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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Por que será que está tão difícil encontrar alguém?


O que vejo hoje em dia no consultório são homens e mulheres procurando relacionamentos afetivos e se queixando da grande dificuldade nisso.
Os dois com a mesma queixa, que o sexo oposto não quer nada com nada,  mas o que será que realmente acontece?
O que tenho visto é que tanto os homens como as mulheres principalmente na faixa etária dos 35 aos 55 anos buscam “pessoas prontas”.
O que quero dizer com isso?
As pessoas hoje em dia não tem mais paciência para conhecer o outro, muito menos tentar se adaptar ao outro.






Eles projetam em suas mentes um “ser ideal” e saem em busca deste.
A cada pessoa que encontram tentam encaixar as características deste “ser” com a pessoa real que está a sua frente e quando a primeira coisa já não combina, esta pessoa é definitivamente descartada.
Por incrível que pareça, já vi pessoas serem descartadas  por motivos torpes tipo; a pessoa não gostava de comer salada ou ele não gostava de filmes românticos.
A não aceitação das diferenças ou nem isso, o nem tentar ceder um pouco ao diferente, aumenta cada vez mais a distância entre as pessoas.
Quem já não ouviu um amigo ou uma amiga se queixando que estava saindo com uma tal pessoa e de repente esta pessoa simplesmente desapareceu?
Chamo isso da moda do X ou <3  ou moda Tinder
Tudo rápido, não se dá tempo para conhecer, os “defeitos” falam muito mais alto porque tem pelo menos mais 5 ou 10 <3 esperando para serem conhecidos.
E nesta busca desenfreada ninguém na realidade se conhece ou se expõe é um simples e fútil descarte de pessoas.
O que no fundo simplesmente demonstra o grande medo que a maioria tem de se mostrar, de se
vincular e de assumir uma relação, pois o se relacionar significa conhecer, ceder, trocar e estas pessoas que dizem que querem um relacionamento muitas vezes não estão dispostas ou pior não conseguem fazer isso.  
Aos meus pacientes que muitas vezes estão contaminados com esta forma rápida de descarte incentivo que saiam pelo menos 3 vezes com a pessoa para depois darem um parecer final.
É claro que se a pessoa realmente não foi com a cara não adianta forçar, mas se não foi assim, acredito que vale a pena tentar e a cada encontro pensar e se posicionar frente a esta tendência de esperar pessoas prontas, já que sabemos que elas não existem.

O abrir espaço para pessoas diferentes, pode ser sempre um grande ganho na vida de qualquer pessoa, vale sempre a pena se arriscar e tentar sair do círculo vicioso do relacionamento descartável e quem sabe partir para uma relação real onde há sim diferenças e divergências mas com isso pode também haver trocas e aprendizagem.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Seu Ciúme é Normal ou Doentio?






Sabemos que existem vários tipos de ciúme, entre irmãos,  amigos,  familiares...
Aqui falaremos um pouco do ciúme entre casais:                                                                                



1) Que motivos costumam detonar uma crise de ciúme?
É importante entendermos que existem dois tipos de ciúme: o normal e o patológico.
Se for um ciúme normal, geralmente a crise é desencadeada por uma situação pontual em relação a uma pessoa, como alguém se insinuando, ver seu amado admirando uma mulher bonita, provoca uma sensação de ameaça e é numa situação específica. Situações de compromissos  individuais como ir ao jogo com os amigos ou a uma festa do trabalho, podem gerar uma certa insegurança no parceiro, mas é uma crise transitória, passa em pouco tempo e principalmente é baseada em fatos reais.
Já se for um ciúme patológico, este acompanha a pessoa o tempo todo como uma ideia fixa. Faz com que a pessoa tenha pensamentos obsessivos de traição dia e noite, muitas vezes, sem que tenha uma pessoa específica da qual se sinta o ciúme. Qualquer fato pode desencadear a crise, um telefonema, um atraso ao chegar em casa, um fio de cabelo, um torpedo, um recadinho no facebook ou até a compra de uma roupa nova.

2) Quais são as atitudes mais comuns dos ciumentos?
Para quem tem o ciúme normal, a atitude geralmente é resposta ao medo de perder seu objeto de amor que  pode resultar em uma briguinha, ficar de mal por um dia, até que a pessoa sinta-se segura novamente. Mas se for o caso do ciumento patológico é uma outra história. Os pensamentos e comportamentos paranóicos e obsessivos  fazem com que a pessoa acredite, tenha “certeza” de que está sendo traído e faz de tudo para confirmar  essa crença.

Segue, limita com quem a pessoa sai, o que veste, monitora os passos, vasculha bolsos, checam celular, e-mails, redes sociais,  revira carteiras ou bolsas, controla os horários do companheiro (a) e se por algum motivo encontrar algo (que na cabeça dela (e) seja uma “prova dessa traição” é um motivo ou se em algum momento não conseguir localizar-lo, entra na crise.). Nessa crise, se descontrola, perde a razão, e sua reação pode variar desde uma agressão verbal até um belo escândalo, incluindo agressão física e fim do relacionamento (nem sempre o ciumento é quem leva o fora!). Em último grau, como já demonstrado, infelizmente até pela mídia, pode até acabar de forma trágica em homicídio e/ou suicídio.

