quinta-feira, 2 de abril de 2015

"Eu vi uma menina de rua e quase vomitei´´: Vídeo comovente mostra pessoas desabrigadas chorando enquanto leem mensagens de ódio postadas no Twitter contra elas


Como parte da campanha Humans for Humans, a organização sem fins lucrativos, Raising the Roof, fez um vídeo de partir o coração, onde desabrigados leem mensagens cruéis, deixadas por várias pessoas nas redes sociais, em voz alta.




O objetivo deste trabalho é sensibilizar a sociedade e mostrar que aqueles que não têm onde morar também são seres humanos. "Só assim as pessoas vão parar de dizer coisas tão cruéis ​​e de assumir que os estereótipos são verdadeiros", disse o diretor-executivo da organização, Carolann Barr.

Algumas frases que vi os sem-teto lendo: "Eu odeio os sem-teto, não sinto pena de você, se você quiser mudar, mude para bem longe de mim com essa cara suja e fedorenta", "Eu odeio fica frio, porque então todos os vagabundos entram no ônibus", "Eu gostaria que os 'sem-teto' fossem para o inferno", " Eu vi uma menina de rua e quase vomitei. Volte para o seu lugar debaixo da ponte, ninguém ama você" ou "Se o nosso coração reside em nosso lar, então um sem-teto não tem coração?´´

´´O fato destas palavras terem causado tanta dor é a prova de que essas pessoas têm sim um coração", diz Barr. "As palavras podem machucar muito", diz ele.

Fonte: DailyMail traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 31 de março de 2015

Você Já Se Acordou No Meio Da Noite e Não Conseguiu Se Mover? Ou Viu Algo Inexplicável? Saiba o Que Aconteceu.


Por Christina Sterbenz

O que é a paralisia do sono?

Todos os meses eu tenho uma experiência aterrorizante no meio da noite.

Eu acordo, mas não consigo me mover, exceto meus olhos. Sinto uma presença pesada sobre o meu peito, apertando o ar dos meus pulmões e garganta. Em seguida, uma figura encapuzada sombria começa a aparecer no canto da visão.

Eu não estou sonhando. E não importa quantas vezes isso acontece, o pânico se instala. Quando criança, eu pensava que o diabo vinha visitar meu quarto.




Agora eu sei que estes sintomas decorrem de um fenômeno do sono chamado paralisia do sono. Embora vários fatores sociais e psicológicos possam influenciar a prevalência da paralisia do sono, uma pesquisa de 2011 combinou 35 estudos com mais de 36.000 participantes. Os autores descobriram que 7,6% da população em geral tem experiencias de paralisia do sono, aumentando para 28,3% em grupos de alto risco, como os estudantes que têm um padrão de sono interrompido. E em pessoas com transtornos mentais, como ansiedade e depressão, 31,9% experiencia esses episódios.

"Quando você está experimentando uma paralisia do sono, você se torna consciente", afirma Daniel Denis, doutorando em neurociência cognitiva e pesquisador do Projeto Paralisia do sono. "A ideia central é que a sua mente acorda, mas o seu corpo não."

Por que você não consegue se mover



O sono tem três ou quatro estágios de não-REM (movimento rápido dos olhos) e um estado de sono REM. Enquanto as pessoas podem sonhar em qualquer fase, a fase REM é mais intimamente associada aos sonhos vívidos, que se parecem reais.

O cérebro também permanece ativo durante o sono REM - "quase comparável à atividade do decorrer do dia", explica Denis. As pessoas ficam naturalmente paralisadas durante o sono REM, provavelmente para impedir a reprodução dos movimentos do sonho, um processo conhecido como atonia REM. Na fase REM a atividade cerebral é parecida com a normal de quando se está acordado, mas nosso próprio cérebro paralisa os músculos, o que previne lesões de possíveis movimentos quando se sonha com uma partida de futebol ou com uma queda, por exemplo. Quando acordamos subitamente, o cérebro pode demorar a perceber que estamos despertos, o modo "paralisia do corpo" não é desativado. Ou seja, a pessoa fica acordada mas incapaz de se mover.

Muitos que acordam durante este estado simplesmente abrem os olhos e rapidamente voltam a se movimentar. Mas aqueles que sofrem uma experiência de paralisia do sono têm "uma espécie de falha no relógio molecular", como coloca Denis. Por alguma razão, a atonia REM continua depois que você desperta. A maioria dos episódios duram alguns segundos a um minuto, mas em casos mais raros, a pessoa pode precisar de 10 a 15 minutos para recuperar totalmente os movimentos.

Sobre aquele meu amigo sombrio - os pesquisadores não têm as melhores explicações. Para começar, eu poderia estar experienciando a interpretação do meu cérebro de mim mesmo. Os lobos parietais podem estar monitorando os neurônios do meu cérebro, dizendo para meus membros se moverem, de acordo com um estudo da UC San Diego, publicado na revista Medical Hypotheses. Uma vez que não conseguem, o cérebro alucina o movimento pretendido.

Denis explica que o "invasor" também pode ser devido a uma amígdala super-ativa, a parte do cérebro responsável pelo medo (entre outras coisas). "Você acorda com a sua amígdala gritando: 'Há uma ameaça!'", Explica. "Portanto, o seu cérebro tem que inventar alguma coisa para resolver o paradoxo criado pela amígdala ativada sem motivo". 

As experiências

Um dos primeiros estudos aprofundados sobre a paralisia do sono, em 1999, define as três categorias principais de alucinações na paralisia do sono como "pesadelo", "intruso" e "experiências corporais incomuns".

No primeiro caso, as pessoas sentem uma pressão intensa no peito, induzindo a sensação de que não conseguem respirar.

Como observam os autores, a paralisia do sono afeta apenas a "percepção da respiração". Respirar é um reflexo-base, por isso, na realidade nada separa a pessoa do oxigênio. Ela só se sente assim porque está com medo.

"Quando você está em REM, sua respiração é muito rasa e suas vias respiratórias se tornam bastante restritas, por isso é difícil de respirar", explica Denis. "Mas quando você se torna consciente disso, pode ser aterrorizante".

