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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Voltar com o ex é um erro: Pesquisa revela que casais que já sofreram um término têm maior tendência a serem infelizes


Que atire a primeira pedra quem nunca pensou: “Dessa vez vai ser diferente”. Mas um estudo da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, alerta que voltar com um ex-namorado ou uma ex-namorada é uma armadilha que só causa estresse. A pesquisa realizada pela doutora de filosofia Amber Vennum mostra que “relações cíclicas” (definidas pela autora como aquelas que terminam e depois reiniciam) tendem a dar errado e a fazer as duas partes infelizes.




A pesquisa foi feita com 979 jovens, de menos de 26 anos, que preencheram um questionário com perguntas sobre a duração e os hábitos do relacionamento, o nível de confiança no parceiro (numa escala de 1 a 5) e outras características da relação. Os resultados foram então analisados e transformados em uma estatística. A pesquisa concluiu que 40% dos entrevistados estavam em um relacionamento classificado como cíclico. Amber utilizou os dados do questionário para prever como cada relacionamento estaria 14 semanas mais tarde. Os casais em relações não cíclicas tiveram uma previsão melhor.

Segundo o estudo, apesar dos casais que “vão e voltam” terem relacionamentos mais duradouros, eles tendem a ser mais impulsivos em momentos de decisão. Enquanto os casais ioiô tendem dar saltos dentro de seus relacionamentos, pessoas em relações não cíclicas têm uma tendência menor a precipitarem as decisões de morarem juntas, comprarem um cão ou terem um filho.



Os participantes desses casais também têm a auto-estima mais baixa, são menos satisfeitos com o parceiro, se comunicam menos — casais cíclicos têm discurso mais ambíguo e menos conversas sérias sobre a relação — e confiam menos no relacionamento.

“Pessoas em relações cíclicas se sentem muito mais inseguras. Elas não articulam de forma clara o que querem”, diz Amber na pesquisa.

Outra preocupação da pesquisadora são os casamentos cíclicos. De acordo com ela, casais que terminam e voltam antes do casamento tendem a enfrentar uma separação litigiosa antes do matrimônio completar três anos.

Fonte: Globo



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

10 principais razões que fazem as pessoas permanecerem num casamento infeliz



Já se perguntou por que tantas pessoas permanecem em um casamento infeliz? De acordo com uma pesquisa encomendada pelo escritório de advocacia Irwin Mitchell, do Reino Unido, a principal razão é a pessoa achar que tem muito a perder com o divórcio. Na sequência, um em cada quatro casais está junto apenas pelo bem dos filhos, planejando o fim da união quando eles crescerem. Os dados são do jornal Daily Mail.




Entre os principais itens que levam a um relacionamento fracassado estão traições, distanciamento e se tornar apenas amigo do parceiro. O levantamento ouviu 2 mil pais casados.

Confira as 10 principais razões para permanecer casado quando não se está feliz, listadas pelos entrevistados:

1 - Ter muito a perder

2 - Preocupação com o impacto sobre as crianças

3 - Não conseguir se sustentar/morar morando sozinho

4 - Não conseguir arcar com os custos do divórcio

5 - Esperar mais tempo para tomar decisão final

6 - Estigma do divórcio

7 - Dinheiro do parceiro

8 - Preocupação sobre como gerir o contato com as crianças

9 - Preocupação em não encontrar outro parceiro

10 - Casal ter muitos interesses financeiros compartilhados

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mulheres que amam demais










Somos seres extremamente relacionais. Desde o nosso nascimento precisamos confiar no outro para sobreviver. Com o tempo, vamos aprendendo a nos relacionar. Os relacionamentos íntimos são fundamentais na vida humana, são eles que trazem aquele turbilhão de emoções que nos deixam tontos de alegria. Porém, eles também podem trazer o inverso e destruir nosso equilíbrio emocional.

