pessoa na minha frente está "sangrando".



Anos de escuta atenta me ensinaram muito. Uma coisa que eu aprendi é que os jovens são totalmente confusos sobre o amor - para achá-lo e mantê-lo. Eles fazem escolhas erradas e acabam sofrendo muito.

Eu não quero que você sofra como as pessoas que vejo em meu escritório, por isso estou avisando sobre um novo filme chamado Cinquenta Tons de Cinza. Mesmo se você não ver o filme, sua mensagem tóxica está se infiltrando na nossa cultura e poderia plantar ideias perigosas em sua cabeça.

Cinquenta Tons de Cinza está sendo lançado no Dia dos Namorados, então você vai pensar que é um romance, mas não caia nessa. O filme é realmente sobre uma relação doentia e perigosa, preenchido com abuso físico e emocional. Parece glamouroso, porque os atores são lindos, têm carros caros e aviões, e Beyonce está cantando. Você pode concluir que Christian e Ana são legais e que seu relacionamento é aceitável.

Não se permita ser manipulado! As pessoas por trás do filme só querem o seu dinheiro; eles não se preocupam nem um pouco com você ou seus sonhos.

Abuso não é glamouroso ou legal. Nunca é OK, sob quaisquer circunstâncias.

Isto é o que você precisa saber sobre Cinquenta Tons de Cinza: Christian Grey foi terrivelmente negligenciado quando era uma criança. Ele está confuso sobre o amor, porque ele nunca experimentou a coisa real. Em sua mente, o amor está emaranhado com sentimentos ruins como dor e o constrangimento. Christian gosta de machucar mulheres de formas bizarras. Anastasia é uma menina imatura que se apaixona pelos olhares e pela riqueza de Christian, e tolamente segue seus desejos.

No mundo real essa história iria acabar mal, com Christian na cadeia e Ana em um abrigo - ou morgue. Ou Christian continuaria batendo em Ana, e ela sofreria como nunca. De qualquer maneira, as suas vidas não seriam um conto de fadas. Confie em mim.

Como médica, estou lhe pedindo: não assista Cinquenta Tons de Cinza. Se informe, conheça os fatos e explique aos seus amigos por que eles não devem assitir também.

Aqui estão algumas das ideias perigosas promovidas em Cinquenta Tons de Cinza:

  • 1. As meninas querem caras como Christian: Grosseiro e que mande nela.


Não! Uma mulher psicologicamente saudável evita dor. Ela quer se sentir segura, respeitada e cuidada por um homem que ela pode confiar. Ela sonha com vestidos de casamento, não algemas.




  • 2. Homens querem uma garota como Anastasia: Calma e insegura.


Errado. Um homem psicologicamente saudável quer uma mulher que sabe se defender por si mesma. Ele quer uma mulher que o corrija quando ele sair da linha.

  • 3. Anastasia exerce livre escolha quando ela consente em ser machucada, então ninguém pode julgar a sua decisão.


Lógica falha. Claro, Anastasia tinha livre escolha - e ela escolheu mal. A decisão auto-destrutiva é uma má decisão.

  • 4. Anastasia faz escolhas sobre Christian de forma racional e distante.


Duvidoso. Christian constantemente serve Anastasia com álcool, prejudicando seu julgamento. Além disso, Anastasia se torna sexualmente ativa com Christian - sua primeira experiência - logo após conhecê-lo. O sexo é uma experiência poderosa - particularmente na primeira vez. Finalmente, Christian manipula Anastasia para assinar um acordo que a proíbe de falar a alguém que ele é um abusador. Álcool, sexo e manipulação - dificilmente seriam os ingredientes de uma decisão racional.

  • 5. Os problemas emocionais de Christian são curados pelo amor de Anastasia.


Apenas em um filme. No mundo real, Christian não mudaria de forma significativa. Se Anastasia quisesse ajudar pessoas emocionalmente perturbadas, ela deveria ter se tornado uma psiquiatra ou uma psicóloga.


A principal questão: as idéias de Cinquenta Tons de Cinza são perigosas e podem levar à confusão e más decisões sobre o amor. Existem grandes diferenças entre os relacionamentos saudáveis e não-saudáveis, mas o filme borra essas diferenças, de modo que você começa a se perguntar: o que é saudável em um relacionamento? O que é doentio? Há tantos tons de cinza ... Eu não tenho certeza.