As pessoas que experimentam a segunda categoria, o "intruso", podem ter "um sentimento de presença, medo e alucinações auditivas e visuais", observam os pesquisadores. Essencialmente, sua mente inventa uma visão para resolver algum paradoxo que ocorreu no cérebro durante a paralisia do sono. Os autores o descrevem como um "estado hiper-vigilante do mesencéfalo", o que torna a pessoa consciente até mesmo dos menores estímulos e "tendem a interpretá-los como pistas de ameaça ou perigo". É por isso que um pequeno som pode parecer horrível para alguém que experimenta uma paralisia do sono.

O ´´intruso´´ e o ´´pesadelo´´ caminham lado a lado. Ambos os sintomas normalmente envolvem os sistemas ativados na amígdala por ameaças, como mencionado anteriormente. Algumas pessoas se referem ao "intruso" e ao pesadelo, relatando que sentiram alguém estrangulando-as, diz Denis. Mas o terceiro tipo de alucinação na paralisia do sono, as "experiências corporais incomuns", são as mais raras.

Quando a pessoa tem uma "experiência corporal incomum", ela sente que está tendo uma experiência
fora-do-corpo, levitando ou voando ao redor do quarto, como indica um estudo de 1999. Este terceiro modelo parece estar associado com estágios REM onde o tronco cerebral, cerebelo, e os centros corticais vestibulares são ativados, de acordo com um estudo de 133 pacientes com transtorno do pânico em 2013.

A ponte que inibe o movimento durante o sono, cai nessa etapa, observa Denis. "Você sente como estivesse se movendo, quando na verdade não está, porque a área do cérebro que coordena é hiperativa", diz ele.

Mitos e folclore

As crenças culturais também influenciam fortemente essas alucinações e experiências, levando à criação de folclores e mitos que podem borrar verdade com ficção. Existem histórias fantásticas. Dê uma olhada numa pintura de 1781, de Henry Fuseli: "The Nightmare", uma das mais claras interpretações artísticas da paralisia do sono.

Pessoalmente, a minha amígdala superativa evoca imagens do diabo - não me surpreende, considerando que eu cresci numa família cristã. A partir de sua pesquisa, Denis diz que "a cultura ocidental moderna" tende a ver assaltantes, estupradores e aliens.
Na cultura popular brasileira, originou a lenda da Pisadeira, segundo a qual, durante o sono, uma mulher lendária pisa sobre o peito da pessoa que está dormindo, enquanto esta vê tudo e não pode fazer nada.

Prevenção

Fatores como a falta de sono, distúrbios do sono, e trabalho em turnos podem aumentar a probabilidade de alguém ter uma paralisia do sono. Episódios de paralisia do sono têm sido associados à hipertensão, convulsões e narcolepsia (um distúrbio do sono em que a pessoa perde a capacidade de regular os ciclos do sono e pode adormecer em momentos inesperados).

Enquanto o estresse, a ansiedade e a depressão muitas vezes desencadeiam os episódios, não podemos controlar esses fatores. Então, além de tentar reduzir o stress e começar a dormir mais, como você pode prevenir o aparecimento da paralisia do sono?

Evitar dormir com a barriga para cima pode ajudar. A pesquisa mostrou que a probabilidade de um episódio de paralisia do sono é de três a quatro vezes maior em pessoas que dormem com a barriga para cima. Algumas pessoas usam pijamas para que fique desconfortável dormir com as costas contra o colchão, de acordo com Denis.

Mas se apesar de tudo você acordar e se encontrar paralisado, concentre toda a sua energia em mexer um dedo do pé ou da mão. ´´Assim que você conseguir mover um músculo, quebra toda a paralisia", aconselha Denis.

Fonte: BusinessInsider traduzido e adaptado por Psiconlinews

8 Mitos Sobre Suas Emoções E Como Eles Podem Prejudicar Você


Por Amy Morin 

Como sociedade, não falamos muito sobre nossas emoções. As conversas tendem a se concentrar mais no que estamos fazendo ou no que estamos pensando. Na verdade, a maioria das pessoas acham que é mais fácil começar frases com: "Eu acho que..." em vez de "Eu sinto que...", simplesmente porque soa menos estranho.




A maioria de nós nunca foi instruído sobre seus sentimentos. Em vez disso, esperamos aprender formas socialmente aceitáveis ​​de lidar com nossos sentimentos apenas observando as pessoas ao nosso redor. Mas a verdade é que muitas pessoas não representam um modelo saudável de como lidar com nossos sentimentos.

As normas sociais divergem sobre o que é considerado "aceitável" quando o assunto é lidar e falar sobre sentimentos. Há também muitas diferenças culturais sobre como identificar e gerir as emoções. Na verdade, a maioria das línguas têm palavras para designar certas emoções, que não possui tradução equivalente para outras línguas. 

Não é à toa que exista tanta confusão sobre as emoções. Aqui estão oito dos equívocos mais comuns:

1. "Eu deveria me sentir diferente."

Muitas pessoas dizem coisas como: "Eu sei que eu não deveria estar tão chateada com algo tão pequeno", ou, "eu deveria estar me sentindo mais feliz". Mas não existe nenhuma regra dizendo que a sua reação emocional está errada. Em vez de desperdiçar energia se debatendo contra o que você está sentindo, aceite a sua emoção e o modo como você reage à ela.

2. "Botar pra fora vai me fazer sentir melhor."

Um equívoco muito generalizado é a crença de que se você não falar sobre o que está sentindo para alguém, você vai "suprimir suas emoções" ou "sufocar seus sentimentos". Mas pesquisas mostram que o oposto é verdadeiro, pelo menos quando se trata de raiva. Esmurrar um travesseiro ou reclamar para todo mundo que você conhece só vai aumentar sua excitação, e não vai fazer você se sentir melhor.

3. "Tentar controlar minhas emoções é sinônimo de se comportar como um robô."

Muitas pessoas pensam que regular suas emoções significa agir como se elas não tivessem sentimentos. Esse não é o caso. Uma visão realista das emoções mostra que somos capazes de experimentar uma vasta gama de emoções, mas não precisamos ser controlados por eles. Depois de um dia difícil, escolher fazer alguma coisa para ajudá-lo a se sentir melhor, em vez de ficar de mau humor, é uma habilidade saudável.

4. "Algumas pessoas têm o poder de me fazer sentir determinadas emoções."