3) Sentir ciúme é bom?
Se for um ciúme normal, faz parte do humano, crianças sentem ciume.
Em adultos no que se refere a relações afetivas é o medo de perder seu companheiro (a) e muitas vezes é visto como uma demonstração de amor.
É importante também avaliar se a pessoa é realmente ciumenta ou se não é o companheiro (a) que acaba estimulando este sentimento por  através de comportamentos ou procedimentos que deixariam o outro sempre inseguro (a).
 O ciúme patológico é extremamente nocivo para quem sente, porque existe um sofrimento imenso e que pode fazer com que a pessoa fique tão fixada na ideia de que está sendo traída que o faz  se desligar de outras áreas de sua vida, trabalho, família, amigos e acaba claro, abalando o relacionamento tomo um todo.
É muito difícil para o companheiro (a) desta pessoa, suportar as frequentes desconfianças, questionamentos, controle de todos os passos e dependendo da gravidade deste ciúme patológico, com certeza levará ao fim do relacionamento.
A combinação de ciúme patológico, alcoolismo e/ou uso de drogas é muito comum e quem se relaciona com uma pessoa com estas características deve pensar duas vezes em continuar com esta relação, pois os riscos de violência são imensos.

4) Existe um limite saudável?
O ciúme saudável é o normal, aquele que aparece por uma causa específica, que vem e que passa. No entanto, aquele que acompanha a pessoa o dia todo, todos os dias e passa a atrapalhar na vida cotidiana – este, sim, precisa ser tratado.

5) Como saber se a gente está extrapolando?
Se passarmos muito do nosso tempo pensando no que o nosso companheiro está fazendo e imaginando, pensamos que ele pode estar nos traindo, este pode ser um sinal de alerta!
Se isso gera um sentimento imenso de desconforto, nos tira o sono, se vemos risco de perdê-lo a todo o momento e nos faz ter atitudes abusivas e descabidas, invasivas e controladoras, é hora de colocar a mão na consciência, perceber que há algo de errado e procurar ajuda!

 6) Por que muitas pessoas não conseguem se controlar?
Pacientes com ciúme patológico relatam que as crises vêm como um impulso incontrolável,  referem-se a estas situações como se ficassem cegas, dizem que o sangue sobe a cabeça e não conseguem ver mais nada.
Na realidade são como uma bomba, prestes a explodir.
São assoladas por uma enxurrada de emoções como rejeição, medo, raiva, ansiedade, humilhação e desejo de vingança. Daí brigam, acusam, xingam, choram, muitas vezes até se arrependem, mas quando caem em si o estrago já foi feito, o circo já pegou fogo, o barraco já caiu.

7) Esse comportamento pode ser considerado uma doença?
No caso do ciúme patológico sim.
Os desvios de personalidade podem ter sido originados  a uma série de problemas psico emocionais, desde uma baixa autoestima, depressão, TOC (transtorno obsessivo compulsivo), stress, abuso de álcool, dependência química e chegando até a esquizofrenia.
Geralmente quando a crise passa, a pessoa tem o mínimo de ciência de que extrapolou nas ações. Entender isso é um sinal muito importante para que a pessoa possa aceitar que algo está errado com ela e não com o outro e que deve procurar ajuda de um psicólogo.
Só um profissional poderá fazer o diagnóstico correto e orientar qual o melhor tratamento.

8) Que estragos ele provoca no relacionamento e na vida da própria pessoa?
Os estragos podem ser imensos e na maioria das vezes irreparáveis.
Quando uma pessoa vive este ciúme patológico pode comprometer seu trabalho, seu estudo, sua vida social e principalmente sua relação afetiva.
Ela vive tão presa e obcecada por controlar o outro ou pensando como ele (a) possa estar lhe traindo, que acaba fazendo tudo de qualquer jeito ou nem fazendo.
E se formos falar do relacionamento em si, o dano é ainda maior.
Para o companheiro (a) viver sob a luz da desconfiança, do controle, das acusações, muitas vezes humilhações, agressões verbais e até físicas é extremamente doloroso e a sequencia destes episódios acabam por dilacerar a relação.
Dificilmente alguém consegue sustentar por muito tempo uma relação doentia destas, a não ser que tenha uma patologia complementar, seja um masoquista ou uma pessoa com a autoestima ainda menor que seu companheiro (a).