Ouça, é da sua segurança e do seu futuro que estamos falando aqui. Não há margem para dúvidas: uma relação íntima que inclui violência, consensual ou não, é completamente inaceitável.

É preto e branco. Não existem tons de cinza aqui. Nem mesmo um.

Fonte: Megmeekermd traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Como o celular pode desconectar o seu relacionamento


Por Guy Winch

Um novo estudo revelou o potencial do celular para causar danos e conflitos em nossos relacionamentos. 

Você se sente negligenciada quando seu parceiro está no celular? Será que o seu tempo juntos está sendo interrompido por textos, e-mails ou jogos? Será que a tecnologia se intrometeu no seu relacionamento romântico?




Um novo estudo da Brigham Young University analisou como a tecnologia interfere nos relacionamentos. Os pesquisadores concluíram que a "interferência tecnológica" pode ser prejudicial não só para um relacionamento, mas para a sua saúde psicológica também.

Até pouco tempo atrás os 3 temas mais discutidos pelos casais costumavam ser: sexo, dinheiro e os filhos; mas parece que os smartphones estão rapidamente crescendo nesta lista.

O estudo incluiu 143 mulheres casadas ou em coabitação, a maioria das quais relataram que os celulares, computadores e outros dispositivos de tecnologia, foram significativamente perturbadores em seus relacionamentos e vida familiar. Especificamente, os níveis mais elevados de interferência tecnológica foram associados com o maior conflito de relacionamento e menor satisfação com o relacionamento. Além disso, parece que maiores níveis de tempo no smartphone ou outro tipo de interferência tecnológica torna as pessoas mais deprimidas e reduz a sua satisfação geral com a vida.

Embora poucos ficassem surpresos ao descobrir que a tecnologia pode ser uma fonte de irritação e de conflito para casais, este estudo é um dos primeiros a relatar que o envolvimento de uma pessoa com a tecnologia pode realmente fazer o seu parceiro deprimir.

Mas por que o uso do celular tem um impacto tão grande sobre a saúde mental do seu parceiro? Afinal de contas, os carros também são fontes de conflito, pois muitos casais ficam tensos e discutem ao dirigir (sobre o estilo de direção, excesso de velocidade, escolha da música, etc ...), mas isso geralmente não leva a pessoa no banco do passageiro ficar deprimido.

E sobre os celulares?




A resposta? Quando o seu parceiro fica no celular em vez de dar atenção para você, isso parece uma rejeição - dói. Se sentir ignorada quando o seu parceiro está no celular pode ser tão ruim quanto ser evitada.

Quando uma conversa, refeição, ou momento romântico é interrompido por causa de uma mensagem de texto ou uma ligação, a mensagem é: "O que eu estou fazendo no meu celular é mais importante do que você agora", ou, "Eu estou mais interessado no meu celular do que em você ", ou, em alguns casos,"Você não é digno da minha atenção. ".

É pelo fato da outra pessoa estar suscetível de experimentar tais momentos como rejeições que as interferências tecnológicas podem, literalmente, afetar a sua saúde psicológica. Rejeições, mesmo as pequenas, tendem a ser extremamente dolorosas, pois o cérebro responde da mesma maneira que uma dor física. Mesmo mini-rejeições, como um parceiro se voltando para o celular no meio de uma conversa, podem induzir sentimentos de reação à rejeição: queda no humor e na auto-estima, uma onda de raiva e ressentimento. Ao longo do tempo, essas pequenas feridas podem apodrecer e aumentar o conflito, diminuindo a satisfação com o relacionamento e levando a uma queda na satisfação com a vida.

5 Dicas para Resolver Conflitos de Interferência Tecnológica


Se você acha que interferência tecnológica pode estar causando problemas em seu relacionamento, considere trabalhar com o seu parceiro para resolver a questão por meio dessas cinco etapas:

