Fique atento aos excessos
A cada dia mais crianças, adolescentes, adultos e idosos dão significativa importância para os valores relacionados à beleza física.
As pessoas não tem tempo, e por vezes nem condições financeiras para ter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas diárias, e os que tem condições, acabam optando por recursos em prol de resultados mais rápidos e satisfatórios para melhorar sua aparência, em busca de elevar a autoestima.
Vemos também crianças e adolescentes com excesso de vaidade, acompanhando mães e tias ao salão de beleza para fazer escova no cabelos, pintar unhas, entre outras coisas, isso semanalmente. Hoje é comum que as crianças e adolescentes sejam adeptas ao uso de químicas e descolorações capilares. É claro, que com a autorização dos pais, que acham isso ‘bonitinho’.
Não sou contra que as crianças pintem as unhas, usem roupas combinando etc. Porém é preciso avaliar até onde isso é normal. Até onde isso pode causar transtornos na vida adulta.
Principalmente entre os jovens, muitos são insatisfeitos com o próprio corpo, e por não gostarem de malhar ou não aceitar a reeducação alimentar, optam pelo uso de medicamentos para emagrecer, cirurgias plásticas corporais e faciais, entre outras. Mas, até onde isso vai ajudá-lo a ser mais feliz? Qual é o risco de adoecer com transtornos? Mas parece que o que ele vê diante do espelho nunca está perfeito, é preciso sempre mais.
Se alimentar bem, evitar excessos de álcool, tabagismo, drogas, se exercitar e fazer uso de estética, cuidar da própria imagem não faz mal a ninguém. Mas, atualmente a ‘fome’ por uma aparência 100% está fazendo com que muitas pessoas adoeçam, não somente pelos efeitos colaterais das medicações para emagrecimento ou por erros médicos nas cirurgias plásticas, mas também adoeçam com baixa autoestima, que não detectada e trabalhada, acarreta desespero em busca da ‘beleza perfeita’, esquecendo-se das coisas que realmente a fazem feliz!
Em entrevista ao Programa do Jô na Rede Globo, a dermatologista Luciana Conrado, explica que há um descompasso entre o que a pessoa enxerga no espelho e o que os outros enxergam. Afirma ainda que: “Não deixa de ser um transtorno de personalidade”, comenta que estes indivíduos vivem numa busca incessante pela perfeição e alerta que os médicos não fiquem oferecendo soluções dermatológicas para problemas psiquiátricos, pois os consultórios dermatológicos são a porta de entrada desses pacientes.
O transtorno dismórfico corporal, mais conhecido como dismorfofobia, se caracteriza por defeitos mínimos que as pessoas encontram em sua face ou no corpo, ou seja, uma percepção distorcida da imagem corporal.
Então cabe aos pais, psicólogos e médicos se atentarem para essa realidade, que tende a crescer dia a dia!
http://www.psi-deisebarreto.blogspot.com.br/
Curta a minha página no facebook https://www.facebook.com/pages/Psic%C3%B3loga-Deise-Barreto/301289673363350