9) Dá deixar de ser ciumento? De que jeito?
O primeiro passo é ter consciência do problema, sou ciumenta (o) e o que faço?
Se você sabe que tem um ciúme exagerado aprenda com o passado, lembre-se de quantas vezes brigou e se arrependeu então pense antes de fazê-lo novamente. Quando começar a fantasiar, preste atenção e pare, tente focar em outras coisas mais pertinentes, principalmente em si mesmo, elevando a autoimagem, autoestima, enriquecendo seu mundo. Procure dialogar com o companheiro (a) e não brigar, poder falar de suas angustias e seus medos poderão ajudar muito e se estiver difícil controlar ou mudar, a psicoterapia é extremamente indicada e ajudando você se reorganizar, se entender, e administrar seus sentimentos e emoções.

10) Por que é importante ter liberdade?
O Dar liberdade e ter liberdade significa amar. Quem ama liberta, mas para isso é preciso ter confiança em si mesma.
Se você aprisiona, você desqualifica o outro como uma coisa, um objeto. Você o  quer só para você e quer ser seu dono.
Se você ama e o qualifica como objeto de amor, se o respeita como tal, como alguém que pode somar algo a você, sabe que ele (a) está com você porque quer, porque gosta, por opção e escolha.
Uma relação com amarras não sobrevive e se sobrevive é uma relação doentia, triste, regida pelo medo e pela desconfiança. O ciumento patológico precisa entender que quanto mais ele prende e controla (com o intuito de manter a relação), mais perde o amor e o respeito do outro.

Como diria Raul Seixas:
“Amor só dura em liberdade,
O ciúme é só vaidade...”

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Quatro erros comuns que podem acabar uma relação


PARA ESPECIALISTA, CASAL DEVE ENXERGAR AS
DIFICULDADES COMO OPORTUNIDADE PARA APRENDER
Falta de confiança, omissões, dificuldade em dedicar tempo ao parceiro. São muitos os motivos que podem por fim a uma relação. Pensando nisso, a americana Sheryl Paul, escritora especialista em relações, relacionou os quatro erros mais comuns que escutou ao longo dos anos de clientes em seu consultório –e que muitas vezes são a causa de uma separação. “É uma triste verdade que nossa cultura dá pouca instrução para ajudar as pessoas a navegar no difícil caminho das relações”, disse a escritora ao site “MindBodyGreen”. Saiba como evitar ou superar alguns destes equívocos.




1. Acreditar que a relação será fácil1. Acreditar que sua felicidade é responsabilidade de seu parceiro
A nossa cultura, na qual predomina a fantasia do amor romântico, prega que, uma vez que você encontra “a pessoa”, você dará adeus às frustrações e ao tédio e entrará num estado permanente de felicidade. Embora uma relação saudável de fato traga alegria, não é papel do seu parceiro acabar com todas as suas tristezas. É seu papel lidar com suas frustrações, dores, tédios, problemas que inevitalmente irão aparecer durante o relacionamento.

Não há nada de fácil em estar numa relação íntima e duradoura. Algumas são mais fáceis que outras e certamente sempre haverá, em qualquer convívio, momentos em que vocês navegarão em águas tranquilas e inevitáveis novas tempestades. Consciente disso, você achará bem mais fácil aceitar estas mudanças. Resistir aos momentos difíceis e vê-los sempre como prova de que há algo “errado” ou de que você está com a pessoa “errada” só vai aumentar as dificuldades. Por outro lado, enxergar as dificuldades como uma oportunidade para aprender, lhe dará a energia necessária para ir adiante e amadurecer sua parceria.

2. Não entender que segredos são mentiras
Confiança é a essência de uma relação e, quando ela é quebrada, leva tempo e esforço de ambos para consertar o dano. Frequentemente, ouvimos alguém dizer: “Eu não contei a ele, mas eu também não menti”. Esta afirmação é uma contradição, já que omissões também são mentiras. Se você está escondendo seus atos de alguma maneira é apenas uma questão de tempo até que a verdade seja revelada e a confiança na relação, perdida.



3. Não entender que a confiança perdida pode ser recuperada
Quando a confiança é perdida, o que acontece em quase todas as relações duradouras em algum momento, é essencial entender que ela pode ser recuperada, desde que ambos estejam dispostos a fazer um difícil trabalho de auto-crescimento. De fato, é nestes momentos, quando se sente que algo de muito sólido na relação se rompeu, que é dada a oportunidade para mudar os padrões de comportamento um com o outro que não funcionaram até então. É uma tarefa dolorosa e a reação natural é desistir, especialmente se você não acredita que a confiança pode voltar a ser como o que era antes.  Mas se você acredita que os níveis de confiabilidade podem aumentar e diminuir ao longo de um relacionamento, você achará a força necessária para superar essas fases.

4. Não encontrar tempo de qualidade para a relação
Relações requerem dedicação para darem certo. É fácil deixá-las em segundo plano, sobretudo quando se tem filhos pequenos para cuidar, trabalho e um corpo que precisa de cuidados e exercícios. Mas seu casamento é como um ser vivo, que se não for hidratado toda semana, começa a murchar. Tire um tempo toda semana para focar apenas no outro, e todo dia, nem que sejam alguns minutos, para interagir com o seu amor
.
Fonte: Globo