Muitas pessoas dizem coisas como: "Meu chefe me deixa louca", ou: "Minha madrasta faz eu me sentir mal comigo mesma". Na realidade, ninguém pode fazer você sentir algo. Outras pessoas podem influenciar a forma como você se sente, mas você é o único responsável por suas emoções.

5. "Não consigo lidar com emoções desconfortáveis."

Quando a pessoa duvida da sua capacidade de tolerar certas emoções, ela acaba se evadindo. Alguém que experimenta ataques freqüentes de ansiedade pode deixar escapar as oportunidades de ser promovido. Uma pessoa que se sente desconfortável com o confronto pode evitar um encontro com um colega de trabalho para resolver algum problema ocasional. Aprender a lidar com as emoções desconfortáveis ​​constrói autoconfiança. Quando você não permite que as suas emoções dominem o seu comportamento, você aprende que pode lidar com a situação muito melhor do que imaginava.

6. "As emoções negativas são ruins."

É fácil categorizar emoções como sendo "boas" ou "ruins", mas os sentimentos em si não são positivos ou negativos. É o que nós escolhemos fazer com essas emoções o que faz a diferença. A raiva, por exemplo, muitas vezes é como um soco no estômago. Enquanto algumas pessoas fazem escolhas horríveis quando estão raivosas, outras optam por usar a raiva de uma forma pró-ativa. Muitas das mudanças positivas no mundo nunca teriam ocorrido se os ativistas não tivessem se enfurecido com as injustiças que presenciaram.

7. "Mostrar a emoção é um sinal de fraqueza."

Embora seja uma habilidade social saudável, para se comportarmos profissionalmente, baixar a guarda e revelar os seus sentimentos não é um sinal de fraqueza. De fato, ser consciente de suas emoções e tomar uma decisão consciente de compartilhar essas emoções com os outros, quando for socialmente apropriado, é um sinal de força.

O desenvolvimento de uma consciência sobre suas emoções pode ser difícil quando você não está acostumado a refletir sobre o que sente. Como a maioria das habilidades de vida, sua capacidade de reconhecer, tolerar e regular suas emoções irá melhorar com a prática. O aumento da auto-consciência emocional é fundamental para a construção do sucesso em sua vida pessoal e profissional.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

segunda-feira, 30 de março de 2015

Novo remédio ajuda a barrar a progressão do Alzheimer


Um novo medicamento para Alzheimer apresentou benefícios para pacientes em estágio inicial da doença. O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes, e os resultados foram apresentados na sexta-feira, na Conferência Internacional de Doença de Alzheimer e Parkinson e Doenças Neurológicas Relacionadas, na França.




Forma mais comum de demência senil, o Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro e não tem cura. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a doença afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo, das quais 1,2 milhão no Brasil. Com o aumento da longevidade, o número de pacientes deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. Nos Estados Unidos, já é a sexta maior causa de morte na população.

Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos. Quatro receberam doses diferentes do remédio e um quinto tomou placebo. O tratamento diminuiu as placas de proteína beta-amiloide no cérebro dos pacientes. O efeito foi mais intenso quanto maior a dose que os pacientes receberam.

A farmacêutica Biogen Idec, responsável pelo desenvolvimento do produto, vai começar o estudo clínico de fase III, mais amplo, ainda este ano. George Scangos, diretor da empresa, disse em entrevista que os participantes do estudo foram selecionados cautelosamente, para excluir outras formas de demência diagnosticadas erroneamente como Alzheimer.

Resultado - Pacientes que receberam 3, 6 ou 10 miligramas do remédio por quilograma de peso mostraram uma redução nas placas com 26 semanas de tratamento. A queda foi ainda mais acentuada nos pacientes com doses de 3 e 10 miligramas depois de 54 semanas. Os dados sobre o grupo de 6 miligramas com 54 semanas não foram obtidos, porque esses voluntários começaram o tratamento mais tarde. O quarto grupo, medicado com 1 miligrama, não apresentou melhoras.

O estudo também usou testes cognitivos para avaliar o desempenho da droga. Em um deles, o desempenho dos pacientes do grupo de controle caiu 3,14 pontos depois de um ano, enquanto os pacientes tratados com 3 miligramas do medicamento apresentaram um declínio de 0,75 ponto e os com 10 miligramas, 0,58 ponto.

Fonte: Veja

A Lei Mais Poderosa Da Atração


Por Scott Barry Kaufman 

"Uma indescritível aura enigmática vai fazer as pessoas quererem saber mais, atraindo-as para o seu círculo... A hora em que as pessoas saberem o que podem esperar de você, o seu feitiço sobre elas estará quebrado." - Robert Greene, The Art of Seduction 
As pessoas gostam de pessoas que gostam delas. Esta é uma das descobertas mais replicadas em toda a psicologia social. Mas as pessoas também gostam de pessoas que podem gostar delas. Este é um dos princípios mais conhecidos da sedução.




Ao receber sinais claros de interesse de alguém, a pessoa fica momentaneamente satisfeita, adapta-se rapidamente, e o caso está encerrado. Mas quando o interesse é incerto, a pessoa pode pensar em outra coisa; ela ficará constantemente em busca de uma explicação. Eventualmente, a pessoa interpreta esses pensamentos como sinais de que está gostando e pensa: "Puxa, eu devo realmente gostar desta pessoa já que não consigo parar de pensar nela!". Cada pétala arrancada da rosa se perguntando: "Ele me ama, ele não me ama..." é um passo a mais em direção à atração.

Mas qual é a força mais potente da sedução: o conhecido princípio da reciprocidade da psicologia social (pessoas gostam de pessoas que gostam delas) ou o princípio da incerteza (pessoas gostam de pessoas que podem gostar delas)?

Erin Whitchurch e seus colegas conduziram um estudo com 47 estudantes universitários do sexo feminino para descobrir. Foi dito a cada mulher que vários estudantes do sexo masculino tinham visto seu perfil no Facebook e avaliado o quanto eles gostariam de conhecê-la.

A um grupo de garotas foi dito que elas veriam os quatro homens que as classificaram com a mais elevada nota (a condição "gostar-mais"). Outro grupo de mulheres foi informado de que elas estariam vendo os quatro homens que lhes deram notas médias (a condição "gostar-médio"). Finalmente, a um outro grupo de mulheres foi dito que era desconhecido o quanto cada homem gostava delas (a condição "incerta"). Em seguia, as mulheres viram quatro perfis fictícios de estudantes universitários do sexo masculino no Facebook.