  1. Avaliar a extensão do problema. Uma vez que você e seu parceiro se tornarem mais conscientes do problema, irão ser capazes de avaliar em conjunto se, e em que medida, o uso da tecnologia é realmente perturbador para suas interações e tempo juntos.
  2. Reconhecer o uso que é válido. A tecnologia é muitas vezes uma parte necessária ou inevitável do trabalho de alguém (como um médico de plantão). Por isso, é importante reconhecer as demandas dos postos de trabalho, obrigações sociais ou parentais, ou outras situações que exigem a interferência tecnológica.
  3. Concordar com expectativas justas. Discuta com seu parceiro maneiras de encontrar um melhor equilíbrio entre ser sensível às obrigações e demandas e minimizar as intrusões em seu relacionamento ou vida familiar.
  4. Criar zonas francas de tecnologia. Tente chegar a um acordo sobre lugares (como o quarto) e períodos (refeições ou após 21:30) em que vocês podem deixar os celulares, tablets, notebooks, etc., de lado para passar o tempo juntos, sem se preocuparem com a interferência tecnológica.
  5. Definir exceções e resolver obstáculos futuros. Certifique-se de cobrir eventuais exceções ou problemas futuros que possam surgir (como uma tarefa de trabalho fundamental que foi esquecida) e como vocês podem lidar com isso sem interromper o que estavam fazendo juntos naquele momento.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

5 Comportamentos tóxicos que você não deve tolerar


Por Andrea Shulman

Se você estiver tentando criar uma vida melhor para si mesmo, uma boa ideia para começar é avaliar as pessoas que lhe são próximas e ter certeza de que elas não apresentam comportamentos tóxicos.

Comportamentos tóxicos não são apenas desagradáveis de estar por perto, mas se não forem controlados, é provável que essa negatividade extraia as suas forças como uma bola de neve. É difícil ser positivo e otimista quando você está em um relacionamento que não faz bem para você

Aqui estão cinco comportamentos que você não deve tolerar dos outros. Todos nós podemos ser um pouco negativos ao longo do tempo, por isso, não pretenda que todo mundo ao seu redor deva ser "perfeito" e nunca faça qualquer uma dessas coisas. No entanto, se você for próximo de alguém que apresenta comportamentos tóxicos de maneira consistente, então você pode considerar se retirar da relação:




1. Fofoca: Evite relacionamentos que giram em torno de fofocas. Como diz a famosa frase: "Grandes mentes discutem idéias; mentes médias discutem eventos; e mentes pequenas discutem pessoas". Relações de qualidade são baseadas em uma troca de idéias e entusiasmo; isto é o que nos ajuda a crescer, evoluir e alcançar os nossos sonhos.

2. Elogios sarcásticos: Elogios sarcásticos são uma forma de agressão passiva (por exemplo, "Você é uma ótima motorista" ou "Você tem uma ótima cara para trabalhar em rádio"). Estes insultos escondidos vêm de pessoas que estão irradiando baixa energia vibracional. Bom relacionamento só irá elevá-lo com tipo e feedback genuíno. Psicologicamente, um elogio sarcástico pode ferir seus sentimentos. Se o comentário vem de alguém que você conhece bem, diga à pessoa como você se sentiu quando ele o falou. Fique em silêncio se for uma pessoa que você não conhece bem. Fazer isso e ignorar o comentário pode evitar uma situação mais desconfortável. Ou simplesmente diga "isto não é algo que se diga". Ela talvez peça desculpas e diga que não quis ofender.



3. Competitividade: Estar próximo de alguém que constantemente deseja ser o ´´vencedor´´, que vive beliscando o seu calcanhar para ser ´´mais´´, não é saudável. Pessoas que são felizes pelos seus sucessos e confiantes em suas próprias realizações são as únicas capazes de fornecer o apoio que você precisa. A única pessoa com quem alguém deveria estar competindo consigo mesmo.

4. unilateralidade: Indivíduos que só lhe procuram quando precisam de você ou que exigem que as coisas devem ser feitas sempre da sua maneira, provavelmente farão você se sentir marginalizado e mal-amado. Bons relacionamentos demonstram um equilíbrio sólido de compromisso e respeito mútuo.

5. Apontar seus defeitos: Estar perto de alguém que conta histórias humilhantes sobre você, critica sua aparência ou gosta de postar fotos feias de você em mídias sociais, pode ser prejudicial para a sua auto-estima. Os melhores amigos e pares irão se concentrar nas suas qualidades positivas, pois se preocupam com os seus sentimentos.

Se você sentir que está num relacionamento com alguém que apresenta comportamentos tóxicos, você pode querer pensar em se distanciar dele. Mesmo se você achar que não pode terminar completamente a relação, pode ser benéfico se afastar um pouco e passar mais tempo com as pessoas que fazem bem para você.