Geralmente são as mulheres que passam por grandes desequilíbrios emocionais e em consequência acabam obtendo relacionamentos patológicos. Um dos principais motivos é a desestrutura familiar, que não atenderam suas necessidades emocionais, em contrapartida vão procurar preencher o vazio em outros relacionamentos.

Por medo de serem abandonadas fazem de tudo para que um relacionamento não termine, ficam com total disponibilidade para assumir mais do que seus 50% da responsabilidade e da culpa na relação, sua autoestima é muito baixa e no fundo acreditam que não merecem serem felizes; sentem necessidade desesperada de controlarem seus relacionamentos e homens, vivem muito mais no mundo da fantasia (como poderia ser) do que conectadas a realidade da situação (como é); viciam na dor emocional e tem tendência a se tornarem viciadas em drogas, álcool ou desenvolverem distúrbios alimentares, ganância com doces, etc.

Passam grande parte da vida em momentos depressivos, mas vivem fugindo deles ocupando o tempo com as euforias e excitações advindas de um relacionamento instável; acham que os homens ‘bons’: aqueles gentis, estáveis, confiáveis e que se interessam por ela, são entediantes e cansativos.
A mulher que ‘ama demais’ está habituada com comportamentos negativos e se sentindo mais confortável com eles do que com o oposto, a menos que ela queira realmente sair dessa situação e se esforce bastante para mudar isso em sim mesma.

Entender de onde vem essa dor, esse medo assombrador e essa carência é um dos primeiros e mais importantes passos para iniciar o processo da cura. Quando nos conhecemos bem fica mais tranquilo se envolver e manter um relacionamento mais saudável. Para algumas pessoas o autoconhecimento é assustador e dolorido, mas dedicando-se poderá ser mais compensador.

Se viver é ir em busca constante de uma vida mais autêntica, é fundamental que assumamos as responsabilidades por nossos atos, escolhas e emoções. É preciso buscar ajuda profissional para que este contribua na edificação do alicerce; ter contato com o Eu Verdadeiro. O autoconhecimento é um processo contínuo por toda nossa existência, pois nenhum ser humano estará pronto e acabado, estamos sempre em construção.

A psicoterapia é um processo que implica coragem e desejo pessoal, pois é necessário passar por inúmeros enfrentamentos emocionais que são difíceis e dolorosos. Existem casos que precisam ser medicados para que se obtenham resultados mais eficazes.

E você leitor, se identificou com o texto?
Como são seus relacionamentos íntimos?




Fernanda Almeida Cavalcanti – Psicoterapeuta em Montes Claros
Atendimento Individual – Casal - Família
nandalmeidacavalcanti@yahoo.com.br



OBS: Esse texto já foi publicado no jornal local 'O Barranqueiro' da cidade de São Francisco/MG







domingo, 26 de outubro de 2014

7 mitos sobre a felicidade que precisamos parar de acreditar


Por Sonja Lyubomirsky
Quase todos nós preservamos o que eu chamo de ´´mitos de felicidade´´, crenças que certas conquistas (casamento, filhos, emprego, riqueza) nos farão felizes para sempre, e que certos fracassos ou adversidades (problemas de saúde, divórcio, dificuldades financeiras) irão nos fazer infelizes para sempre. Entretanto, não existe uma fórmula mágica para a felicidade e nem uma direção certa para o fracasso. Ao invés de trazer felicidade ou infelicidade duradoura, os principais momentos da vida e pontos de crise, podem ser uma oportunidade para de renovação, crescimento ou mudança significativa. É como você encara estes momentos que realmente importa:




1. "Eu vou ser feliz quando me casar com a pessoa certa"


Um dos mitos da felicidade mais difundidos é a noção de que encontraremos a felicidade somente quando descobrirmos o perfeito par romântico. A falsa promessa não é que o casamento não vai nos fazer felizes. Para a grande maioria das pessoas, ele faz. O problema é que o casamento, mesmo quando inicialmente é perfeito e satisfatório, não vai nos fazer tão intensamente felizes o quanto acreditamos. De fato, estudos mostram que o aumento de felicidade no casamento dura uma média de apenas dois anos. Infelizmente, quando esses dois anos passam, percebemos que o objetivo de encontrar o parceiro ideal não nos fez tão felizes como esperávamos e sentimos que deve haver algo errado conosco ou devemos ser os únicos a se sentir dessa maneira.