Depois de ver os perfis, elas relataram o seu humor e avaliaram vários aspectos de sua atração pelos estudantes do sexo masculino (por exemplo, "alguém para quem eu ligaria"). As participantes, em seguida, avaliaram o seu estado de espírito e também relataram a medida em que os pensamentos sobre os homens tinham "surgido em sua cabeça" durante os 15 minutos passados.



Os pesquisadores encontraram evidências do princípio da reciprocidade: As mulheres gostaram mais dos homens quando foram levadas a crer que eles ´´gostavam-mais´´, em comparação com quando elas foram induzidas a acreditar que eles ´´gostavam-médio´´.

As mulheres da condição ´´incerta´´, no entanto, foram as que se sentiram mais atraídas pelos homens. As mulheres também relataram pensar mais sobre os homens na condição ´´incerta´´, e haviam evidências experimentais de que os efeitos da incerteza sobre a atração se deviam à frequência dos seus pensamentos. Em outras palavras, não foi a incerteza por si só que tornou os homens atraentes, mas os pensamentos que induziram.

As mulheres na condição ´´gostar-mais´´ relataram um estado de espírito mais positivo do que as mulheres na condição ´´gostar-médio´´, mas não houve diferença no humor entre as mulheres na condição ´´incerta´´ e as da condição ´´gostar-mais´´. As mulheres se sentiram tão positivas na condição de incerteza quanto na condição em que sabiam que os homens gostavam delas.

Este estudo é importante, pois é o primeiro a manipular diferentes graus de certeza. Ele também coloca uma nova rodada sobre a questão de "fazer jogo duro para conquistar": Ao que tudo indica, ser difícil não é atraente, mas ser misterioso é. Segundo os pesquisadores, "as pessoas que criam incerteza sobre o quanto elas gostam de alguém pode aumentar o interesse da pessoa."

É claro que o estudo tem limitações: para começar, envolveu apenas as fêmeas. Seria interessante ver se os homens também são tão afetados pela incerteza. Além disso, apenas a atração inicial foi medida. Uma vez que as mulheres começam a conhecer melhor os homens misteriosos, o feitiço sedutor pode muito bem desaparecer. Mas, como apontam os pesquisadores, o estudo ainda tem implicações no mundo real. Muitas pessoas encontram potenciais companheiros on-line e recebem  tantas informações quanto as mulheres que participaram deste estudo.

Quando se trata de sedução, parece uma das forças mais potentes é o fascínio pelo desconhecido.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

domingo, 29 de março de 2015

7 Hábitos de Pessoas Realmente Genuínas


Por Guy Winch

Tendemos a valorizar pessoas "verdadeiras" e pensar mal daquelas que percebemos como "falsas", mas por quê? Afinal de contas, o que motiva a "falsidade" é um esforço para parecer mais atraente ou impressionante, por isso não deveríamos achar as pessoas que se preocupam com as nossas opiniões mais atraentes do que aquelas que, por definição, agem à sua própria maneira, independentemente do que pensamos?

Não, não deveríamos por três razões básicas:





  • Somos muito mais propensos a confiar em uma pessoa genuína do que em uma falsa porque acreditamos que aqueles que são fiéis a si mesmos também são susceptíveis de serem fiéis e honestos com a gente.
  • Geralmente associamos a autenticidade com características atraentes, como força de caráter e resiliência emocional - assim, ser fiel a si mesmo indica confiança, tenacidade e, muitas vezes, até mesmo bravura.
  • Somos atraídos por qualidades como a unicidade e a individualidade, o que pessoas genuínas normalmente têm de sobra.
Muitos esforços de auto-aperfeiçoamento e auto-descoberta são necessários para se conseguir viver uma vida mais autêntica. Adotar os sete hábitos a seguir pode ajudá-lo a se tornar uma pessoa mais genuína, no entanto, o equilíbrio é importante. O exagero pode fazer mais mal do que bem, então não se esqueça de definir metas moderadas.


1. Pessoas genuínas falam o que pensam. Este é, na verdade, um hábito de dois passos. Pessoas genuínas tomam algum tempo para descobrir as suas próprias opiniões e perspectivas, e não têm vergonha de partilhá-las com os outros. A maneira pela qual compartilham suas opiniões também é importante: pessoas genuínas ficam confortáveis ao ​​apresentar suas idéias, elas não sentem necessidade de convencer os outros de que estão certas. Uma coisa que os ajudam a entrar em contato com suas verdadeiras opiniões e perspectivas é ...

2. Pessoas genuínas respondem às expectativas internas e não externas. Pessoas genuínas passam tempo explorando suas próprias crenças, ideais, padrões e expectativas, porque elas contam com estas respostas para se orientarem na vida. É claro que identificar suas próprias ideias e crenças não é uma tarefa fácil, uma vez que elas podem facilmente entrar em conflito com as crenças e padrões da família, comunidade e cultura em que você foi criado. Na verdade, ser autêntico é freqüentemente associado com ser corajoso porque...

3. Pessoas genuínas forjam seus próprios caminhos. Ser autêntico não é apenas sobre o que você pensa ou diz, mas também sobre o que você faz no mundo. Ser guiado por uma bússola interna não significa ter que seguir as rotas convencionais para atingir seus objetivos. Portanto, pessoas genuínas procuram descobrir sua própria maneira de alcançar seus propósitos, muitas vezes, forjando um caminho totalmente novo. O risco de forjar um caminho novo é não ter a certeza de que todos os seus esforços serão recompensados. No entanto...

4. Pessoas genuínas não se sentem ameaçadas pelo erro. A razão pela qual a maioria das pessoas seguem rotas convencionais é que elas se sentem mais ´´seguras", e, portanto, mais propensas a alcançar o sucesso. Por outro lado, tomar a estrada menos (ou nunca) escolhida é arriscado e pode levar ao fracasso. No entanto, pessoas genuínas não se sentem ameaçadas pela ideia do fracasso. Na verdade, elas veem o fracasso como parte integrante de sua jornada, uma fonte de aprendizado e uma experiência enriquecedora a partir do qual elas podem crescer. Em outras palavras, elas veem seus erros como instruções, em vez de ameaças...