Você merece ser feliz e respeitado. Qualquer um que tente fazer você se sentir de outra forma deve ser mantida para além do comprimento do seu braço.

Fonte: ExpandedConsciousness traduzido e adapatado por Psiconlinews



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

8 situações em que você deve manter a sua boca fechada


Por Leon F. Seltzer

Há muitas situações em que é extremamente difícil não responder, mas em algumas circunstâncias complicadas não faz sentido responder - reagir - impulsivamente. É necessário dar um tempo para refletir se a sua reação espontânea, se expressa, vai fazer a situação ficar melhor ou pior.

Seguem-se oito situações em que seria muito melhor para você não responder (pelo menos não imediatamente) à provocações, apesar da tentação de fazê-lo.




Eu aconselho você a não responder à outra pessoa se ...

1. Provavelmente ofenderia alguém, sem ter qualquer possibilidade realista de resolver a situação ou melhorar o relacionamento. Você pode se importar com a pessoa ou a relação pode ser realmente importante para você (pragmaticamente ou não). Portanto não há nenhuma boa razão para correr o risco se alienar só para ser mais sincero, ou negativamente avaliativo, do que eles podem lidar emocionalmente. Algumas pessoas são amáveis, leais e solidárias, mas também fáceis de se ofender e altamente reativas à crítica. A rigidez de algumas pessoas faz com que seja praticamente impossível para elas apreciar um ponto de vista diferente. Então é tolice dizer algo que só causará sofrimento para ela e acentuará as diferenças entre vocês. Se esses indivíduos dizem ou fazem algo que lhe incomoda, geralmente será melhor para você tentar esquecer e, internamente, encontrar uma maneira de resolver suas frustrações imediatas com eles ao invés de confrontá-los diretamente.

2. Iria ferir seus sentimentos. Se você quiser agir de uma forma discreta, atenciosa e carinhosa, você certamente não quer fazer um comentário gratuito sobre, digamos, o ´´cabelo feio´´ da outra pessoa. Mesmo que ela solicite o seu feedback sobre a sua aparência, tenha um pouco de caridade para minimizar como o seu cabelo parece e se concentre no que ela pode fazer para melhorar. Se ela tiver uma auto-imagem forte você vai ter muito mais liberdade para responder com franqueza, mas a princípio será bom refletir sobre como a sua resposta pode afetá-la. A mesma regra se aplica se alguém disser algo ingênuo, mal informado, contraditório, etc. Será que vale a pena magoar a pessoa e seu relacionamento com ela para simplesmente pronunciar as primeiras palavras que vêm à sua mente, sem antes considerar o impacto negativo que a sua resposta pode ter?

Meu conselho pode parecer óbvio: "É melhor não dizer nada se você não tem nada de bom a dizer". Mas a relutância em falar para evitar ferir os sentimentos do outro não é uma questão de reprimir a sua expressão - algo que, em geral, eu não recomendo. É sobre não ofender alguém desnecessariamente, imprudentemente, ou duramente, somente porque agiu de uma maneira que, no momento, fez você se sentir desconfortável.

3. Faria você parecer na defensiva, mente fechada, ou mesmo mal-humorado. Se alguém está lhe oferecendo uma crítica construtiva, pode ser importante colocar o seu ego de lado e, conscientemente, avaliar a legitimidade do seu ponto de vista. Nesses casos, é muito melhor permanecer em silêncio, ouvir com atenção, e só então dar uma resposta (se houver). Se você não conseguir resistir ao impulso imediato de se defender, pode perder uma oportunidade valiosa de aprender algo importante sobre si mesmo.

4. Iria apenas aumentar ainda mais a raiva de alguém. Quando alguém estiver com muita raiva para ouvir de forma racional o que você tem a dizer, será pior do que inútil responder a ela. Qualquer resposta será prematura e só servirá para piorar a situação porque, provavelmente, será interpretada como uma interrupção, como se você não estivesse realmente ouvindo. Em tais casos, se houver alguma esperança de resolver a situação, é essencial dedicar toda a sua atenção para ouvir a pessoa, dando-lhe todas as oportunidades para expor suas queixas. Só depois então ela poderia ficar aberta para ouvir o seu ponto de vista.