2. "Eu não serei mais feliz quando meu relacionamento acabar" 


Quando um relacionamento desmorona, nossa reação é frequentemente exagerada. Um grande medo surge depois do divórcio: Sentimos que nunca mais seremos felizes de novo, que a nossa vida acabou. No entanto, as pessoas são notavelmente resistentes, e as pesquisas mostram que o ponto mais baixo de felicidade acontece dois anos antes do divórcio. Depois de quatro anos após a ruptura de um casamento conturbado, as pessoas são significativamente mais felizes do que jamais tinham sido durante a união.

3. "Eu preciso de um parceiro(a) para ser feliz"


Muitos de nós carregam a certeza de que serão infelizes para sempre sem um parceiro(a). No entanto, vários estudos mostram que pessoas solteiras não são menos felizes do que as casadas, ​​e que solteiros encontram a felicidade e propósito em outros tipos de relacionamentos e atividades. Infelizmente, acreditar nesse mito pode ser tóxico: Ao não reconhecer o poder de resiliência e as recompensas de ficar sozinho (como ter mais tempo para passar com os amigos ou poder pôr em prática projetos solo e aventuras) pode nos levar a aceitar um parceiro(a) romântico que não combine conosco.

4. "Somente quando ter o meu ´´trabalho dos sonhos´´ serei feliz"


Na raiz desse mito da felicidade reside o equívoco de que, embora não estejamos felizes agora, certamente seremos quando tivermos o nosso ´´trabalho dos sonhos´´. Ao alcançar esse trabalho aparentemente perfeito, entretanto, surge um problema quando descobrimos que ele não nos faz tão felizes quanto esperávamos. O que explica essa experiência desagradável é o processo inexorável de adaptação hedônica, ou seja, o fato de que os seres humanos têm a capacidade de se habituar, ou se acostumar, à maioria das mudanças da vida. Infelizmente, se estamos convencidos de que um certo tipo de trabalho nos faria felizes e acabamos abandonando boas carreiras em busca de tal trabalho, podemos acabar nos arrependendo depois que a adaptação hedonista nos acostuma ao novo ambiente. Assim, um primeiro passo fundamental é entender que todos se habituam à novidade, emoções e desafios de um novo emprego ou empreendimento. Esta nova consciência irá sugerir-nos uma explicação alternativa para o nosso mal-estar no trabalho. E talvez pode ser que não haja nada de errado com o trabalho, ou com a nossa motivação, mas com outros aspectos da nossa vida que interferem em nosso humor durante o trabalho. 

5. "Eu vou ser feliz quando ficar rico e bem sucedido"


Muitos de nós acreditam fervorosamente que, se não está feliz agora, estaremos felizes quando finalmente chegarmos a um certo nível de prosperidade e sucesso. No entanto, quando essa felicidade indescritível prova ser de curta duração, alguns se decepcionam e até mesmo entram em depressão. Quando conseguimos alcançar - pelo menos no papel - muito de tudo o que sempre queríamos, a vida pode se tornar entediante e até mesmo vazia. Muitas pessoas prósperas e bem sucedidas não entendem este processo natural de adaptação, e podem chegar à conclusão de que precisam de mais dinheiro para serem verdadeiramente felizes. Eles não percebem que a chave para a felicidade não está em quão bem sucedido somos, mas no que fazemos com o nosso sucesso; não é o quão alto o nosso lucro é, mas como o utilizamos. 

6. "Nunca vou me recuperar deste diagnóstico"


Quando os nossos piores receios sobre a nossa saúde se tornam realidade, não conseguimos imaginar indo além do estágio de choro e desespero. Não conseguimos nos imaginar felizes de novo. No entanto, nossas reações e pressentimentos sobre este pior cenário são regidos por um outro mito da felicidade. Muito pode ser feito para aumentar a nossa sobrevida, seja qual for a doença. E também podemos dar um propósito a este momento doloroso e crescer como seres humanos.