5. Pessoas genuínas admitem seus erros. Para ser fiel aos seus sentimentos e opiniões, primeiro você deve ser honesto consigo mesmo sobre seus os pensamentos, crenças e comportamentos - o que se assemelha a um confronto do bem contra o mal. Como tal, as pessoas genuínas são propensas a reconhecer suas falhas e deficiências, a aceitá-las, de modo que assumam a responsabilidade pelos resultados de suas ações. Na verdade, a capacidade de reconhecer suas falhas, erros e fracassos se estende para além do modo como eles se veem, de modo que...

6. Pessoas genuínas não julgam os outros. Ser honesto sobre suas próprias falhas e abraçar a individualidade e as diferenças, faz com que as pessoas genuínas sejam menos críticas e aceitem mais as pessoas ao seu redor. A relutância em ver as pessoas através de uma lente de parcialidade, ou de expectativas preconcebidas, lhes possibilita ter uma perspectiva mais pura dos outros. E todos os hábitos listados acima se baseiam em um núcleo característico das pessoas genuínas...

7. Pessoas genuínas têm auto-estima sólida. Ter auto-estima sólida significa ter uma auto-estima estável, que não é nem muito alta nem muito baixa. (Narcisistas, por exemplo, têm uma auto-estima alta, mas frágil). Como resultado, pessoas genuínas podem tolerar e absorver o fracasso e as críticas, admitir suas falhas, e serem aceitas pelos outros, porque elas não se sentem ameaçadas pela imperfeição. Na verdade, ter uma auto-estima sólida, por definição, faz com que você consiga absorver o feedback (tanto negativo quanto positivo) e reconheça os aspectos do seu caráter que precisam ser trabalhados, sem que isso diminua a sua auto-estima.

Fonte: PsychologyToday traduzido e adaptado por Psiconlinews

sábado, 28 de março de 2015

´´O Trabalho´´: Uma Animação Crítica Sobre o Trabalho Moderno


Esta premiada animação, El Empleo (O Trabalho), dá um novo significado ao ato de "trabalhar para o homem." Criado pelo animador e ilustrador argentino Santiago Grasso, El Empleo retrata um mundo onde os seres humanos são meros objetos, ilustrando o trabalho no mundo do homem.




A história é de um homem sem nome indo para o trabalho. No entanto, no seu mundo bizarro os seres humanos são usados como objetos inanimados. Esta animação chocante mostra a natureza tediosa de nossas rotinas diárias, e como o poder do homem é utilizado na era moderna.

El Empleo é uma nova adição ao gênero curta-metragem, provando que tudo o que se precisa para transmitir uma mensagem complexa é uma mente inteligente.


sexta-feira, 27 de março de 2015

7 Razões Para Você Fazer Sexo Todos os Dias



Por Justin Gammil

1. O sexo mantém você em forma

Um estudo divulgado na revista científica PLUS ONE descobriu que, entre os jovens, o sexo queima uma média de 4,2 calorias por minuto para os homens e 3,1 calorias por minuto para as mulheres. Estima-se que se você tiver duas relações sexuais moderadamente ativas por semana, você vai queimar um extra de 5.000 calorias por ano! É um programa de exercícios que dificilmente alguém não vai gostar de fazer.




2. O sexo mantém você jovem

Acredita-se que ter altos níveis de DHEA, esteróide natural conhecido como "o hormônio anti-envelhecimento", seja a chave para manter o seu corpo apto por mais tempo. Durante o sexo, o DHEA é secretado por todo o corpo, e depois de um orgasmo, o nível no sangue sobe cinco vezes do seu valor normal. Além disso, o hormônio estrogênio também aumenta seus níveis durante o sexo, o que pode ter um efeito benéfico sobre a pele, ajudando a suavizar as linhas finas - especialmente após a menopausa, quando os níveis de estrogênio da mulher caem naturalmente.

3. O sexo torna você mais saudável

Um estudo feito na Escócia mostrou que as pessoas que fazem sexo, especificamente as mulheres, tinham a pressão arterial mais baixa do que as mulheres que se abstiveram. Pesquisadores da Universidade de Brigham Young encontraram os mesmos resultados. Outro estudo feito na Austrália concluiu que as pessoas que fazem sexo pelo menos três vezes por semana tem uma probabilidade 50% menor de morrerem por qualquer razão médica do que aqueles que têm apenas um orgasmo por mês.

4. O sexo é bom para a pele

Pelo fato do sexo ser, tecnicamente, uma forma de exercício aeróbico, os pesquisadores do Royal Edinburgh Hospital concluiram que o sexo é ótimo para a pele. As atividades sexuais intensas aumentam os níveis de oxigênio no corpo, o que também aumenta o fluxo de sangue e nutrientes para a pele, e empurra as células mais novas da pele para a superfície, fazendo com que se pareça mais saudável. Nas palavras do médico Dr. Marko Lens: "É apenas a minha experiência clínica, mas as mulheres que fazem sexo regularmente têm uma pele muito melhor do que as mulheres que não o fazem. Uma boa vida sexual significa uma pele melhor".

5. O sexo pode fazer seu dia

Se você for como eu, os primeiros 20 minutos da sua manhã determinam como será o resto do seu dia. O Dr Debby Herbenick descobriu que os adultos que fizeram sexo logo no começo da manhã, não ficaram apenas mais otimistas durante o resto dos seus dias, mas também se beneficiaram de um sistema imunológico mais fortalecido do que as pessoas que optaram por começar seu dia com uma xícara de café e uma torrada.

6. O sexo ajuda a se livrar de cólicas menstruais



A teoria é que as contrações musculares que ocorrem quando as mulheres atingem os níveis máximos de excitação, aliviam a tensão nos músculos do útero - os mesmos que causam as cólicas menstruais. Ao aliviar a tensão nesses músculos, portanto, alivia também a dor das cólicas menstruais. 

7. O sexo ajuda a se livrar da dor

De acordo com o Dr. Barry R. Komisaruk, da Universidade de Rutgers, "O orgasmo pode bloquear a dor. Descobrimos que a estimulação vaginal pode bloquear dores crônicas nas costas e nas pernas. Além disso, muitas mulheres têm relatado que a auto-estimulação genital pode reduzir cólicas menstruais, dores artríticas e, em alguns casos, até mesmo dores de cabeça".