É também essencial evitar qualquer reação defensiva que, provavelmente, só iria aumentar a animosidade da pessoa. Quando você perceber que a pessoa está claramente exagerando, a melhor coisa a fazer é estar presente e consciente, olhá-la diretamente (não evasivamente), e atender ao que eles estão veementemente dizendo. Dessa forma, você poderá otimizar a chance de que, sentindo-se ouvida por você, ela eventualmente se acalme. Então, e somente então, será possível que você manifeste a sua perspectiva.

Além disso, você pode precisar se acalmar durante um confronto desta natureza. A pessoa pode fazer acusações que poderão parecer injustas e abusivas para você. A calma vai ajudar você a ler entre as linhas apaixonadas e ter uma melhor noção de como ela pôde, no fundo, ter sido ferida por tudo o que você fez ou disse. Não que você tivesse a intenção de magoar a pessoa, mas o que você fez pode ter (talvez inconscientemente) suscitado alguma lembrança do passado que ainda está carregada negativamente para ela. Se, por outro lado, você impulsivamente reagir a ela, sem compreender a dinâmica por trás da sua ferocidade vocal, essa resposta só pode piorar a situação.

5. Só iria intensificar a sua própria raiva. Seguir o seu impulso de atacar uma pessoa que chateou você, provavelmente só vai piorar as coisas. Emoções - não apenas a raiva, mas a ansiedade e a depressão - devem ser guardadas em níveis moderados. Quando elas começam a se tornar pronunciadas, o seu julgamento pode ser seriamente comprometido e você pode reagir de maneiras que farão você se arrepender mais tarde. É melhor segurar a língua e fazer o que é necessário para  se acalmar do que seguir cegamente o impulso de retaliar contra a pessoa que o provocou.

6. Iria dignificar - ou dar crédito para - algum indivíduo rancoroso que degrada você. Não há nenhuma boa razão para responder a qualquer pessoa cujo motivo principal é provocar você. Quando, por hostilidade ou malícia, outra pessoa atacar o que você disse ou escreveu, responder ao seu veneno verbal pode dar a suas palavras uma autoridade que não merecem. A expressão familiar: "Eu não vou dignificar isso com uma resposta", se aplica aqui. 
A maioria dos terceiros que viram você não reagir às provocações da outra pessoa vão interpretar a sua atitude dando descrédito à veracidade da provocação. Ironicamente, o seu poder nessas situações vem ao ignorar os ´´jabs retóricos´´ deles. Na maioria dos casos, você não está de modo algum obrigado a responder a críticas não construtivas. Se alguém atacar gratuitamente a sua pessoa, não tem sentido tentar se defender ou zombar ela de volta. A melhor maneira de resolver a questão é através do silêncio, isso o deixa muito menos suscetível a novas investidas.

7. Poderia te levar a se envolver com alguém cujo objetivo é iludir você. Quando alguém tentar fisga-lo para um duelo verbal invencível, é provavelmente porque isso proporciona para ela uma gratificação perversa. Se você entrar no ringue é praticamente garantido que você tome um nocaute, ou seja, ir para o nível dela já é uma derrota. Como Mark Twain disse: "Nunca discuta com pessoas estúpidas. Elas vão arrastá-lo para o seu nível e, em seguida, bater-lhe com a experiência". Se alguém já o cutucou para que você responda, e está o empurrando para uma segunda rodada, seja sábio para cortar suas perdas e sair do jogo, reconhecendo que ele está apenas incitando você a participar de um exercício contínuo de futilidade, ou de loucura. Tal assédio moral é mais fácil de ignorar, especialmente se eles estão apenas se entregando a provocações para alimentar ilusões de ser mais forte ou superior aos outros.

8. Poderia reforçar um comportamento que precisa mudar. Quando as crianças têm um acesso de raiva, esta é a sua maneira de atrair atenção (mesmo que negativa) ou manipularem uma situação para obter o que querem. Com poucas exceções, é melhor não reagir a esse tipo de comportamento indisciplinado (em pré-escolares ou adultos). É melhor, taticamente, ignorar, especialmente porque uma resposta ativa pode inadvertidamente reforçar o impulso. As crianças precisam aprender a lidar com as frustrações inevitáveis da vida. Se a sua atuação fora de controle tira você da cadeia para ir  até eles solucionar os seus problemas, então você está, na verdade, ensinando-os a agir dessa forma. 

Fonte: Psychology Today traduzido e adaptado por Psiconlinews