A ciência mostra que temos um poder relativo de escolher o que experimentamos. Considere que, durante cada minuto do seu dia, você está escolhendo a prestar atenção a algumas coisas e optando por ignorar, suprimir ou retirar da consciência outras coisas. O que você escolhe prestar atenção se torna parte da sua vida e o resto não. Ao ter uma doença crônica, por exemplo, você pode passar a maior parte dos seus dias se lamentando sobre como ela arruinou sua vida, ou você pode passar os seus dias focado em sua rotina de academia, ou conhecendo seus sobrinhos, ou se importando com o seu lado espiritual. Nós podemos mudar nossas vidas simplesmente mudando nossas atitudes mentais.

7. "Os melhores anos da minha vida terminaram"


Quer sejamos jovens, de meia-idade ou idosos, a grande maioria de nós acredita que a felicidade diminui com a idade, caindo mais e mais a cada década até chegar o ponto em que nossas vidas serão caracterizadas por uma tristeza profunda. Assim, alguns podem se surpreender com a pesquisa que confirma que nossos melhores anos ainda estão por vir. As pessoas mais velhas são realmente mais felizes e satisfeitas com suas vidas do que as pessoas mais jovens; elas experimentam emoções mais positivas e sua experiência emocional é mais estável e menos sensível às vicissitudes da negatividade diária e stress.

Embora o pico de bem-estar ainda seja pouco clara, três estudos recentes demonstraram que o pico da experiência emocional positiva ocorreu em idades de sessenta e quatro, sessenta e cinco anos, e setenta e nove, respectivamente. O que ficou claro é que a juventude e a idade adulta emergente não são os tempos mais ensolarados da vida.

Por que isso? Quando começamos a reconhecer que os nossos anos de vida estão ficando limitados, mudamos nossa perspectiva sobre a vida. O horizonte de tempo mais curto nos motiva a ser mais orientados para o presente e investimos o nosso (relativamente limitado) tempo e esforço para as coisas da vida que realmente importam. Assim, por exemplo, à medida que envelhecemos, os nossos relacionamentos mais significativos tornam-se muito mais prioritários do que conhecer novas pessoas ou correr riscos; investimos mais nessas relações e descartamos aquelas que não nos satisfazem​​. Em certo sentido, nós nos tornamos emocionalmente mais sábios à medida que envelhecemos.

Fonte: Psychology Today traduzido e adaptado por Psiconlinews

sábado, 11 de outubro de 2014

Cinco passos para reparar o seu casamento ou relacionamento


Alguns anos atrás, uma terapeuta chamada Susan, com quatro décadas de experiência, confessou que funcionava mais como uma facilitadora de divórcios do que uma conselheira para os casais, porque, para 90% dos casados que ela atendia, já era tarde demais. Mas em alguns casos o divórcio não é inevitável; há coisas que você pode fazer para parar a espiral descendente do seu relacionamento mais íntimo.

1. Revigore o seu relacionamento 




Você sabia que o tédio tem um papel importante no declínio da satisfação conjugal? Não é apenas para o conflito que você precisa prestar atenção, mas também nos níveis de engajamento. O que você está fazendo para se aproximar?
Lembra-se de como você se sentiu quando conheceu o seu cônjuge ou parceiro, e da alegria que sentiu? Muitos de nós, presos nas tensões do dia-a-dia, entre chamadas de telefones e e-mails,  se esquecem do simples prazer que há em conversar diretamente. Arthur Aron e seus colegas fizeram uma série de experiências nas quais reproduzia sentimentos de proximidade, através da interação pessoal. Em um relacionamento de longo prazo, este tipo de conversa, que num primeiro momento foi a base do relacionamento, é muitas vezes abandonada e esquecida. Traga-a de volta compartilhando seu tempo com o seu parceiro/a. Faça perguntas que vão além do mundano, como "Se uma bola de cristal pudesse dizer-lhe a verdade sobre si mesmo, sua vida, o futuro ou qualquer outra coisa, o que você gostaria de saber?", saia do convencional.

