
Somos seres extremamente relacionais. Desde o nosso nascimento precisamos confiar no outro para sobreviver. Com o tempo, vamos aprendendo a nos relacionar. Os relacionamentos íntimos são fundamentais na vida humana, são eles que trazem aquele turbilhão de emoções que nos deixam tontos de alegria. Porém, eles também podem trazer o inverso e destruir nosso equilíbrio emocional.
Geralmente são as mulheres que passam por grandes desequilíbrios emocionais e em consequência acabam obtendo relacionamentos patológicos. Um dos principais motivos é a desestrutura familiar, que não atenderam suas necessidades emocionais, em contrapartida vão procurar preencher o vazio em outros relacionamentos.
Por medo de serem abandonadas fazem de tudo para que um relacionamento não termine, ficam com total disponibilidade para assumir mais do que seus 50% da responsabilidade e da culpa na relação, sua autoestima é muito baixa e no fundo acreditam que não merecem serem felizes; sentem necessidade desesperada de controlarem seus relacionamentos e homens, vivem muito mais no mundo da fantasia (como poderia ser) do que conectadas a realidade da situação (como é); viciam na dor emocional e tem tendência a se tornarem viciadas em drogas, álcool ou desenvolverem distúrbios alimentares, ganância com doces, etc.
Passam grande parte da vida em momentos depressivos, mas vivem fugindo deles ocupando o tempo com as euforias e excitações advindas de um relacionamento instável; acham que os homens ‘bons’: aqueles gentis, estáveis, confiáveis e que se interessam por ela, são entediantes e cansativos.
A mulher que ‘ama demais’ está habituada com comportamentos negativos e se sentindo mais confortável com eles do que com o oposto, a menos que ela queira realmente sair dessa situação e se esforce bastante para mudar isso em sim mesma.
Entender de onde vem essa dor, esse medo assombrador e essa carência é um dos primeiros e mais importantes passos para iniciar o processo da cura. Quando nos conhecemos bem fica mais tranquilo se envolver e manter um relacionamento mais saudável. Para algumas pessoas o autoconhecimento é assustador e dolorido, mas dedicando-se poderá ser mais compensador.
Se viver é ir em busca constante de uma vida mais autêntica, é fundamental que assumamos as responsabilidades por nossos atos, escolhas e emoções. É preciso buscar ajuda profissional para que este contribua na edificação do alicerce; ter contato com o Eu Verdadeiro. O autoconhecimento é um processo contínuo por toda nossa existência, pois nenhum ser humano estará pronto e acabado, estamos sempre em construção.
A psicoterapia é um processo que implica coragem e desejo pessoal, pois é necessário passar por inúmeros enfrentamentos emocionais que são difíceis e dolorosos. Existem casos que precisam ser medicados para que se obtenham resultados mais eficazes.
E você leitor, se identificou com o texto?
Como são seus relacionamentos íntimos?
Fernanda Almeida Cavalcanti – Psicoterapeuta em Montes Claros
Atendimento Individual – Casal - Família
nandalmeidacavalcanti@yahoo.com.br
OBS: Esse texto já foi publicado no jornal local 'O Barranqueiro' da cidade de São Francisco/MG