Fonte: HeartInteligence traduzido e adaptado por Psiconlinews

quinta-feira, 26 de março de 2015

Pilotos da Lufthansa não são submetidos a avaliação psicológica de rotina


Andreas Lubitz, copiloto acusado de provocar a queda do Airbus A320, passou apenas por exames físicos após admissão

Por duas vezes Andreas Lubitz, copiloto que provocou a queda do A320 nos Alpes franceses, foi submetido a testes psicológicos. Segundo Carsten Spohr, presidente da Lufthansa, a empresa matriz da Germanwings, também na segunda avaliação, feita depois de uma longa pausa nos estudos, Lubitz foi considerado pelos médicos e psicólogos cem por cento capaz de exercer a profissão. Mas Lubitz admitiu que seus pilotos não passam por avaliações psicológicas de rotina.




Os critérios de seleção dos candidatos ao curso de piloto são os mais rigorosos. De seis mil candidatos, apenas cerca de 200 são admitidos, depois de comprovar aptidão técnica, resistência a situações de stress, espírito comunicativo e estabilidade psicológica, além dos testes cognitivos.

Depois da conclusão do curso, os pilotos são submetidos uma vez por ano a exames de saúde. Mas a companhia não repete mais qualquer tipo de avaliação psicológica dos seus pilotos. Em vez disso, há um sistema que permite aos próprios pilotos informar anonimamente quando observam forte mudança de comportamento de um colega.

— Como milhões de pessoas na Alemanha, eu não consigo entender o que aconteceu, mas trata-se de um caso isolado, por mais trágico que seja — afirmou Spohr, lembrando que por enquanto a companhia não tem planos de mudar a sua regra apesar da tragédia.

O psicólogo Reiner Kemmler, especialista em desastres aéreos, afirmou que muitos problemas que podem surgir ao longo da carreira de um piloto poderiam ser resolvidos com a consulta a um especialista. Mas ele admite que nenhum piloto teria a coragem de declarar sofrer de um distúrbio psíquico, como depressão, com medo de pôr em risco sua licença para pilotar.

— Eles sabem que revelar um problema mental significa nunca mais poder pilotar um avião de passageiros, mesmo que o problema seja curável — diz Kemmler.

Fonte: Globo

7 Sinais Para Identificar Uma Pessoa Que Esconde Sua Depressão


Por Robert Locke

Pessoas deprimidas geralmente são fáceis de identificar: ​​podem ser sombrias, tristes e apáticas. Mas o que acontece com aquelas que escondem sua depressão? Elas podem ser extrovertidas e simpáticas! Este é o problema com a depressão escondida: estas pessoas são especialistas em dissimular a situação real. Como podemos identificar e ajudá-las? Aqui estão 7 sinais típicos que as pessoas com depressão escondida fazem.




1. Elas podem ser extrovertidas e alegres

Pesquisadores da Universidade de Rochester descobriram que a depressão era mais difícil de detectar quando as pessoas tinham uma disposição alegre, especialmente quando eram idosos. A equipe de investigação acreditava que os introvertidos tinham mais dificuldade para sair de uma depressão, mas parece que o oposto é verdadeiro. Não devemos tomar como certo que uma pessoa alegre e sociável é imune à depressão. Devemos ficar com os olhos atentos para alguns sinais indicativos e, acima de tudo, precisamos ser ouvintes empáticos.

2. Eles podem esconder a sua depressão

Há uma interessante pesquisa sobre a atitude que os europeus e australianos têm com relação à depressão. Há tanto estigma associado à depressão na Europa e Austrália, que muitos doentes estão determinados a não revelá-la. Eles podem ter vergonha ou simplesmente temem perder o emprego - refletido no número de dias de licença por causa de problemas de saúde mental. 

3. Eles podem precisam resolver alguns traumas do passado

Imagine a anfitriã perfeita: ela tem filhos maravilhosos, uma carreira gratificante e um casamento estável. Também pode ser que exista um episódio doloroso na vida dessa pessoa que nunca tenha sido devidamente curado. Os psicólogos têm um acrônimo para este tipo de pessoa: PHDP (Perfectly-Hidden-Depressed-Person). A aparência externa de confiança e felicidade está em nítido contraste com o que está acontecendo por dentro. O problema é muitas vezes ignorado, especialmente pelo sofredor, que pode acabar cometendo suicídio. A tragédia é que ninguém seja capaz de identificar os sinais, ou que o doente nunca tenha coragem de falar com alguém. Devemos sempre ouvir com atenção quando um amigo ou ente querido nos fala sobre sua exaustão e ansiedade.

4. Eles podem ter hábitos alimentares anormais

A maioria dos especialistas acreditam agora que pode haver uma forte ligação entre transtornos alimentares e depressão. Estas são duas doenças distintas; embora uma possa conduzir à outra, ou surgirem simultaneamente. Cada vez mais pessoas estão sofrendo de distúrbios alimentares. Podem haver várias causas, tais como pressões da mídia, autoimagem corporal, atividades físicas e depressão. Se você perceber que um ente querido está com alterações do apetite, tente falar com ela/e e incentive-o a procurar ajuda. A depressão escondida pode muito bem ser o gatilho.

5. Eles podem não querer se comprometer com a felicidade

Muitas vezes, as pessoas com depressão escondida exibem uma falta de entusiasmo por coisas que costumavam gostar de fazer. Se a pessoa afirmar que não está deprimida, que apenas não se importa mais, este pode ser um sinal de que algo está errado. Fazer com que a pessoa fale sobre seus problemas, geralmente é o primeiro passo em busca de tratamento.

6. Eles podem apresentar irritação e raiva




Costumamos associar a depressão com apatia, desespero, pensamentos melancólicos e choro. Mas há outros sintomas de depressão que muitas vezes passam despercebidas, como as explosões temporárias. A verdade é que explosões de raiva e irritabilidade frequentemente são manifestações de uma depressão. Muitos homens escolhem esta forma para expressar sua depressão.