2. Elimine padrões negativos

"A mesma velha ladainha" é o que um certo alguém na minha vida costumava dizer com desdém, com os braços cruzados sobre o peito, sempre que eu falasse qualquer coisa que estava me incomodando. Essa interação realmente tem a reputação de ser o assassino do relacionamento mais eficaz de todos e um preditor confiável do divórcio. Se este é um padrão no seu casamento e os dois desempenham ambos os papéis, é preciso reconhecer isso e trabalhar no que você pode fazer para mudar. Obviamente, isso tem que acontecer em um momento de calma, não de agitação.


3. Redescobrir o toque

O toque no seu relacionamento tem sido relegado para dentro do quarto? Estudos mostram que tocando um ao outro, especialmente durante a época de stress, não só é uma forma primitiva e mais direta de mostrar compaixão e sentimento para o seu parceiro, mas também aumenta o  senso de conexão com o seu parceiro. De acordo com o trabalho de Jennifer L.Goetz e outros, o toque está envolvido em dois processos sociais relacionados à compaixão e à formação de laços de cooperação. O toque faz você consciente de seu parceiro e sua dor e ajuda-o a reforçar essa consciência. ´´Toque", aqui, significa apenas algo sutil, como a mão no seu antebraço, por exemplo, e não um gesto físico ameaçador ou arrogante.



4. Aumento compromisso

Constantes críticas corroem o compromisso e acabam desgastando o relacionamento. Se você tende a responsabilizar tudo o que dá errado na sua vida conjugal à personalidade do seu parceiro, dizendo por exemplo: "É tão típico de você" ou "Você sempre pensa em ninguém além de você mesmo?" - Você está em território tóxico e precisa prestar atenção. Como mostra a pesquisa, os casais mais felizes e satisfeitos generalizam sobre as coisas que dão errado no dia-a-dia; eles não personalizam.

5. Gratidão

Finalmente, um pouco de gratidão ajuda. Expressar gratidão, um estudo descobriu que não apenas melhorar o conceito do outro na relação, mas também amplia o da pessoa que expressa gratidão. Os autores ressaltam que a expressão de gratidão é tanto uma comunicação com o outro como consigo mesmo; reduz a dissonância dos sentimentos. É claro, um parceiro que se sente apreciado é encorajado a ser mais amoroso e apoiador no futuro. 

Fonte: www.psychologytoday.com

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A Dependência Emocional










A dependência emocional é um estado psicológico que se manifesta nas relações sociais. Estas relações se caracterizam por serem instáveis, destrutivas e marcadas por um forte desequilíbrio, onde o dependente se submete e idealiza ao outro. Neste artigo nos centraremos na dependência emocional em relação ao parceiro.
Para a pessoa dependente, esta situação afeta de forma negativa a sua autoestima e a sua saúde física e/ou mental. Mas apesar do mal estar e do sofrimento que a relação lhes causa, se sentem incapazes de terminar a relação.

Quais são as características de uma pessoa dependente?
  1. Baixa autoestimadependencia emocionaal
  2. Medo da solidão
  3. Estado de ânimo disfórico (pensamentos e sentimentos negativos)
  4. Preferir seu parceiro aos demais
  5. Eleição frequente de parceiros egoístas, presunçosos e hostis
  6. Necessidade de acesso contínuo ao parceiro
  7. Autoanulação (renunciar a ser ele mesmo, com a finalidade de agradar)
  8. Desejos de exclusividade
  9. Necessidade de agradar (preocupação com as críticas e a rejeição)
  10. Déficit de habilidades sociais (baixa assertividade)
  11. Ocupar um papel inferior no relacionamento amoroso
A dependência emocional se converte em um problema quando a pessoa pretende preencher o vazio da sua vida com o seu parceiro ou com parceiros repetidos, quando deixa de ter objetivos e se concentra única e exclusivamente na relação.
A dependência emocional recebe uma larga lista de denominações na literatura científica e de autoajuda(apego afetivo, adicção ao amor, dependência sentimental, transtorno de personaliade dependente…). Porém, muito além nomenclatura, o que interessa é como eliminar ou diminuir a dependência emocional. Se o que se deseja é evitá-la e não chegar ao extremo descrito anteriormente,Antoni Martínez nos proporciona três dicas em seu blog “Psicología en Positivo”
Vamos pois às dicas ou conselhos para superar a dependência emocional:
  • Reconheça o problema para melhorar a sua qualidade de vidasuperar la dependencia emocional
  • Faça uma lista das coisas que lhe prejudicavam ou tem feito por teu parceiro (terás noção realmente do sofrimento a que estavas exposto)
  • Reforce sua autoestima
  • Aprenda a estar só
  • Potencie sua autonomia
  • Não deixe de lado as suas amizades
  • Tome suas próprias decisões
Como poderão comprovar, muitas destas dicas são necessárias para superar a dependência emocional. É fácil escrevê-las e lê-las, mas não cumpri-las. Por isso os psicólogos dispõem das ferramentas adequadas para solucionar essa classe de problemas de maneira efetiva.


Mª Pilar Ferre Ribera
Tradução: Maria Eliane

Para ver o texto original clique aqui

sábado, 5 de julho de 2014

Brigas dos pais afetam até a vida amorosa dos filhos no futuro






















Não entrar em discussões acirradas na frente dos filhos deveria ser regra para todos os pais, mas, na prática, nem sempre é assim. Na hora em que os ânimos se exaltam, é difícil moderar a raiva e as palavras. Mesmo que tudo volte às boas depois, essas ocasiões podem deixar marcas profundas nas crianças. "Os adultos deveriam pensar sempre duas vezes antes de agir, porque a criança sempre precisa ser preservada", afirma a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria, de São Paulo (SP).
De acordo com a psicóloga Susana Ório, também da capital paulista, para qualquer faixa etária sempre é muito sofrido presenciar as desavenças. "Quando os pais brigam, os filhos vivenciam um sentimento de ameaça. Os menores, de dois a quatro anos, não conseguem compreender o que está acontecendo. Por isso ao ver os pais discutindo, se sentem abandonados", conta. A criança não entende porque os pais estão brigando, principalmente quando os assuntos têm relação com finanças ou ciúme.
Segundo a psicóloga Miriam Barros, de São Paulo (SP), especialista em terapia familiar, nessa faixa etária, a criança é muito autorreferente e acredita que todas as coisas que acontecem na família têm a ver com ela. "No caso da briga dos pais, elas normalmente acham que são culpadas", diz. Como nessa idade os filhos ainda não têm repertório para expressar o que sentem nem capacidade de entender os problemas dos adultos, podem desenvolver sintomas físicos ou psíquicos para conseguir lidar com a tensão. O terror noturno, por exemplo, é bastante comum.
Entre cinco e oito anos, a criança já começa a entender e verbalizar o que está sentindo. É comum dizer aos amiguinhos que acha que os pais vão se separar, contar que estão brigando. "É uma fase em que a criança vai querer cuidar do pai e da mãe, pedir para que eles não briguem, pedir que se beijem... E também desejar ficar em casa para não deixar que os dois discutam", comenta Susana, que afirma que depois dos nove anos de idade há uma percepção maior dos conflitos.
Dependendo da frequência com que as discussões ocorrem, muitas crianças chegam a comentar na escola que seria melhor que os pais se separassem, pois não suportam mais tanto estresse. "Quanto maior a criança, mais ela costuma fazer suas próprias interpretações, defendendo um ou outro de acordo com a própria opinião", completa Luciana Barros de Almeida, presidente da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia).