7. Eles podem não dormir o suficiente

Se o seu cônjuge se queixa de não dormir o suficiente (ou mesmo dormir demais), isso pode ser um sinal de alerta. Estes problemas de sono podem ser apenas o sinal externo de uma causa mais profunda, como uma ansiedade, uma letargia ou uma depressão. Os problemas do sono e a depressão estão, muitas vezes, intimamente ligados. Vale a pena sondar para descobrir o que pode ser a causa, se a pessoa estiver disposta a se abrir.

Muitos casos de depressão não são detectados e tratados, muitas vezes com resultados trágicos. Entre 10% a 15% das pessoas com depressão grave não tratada cometem suicídio. Como vimos acima, as pessoas podem esconder ou fingir. Às vezes, apenas aguardam para elas, como um segredo obscuro. O desafio é ficar atento a possíveis sinais e ajudar a pessoa a procurar ajuda.

Fonte: LifeHack traduzido e adaptado por Psiconlinews

quarta-feira, 25 de março de 2015

15 Coisas Que Você Precisa Desistir Para Ser Feliz


Por: Luminita Saviuc

Aqui está uma lista com 15 coisas que você precisa desistir para tornar a sua vida mais fácil e muito mais feliz. Nos agarramos a certas coisas que só nos causam dor, estresse e sofrimento - e, em vez de nos livrar delas, em vez de nos permitir ser livres e felizes - nos apegamos a elas. Não mais. A partir de hoje vamos desistir de todas essas coisas que não nos servem mais e vamos aceitar a mudança. Você está pronto? Aqui vamos nós:




1. Desista da necessidade de estar sempre certo

 Muitas pessoas não conseguem suportar a ideia de estar errado - querem sempre estar certos - mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar uma grande dose de estresse para si mesmos e para os outros. Isso não vale a pena. Sempre que você sentir a "urgente" necessidade de entrar numa discussão sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: "É melhor estar certo ou estar bem? Que diferença isso faz? Seu ego é realmente tão grande?

2. Desista da necessidade de controle

Esteja disposto a desistir de sua necessidade de sempre controlar tudo o que acontece com você e ao seu redor - situações, eventos, pessoas, etc. Independente de quem se trate: amores, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você encontrou na rua - apenas seja você e respeite a liberdade dos outros. Permita que tudo e todos sejam como são e veja o quanto isso vai fazer você se sentir melhor.

"Ao desistir tudo acontece. O mundo é vencido por aqueles que sabem do que devem desistir. Mas quando você insiste e insiste. O mundo está além da vitória" Lao Tzu

3. Desista da culpa

 Desista da sua necessidade de culpar os outros pelo que você tem ou não tem, pelo que você sente ou não sente. Pare de dar seus poderes aos outros e comece a tomar responsabilidade pela sua vida.

4. Desista da sua auto-crítica destrutiva

Quantas pessoas estão prejudicando a si mesmas por causa de sua negativa, tóxica e repetitiva mentalidade derrotista? Não acredite em tudo que sua mente lhe diz - especialmente se ela for negativa e auto-destrutiva. Você é melhor do que isso.

"A mente é um instrumento excelente, se for usada corretamente. No entanto, se for usada de forma errada, torna-se muito destrutiva" Eckhart Tolle

5. Desista de suas crenças limitantes

Desista de suas crenças limitantes sobre o que você pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível. A partir de agora, você não permitirá mais que as suas crenças limitantes o mantenham preso no lugar errado. Abra suas asas e voe!

"A crença não é uma ideia criada pela mente, é uma ideia que prende a mente" Elly Roselle

6. Desista de reclamar

Desista da sua constante necessidade de reclamar sobre muitas coias - pessoas, situações e acontecimentos que o deixam infeliz, triste e deprimido. Ninguém pode deixar você infeliz, nenhuma situação pode deixar você triste, a menos que você permita. Não é a situação que desencadeia esses sentimentos em você, mas o modo como você escolhe olhar para ela. 

7. Desista do luxo de criticar

Desista da sua necessidade de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Somos todos diferentes, mas todos são iguais. Todos mundo quer ser feliz, todo mundo quer amar e ser amado, e todo mundo quer ser compreendido. 

8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros

Pare de tentar ser algo que você não é apenas para fazer os outros gostarem de você. As coisas não funcionam dessa maneira. No momento em que você parar de tentar ser algo que você não é, no momento em que você tirar todas as suas máscaras, no momento em que você aceitar quem é de verdade, você verá que as pessoas serão atraídas para você, sem esforço.

9. Desista da sua resistência à mudança

Mudar é bom. A mudança vai ajudá-lo a passar de A para B. A mudança irá ajudá-lo a fazer melhorias em sua vida, e também na vida daqueles ao seu redor. Siga a sua felicidade e abrace a mudança sem resistir.

"Siga a sua felicidade e o universo abrirá portas onde só havia paredes" Joseph Campbell

10. Desista dos rótulos



Pare de rotular coisas, pessoas ou eventos que você não entende como sendo estranhos ou diferentes, e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. A mente só funciona quando está aberta. 

"A maior forma de ignorância é quando você rejeita algo que não sabe nada a respeito" Wayne Dyer

11. Desista dos seus medos

O medo é apenas uma ilusão, ele não existe - você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o interior e o exterior irá para o seu lugar.

"A única coisa que devemos temer é o próprio medo" Franklin D. Roosevelt

12. Desista de suas desculpas

Mande elas fazerem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Em vez de crescer e trabalhar para melhorar nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todos os tipos de desculpas - desculpas que em 99,9% das vezes nem são reais.

13. Desista do seu passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece muito melhor do que o presente, e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o momento presente é tudo o que você tem e tudo o que você nunca vai ter de novo. O passado que você tem saudade - o passado com que você está sonhando - foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que faz e aproveite a vida. Afinal a vida é uma jornada, não um destino. Tenha uma visão clara para o futuro, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.

14. Desista do apego

Este é um conceito que, para a maioria, é muito difícil de entender - e tenho que admitir que para mim também era. Você melhora com o tempo e prática. O momento que você se distanciar de todas as coisas, (e isso não significa que você desista do seu amor por elas, porque o amor e o apego não tem nada a ver um com o outro. O apego vem no lugar do medo, enquanto o amor ... bem, o verdadeiro amor é puro e altruísta, onde há amor não pode haver medo, e por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir) você ficará mais calmo, mais tolerante, mais gentil e mais sereno. Você vai chegar ao ponto de ser capaz de compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.

15. Desista de viver a sua vida para atender as expectativas de outras pessoas

Como existem pessoas vivendo uma vida inautêntica, delineada por outras pessoas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para elas, vivem suas vidas de acordo com o que seus amigos, seus inimigos, seus professores, seu governo ou seus pais pensam que é melhor para elas. Ignoram a si mesmas, o chamado interior. Estão tão absorvidas em agradar todo mundo, em atingir as expectativas dos outros, que perdem o controle sobre suas vidas. Se esquecem do que as faz felizes, do que querem, do que precisam... e, eventualmente, se esquecem de si mesmas. Você tem uma vida - esta que está acontecendo agora - e precisa vivê-la, possuí-la, e, especialmente, não deixar que a opinião de outras pessoas o distraia do seu caminho.

Fonte: PurposeFairy traduzido e adaptado por Psiconlinews

terça-feira, 24 de março de 2015

Os Benefícios das Anotações Não-Tecnológicas em Sala de Aula


Por Carol E. Holstead

O momento da verdade para mim veio na primavera de 2013. Olhei para minha turma de comunicação visual e vi um grupo de seis alunos paralisados ​​pelo brilho azul de uma tela de um laptop. Naquele momento decidi que não iria mais permitir laptops em minhas aulas. Embora eu fosse um palestrante envolvente, não poderia competir com o Facebook e o YouTube, e já estava cansada de tentar.




Disse aos estudantes que no próximo semestre eles teriam que fazer anotações no papel. 

Eu sabia que a proibição de laptops em minha sala de aula iria reduzir as distrações. A pesquisa mostrou que quando os alunos usam seus laptops para "multitarefas" durante a aula, eles não conseguem absorver o máximo das aulas. Mas eu também tinha uma teoria, com base na minha experiência de faculdade - nos anos 70, antes do Power Point - que os alunos iriam processar as aulas de forma mais eficaz se eles tomassem notas no caderno. Quando os alunos tomam notas no laptop, mal olham para cima dos seus monitores, tentando transcrever cada palavra que o professor diz. Na minha época, se a aula de um professor era razoavelmente bem organizada, eu conseguia tomar notas em formato de esquema. Assim eu tinha que prestar atenção nos pontos-chave.

Ao estabelecer o meu decreto de anotações não-tecnológicas, expliquei que isso iria ajudar os alunos a participarem das palestras. Eu uso o PowerPoint no meu curso de comunicação visual, mas apenas para delinear os exemplos. Disse aos alunos que eles  teriam que ouvir o que eu dizia sobre cada slide e anotar os pontos importantes. Eu acreditava que eles se lembrariam mais de minhas palestras tomando notas no caderno.

Confirmei que a minha teoria estava certa e agora está suportada por pesquisas. Um estudo publicado no ano passado na revista Psychological Science mostrou que os alunos que escrevem notas à mão conseguem se lembrar melhor de informações conceituais  do que aqueles que tomam notas em um computador. "Considerando que, ter mais notas pode ser melhor, a tendência dos anotadores de laptop é transcrever a aula palavra por palavra, em vez de processar as informações e reformular com suas próprias palavras. Isso é prejudicial à aprendizagem".

Os pesquisadores Pam Mueller e Daniel Oppenheimer investigaram quais alunos conseguiam recordar melhor a informação fatual e conceptual: aqueles que tomavam notas à mão ou aqueles que digitavam em um laptop. Mueller e Oppenheimer fizeram uma série de estudos com 327 alunos em três campus. Eles deram laptops para alguns alunos e caneta e papel para outros. Os alunos assistiram palestras e foram orientados a tomarem notas, da mesma maneira como fariam em sala de aula.

Primeiramente, os estudantes foram testados 30 minutos após a palestra. Uma semana mais tarde eles foram testados novamente e puderam estudar por 10 minutos antes da prova. Foram feitas perguntas sobre fatos: "Qual é o propósito de agregar propionato de cálcio ao pão?", e conceitos: "Se a epiglote de uma pessoa não estiver funcionando corretamente, o que provavelmente aconteceria?".

Os alunos testados logo após a palestra tenderam a responder às perguntas fatuais igualmente bem, independentemente de como tomaram notas, mas os alunos que tomaram notas à mão foram melhores nas questões conceituais. Além do mais, quando os estudantes foram testados uma semana depois, os anotadores à mão foram consistentemente melhores em ambas as questões: fatuais e conceituais.

Os pesquisadores descobriram que os estudantes que usavam laptops estavam inclinados a tentar tomar notas na íntegra, mesmo quando foram orientados a não fazer isso. Os anotadores à mão tomaram notas organizadas, seletivas, porque não podiam escrever rápido o suficiente. Como resultado, eles processaram as palestras mais profundamente, o que lhes permitiu guardar mais informações e até mesmo entendê-las melhor.

Depois do meu primeiro semestre sem laptops, eu dei aos meus alunos um questionário para saber como eles se sentiam em relação a tomar notas à mão. Minha pesquisa não foi, naturalmente, científica. Ainda assim, eu fiquei animada com os resultados: Cerca de 86 por cento dos 95 alunos disseram que conseguiram prestar atenção melhor na aula sem um laptop na frente deles. 

Quando eu fiz a pergunta em aberto: "Você acha que tomou notas de forma diferente quando teve que escrever à mão? Se sim, como?". Recebi uma variedade de respostas que vão desde "Sim! Eu não conseguia escrever tudo! Eu não conseguia escrever tão rápido quanto digitava!" até "Eu aprendo quando escrevo as coisas, por isso me ajudou muito".

Estas respostas reforçaram o estudo das anotações. Os alunos que tentaram transcrever minhas palestras, mesmo sem um laptop, odiavam tomar notas à mão. Os estudantes que descobriram como selecionar notas, gostaram.

Curiosamente, os resultados das provas que apliquei no meu curso de comunicação visual têm subido desde que proibi o uso de laptops nas aulas, há um ano atrás. Agora eu ensino os alunos sobre como tomar notas à mão, para ajudar aqueles que não usaram muito esse músculo, porque estou convencida de que, apesar dos laptops terem uma variedade de utilidades em sala de aula, tomar notas não é uma delas.

Fonte: Chronicle traduzido e adaptado por Psiconlinews