Aprendizado negativo

Seja qual for a idade, porém, é fato que a criança que assiste constantemente aos embates familiares se torna mais tensa, triste, abatida e apática, o que acaba afetando, também, o rendimento escolar. A tensão familiar compromete sua visão sobre os relacionamentos amorosos entre os adultos. "Ela pode entender que a relação conjugal é algo ruim e assimilar isso para sua vida adulta", diz Luciana.
Muitas crianças chegam a falar que não querem se casar nem ter filhos quando crescerem, numa demonstração clara de que não pretendem passar de novo pelo sofrimento que vivenciam no dia a dia.

Segundo a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro "Guia Prático dos Pais" (Ed. Green Forest), brigar na frente dos filhos funciona como uma espécie de curso prático sobre a convivência a dois. "Há o risco de as crianças reproduzirem, mais cedo ou mais tarde, no relacionamento com os amiguinhos ou na vida adulta, os gritos, o tipo de palavreado, os gestos, as ofensas... Poucas são as que fazem o caminho oposto e evitam repetir aquilo que presenciam os pais fazendo", declara.


As palavras que um diz ao outro podem moldar a imagem que a criança tem do pai ou da mãe. É preciso cuidado com xingamentos e termos que desqualificam. Quando o pai humilha a mãe, por exemplo, a mensagem transmitida é de que uma mulher não merece ser respeitada. E se a mãe tem mania de falar que o parceiro é folgado ou preguiçoso, a própria criança pode passar a usar essas palavras para se referir ao pai, já que as ouviu com frequência e as assimilou como verdade absoluta.

Situação sob controle

Os ânimos se exaltaram e as crianças ficaram nervosas? Respire fundo e tente acalmá-las, explicando que a discussão não tem nada a ver com elas –mesmo que o motivo seja alguma divergência no modo de educá-las. É imprescindível agir de modo que os filhos não se sintam culpados pelo ocorrido.
"E mais: peça desculpas. Fale que lamenta ter brigado com o papai ou com a mamãe e que sente arrependimento. Explique ainda que adultos às vezes perdem a paciência, porque se relacionar é difícil, mas que vocês se amam, vão resolver tudo juntos e que eles não precisam se preocupar", declara a psicóloga infantil Daniella Freixo. "Só não tente fazer de conta que não houve nada, pois isso é cinismo e confunde a criança. Ela aprende que não pode confiar nas próprias percepções", conta Suzy.
A forma mais sensata de poupar os filhos é mesmo conversar a sós, com tranquilidade e objetividade, e, de preferência, longe dos olhares e ouvidos das crianças. "Trancarem-se no quarto pode até ser uma forma de manter o controle para não discutirem na frente da criança. Porém, de nada adianta se os dois se exaltarem ao ponto de, do lado de fora, todos escutarem o que está sendo falado", diz Luciana de Almeida, da ABPp.
"Ficarem sem se falar para evitar atritos também não é bom, porque mantém um clima de tensão a maior parte do tempo gerando mais ansiedade", afirma Miriam Barros. Além disso, um período de silêncio muito longo sinaliza falta de maturidade para resolver os próprios conflitos.
Existe um jeito ideal de resolver as coisas se as crianças estiverem por perto? "Depende do assunto. Se for apropriado para as crianças ouvirem pai e mãe podem até tentar resolver, mas mantendo o respeito entre o casal. Mas a maior parte dos assuntos não deve ser discutida na frente das crianças", explica Miriam.

Ainda que o par esteja atravessando uma crise conjugal com possibilidade de resolução, os filhos devem ser poupados. Os pais devem responder – de uma forma compreensível, claro – se os filhos fizerem perguntas, mas não é necessário se antecipar e abrir uma intimidade que eles não são capazes de absorver.

"Toda relação passa por ajustes e momentos de crise. O importante é que o casal procure, desde o início, fazer um pacto de respeito para que não magoem um ao outro nem os filhos. Dá trabalho, claro, é algo a se fazer dia a dia, mas é necessário. A família só ganha com isso", diz Daniella.
Fonte: UOL

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